terça-feira, 30 de setembro de 2014

Mauro Iasi - 21 - Presidente - Programa 17 - Somos muitos, eles é que são poucos.

GilsonSampaio

Sabe quanto a “picaretagem de mercado” ganha com a Petrobras? Paulo Roberto Costa é “fichinha”

Sanguessugado do Tijolaço

Fernando Brito

petrobras

Todo dia você lê que a Petrobras “perdeu X bilhões de valor de mercado”, não é?

Não perdeu coisa nenhuma, porque só perderia se a empresa fosse  vendida.Isso é usado como argumento contra a mais importante empresa brasileira que é, aliás, propriedade do nosso povo.

Mas suas ações perdem, sim.

Pois se você quer saber como isto envolve uma onda de “espertezas” que não merece outro nome além de criminosa, leia a matéria do insuspeito site Infomoney, especialista em “cantar a pedra” de quedas na Bovespa com as pesquisas que revelam o favoritismo de Dilma.

Vender Petrobras na Bolsa garantiu “só” em setembro lucro de 1.120%

“Investidor que aplicou R$ 1.000 em opções de venda de Petrobras no início de setembro e vendeu hoje viu seu dinheiro virar R$ 11.240, sem considerar os custos da operação”
E a matéria discorre como os “iluminados” que compraram “opções” das ações da petroleira estão rindo de orelha a orelha, com lucros de 200 ou até 300% com a queda vertiginosa que as explorações políticas das pesquisas eleitorais provocam nestes papéis, que vinha subisndo consistentemente desde o início do ano, com as boas perspectivas da empresa e do pré-sal.

Nem traficante de drogas ganha tanto, em tão pouco tempo.

Não preciso dizer que, nos Estados Unidos, um movimento deste tipo em ações das grandes empresas americanas teria, a esta altura, posto gente na cadeia.

Entre ADRs (“vale-papel” pelas ações da Petrobras que FHC vendeu na Bolsa de NY) e ações preferenciais e ordinárias, o movimento médio diário da Petrobras na Bolsa anda na casa de US$ 1,5 bilhão.

Sentiu o tamanho da “brincadeira”?

Paulo Roberto Costa é trocado.

Em manifesto, generais atacam ministro e CNV

catado no feicibuqui da Flávia Leitão

 

29 de Setembro de 2014 - Em manifesto, generais atacam ministro e CNV 

Um grupo de generais da RESERVA do Exército divulgou nesta sexta-feira (26) um manifesto de repúdio ao ministro da Defesa, Celso Amorim, e com duras críticas à atuação da Comissão Nacional da Verdade.

Assinado por 27 oficiais que atingiram o posto máximo da hierarquia militar, muitos deles com postos de prestígio ou de comando na ditadura (1964-85), o documento diz que Exército, Marinha e Aeronáutica não devem qualquer pedido de desculpas pelos crimes cometidos nos 21 anos de regime autoritário.

“Abominamos peremptoriamente a recente declaração do senhor ministro da Defesa à Comissão Nacional da Verdade de que as Forças Armadas aprovaram e praticaram atos que violaram direitos humanos no período militar”, afirma a nota.

A divulgação do manifesto dos oficiais da reserva é uma resposta a um ofício encaminhado por Celso Amorim à Comissão Nacional da Verdade, na última semana, admitindo pela primeira vez que as Forças Armadas não têm condições de negar a ocorrência de mortes, torturas e desaparecimentos durante a ditadura.

O documento assinado pelo ministro da Defesa foi baseado em ofícios dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. Em resposta à comissão, as três Forças se limitaram a dizer que não dispõem de provas para afirmar ou negar fatos como a ocorrência de crimes e assassinatos em unidades militares.

 

Os membros da Comissão Nacional da Verdade consideraram a manifestação das três Forças insuficiente.

 

Fonte -  Folhapress

Nos Porões da Ditadura, uma Flor.

 

Um grupo de generais da RESERVA do Exército divulgou nesta sexta-feira (26) um manifesto de repúdio ao ministro da Defesa, Celso Amorim, e com duras críticas à atuação da Comissão Nacional da Verdade.

Assinado por 27 oficiais que atingiram o posto máximo da hierarquia militar, muitos deles com postos de prestígio ou de comando na ditadura (1964-85), o documento diz que Exército, Marinha e Aeronáutica não devem qualquer pedido de desculpas pelos crimes cometidos nos 21 anos de regime autoritário.

“Abominamos peremptoriamente a recente declaração do senhor ministro da Defesa à Comissão Nacional da Verdade de que as Forças Armadas aprovaram e praticaram atos que violaram direitos humanos no período militar”, afirma a nota.

A divulgação do manifesto dos oficiais da reserva é uma resposta a um ofício encaminhado por Celso Amorim à Comissão Nacional da Verdade, na última semana, admitindo pela primeira vez que as Forças Armadas não têm condições de negar a ocorrência de mortes, torturas e desaparecimentos durante a ditadura.

O documento assinado pelo ministro da Defesa foi baseado em ofícios dos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. Em resposta à comissão, as três Forças se limitaram a dizer que não dispõem de provas para afirmar ou negar fatos como a ocorrência de crimes e assassinatos em unidades militares.

Os membros da Comissão Nacional da Verdade consideraram a manifestação das três Forças insuficiente.

Fonte - Folhapress

Alienação eleitoral passa longe do Brasil real

Via Correio da Cidadania

Hamilton Octavio de Souza

Convocado para as eleições gerais de 5 de outubro, o povo brasileiro poderá votar para a presidência da República, governos estaduais, Congresso Nacional e assembleias legislativas. Tudo indica que a renovação será pequena, pois o processo eleitoral favorece os grupos políticos tradicionais, os nomes mais conhecidos e fortemente apoiados pelo poder econômico, apesar do amplo descontentamento em diferentes segmentos e classes sociais.

Mais uma vez o tom das campanhas foi dado pelos marqueteiros nos esquemas milionários de programas no rádio, na TV e nas redes sociais, sempre focados na venda de candidatos-produtos e sem a menor preocupação com o debate político e a conscientização do eleitorado sobre os principais problemas e desafios do país. Ao contrário, o show de alienação dominou a propaganda, a mídia e a cobertura da imprensa, salvo a exceção dos partidos e candidatos da esquerda.

Boa parte do que deveria ter sido pautado pelos candidatos a presidente, entre aqueles que representam a ordem dominante e têm chances reais na disputa, foi deliberadamente deixado de lado, guardado no fundo do baú e afastado da opinião pública. Vários problemas e enfrentamentos obrigatórios para o próximo governo não receberam o menor destaque na campanha, entre os quais os seguintes:

1 - Dívida Pública - Quase a metade do orçamento da União (43%) é destinada ao pagamento de juros e amortizações da dívida pública, que continua a crescer apesar de todos os pagamentos já feitos. Trata-se de um mecanismo de transferência de renda do povo para um reduzido número de rentistas e especuladores financeiros do Brasil e do exterior. Os governos eleitos depois da Ditadura Militar se recusam a fazer uma auditoria dessa dívida, constituída de ilegalidades, altamente remunerada com a taxa Selic (11% a.a.) e que suga os recursos que deveriam ser usados na saúde, educação, moradia, transportes e demais serviços públicos. Não estancar essa imoralidade é crime de lesa-pátria.

2 - Reforma Tributária - O Código Tributário Nacional está em vigor desde 1966 e foi aprovado na Ditadura Militar para favorecer o poder central (governo federal), que fica com quase 70% dos impostos arrecadados em prejuízo dos estados e municípios. Trata-se de um sistema que cobra mais dos trabalhadores assalariados (imposto de renda retido na fonte) e dos mais pobres (impostos indiretos nos produtos de consumo), e tributa menos o patrimônio, a especulação financeira e a renda dos mais ricos (maior alíquota é 27,5%). Um projeto de lei para tributar grandes fortunas está parado no Congresso há 20 anos. Esse sistema reproduz a desigualdade social e mantém privilégios dos que não querem pagar impostos. Sem reforma tributária séria não haverá recursos suficientes para investimentos nos serviços públicos essenciais.

3 - Remessa de Lucro - Os especuladores financeiros e as empresas estrangeiras que atuam no Brasil estão causando uma sangria imensa na riqueza produzida no país, na medida em que mandam para o exterior, sem qualquer limite, grande parte do que deveria ser investido em território nacional. As remessas de lucros batem recordes todos os anos, enquanto o investimento interno é insuficiente para dinamizar a economia, gerar empregos, aumentar salários e melhorar a qualidade de vida dos brasileiros. O PIB perto de zero é apenas uma consequência dessa sangria. Não dá para falar em país soberano se o governo não estabelecer limites para o capital estrangeiro que expropria o trabalho dos brasileiros.

4 - Desindustrialização - O modelo de desenvolvimento acelerado depois de 1990  nos governos Collor, FHC, Lula e Dilma  privilegia o agronegócio, a monocultura (cana, soja, eucalipto) e a exportação de matérias primas e produtos primários (minérios, petróleo, grãos, carne), com sérios danos aos recursos naturais e ao meio ambiente. Em contrapartida, o país passou a importar cada vez mais produtos manufaturados em todos os setores de consumo massivo, com o desmantelamento do parque industrial nacional e a consequente perda de domínio tecnológico e patrimônio intelectual. Essa política coloca o Brasil cada vez mais dependente de um comércio desigual (exportação de produtos primários de baixo valor e importação de produtos com valor agregado) e cada vez mais distante da autossuficiência. A situação exige uma nova proclamação da independência.

5 - Reforma Agrária - O país tem enorme quantidade de terras disponíveis e improdutivas sem qualquer ocupação e atividade, que servem tão somente para a especulação de seus proprietários. A realização de uma reforma agrária ampla, massiva e popular, com apoio técnico para a produção e a comercialização, centrada na agroecologia, possibilitaria a imediata mudança de vida de milhões de famílias e fortaleceria o abastecimento do povo brasileiro com alimentos sadios e livres de transgênicos e de agrotóxicos. Atrair milhões para a reforma agrária é combater diretamente a desigualdade econômica e social e criar nova e forte expectativa positiva no presente e no futuro do Brasil. É preciso vencer a covardia que tem impedido os governos de enfrentar esse desafio.

Além desses temas, a alienação eleitoral passou longe também de compromissos como a redução da jornada de trabalho e a extinção do fator previdenciário das aposentadorias, que são fundamentais para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. O caminho da conquista continua sendo o da mobilização, das greves e da luta aberta nas ruas.

Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor.

‘Frente de Esquerda só faria sentido sob acordo de transformação para além do capitalismo’

Via Correio da Cidadania

Valéria Nader e Gabriel Brito

Na segunda entrevista com os candidatos a presidente da esquerda socialista, conversamos com José Maria de Almeida, o candidato do PSTU. Na conversa, ele deixou claro que a missão da esquerda, e à qual se dedica seu partido, é apresentar um projeto que fale em nome dos interesses dos jovens e trabalhadores em luta, sem alimentar a ilusão de que grandes mudanças podem vir através do voto.

“Não podemos confundir o papel da esquerda; é preciso usar o processo eleitoral para fortalecer a luta popular, e não entrar na eleição achando que o nosso papel é ganhar o máximo possível de votos, a qualquer custo. Como se a obtenção de votos fosse mudar o Brasil”, disse, destacando que tal visão impediu uma Frente de Esquerda de coligação nacional, ainda que o momento de insatisfação popular seja favorável.

Quanto aos principais candidatos, em sua visão inalcançáveis num modelo eleitoral controlado pelas grandes empresas e uma mídia monopólica, Zé Maria ressalta que todos representam o mesmo modelo econômico. Para ele, que já descarta Aécio do segundo turno, nem mesmo Marina esboça uma mudança substancial, ainda que num eventual segundo turno a chamada “direita tradicional” esteja fora.

“A Marina, reiteradamente, tem dito que vai governar para os banqueiros e empresários, quer governar com PT e o PSDB. Ela não propõe uma mudança de modelo econômico em relação ao que está sendo aplicado no país. Portanto, sequer na questão do meio ambiente, que ela diz defender, vai ter diferença no governo dela”, criticou.

A entrevista completa com Zé Maria pode ser lida abaixo.

Correio da Cidadania: Como está vendo o atual momento político com as eleições que se aproximam?

Zé Maria de Almeida: Há uma reviravolta importante no quadro após o acidente que tirou a vida de Eduardo Campos, com a ascensão da Marina como candidata. Uma mudança importante que já implicou, em minha opinião, no afastamento do PSDB da disputa real. É bastante provável que o Aécio Neves caia cada vez mais daqui por diante e a eleição fique polarizada entre a Dilma e a Marina. Essa é uma mudança importante, um cenário eleitoral onde, digamos, a “direita tradicional” não está representada.

São duas candidaturas oriundas, em última instância, do próprio PT e que o partido materializa hoje no governo: um projeto de conciliação com o grande empresariado e os banqueiros, no qual o PT governa para aplicar um programa que atende, essencial e prioritariamente, os interesses deles.

A Marina, por mais que tenha estilo e discurso distintos, de defesa do meio ambiente, em termos de modelo econômico defende a mesma coisa. Ela, reiteradamente, tem dito que vai governar para os banqueiros e empresários, quer governar com PT e o PSDB. Ela não propõe uma mudança de modelo econômico em relação ao que está sendo aplicado no país.

Portanto, sequer na questão do meio ambiente, que ela diz defender, vai ter diferença no governo dela, porque o que está destruindo o meio ambiente no país são justamente os interesses das grandes empresas, por sua vez, o centro do modelo econômico aplicado. Não só as grandes empresas do agronegócio, mas o conjunto, as empresas de mineração, de energia e por aí afora.

Assim, é uma mudança importante, mas que aponta para um quadro de continuidade, seja através da Dilma, seja através da Marina. Neste sentido, um quadro que está questionado e contestado pelas mobilizações de rua desde o ano passado. As mobilizações de rua, mais as greves que as sucederam, questionam essencialmente o modelo que está posto. Pode ser que nas eleições a solução desaguadora de tal descontentamento tome forma na candidatura da Marina, mas isso vai gerar uma contradição para o futuro governo.

Porque o futuro governo, seja da Dilma, seja da Marina, e com aprofundamento da crise econômica, não vai apontar para o atendimento das demandas das pessoas que estão nas ruas. Pelo contrário, deve agravar a situação e a precarização da vida da classe trabalhadora brasileira.

Correio da Cidadania: Quais são, a seu ver, os principais problemas e questões do Brasil de hoje e como o programa do PSTU dialoga com isso?

Zé Maria de Almeida: O Brasil é um país muito rico. Em termos de recursos naturais é dos mais privilegiados do mundo. É um país com uma capacidade de produção industrial instalada imensa, ou seja, produz uma riqueza imensa todos os anos. No entanto, é um país cuja grande maioria da população vive em condições cada vez mais precárias. Por quê? Porque os recursos e a riqueza produzida pelo trabalho são canalizados para aumentar a rentabilidade de capital dos bancos, das grandes empresas, do agronegócio, das multinacionais que controlam o país.

Portanto, a primeira mudança necessária para que se possa atender à demanda de saúde, educação, moradia, transporte, aposentadoria, reforma agrária, é na estrutura econômica. Começa por não pagar a dívida interna e externa para o grande capital, estatizar os bancos e o sistema financeiro, colocá-los sob controle dos trabalhadores, reestatizar as empresas e o patrimônio que foi privatizado pelo governo do PSDB e pelo governo do PT, nas áreas de mineração, produção e distribuição de energia, petróleo, siderurgia, telecomunicações. É preciso colocar tudo isso sob controle do Estado e de um projeto para atender às necessidades da população brasileira, atacar o privilégio das grandes empresas, reduzir a jornada de trabalho, melhorar o salário dos trabalhadores, garantir o emprego...

E mudar as outras dimensões da vida social. Enfrentar e debelar o machismo, o racismo, a homofobia, mazelas que afligem fortemente a vida de parcelas grandes da população brasileira. Há uma verdadeira epidemia de violência contra as mulheres e a violência racial cresce cada vez mais no nosso país. Acabamos de ver o episódio lamentável lá no estádio do Grêmio. Mas aquilo é só uma expressão de uma realidade cotidiana da vida dos negros e negras no nosso país. Sobre a homofobia, o Brasil segue ostentando o vergonhoso título de país onde mais se matam pessoas por sua simples orientação sexual.

São mudanças necessárias no país para que as pessoas possam ter uma vida digna. E o Brasil tem condições de prover tais condições. Para isso, é preciso libertar o país do controle dos bancos e das grandes empresas. É preciso um governo que rompa com o grande empresariado e os banqueiros, um governo dos trabalhadores e sem patrões para promover tais mudanças.

Esse é o problema que já se anuncia com o eventual governo da Marina, que diz querer governar com todo mundo. É exatamente o problema que esterilizou o PT e os governos que o PT chefiou no nosso país, no sentido de realizar qualquer mudança de fundo na sociedade brasileira. Porque quando resolveu fazer uma aliança com o grande empresariado, com financiamento, apoio político e beneplácito da mídia pra ganhar as eleições, abriu mão e perdeu a capacidade de representar os interesses da classe trabalhadora brasileira.

Vamos retomar a ideia de um governo da nossa classe, da classe trabalhadora, sem patrões, que possa governar o Brasil e promover as mudanças. Esse é o sentido do projeto que o PSTU apresenta nas eleições, ou seja, é um projeto que em primeiro lugar apresenta um programa, com as mudanças de que o país precisa para as pessoas terem uma vida digna, mas que também discute como vamos realizá-lo: através de um governo dos trabalhadores e um governo que só vai se instalar e só vai governar se estiver apoiado num amplo processo de mobilização social.

Não é pelo voto que nós vamos reunir forças para mudar o Brasil. A eleição aqui é completamente controlada pelo poder econômico. Não é por aí que vai sair alguma mudança.

Correio da Cidadania: Em tal contexto, de controle absoluto do poder econômico, qual a importância das eleições de 2014 para as esquerdas e que papel elas podem, ou devem, desempenhar no meio dessa disputa em que não têm nenhuma candidatura realmente competitiva?

Zé Maria de Almeida: Em primeiro lugar, é importante a esquerda socialista identificar o que é o processo eleitoral e seus limites. Não é um meio de transformação do país, nem um meio de solucionar os problemas que afligem a vida do povo. É uma contingência participar do processo eleitoral. Participamos porque o povo também participa, e para apresentar um projeto alternativo aos que já estão postos. Mas sem nenhuma ilusão de que através das eleições seja possível realizar as mudanças de que o país precisa.

É muito importante que a esquerda tenha isso claro. Para o PSTU, as eleições têm o sentido de trazer para o debate político as demandas dos jovens e trabalhadores que lutam no país, e ao mesmo tempo usar a agitação e discussão política da campanha pra fortalecer a organização e as lutas diretas do movimento. Porque só a luta do povo muda a vida do povo. Não há possibilidade de construção das mudanças que precisamos fazer no país por fora da luta da nossa classe. Portanto, a eleição para nós serve fundamentalmente para isso.

Não podemos confundir o papel da esquerda, de usar o processo eleitoral para fortalecer a luta popular, e entrar na eleição achando que o nosso papel é ganhar o máximo possível de votos, a qualquer custo. Como se a obtenção de votos fosse mudar o Brasil. Foi a diferença que tivemos com o PSOL e a razão pela qual não temos uma coligação nacional. O PSOL prefere defender um programa no processo eleitoral que não se choque com o nível médio de consciência das massas, sem defender nenhuma bandeira que pareça muito radical, para não dificultar a disputa de votos. Para fazer frente ao financiamento do grande empresariado, começa a pegar financiamento das empresas também. O PT fez isso e vimos aonde deu.

Uma concepção diferente da nossa, que busca o voto como objetivo central dos partidos. E para a esquerda socialista, para aqueles que acreditam na transformação revolucionária do país e na construção do socialismo, a eleição não pode ser isso. Acreditar em tal coisa é acreditar em papai Noel.

Correio da Cidadania: Ainda assim, você não considera que essas representações da esquerda tenham perdido uma grande oportunidade, aberta pelas massivas manifestações de 2013, de se apresentarem ao pleito com maior peso político e social?

Zé Maria de Almeida: Para aproveitar de forma coerente as oportunidades que a luta de classes coloca, a esquerda, em primeiro lugar, precisa apresentar um programa que de forma realista mostre as mudanças que o país precisa para atender às demandas do povo. Sem isso, é vender ilusão. Se não defender a necessidade de parar de pagar dívidas para os bancos, reestatizar o patrimônio público entregue ao setor privado, e disser que resolveremos o problema da saúde, da educação e da moradia, estou mentindo.

Sem nos apresentarmos dessa forma, estaríamos ajudando a disseminar ilusões e mentiras na cabeça da classe trabalhadora, o que tem sido a especialidade do PT nos últimos anos: convencer o povo de que é assim, devagarinho, tem que dar dinheiro para banco, governar com os banqueiros...

Não conseguimos constituir a Frente de Esquerda porque teríamos de apoiar uma candidatura que diria que, com uma auditoria da dívida e uma reforma tributária, mudaríamos o Brasil. E não se muda o Brasil com uma auditoria e uma reforma tributária. Aproveitar a oportunidade implica se apoiar no amplo processo de mobilização, no acúmulo do descontentamento das pessoas no país, e apresentar a elas uma alternativa, mas uma alternativa de mudança real. O que implica enfrentar os privilégios dos bancos, das grandes empresas, o controle que as transnacionais têm sobre nosso país. Senão, não é alternativa real de enfrentamento.

O segundo problema é que tenho de dizer como mudamos o país. Não posso dizer ‘vote no Zé Maria que ele fará as mudanças no país’. Não é verdade. As mudanças só virão com o fortalecimento da organização e da luta do povo. Não posso vender a ilusão de que basta votar num candidato de esquerda que o país vai mudar. Isso foi o que o PT fez. Com a incidência que tinha sobre a classe trabalhadora brasileira, poderia ter feito outra escolha no final da década de 80. Poderia ter levado aquele processo de mobilização social a fazer tanta pressão sobre o Estado que transformações de fundo teriam se produzido. Mas optou por canalizar tudo para as eleições. E temos o resultado hoje.

Portanto, não é verdade que, pra aproveitar as oportunidades abertas, era muito importante ter uma Frente de Esquerda, a qualquer custo. Seria bom, desde que fosse pra defender um programa de transformação do país para além do capitalismo, um programa anticapitalista, que dissesse a verdade para a nossa classe. Ou seja, para realizar tal programa, demanda-se um governo de trabalhadores que enfrente o grande empresariado e, consequentemente, conte com um processo amplo de mobilização social. Ao não existir acordo sobre esse tema, não tem por que fazer a Frente. Seria um tiro no pé.

Correio da Cidadania: Você considera que, nessas eleições, e dentro do contexto aqui descrito, o debate aberto pelo PSTU e pelas esquerdas de um modo geral conseguirá se impor e fazer a diferença de alguma forma, confrontando o debate da ordem?

Zé Maria de Almeida: Acho que a construção feita pelo PSTU já está fazendo a diferença, ao menos naquilo que nos interessa, que é nas lutas e organização dos trabalhadores e juventude. Incidir no processo é muito difícil, pois é controlado pelo poder econômico, as grandes redes de mídia, e não reflete de forma direta a realidade da luta de classes no país. Vejamos: a Dilma disse que vai gastar 300 milhões de reais na campanha; o Aécio, 290 milhões; a Marina, sei lá, 200 milhões. Ninguém tem dinheiro do bolso para gastar assim. É um dinheiro que será colocado pelas grandes empreiteiras, bancos etc. Essa é a via através da qual o poder econômico controla as eleições. A outra é a televisão.

Mesmo o espaço da TV para os candidatos, destinado pelo Estado, é distribuído de forma desigual. A Dilma tem 15 minutos, nós temos 45 segundos. O noticiário da Rede Globo não mostra as 11 candidaturas todo dia. Mostra três. E tudo somado leva a população a enxergar apenas três ou quatro candidaturas, escolher entre elas e ficar sem ouvir e tomar conhecimento de todas as propostas e ver qual é a melhor. Isso é o sistema eleitoral. Nesse debate, não creio que vamos incidir. Vamos incidir somente em parcela pequena da população.

Mas insisto: fortalecemos o outro processo, o da organização e luta dos trabalhadores. Nesse sentido, acredito que está avançando no Brasil a construção de uma alternativa de esquerda, socialista, na qual o PSTU tem sido parte fundamental. Esse é o centro da nossa preocupação e do nosso esforço.

Valéria Nader, jornalista e economista, é editora do Correio da Cidadania; Gabriel Brito é jornalista.

Mundo tem 2 mil bilionários e 1,5 bilhão de esfomeados

Via Diário Liberdade

A fortuna somada dessas 61 pessoas corresponde a 8% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e é maior que a economia de 100 países diferentes, incluindo a Nova Zelândia, que tem um dos melhores índices de IDH do mundo.

Neoliberalismo

Diário Liberdade - Um estudo sobre o aumento do número de bilionários no mundo divulgado semana passada pelo banco suíço UBS e pela consultoria de Hong Kong Wealth-X nos permite refletir sobre o quão assustadora é a realidade do capitalismo a nível mundial.

 

De acordo com a pesquisa, o número de biolionários no mundo aumentou 7% e atingiu 2.325 em 2014. Somada, sua fortuna atingiu US$ 7,3 trilhões neste ano, um aumento de 12% em relação a 2013. O patrimônio médio de cada bilionário aumentou 4,4% em 2014, para US$ 3,1 bilhões.

Isso significa que essas pouco mais de 2 mil pessoas acumulam aproximadamente 3% da riqueza das 7 bilhões de pessoas que compõem a população mundial.

Esses números contrastam totalmente com a realidade da esmagadora maioria da população mundial, especialmente da classe trabalhadora, que, ou está desempregada, ou vive em situação de constante humilhação.

A OIT (Organização Internacional do Trabalho) aponta, em um documento divulgado em maio, que o número de desempregados no mundo cresceu em 30,6 milhões desde a crise de 2008.

Enquanto a consultoria Wealth-X estima que, até 2020, serão mais de 3.800 bilionários no mundo, o relatório da OIT afirma que "para 2019, considerando as atuais tendências, o desemprego alcançará 213 milhões de pessoas" e que 85% da força de trabalho nos países em desenvolvimento continuará a viver em 2018 abaixo do que é considerado a linha de pobreza nos Estados Unidos.

Segundo a OIT, mais da metade dos trabalhadores dos países em desenvolvimento (que são cerca de 1,5 bilhão de pessoas) encontram-se em situação trabalhista vulnerável. Cerca de 839 milhões de trabalhadores nesses países ganham menos de 2 dólares por dia, calcula a organização.

No Relatório para o Desenvolvimento Humano da ONU (Organização das Nações Unidas), publicado em julho, foi revelado que existem atualmente 1,5 bilhão de pessoas vivendo na pobreza (a chamada pobreza multidimensional, que leva em conta a renda e o acesso dos indivíduos e famílias a serviços básicos como saúde e educação).

Se for considerada apenas a renda, há hoje no mundo 1,2 bilhão de pessoas vivendo com menos de 1,25 dólar por dia e 2,7 bilhões com menos de 2,50 dólar.

Ainda conforme o constatado pela ONU, 842 milhões de pessoas (12% da população mundial) passam fome cronicamente, 200 milhões estão desempregadas e mais de 1,5 bilhão têm emprego informal ou precário.

A própria OIT admite que é preciso garantir uma "evolução equilibrada da renda para evitar os prejuízos que acarretam as desigualdades" e que a desigualdade de renda cada vez maior é um fato que afeta tanto os países em desenvolvimento quanto os desenvolvidos.

Brasil

A pesquisa UBS/Wealth-X revelou que existem 61 bilionários no Brasil, com fortuna de US$ 182 bilhões no total. Os 11 novos bilionários (crescimento de 22% em um ano) fizeram com que o Brasil entrasse na lista dos dez países com o maior número de bilionários no mundo, somando mais bilionários que países como França, Itália, Canadá e Japão.

A fortuna somada dessas 61 pessoas corresponde a 8% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e é maior que a economia de 100 países diferentes, incluindo a Nova Zelândia, que tem um dos melhores índices de IDH do mundo.

Enquanto isso, o País tem 6,1% da população (12 milhões de pessoas) vivendo com menos de 1,25 dólar por dia e seu índice de pobreza multidimensional é de 3,1% da população (6,1 milhões de pessoas).

Analisando os dados, percebe-se mais uma vez que a crise capitalista atual faz com que os grandes burgueses sejam imensamente beneficiados, aumentando seus lucros, enquanto os trabalhadores de todos os cantos do mundo capitalista sofrem na pele as desigualdades inerentes ao sistema.

O Brasil sob ataque terrorista-financeiro

GilsonSampaio

Com a perspectiva cada vez mais concreta da derrota das oposições nas eleições, o ataque financeiro ao país é um atentado em larga escala contra a população. Ações da Petrobrás sofreu queda de 11%.

É a canalha bancária e a turma da agiotagem atentando contra o povo.

Sim, é um atentado em larga escala.

Confissão de antigo assassino econômico que operou em países com Irã, Panamá, Equador.Venezuela e Iraque. Seu trabalho era corromper governos que aplicam políticas contra os interesses das grandes corporações que dominam o mundo.


Confissões de um assassino econômico

Mauro Iasi - 21 - Presidente - Programa 16 - Questão Agrária

GilsonSampaio

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Réu confesso: Obama criou o Exército Islâmico

Via CubaDebate

Obama: EEUU subestimó amenaza del Estado Islámico

Barack Obama

El presidente de EE.UU., Barack Obama, ha reconocido este domingo que su país subestimó la oportunidad que crea una Siria en conflicto para la reagrupación y reaparición repentina de los terroristas en escena.

Obama en su entrevista con la cadena estadounidense CBS ha afirmado que los ex combatientes de Al-Qaeda expulsados de Iraq por las tropas locales y, a su juicio, también por EE.UU., pudieron reunirse en Siria y formar la agrupación Ejército Islámico.

“Creo que nuestro jefe de la comunidad de inteligencia, Jim Clapper, sabe que subestimaron lo que estaba pasando en Siria”, ha admitido el mandatario en referencia a su director nacional de inteligencia.

En otra parte de sus aseveraciones, para justificar sus ataques aéreos contra Iraq y Siria bajo el pretexto de la lucha contra EIIL, considera parte de la solución de esta crisis como militar, mencionando los ataques liderados por su país al respecto.

A pesar de que reconoce que Damasco y Bagdad son los que tendrán que resolver sus crisis, en unas declaraciones contradictorias el mandatario estadounidense subestimó la habilidad de las fuerzas iraquíes para solventar este conflicto.

En este sentido, cuando se le pregunta si Washington también sobrevaloró la habilidad o voluntad de los militares iraquíes para combatir a los terroristas por su cuenta, Obama responde: “Eso es verdad. Es totalmente verdad”.

Obama ha admitido la presencia de los ciudadanos extranjeros, entre ellos, estadounidenses y europeos en las filas del EIIL tras reiterar que la propaganda de este grupo está siendo “muy inteligente” con las redes sociales y que atrae a nuevos reclutas de Europa, Estados Unidos y Australia, así como de países musulmanes.

Las declaraciones de Obama sobre la reaparición repentina de EIIL, contradicen los testimonios del exanalista de la Agencia de Seguridad Nacional de EE.UU. (NSA, por sus siglas en inglés) Edward Snowden, en los que explica que este grupo fue creado mediante un trabajo conjunto de los servicios de Inteligencia de Estados Unidos, el Reino Unido y el régimen de Israel.

Recordemos que EE.UU comenzó el pasado martes una campaña de ataques aéreos contra el territorio sirio con el pretexto de luchar contra los elementos del Estado Islámico, después de iniciar el pasado 8 de agosto ataques contra sus posiciones en Iraq.

La campaña militar de EE.UU. y sus aliados en Siria ha sido objeto de fuertes críticas en un gran número de países, por carecer de la autorización del Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas (CSNU) y, más importante aún, por no haber sido coordinada con el Gobierno de Damasco.

(Con información de agencias)

Mauro Iasi - 21 - Presidente - Programa 15–Drogas

GilsonSampaio

Aldir Blanc e a sensata lucidez diante de um mundo doido

Sanguessugado do Tijolaço

Fernando Brito

“Na trilha do clássico de Chico Buarque, afastem do povo brasileiro essa bíblia arcaica, cheia de dólares e mentiras.”

aldir

Há muito tempo nas águas da Guanabara, quando a inteligência não era atributo reconhecido em “bundinhas” bem vestidos e bem cuidados, os cariocas  amavam seus cronistas e poetas que, das cátedras de botequim , tinham vitalício direito, honoris causa,a serem acres,  sinceros, gozadores, iconoclastas e sempre, sempre, humanos.

Não viravam “celebridades”, não compravam apartamentos luxuosos à beira-mar, não apareciam em “bodas” das “Caras” dos consultórios de dentistas.

Mas eram amados e cantados, porque davam vazão, escrevendo,  ao que nos passava na vida e nas almas.

Aldir Blanc, que aprendi a admirar nos anos 70, ali pertinho da Praça Varnhagen, na voz da Elias Regina e nos limites mal definidos entre a Rua dos Artistas e a Dona Zulmira, é um destes caras, grandes caras,  que no põe um nexo aparentemente desconexo nas verdades a que nos desacostumamos e nos mostra, numa crônica sensacional,  que absurdo é o que parece sério nos jornais e na boca de gente muito bem arrumada que justifica essa bagunça que anda por aí.

Vale apena ver que o velho – e novíssimo – Aldir ainda é um craque em puxar do cavaquinho pra cantar de galo e que, com ele, encara todo mundo.

Marina continua enganando os trouxas

Aldir Blanc

Na ONU, a presidente Dilma foi contra o bombardeio indiscriminado do tal Estado Islâmico, que ninguém sabe direito onde fica. Obama criticou a “indiferença” com que assassinos são tratados. Quer falar sobre assassinos, Obananamole? O mundo viu em, estado de choque, aviões implodirem as Torres. Milhares de mortos numa ação terrorista. Sem dúvida, um assassinato em massa terrível. Em resposta, os EUA e aliados invadiram, com as bênçãos de Cristo e falsos motivos, o Iraque e mataram milhares e milhares de inocentes. Casamentos eram pulverizados, festas de aniversário, idem. Seguia-se o cínico pedido de desculpas. O Afeganistão foi tão bombardeado que montanhas inteiras sumiram do mapa. Resultado: voltou a cultura do ópio, com um gatuno como chefe de governo. Sem contar os trágicos mortos por fogo amigo. O capanga dos EUA, Israel, massacrou crianças refugiadas em escolas na Faixa de Gaza. A CIA patrocinou um golpe no Egito — país onde os EUA têm prisões clandestinas para torturar. Todos os opositores do golpe militar, muito bem pago, foram sentenciados em bloco à morte. Em 2008, na maior fraude já vista, Wall Street quebrou o mundo! Quantas vítimas fatais fizeram em toda a Terra, por desespero, doenças cardíacas, depressões, suicídios, fome etc? Como avaliar o número de vítimas? Tropas especiais assassinaram Osama por vingança. Eu pergunto: os que perderam parentes e amigos na roubalheira podem matar safados do Lehman, Bear Sterns, Merrill, Sachs sem fundos, AIG and so on? Os que tiveram suas vidas destruídas têm esse direito? Quando Obamascarado venceu pela primeira vez, Gore Vidal disse: “Vocês estão loucos? Não vai mudar nada!” Na mosca!

Aqui na Brasunda, um avião também explodiu. Há quem diga que foi sabotado pela CIA, Mossad, a poderosa empresa transacional Testemunhas de Jeová e outros interessados. Das cinzas, surgiu a Fênix Redentora, Marina d’Arc, com a Bíblia na mão, e o apoio financeiro de Nhá Neca Setúbal. Houve, digamos, um fenômeno carismático (Hitler também tinha carisma). E o corpus mysticum de Marina entrou em levitação. Até que foi descoberto o seguinte: o avião que matou, por ação da Providência Divina (?), o governador Campos estava boladão. Tinha empresas por trás com mais fantasmas que castelo inglês. Os documentos da aeronave sumiram, a caixa-preta pifou, e todos mentiram sobre isso: Campos, a cúpula do PSB e Marina. Campos parou de mentir por motivo de força maior. Marina continua enganando os trouxas. Disse que governará racionalmente, que a Bíblia é só inspiração. O que a inspira? A Matança dos Inocentes? Um pai que sacrificaria o filho porque o Velho é um Deus ciumento? O absurdo e cruel sofrimento imposto a Jó? Os incestos e traições? Arcanjos da SS de lança-chamas queimando os alegres moradores de Sodoma e Gomorra, que tinham direito à sexualidade que quisessem?

Na trilha do clássico de Chico Buarque, afastem do povo brasileiro essa bíblia arcaica, cheia de dólares e mentiras.

A homofobia de Levy Fidelix doeu tanto quanto o silêncio dos candidatos

Sanguessugado do Sakamoto

“Fosse uma eleição decente, com candidatos que realmente estão preocupados com a dignidade das pessoas, todos e todas iriam repudiar veementemente a fala homofóbica de Levy ao final do debate.”

Leonardo Sakamoto

Um dos pontos mais baixos da campanha presidencial foi protagonizado por Levy Fidelix (PRTB), na madrugada desta segunda (29), durante o debate dos presidenciáveis organizado pela TV Record.

Questionado por Luciana Genro sobre direitos homoafetivos, ele soltou um rosário de impropérios que fariam corar até os mais fundamentalistas dos parlamentares religiosos. Começou afirmando que “dois iguais não fazem filho'', que “aparelho excretor não reproduz'' e ainda teve tempo para comparar homossexuais a quem pratica o crime de pedofilia. Ao final, conclamou: “Vamos ter coragem! Nós somos maioria! Vamos enfrentar essa minoria. Vamos enfrentá-los''.

Algumas considerações:

1) Levy Fidelix era visto por parte da população como um personagem caricato e por parte dos jornalistas como um aproveitador à frente de uma legenda de aluguel. Após esse discurso incitador de violência contra homossexuais, poderia muito bem entrar na categoria de criminoso.

2) Nas redes sociais, parte dos leitores apoiaram Levy Fidelix “por ele ter a coragem de dizer o que pensa''. Isso não é coragem, é idiotice. Se ele pensa aquele pacote de sandices, que guarde para si e não propague isso em uma rede nacional de TV, sendo visto por milhões de pessoas, difundindo e promovendo o ódio contra pessoas.

3) Discordo de quem afirma que é melhor que isso seja dito abertamente para mostrar o que ocorre no subterrâneo da sociedade. Porque isso não está no subterrâneo. Esse esgoto corre a céu aberto, dia a pós dia, dito e repetido exaustivamente, justificando atos de violência. Acham que os indignados com a ceninha feita por Levy no debate são a maioria da população? Sabem de nada, inocentes! A maioria achou graça no que ele falou ou mesmo concordou com ele. Revelar o quê, portanto? O espelho no qual a maioria já se vê diariamente?

4) Fosse uma eleição decente, com candidatos que realmente estão preocupados com a dignidade das pessoas, todos e todas iriam repudiar veementemente a fala homofóbica de Levy ao final do debate. Mas é cada um por si em um grande “vamos usar nosso tempo precioso para tentar angariar alguns votos na fala final''. Ou, pior: “melhor não falar nada para não perder os votos dos malucos que concordam com o que ele disse''.

Pessoas como Levy Fidelix deveriam também ser responsabilizadas por conta de atos bárbaros de homofobia que pipocam aqui e ali – de ataques com lâmpadas fluorescentes na Avenida Paulista a espancamentos no interior do Nordeste. Pessoas como ele dizem que não incitam a violência. Não é a mão delas que segura a faca ou o revólver, mas é a sobreposicão de seus discursos ao longo do tempo que distorce o mundo e torna o ato de esfaquear, atirar e atacar banais. Ou, melhor dizendo, “necessários'', quase um pedido do céu. São pessoas como ele que alimentam lentamente a intolerância, que depois será consumida pelos malucos que fazem o serviço sujo

Nessas horas, a gente percebe a falta que faz uma lei contra a homofobia.

domingo, 28 de setembro de 2014

Cuba: EEUU y OTAN con armas intentan repartirse el mundo

Via Hispan

Pic

de Cuba, Bruno Rodríguez, ante el pleno del 69 periodo de sesiones de la Asamblea General de Naciones Unidas (AGNU), advirtió el sábado que EE.UU. y la OTAN intentan hacer un nuevo reparto del mundo por la fuerza de las armas que, a su juicio, conducirá a la ingobernabilidad, entre otras graves consecuencias.
Rechazó también la intervención extranjera en Siria, mediante el financiamiento y entrega de armas a grupos terroristas, así como los bombardeos unilaterales del Pentágono en Irak y Siria, "sin respetar fronteras ni Estados soberanos, aunque las disimule con dudosas coaliciones".
Sobre Palestina, defendió su derecho a convertirse en miembro pleno de las Naciones Unidas, con un Estado establecido dentro de las fronteras de 1967 y con Al-Quds (Jerusalén) como su capital.
El jefe de la Diplomacia cubana señaló que las leyes estadounidenses fuera de sus fronteras se han convertido en "una herramienta de política externa de castigo, amenaza y obtención espuria de recursos financieros".
Al respecto, especificó el caso contra el banco francés BNP Paribas. El pasado julio, una corte estadounidense sentenció a este banco al pago de una multa de 8900 millones de dólares por haber violado el embargo estadounidense a transacciones financieras con Sudán, Cuba e Irán.
Rodríguez también condenó el bloqueo de Estados Unidos contra Cuba y el hecho de mantenerla en la lista "unilateral y arbitraria" de países "patrocinadores de terrorismo".
ncl/ktg/nal

Belo. Belíssimo. Mil bravos.

Sanguessugado do Bourdoukan

E assim a vida vai ficando no meio do caminho

Aos meus amigos e parentes do Oriente Médio vítimas da irracionalidade humana, dedico o clipe abaixo

“O socialismo é uma inevitabilidade histórica”, diz Rui Costa Pimenta

Via Brasil de Fato

Candidato do PCO critica setores da esquerda por fazerem política “pequeno-burguesa

Bruno Pavan

Da Redação

Conhecido por frases de efeito mar­cantes e discursos diretos, o Partido da Causa Operária (PCO) nasceu em 1996. Desde 2002, Rui Costa Pimenta, presi­dente nacional do partido, disputa as eleições ao cargo máximo do Executivo brasileiro.

Aos 57 anos, Rui é dono de um discur­so firme e “radical” como ele mesmo ad­mite. Começou a se envolver com políti­ca desde muito jovem, quando viveu na Inglaterra e teve acesso a textos que não teria se morasse no Brasil.

Após seu retorno, entrou na faculda­de de jornalismo em 1979 e ingressou no movimento estudantil. Trabalhou no Sindicato dos Químicos de São Paulo e para a CUT. Militou no PT até o início dos anos de 1990, quando foi expulso.

Em entrevista exclusiva para a série do Brasil de Fato com os presidenciáveis, Rui critica setores da esquerda no Bra­sil, que chama de “pequeno-burgueses”, e aponta que, para o PCO, as eleições são um “palanque para a luta política geral”.

Brasil de Fato – Qual o regime ideal a ser implantado no Brasil para o PCO e qual o principal problema do país?

Rui Costa Pimenta – Não se trata de um problema de regime ideal. Nós acha­mos que o socialismo é uma inevitabili­dade histórica. Lutamos como parte de um processo objetivo, que se desenvol­ve independentemente de nós, do que achamos ou deixamos de achar. O go­verno tem que ser controlado pela clas­se trabalhadora e deve expropriar a pro­priedade privada, o grande capital, as grandes empresas e bancos e colocar a economia a serviço do desenvolvimento amplo da sociedade para permitir uma melhoria na qualidade de vida da popu­lação. O problema histórico do Brasil é que ele é aquele país muito peculiar no mundo que fica no limiar entre os atra­sados e os desenvolvidos. O maior deles é a questão agrária, que é o nó do atra­so nacional que precisaria ser rompido. Além, logicamente, da dependência e da opressão do capital estrangeiro.

Como você vê o que aconteceu na Venezuela em relação ao chavismo em comparação com a ascensão do Lula em 2002?

A ruptura é tanto maior quanto maio­res foram as mobilizações revolucioná­rias das massas numa dada etapa. Não é que o chavismo seja hiperrevolucionário e o PT seja contrarrevolucionário, que é o que muita gente pensa. Tem a ver com as condições políticas. O governo PT, em parte, é um resultado indireto de uma mobilização. A eleição do Lula foi pro­duto de uma ruptura. Você vê que hou­ve uma coincidência, quase toda a Amé­rica do Sul é governada por governos de esquerda, nacionalistas burgueses de di­versos graus. O motivo disso é o fracas­so da política neoliberal. Esses são go­vernos que, como todo o governo nacio­nalista burguês, operam em um quadro de enfrentamento e conciliação com o imperialismo, as duas coisas ao mesmo tempo, sem nunca chegar ao extremo da ruptura, a não ser quando eles são força­dos por uma condição externa.

O governo brasileiro se virou mais para a América do Sul nos governos do PT e muitos acusam o Brasil de ser imperialista com os vizinhos. Como você vê essa situação?

Eu acho que o Brasil se aproxima dos países da América do Sul como uma me­dida de autodefesa contra o imperialis­mo. Não é que ele esteja explorando o país vizinho. O que se tem feito nos tra­tados econômicos no marco do Merco­sul e de outros instrumentos dessa na­tureza é uma política de autodefesa no marco da conciliação. O problema é que o imperialismo vai acabar engolindo to­dos esses governos. Sem uma ruptura com o sistema é impossível controlar a situação. Você vê que o governo chavis­ta, apesar da imensa popularidade, vive na corda bamba. O imperialismo é uma força muito poderosa, que domina com grande facilidade uma nação gigantes­ca como o Brasil. Não é pouca coisa. No marco da conciliação, é o pacto entre o cordeiro e o leão, e isso não é um pacto entre iguais.

Você considera que o PT faz um governo de esquerda?

Considero um governo de esquer­da. Logicamente uma esquerda burgue­sa, extremamente moderada, que pro­cura levar adiante uma política de inte­resses da burguesia nacional e fazer cer­ta abertura para as camadas populares. Muita gente estranha essa posição por­que encara a esquerda como um atesta­do de pureza. Mas o governo Vargas, que teve início em 1950, foi um governo de esquerda, mesmo ele sendo antes o che­fe de um governo de tipo fascista. O PT é um partido de esquerda, assim como os partidos social-democrata francês, ale­mão, que, apesar de responderem aos interesses do imperialismo, mantêm uma relação com os trabalhadores dife­rente da de um partido de direita.

Sobre as manifestações de junho do ano passado, qual a sua opinião sobre o ocorrido nas ruas?

Nós participamos ativamente delas desde o começo, e temos uma opinião muito concreta. Primeiramente, elas co­meçaram como um movimento reivin­dicativo do transporte, que aderiu um caráter político devido à repressão bru­tal do governo do estado de São Paulo. A burguesia, a imprensa capitalista e di­reitista e os partidos de direita trataram rapidamente de desvirtuar o caráter da manifestação, chamando a uma dilui­ção completa e procurando voltar a ma­nifestação contra o PT. Isso estabeleceu uma enorme confusão política. As mani­festações cumpriram uma etapa; está tu­do aberto. A insatisfação que ela mostra contra o PT é real porque o governo de fato não atendeu as necessidades dessa parcela. Mas eu acho que de um modo geral as manifestações, em si, indepen­dentemente das particularidades, foram positivas e nós caminhamos para uma época de maiores manifestações.

Qual a sua opinião sobre as eleições como elas se dão hoje no Brasil? Tendo em vista esse pensamento de que a mudança só viria pela revolução, qual é o motivo da presença do PCO nas eleições?

Nós encaramos a eleição como uma tri­buna para a luta política geral. É o que os marxistas sempre pensaram: o po­vo é chamado pela burguesia, que é uma força política no país, a se mobilizar em torno de um embate político. Nós acha­mos que temos que fazer parte desse de­bate embora nós não concordemos com as virtudes reformadoras do processo. A eleição acaba sendo sempre o produ­to de uma manipulação. Não é como um restaurante àla carte, o cidadão chega lá e quer comer filé, mas dizem pra ele: só tem macarrão e peixe. Se o garçom ain­da falar que o peixe está estragado, final­mente ele só pode escolher mesmo o ma­carrão. Se você falar “vote na esquerda”, o eleitor vai olhar e perguntar: mas que esquerda, a esquerda do PT ou a esquer­da do PSOL, PSTU, PCO e PCB? O eleitor vai acabar votando no PT porque é o par­tido que vai conseguir vencer a eleição.

Em um vídeo disponível no site do PCO, você faz uma crítica a alguns setores da esquerda brasileira os chamando de “pequeno-burgueses”. Num certo momento você declara que o socialismo com democracia é contrarrevolucionário. O que você quis dizer com essas colocações?

Vamos pegar o caso mais óbvio que é o do PSOL. O PSOL é uma federação de parlamentares, isso já define o parti­do como um partido pequeno-burguês. Um partido operário não pode ser isso. O parlamentar é que tem que ser contro­lado pelo partido. O problema todo é es­se tal de socialismo com democracia, ve­ja bem a peculiaridade da frase, existiria um socialismo com democracia e um so­cialismo sem democracia. O socialismo rigorosamente é a superação da demo­cracia. Considerar que o socialismo seria um regime econômico superior, mas po­liticamente aquém do regime da burgue­sia é uma contradição lógica. Se ela é um absurdo teórico, na prática, ele faz a mes­ma coisa da política do PT, só que de um ponto de vista utópico. [Quando] o PT defende que só dá pra progredir através de acordos, ele pratica uma política bur­guesa. “Você quer aprovar um aumento para o Bolsa Família? Chama o PMDB, oferece cargos, faz aquele toma lá da cá e aprova o que você quer”. É uma políti­ca que nunca vai chegar a favorecer o po­vo brasileiro, mas é uma proposta con­creta porque o partido que ganha a pre­sidência não consegue ter mais do que 100 deputados dos quase 600. Pra fazer qualquer coisa tem que ser por acordo. Os outros estão falando a mesma coisa. A não ser que antes de chegar ao poder você modifique totalmente o regime po­lítico, o que não está em pauta, você vai cair na mesma situação do PT. Eu vi que o Randolfe Rodrigues falava assim: “Vou governar sem o PMDB”. Mas o PSOL é um partido que elege muito menos de­putados que o PT, [de modo que] com al­gum partido burguês ele vai ter que go­vernar. O socialismo com democracia é isso: ele não rompe revolucionariamente com a ordem burguesa; é uma proposta que não tem nada de concreto. Eles vão fechar o Congresso? Eles têm apoio das Forças Armadas pra fazer isso? Vão cha­mar o povo pra invadir o Congresso? O que ele vai fazer? Sobre a nossa política você pode perguntar: “Será que vai ter (a revolução)?” Eu não sei. Pode ser que sim, pode ser que não, mas a mudança revolucionária é uma maneira concreta de mudar o quadro, ou então, é o acor­do, não tem muito terreno intermediá­rio. Agora, é preciso ficar claro, e isso de­ve ficar bem enfático: pra nós, o socialis­mo é uma superação da democracia bur­guesa. Se estivermos pensando em al­go que seria inferior ao regime de Esta­do de direito, de garantias democráticas, então, não vale a pena porque é um re­gime de barbárie. Você também não po­de ser um regime progressista no terre­no econômico se a expressão política de­le é a barbárie.

Qual a sua posição em questões como o aborto, casamento gay e legalização das drogas no país?

Nós somos contra todo o tipo de proi­bição, cada um faz o que quer! Você é drogado e fulano acha que isso aí é muito feio, autodestrutivo, tudo bem, mas não é crime e, portanto, não deve ser proibi­do, nem ser objeto da legislação. Sobre o casamento gay e o aborto, a mesma coi­sa. Nossa posição nesse sentido é bem radical, nós não queremos dar a socieda­de escravagista, capitalista e repressiva nenhum tipo de poder sobre o cidadão. Os direitos têm que ser todos garantidos. Para nós, o Estado de direito é quando você consegue forçar o Estado a garan­tir os direitos do povo. Quando ele co­meça a tirar o direito do povo, não é Es­tado de direito, é um Estado de arbitra­riedade. Então, somos contra a diminui­ção da maioridade penal; a favor da re­dução de todas as penas criminais; con­tra o encarceramento de pessoas por vá­rios motivos pelas quais elas são encar­ceradas hoje.

sábado, 27 de setembro de 2014

Las élites que consideran que los humanos son una plaga en la tierra

Via Russian Today

© deviantart.com / BG01

Algunas personas cercanas a las élites globales se permiten hacer declaraciones públicas poco pacíficas. Así, algunos de ellos dicen que los humanos son una plaga en la tierra y ofrecen maneras de combatirlo.

El portal 'El Robot Pescador' ha publicado algunas de las citas más polémicas de los dirigentes de varios países. En ellos se promueven ideas de qué hacer frente a la superpoblación. Les ofrecemos algunas de ellas.
El exasesor de Salud del presidente Barack Obama y uno de los constructores del proyecto Obamacare Ezekiel Emanuel:

"La sociedad sería mucho mejor si las personas no tratasen de vivir más allá de los 75 años". "Es ineficiente desperdiciar recursos médicos en aquellos que no pueden tener una alta calidad de vida".


Asesor científico de Obama, John P. Holdren:

© Wikimedia.org

"Un programa de esterilización de las mujeres después de su segundo o tercer hijo, aunque se trate de una operación más dificultosa que la de la vasectomía, podría ser más fácil de implementar que tratar de esterilizar a los hombres".

Exasesor científico del presidente George W. Bush, Paul Ehrlich:
"La solución fundamental es la reducción de la escala de las actividades humanas, incluso el tamaño de la población, manteniendo su capacidad de consumo de recursos dentro de la capacidad de carga que tiene la Tierra". "Nadie, en mi opinión, tiene derecho a tener 12 hijos o incluso tres, a menos que el segundo embarazo sea de gemelos".


La asesora de Hillary Clinton Nina Fedoroff:
"Debemos seguir disminuyendo la tasa de crecimiento de la población mundial. El planeta no puede soportar mucha más gente".


El esposo de la Reina Isabel II y cofundador del Fondo Mundial para la Naturaleza, Príncipe Felipe de Edimburgo:
"Si pudiera reencarnarme, me gustaría volver como un virus mortal con el fin de contribuir a resolver la superpoblación".

El viceprimer ministro de Japón, Taro Aso, hablando sobre los pacientes con enfermedades graves, dijo: "No se puede dormir bien cuando se piensa que todo está pagado por el Gobierno. Esto no se resolverá a menos que les demos prisas por morir". 

 

© REUTERS Yuya Shino

Uruguai: A máscara

GilsonSampaio
Recebi do amigo Renzo e a similaridade com o Brasil só ratifica minha convicção de votar em Mauro Iasi, do PCB.  Ao final do texto você poderá ler a convocação que Mauro Iasi faz pela união das esquerdas, que seja por uma pauta mínima, pra dar combate à mercantilização da vida.
Gilson:
Se não recebesse relatos de amigos do movimento ambientalista sobre o modus operandi do governo uruguaio no trato das questões ambientais e sociais, acharia que há muito exagero no texto abaixo, mesmo tendo sido escrito pelo Zabalza, um dos lutadores sociais mais íntegros daqueles pagos. Contudo, infelizmente é isso  aí e muito mais. Situação parecida com a daqui, com a diferença de que pelo menos o governo Dilma não anda com relações tão carnais com os EUA.
Abraços
Renzo
Uruguai: A máscara
Via Rebelión
“…quando o carismático Tabaré Vázquez convocava a “tremer com as raízes do neoliberalismo”. Dez anos mais tarde, pode-se ver que nem as raízes nem mais nada tremeu; a chave do fenômeno “desilusão”deve ser procurada na ausência do terremoto prometido. É a mesma história de Rodriguez Zapatero na Espanha, de Hollande na França e da social-democracia européia, e do mesmo processo de desencanto que parece estar ocorrendo no Brasil.”
Jorge Zabalza
Tradução do espanhol: Renzo Bassanetti
The Guardian
O mundo conhece o matrimônio igualitário, a despenalização do aborto, a legalização da maconha, o discurso nas Nações Unidas do presidente mais pobre do mundo, os gols de Suárez...os traços mais belos da bela máscara com que o Uruguai se apresenta.  A intenção deste artigo é aproximar o leitor ao modelo produtivo uruguaio, suas conseqüências sociais e a questão dos direitos humanos. São apenas alguns dados que indicam, a quem possam interessar, por onde explorar e descobrir a face mais feia da realidade uruguaia, que sua máscara de apresentação oculta.
O modelo produtivo



No breve lapso dos últimos dez anos, o cultivo da soja transgênica passou dos escassos 20 mil hectares que ocupava para mais de um milhão e meio de hectares, quase 10% da terra cultivável do Uruguai. Embora seja o principal produto de exportação, não lhe é agregado valor algum: 95%  dela é enviada a granel para ser industrializada na China ou na Europa. O  Ministério da Economia contabiliza como “exportado” o grão que atravessa os portões da Zona Franca de Nueva Palmira: 80% da colheita sai através desse enclave estrangeiro sem pagar impostos.
Segundo o censo agropecuário, o volume de agrotóxicos que o Uruguai consome multiplicou-se quase por 5 (de cerca de 4 mil toneladas passou a 19 mil); pelas mesmas razões, a importação de fertilizantes duplicou (de 243 mil toneladas para 556 mil). As outrora naturais pradarias do Prata hoje estão banhadas em substâncias químicas que a soja transgênica requer. Somam-se centenas as denúncias de intoxicações de pessoas e de contaminação dos rios e arroios. 
Como o cultivo da soja não requer mão de obra, expulsa-se os habitantes da terra: entre 2000 e 2011, o numero de assalariados rurais sofreu uma diminuição de 26,5%, e a população dedicada às tarefas agrícolas 43,7%. Como a rentabilidade é maior se os cultivos forem feitos em grandes áreas, a expansão da soja acelerou o processo de concentração da propriedade da terra. O Uruguai está a caminho de tornar-se um gigantesco e despovoado latifúndio.
Como foi possível uma transformação tão profunda do campo uruguaio? A expansão da soja em todo o  Cone Sul é o grande negócio de Monsanto, Cargill e outras corporações multinacionais que especulam com a produção de alimentos no planeta. Beneficiam-se também os famosos pools de semeadura, empresas de bandeira argentina, cujo exemplo paradigmático são  “Los Grobo”, propriedade de Gustavo Grobocopatel, o “rei da soja” do Mercosul.
Os investidores chegam a estas praias atraídos pelas leis de investimentos e Zonas Francas que lhes entregam gratuitamente o rico patrimônio nacional, mas também pelas promessas e mimos do presidente Mujica. Antes de iniciar seu mandato, em um “almoço de trabalho” no hotel Conrad de Punta Del Este,  Mojica pediu aos empresários estrangeiros que viessem para o Uruguai, prometendo-lhes que  gozariam de prerrogativas,  e que ninguém os castigaria com impostos como as retenções que os exportadores de soja pagam na Argentina. Cinco anos depois, ao pedir aos capitais finlandeses que por favor venham  construir outra fábrica de celulose, o presidente Mujica opina publicamente que é  um “sacrifício” que ele faz para criar postos de trabalho. Contudo, as próprias cifras de seu governo demonstram que, para cada hectare que os reflorestamentos roubam à criação de gado, são expulsos cinco assalariados rurais do campo, sendo eles enviados para vegetar na periferia de Montevidéu. Em proporção à sua população e território, graças às ajoelhadas de seus governantes, o Uruguai está orgulhoso por ser o país da América Latina que recebeu a maior quantidade de investimentos estrangeiros diretos, orgulhoso de ser uma nação dependente do sobe e desce dos preços internacionais dos “commodities” na bolsa de Chicago.
O modelo se completa com uma dívida externa cuja monta cresce dia a dia, e que determina aspectos essenciais de nossa vida: os gastos em educação pública, a construção de moradias acessíveis aos pobres e em atendimento em saúde são limitados para pagar juros e amortizações aos credores. A dívida social não é saldada, mas “honra-se” a dívida externa, que nos submete aos vaivens das taxas de juros fixadas pelo Federal Reserve dos EUA.
Tornaram-nos um país deformado pelos investimentos estrangeiros e condenado por toda a vida ao pagamento da Dívida. Não foi essa a revolução agrária de Artigas em 1815, nem a pátria socialista pela qual morreram tantos e tantas nos anos 70; sequer é o Uruguai Produtivo que as bases da Frente Ampla definiram antes de 2005. Quem determinou esse destino para nossa pátria? Foi algum congresso da Frente Ampla? Não, de maneira nenhuma. É obra de Danilo Astori, Tabaré Vázquez e José Mujica, operadores políticos dos capitais multinacionais que transformaram a matriz produtiva do Uruguai.
Consequências sociais



Na base de dados de imposto de renda da Direção Tributária, o Instituto de Economia da Universidade da República conseguiu determinar que o 1% de uruguaios mais ricos, cerca de 23 mil pessoas, apropriam-se da mesma parte do rendimento nacional  que os 50% mais pobres da população, cerca de 1.150.000 pessoas. Esse dado é completado com a notícia de que, nestes primeiros meses de 2014, os lucros dos bancos privados foram os maiores dos últimos quatro anos. Também cresceu a rentabilidade dos negócios de exportação e importação, do “agronegócio”, da produção de carne bovina e ovina, a especulação imobiliária, do transporte de carga e do turismo. O crescimento da economia uruguaia, seu desenvolvimento e o modelo exportador são administrados para enriquecer ainda mais os mais ricos. Apesar da imagem de redistribuição que o governo vende, nestes dez anos a concentração de renda nacional tem sido a mais regressiva e injusta dos últimos cem anos.
Essa regressão tem produzido um agravamento da injustiça  social. Vejamos um par de dados que avaliza essa situação: a Universidade da República pôs ao conhecimento do público que as cifras reais de crianças com menos de 6 anos que nasciam pobres, quase o dobro dos 27.2%  que os organismos governamentais contabilizavam. Naqueles mesmos dias a imprensa inteirou-se de que 100 mil jovens “não trabalham nem estudam”, fato que as estatísticas oficiais pretendem ignorar. Por outro lado, apesar dos conselhos salariais e de proteção sindical, a metade dos assalariados se mantém abaixo dos 16 mil pesos mensais (aproximadamente R$ 1.500,00 – N.do T.). Ao definir a pobreza por uma “linha” de ganhos em dinheiro, que em julho de 2014 foi fixada em 9800 pesos (cerca de R$ 960,00),para o governo esses assalariados não são pobres, embora seus rendimentos não cubram sequer um terço de suas necessidades básicas. A pobreza é um fenômeno cultural, e não somente de renda insuficiente: no Uruguai, vivem bem mais de um milhão de pobres, um terço da população, cuja cultura é uma forma empobrecida de pensar e sentir, marginalizada da estrutura do conhecimento e da educação, que para sobreviver utiliza códigos muito diferentes aos empregados pelos incluídos na vida do consumo e ostentação. A pobreza econômica, quatro ou cinco gerações de uruguaios pobres, é conseqüência irremediável do modo como o capital se reproduz, e no Uruguai cresce na mesma medida em que aumentam os  investimentos das corporações multinacionais. A instalação de uma fábrica de celulose aumenta em 4 ou 5 pontos o PIB (segundo Mujica), mas se alimenta mantendo salários baixos, infantilizando a pobreza e deixando a juventude sem futuro.
Por outro lado, é certo que um setor dos trabalhadores aumentou seu consumo e seu conforto a nível de classe média. O progressismo instalou conselhos onde o valor dos salários é fixado por acordos entre trabalhadores e empresários, com a participação do Ministério do Trabalho. A medida estabeleceu uma instância “institucionalizada” para a luta salarial, uma espécie de “luta permitida”, que se traduziu no crescimento do número de sindicatos e na quantidade de trabalhadores a eles filiados, e que melhorou sensívelmente a renda de aproximadamente um terço dos trabalhadores uruguaios. Essa transferência de poder aquisitivo foi um impulso decisivo para a expansão do consumo e, consequentemente, para a expansão do PIB do Uruguai. Contudo, o bem estar de uma parte não pode servir para ocultar a situação real da grande maioria dos trabalhadores.
A população empobrecida tem sido empurrada para os bairros que rodeiam Montevidéu, áreas que parecem transplantadas da África pobre e que estão cuidadosamente separadas das áreas onde os ricos vivem como no Primeiro Mundo. Apesar da CEPAL e “The Economist” felicitarem o governo de Jose Mujica por suas conquistas, a brecha entre os mais ricos e os mais pobres está tomando dimensões escandalosas. O Uruguai está percorrendo o Caminho que a Europa e os EUA já percorreram..., e algum dia Mujica deverá prestar contas por sua hipocrisia em criar para si a imagem de “presidente mais pobre do mundo” e favorecer a concentração de renda e de riquezas.
Dupla Moral



Mais de 10% dos moradores de Montevidéu vivem em assentamentos irregulares. É uma população condenada pelo sistema: as elites a identificam como uma ameaça à sua segurança e preventivamente lhe declararam guerra. Sua existência passou a ser justificativa para a aquisição das mais modernas tecnologias de vigilância, controle e repressão. Por acordo entre ambos os governos, permitiu-se a intervenção de “assessores” dos EUA no treinamento dos policiais e guardas carcerários do Uruguai. Os “conhecimentos” advindos do apartheid estadunidense somam-se às lições já ministradas  pela polícia de Israel, especialista no “controle” da nação palestina. Então, não é de se estranhar que tenham se tornado sistemáticos os abusos e a violência policiais contra os bairros da periferia, nem que haja tortura nas prisões para adolescentes.
O modelo produtivo cria marginalização e exclusão social, que a polícia se encarrega de controlar reprimindo.  O significado profundo do fenômeno é o abandono dos mecanismos pacíficos para resolver conflitos sociais e a opção pelo exercício institucional da violência.  Os partidos políticos permanecem passivos diante dos torturadores e do “gatilho fácil”. Continuando-se nessa direção, mais cedo do que tarde os direitos humanos começarão a ser sistematicamente  violados.
A atual violência policial não está desconectada da impunidade desfrutada pelos criminosos que cometeram delitos de lesa-humanidade entre 1968 e 1985. No Pacto do Clube Naval (1984), que permitiu o retorno à vida parlamentar e eleitoral, os comandos militares exigiram não serem castigados por seus delitos. A impunidade tornou-se o programa político  do partido militar e, mancomunados com ela, transitam esta “democracia” imposta por eles. A firmeza de suas reivindicações dobrou a vontade das elites e impôs as políticas de esquecimento e perdão que determinam o clima ideológico atual. A Verdade e a Justiça desapareceram dos debates eleitorais na atual campanha; elas não preocupam nenhum dos quatro partidos disputam vagas no parlamento. Esse contexto provocou um retrocesso nas investigações e condenações judiciais dos culpados de crimes de lesa-humanidade. Apesar das recomendações internacionais de serem diligentes nas causas relacionadas aos direitos humanos, o Governo e o Poder Judiciário parecem ter se comprometido a encobrir os militares acusados de desaparecimentos, assassinatos, violações e torturas. Essa impunidade cria um clima subjetivo de dupla moral que favorece o ressurgimento dos abusos e da violência policial nos bairros de periferia, assim com da tortura, vexações e perseguições aos adolescentes privados da liberdade.  É nessa questão que a apostatasia mostra suas facetas mais pervertidas... Talvez possa qualificar-se com “fraqueza humana” que Mujica, Fernández Huidobro e outros ex-guerrilheiros que os acompanham abandonem as fileiras de luta pelo socialismo e tornem operadores das grandes corporações multinacionais; talvez até se possa compreender que sejam indiferentes às condições de pobreza nas quais vivem mais de um terço dos uruguaios e tenham atravessado as trincheiras para assinar acordos militares com o Pentágono e tomar whisky com os reis do Império, como Obama, Soros e Rockfeller; contudo, excede toda a capacidade de compreensão e desperta a vontade de matá-los a duplicidade ética e moral que os leva a proteger aos torturadores e assassinos do terrorismo de Estado, os que mataram, fizeram desaparecer, violaram e torturaram suas companheiras e companheiros, que eles mesmo tinham convocado para dar a vida pela emancipação social. Abjuraram de seus princípios, de seus sentimentos mais profundos, aqueles que se tornavam lágrimas diante da notícia da morte do irmão querido...são apóstatas, e se conseguirem sobreviver às suas consciências, serão lembrados pela História como os Malinche (*) do século XXI. Imperdoáveis.
Campanha eleitoral



Os carrinhos e as carroças dos catadores de lixo de Montevidèu ocupam o centro da cidade, e os montevideanos se inteiram de que existe um mundo desconhecido além dos muros invisíveis da marginalização. A Suprema Corte de Justiça deixa em liberdade os assassinos do professor Júlio Castro, um dos desaparecidos mais emblemáticos, e os uruguaios tomam consciência de que a hipocrisia institucionalizada protege os criminosos de lesa-humanidade. Aparecem na tela da TV as crianças e mulheres de uma área rural mostrando as manchas de sua pele agredida pelo glifosato, ou a água potável  turvada pela contaminação do rio, e os montevideanos se dão conta que o “agronegócio” é agressão, doença e morte. Ainda que os meios de comunicação em massa reiterem até o cansaço que a pobreza e a indigência diminuíram, aos eleitores o salário não é suficiente para chegar até o final do mês, e vêem como há pessoas vivendo do lixo, limpando pára-brisas nas sinaleiras e dormindo na rua. As pessoas sabem que os institutos de ensino para onde levam suas crianças são um desastre, embora Tabaré Vázquez repita que “a educação vai bem”. Os votantes talvez nem saibam das críticas  que o governo recebe vindos da “esquerda  radical”, mas se desanimam com a evidente contradição entre as promessas sonhadas e os dez anos de governo. Os fatos dizem por si mais do que mil discursos ou artigos nas redes sociais..... Por que um governo que diz ter terminado com a pobreza deixa de ser apoiado entusiasticamente pela militância? Como isso pode acontecer? A Frente Ampla triunfou amplamente nas eleições nacionais de 2004, quando o carismático Tabaré Vázquez convocava a “tremer com as raízes do neoliberalismo”. Dez anos mais tarde, pode-se ver que nem as raízes nem mais nada tremeu; a chave do fenômeno “desilusão”deve ser procurada na ausência do terremoto prometido. É a mesma história de Rodriguez Zapatero na Espanha, de Hollande na França e da social-democracia européia, e do mesmo processo de desencanto que parece estar ocorrendo no Brasil.  
(*) Malinche: índia nahuatl que acompanhou Fernão Cortés e que teve um papel decisivo na conquista do México no século XVI. É considerada uma traidora pelos mexicanos, pois passou para o lado espanhol (N.do T.)        
O texto de Mauro Iasi
‘A verdadeira tarefa da esquerda vem depois das eleições: construir a alternativa ao bloco dominante’

Mauro Iasi - 21 - Presidente - Programa 14–Socialismo

GilsonSampaio

Elaine Tavares: Somos nossos heróis

A propósito:

“Vamos pagar um preço incalculável pela exploração predatória de nossos rios.”

O São Francisco já é um rio intermitente. Quem vai bancar a revitalização do São Francisco?

Sanguessugado do Palavras Insurgentes

Elaine Tavares

Maluca por cinema eu vejo tudo que há. Não importa a qualidade. Mesmo nas “bombas” estadunidenses sempre há algo que se possa tirar, desde que tenhamos olhos críticos. Dentro delas há um gênero de que gosto demais. É o dos super-heróis. Encantam-me com suas sempre bondosas tentativas de salvar o mundo. E não é à toa que a indústria cultural os mostre assim. Solitários, um pouco tristes, salvadores individuais. A vida de todos gira em torno da boa vontade de um, o que tem os super-poderes. Talvez por isso me enterneça uma cena do Homem-Aranha em que ele, cansado de salvar o mundo, passa a se comportar como pessoa comum. Só que não consegue. O mundo precisa dele, e ele volta. E o salva. Eis a sempre repetida mensagem do way of life estadunidense. “Fique tranqüilo, alguém virá te salvar. De preferência um dos nossos”.
Cá com meus botões fico a pensar se essa lógica dos super-heróis não é afinal a que temos de combater. Estamos sempre esperando o salvador. Aquele que, num átimo, virá, com suas roupas coloridas e super-força nos salvar. Com os olhos no céu esperamos a saída individual, o gesto do outro, o herói. Esquecemos as propostas coletivas, a necessidade da união, as lutas travadas em comunhão. Ah, essa fortaleza que desconhece seu poder.
Agora aí está, nosso frei Luiz Cappio, outra vez colocado, sozinho, diante da monstruosa idéia da transposição do Rio São Francisco. Ele que é magrinho, que não tem capa, nem super-poderes. Ele que é só um homem, demasiado frágil, demasiado só. E o que ele quer? Bancar o herói? Não! Ele quer que nos recordemos (voltar ao coração). Quer que a gente se lembre dos tempos imemoriais em que, juntos, superávamos nossos medos e as ameaças que se colocavam diante da raça. Desesperadamente quer que nossos ouvidos se abram e possamos voltar a ouvir a canção da comunhão. Juntos, povo, comunidade.
O frei Luiz não quer piedade, nem lágrimas, nem lamúrias. Ele quer ação. Ação nossa, conjunta, real. Frei Luiz não quer lamentos. Quer o povo em pé como se fosse uma copa do mundo, a bramir bandeiras e a se dirigir, cego, para o canteiro de obras da transposição, como cegas vão as gentes para as olimpíadas ou campeonatos. Só que, neste caso, não é um jogo de bola. É o destino de milhares de pessoas que vai se decidir.

Frei Luiz quer que as pessoas saibam que, conforme atestam centenas de relatórios e estudos feitos por técnicos gabaritados, a transposição vai ser um desastre para as pessoas e para a natureza. A Fundação Joaquim Nabuco mostra que, com a obra, vai haver uma redução brutal na geração de energia. O Instituto Miguel Calmon diz que pode faltar água ao rio, pois os afluentes são temporários, e a retirada de água só vai piorar as coisas. O Comitê Executivo de Estudos Integrados da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco-CEEIVASF, diz que a obra pode provocar uma maior evaporação das águas, que já é elevada no semi-árido. Na verdade, só vai ser bom mesmo para as empreiteiras, que ganharão astronômicas quantias para fazer a obra e para os latifundiários, que poderão irrigar suas terras sem maiores investimentos.

Frei Luiz está jejuando, está pedindo socorro, como se ele mesmo fosse o rio. É porque ele sabe que não existem super-homens, nem homens-aranha, nem madrakes. Como homem, desgraçadamente homem, ele sabe que só há um jeito para parar as máquinas. A força e a união de todas as gentes. Por isso só há dois jeitos de salvar o padre, o rio e a nós mesmo. Ou vamos todos para Sobradinho, na Bahia, ou fazemos ações em nossos estados. Mas ações fortes, firmes, capazes de serem ouvidas pelos governantes! Nada de moções. Ações. Nós, de camisa verde-amarela, com nossas bandeiras, nossos sonhos, nossas esperanças. Para barrar a obra. Afinal, há outras soluções para a questão da água no nordeste. Centenas delas, dadas por técnicos competentes.

Só assim, agindo concretamente, a gente salva o rio, a vida, o frei. Esse homem que se entrega em oblação, porque nós ainda precisamos de heróis. Penso que será muita covardia da gente deixar frei Luiz sozinho. Ele nos quer, juntos. Não quer estar sozinho. Sejamos, então, milhões...

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Fidel a Maduro, na ONU: Fue un pronunciamiento valiente y brillante

Via Cuba Debate

Carta de Fidel a Nicolás Maduro: El recuerdo de Hugo Chávez no dejó de estar presente

Fidel Castro Ruz

Encuentro de Fidel y Maduro en La Habana, el 21 de diciembre de 2013. Foto: Alex Castro.

Encuentro de Fidel y Maduro en La Habana, el 21 de diciembre de 2013.

Foto: Alex Castro.

Al Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Nicolás Maduro.

Querido Nicolás:

Tuve el placer de escuchar tu discurso en la Asamblea General de las Naciones Unidas.

Fue un pronunciamiento valiente y brillante, a la altura del heroico Presidente Hugo Chávez, quien en ese mismo sitio fue capaz de descubrir la diabólica política del imperio que amenaza la vida de nuestra especie.

Ese mismo día finalizada la reunión en la ONU, tuve también el privilegio de ver el emocionante encuentro que tuviste en el Bronx con niños, jóvenes y adultos que, con enorme orgullo, expresaron los valores y sentimientos de esa área de la ciudad de Nueva York. Las imágenes de los que allí expresaban los sentimientos de lo que un pueblo desea y merece vivir, son inolvidables y constituyen un mensaje de paz. El recuerdo de Hugo Chávez no dejó de estar presente un solo segundo.

Todavía emocionado por tan inolvidables recuerdos, te envío un fuerte abrazo que ruego hagas extensible a tu delegación y a tu valiente pueblo.

Fidel Castro Ruz

Septiembre 24 de 2014

9 y 32 a.m.

EUA: Um Estado terrorista inimigo da humanidade

Via  Diário Liberdade

Miguel Urbano Rodrigues

O chamado Estado Islâmico-ISIL, que se apresenta como refundador do Califado, é a ultima aberração gerada pela estratégia de terrorismo de estado do imperialismo estado-unidense.

 

Essa estratégia surgiu como consequência de efeitos não previstos da execução do projeto de dominação perpétua e universal sobre a humanidade, concebido ainda em vida de Roosevelt, no âmbito do War and Peace Program, um projeto que identificava nos EUA o herdeiro natural do Imperio Britânico.

O Médio Oriente foi a área escolhida pelo Pentágono e o Departamento de Estado para a arrancada do ambicioso Programa, precisamente porque o Reino Unido, muito enfraquecido pela guerra, ter iniciado ali a sua política de retirada escalonada de bastiões imperiais no mundo islâmico.

Nas décadas seguintes, a CIA promoveu golpes na Região com destaque para o que derrubou Mossadegh e restabeleceu no trono do Irã, o Xá Reza Pahlavi.

O PÂNTANO AFEGÃO

A partir de 1980, o governo Reagan financiou e armou as organizações terroristas sunitas de Peshawar que combatiam a Revolução Afegã. Alguns dos seus dirigentes foram recebidos como heróis na Casa Branca como «combatentes da liberdade»; Reagan saudou-os como combatentes da liberdade e «novos Bolivares».Os bandos desses heróis cortavam os seios a mulheres que não usavam a burka ou cegavam-nas com ácido sulfúrico.

Nessa época, o saudita Bin Laden interveio ativamente como aliado de confiança dos EUA (seu pai fora amigo da família Bush) nas campanhas que visavam o derrubamento do governo revolucionário de Kabul.

Quando Mikhail Gorbatchov abandonou o Afeganistão e os 7 de Peshawar tomaram o poder no país, essas organizações desentenderam-se e iniciou-se um período de guerras fratricidas.

No final da Presidência de Bush pai, os EUA, que tinham patrocinado a guerra de Saddam Hussein contra o Irã, reagiram à ocupação do Koweit, desencadeando a primeira guerra do Golfo, em 1991. Com o apoio de uma grande coligação avalisada pelo Conselho de Segurança, os iraquianos foram rapidamente derrotados. Bagdad foi submetida a bombardeamentos destruidores, mas Washington não se opôs a que Saddam permanecesse no poder.

No Afeganistão, cujo subsolo encerra recursos fabulosos, a situação assumiu aspetos tao caóticos, com os senhores da guerra a digladiarem-se, que Washington abriu a porta à entrada em cena dos Taliban, uma organização terrorista que a CIA havia criado no Paquistão como «reserva».

Os autointitulados «estudantes de teologia» conquistaram facilmente o país e, instalados em Kabul, assassinaram Muhammad Najibullah, o ultimo presidente legitimo, asilado na Sede da ONU, e promoveram uma política de fanatismo religioso que fez regressar o país à Idade Média. Bin Laden, mudando de campo, surgiu então como aliado preferencial do mullah Omar, chefe espiritual dos Taliban.

Os EUA recolhiam frutos amargos da sua política agressiva contra o Islã e de apoio incondicional ao Estado sionista de Israel.

Mas foi somente em 2001, após os atentados contra o World Trade Center e o Pentágono, que a Casa Branca, onde então pontificava Bush filho, tomou a decisão de invadir e ocupar o Afeganistão. Bin Laden foi guindado a inimigo número 1 dos EUA e a Al Qaeda, por ele fundada, adquiriu na propaganda americana as proporções de um polvo demoníaco cujos tentáculos envolveriam todo o mundo islâmico.

Mas, contrariando as previsões de Washington, o povo afegão resistiu à ocupação do país pelos EUA e pela OTAN.

O Presidente Obama, que prometera acabar com aquela guerra impopular, enviou para o país mais 120.000 militares. Sucessivas ofensivas de «pacificação» fracassaram e generais prestigiados foram demitidos. Anunciada para este ano a total retirada das forças de combate, a promessa não será cumprida.

Transcorridos 13 anos da invasão, a Resistência Afegã (que transcende largamente os Talibans) controla quase todas as províncias, com as tropas estrangeiras concentradas em Kabul e nas principais cidades. O país, devastado pela guerra, está mais pobre do que antes da chegada dos americanos, mas a produção de ópio aumentou muitíssimo.

O assassínio de Bin Laden no Paquistão numa operação de comandos nebulosa, montada pela CIA e o Pentágono, não contribuiu, aliás, para melhorar a imagem de Obama.

IRAQUE, LIBIA, SIRIA

Longe de extraírem lições da sua política para a Região, os EUA desencadearam em março de 2003 a segunda guerra do Iraque, desta vez sem o aval da ONU.

O pretexto invocado – a existência de armas de extermínio massivo - foi forjado por Bush e Tony Blair. Tais armas, como foi provado, não existiam.

Na invasão, foram utilizadas armas químicas proibidas pelas convenções internacionais. Crimes monstruosos foram cometidos e as torturas (incluindo abusos sexuais) infligidas pela soldadesca americana aos prisioneiros iraquianos tornaram-se tema de escândalo de proporções mundiais.

Saddam Hussein foi executado após um julgamento sumário, com o aplauso de um governo fantoche. Mas, transcorrida mais de uma década, o Iraque regrediu meio século. Centenas de milhares de iraquianos morreram de doenças curáveis e de desnutrição.

Hoje, ocupado por dezenas de milhares de mercenários ao serviço de empresas mafiosas, o Iraque é na prática uma terra humilhada e ocupada, onde o poder real é exercido pelas transnacionais que se apropriaram do seu petróleo e do seu gás.

Incapazes de encontrar soluções para a sua crise estrutural, os EUA prosseguiram com a sua agressiva estratégia (ampliando-a) de dominação imperial.

A política de cerco à China e à Rússia intensificou-se. De documentos secretos do Governo federal, tornados públicos por influentes mídias, constam planos para arruinar e desmembrar a Rússia, reduzindo-a a potência de segunda classe.

A multiplicidade de objetivos a atingir quase simultaneamente tem contribuído, porém, para que os resultados dessa política não correspondam às esperanças da Casa Branca.

As mal chamadas «primaveras árabes» foram ideadas para produzirem no Islã um efeito comparável ao das «revoluções coloridas». E isso não aconteceu. No Egito, apos uma cadeia de crises complexas e um golpe de estado que derrubou o presidente Morsi, os EUA conseguiram o que pretendiam. No Cairo, ocupa o poder um governo militar do agrado do imperialismo norte-americano e que Israel encara com simpatia.

Mas o balanço da intervenção militar na Líbia é desastroso. Derrubaram e assassinaram Kadhafi, numa guerra de agressão imperial, viabilizada pela cumplicidade da ONU, guerra em que participaram ativamente a França e o Reino Unido, preparada com antecedência pela CIA e os serviços secretos britânicos e a Mossad israelense. Destruíram as infraestruturas do país para se apossarem do seu petróleo e do seu gás.

Mas o desfecho da operação criminosa não correspondeu ao previsto no organograma da agressão.

A Líbia é hoje um país ingovernável. Uma parte significativa dos «rebeldes», treinados e armados pelo imperialismo para lutar contra Khadafi, passaram a atuar por conta própria, em milícias que desconhecem o governo títere de Trípoli. O terrorismo tornou-se endêmico. O atentado terrorista contra a missão diplomática dos EUA em Bengasi confirmou o estado de anarquia existente e a incapacidade de Washington para controlar as organizações terroristas que o imperialismo introduziu no país.

Do caos líbio não foram porém extraídos também os ensinamentos neles implícitos.

A escalada de agressões prosseguiu. A Síria foi o alvo seguinte. Washington repetiu a fórmula. Uma campanha mediática ampla e ruidosa demonizou o presidente Assad, apresentado como ditador brutal. Depois, «rebeldes» patriotas – muitos dos quadros são estrangeiros – iniciaram a luta contra o governo legitimo do pais.

Contrariando as previsões da CIA, as forças armadas, unidas em defesa do presidente Assad, resistiram e as organizações terroristas, ostensivamente apoiadas pela Turquia e pela Arabia Saudita, sofreram severas derrotas.

Dezenas de milhares de civis, sobretudo mulheres e crianças, foram vítimas da guerra patrocinada pelos EUA.

Compreendendo finalmente que o plano elaborado em Washington estava a fracassar, Obama, numa guinada tática, informou num discurso ameaçador que tinha decidido bombardear a Síria.

A firme atitude assumida pela Rússia obrigou-o, entretanto, a recuar e a desistir da intervenção militar direta.

Essa inocultável derrota política tornou necessária uma revisão da estratégia global dos EUA para todo o Médio Oriente.

Apercebendo-se de que haviam avaliado mal a relação de forças, a Casa Branca e o Pentágono adiaram sine dia o projeto de agressão à Republica Islâmica do Irã, e abriram negociações sobre o tema nuclear com um governo que o imperialismo identificava como polo do «eixo do mal».

A CATÁSTROFE UCRANIANA

A derrota sofrida pelo imperialismo na Síria coincidiu praticamente com o desenvolvimento de outro projeto imperial, mais ambicioso, que visava a integração a médio prazo da Ucrânia na União Europeia e na OTAN.

Dispenso- me de recordar, por serem amplamente conhecidos, os acontecimentos que conduziram ao poder em Kiev um governo neofascista após o derrubamento do presidente Yanukovich. Era um aventureiro, mas havia sido eleito democraticamente.

Mais uma vez o plano golpista foi minuciosamente preparado em Washington.

Mas, novamente, a História seguiu um rumo diferente do previsto pelo sistema de poder imperial.

A integração da Crimeia à Rússia demonstrou que o governo de Putin e Medvedev‎ não se deixava intimidar pela agressiva estratégia de Washington.

A recusa das populações russófonas do leste da Ucrânia a submeter-se aos golpistas de Kiev levou observadores internacionais a admitir que a ofensiva das forças armadas da Ucrânia contra os «separatistas» de Donetsk e Lugansk poderia ser o prólogo de uma III Guerra Mundial. Mas a prudência e serenidade de Putin contribuíram para uma redução de tensões na área, evitando o alastramento de um conflito que poderia ter trágicas consequências para a humanidade.

A crise persiste, mas a própria incapacidade militar do bando de Kiev conduziu ao atual cessar-fogo e às negociações de Minsk.

Na Ucrânia, o tiro saiu também vez pela culatra ao governo dos EUA cuja aliança com fascistas assumidos ilumina o desprezo pela ética política da Administração Obama.

O PESADELO JIHADISTA

Atolado no pantanal ucraniano, o imperialismo estado-unidense (e os seus aliados) enfrenta nestes dias um desafio assustador para o qual sabe não ter solução.

Inesperadamente, uma organização de islamitas fanáticos irrompeu no noroeste do Iraque e em poucas semanas ocupou um amplo território naquele país e no norte da Síria.

Assumindo-se como interpretes intransigentes da sharia, tal como a concebem, proclamaram a restauração do Califado árabe e declaram a sua intenção de promover a sua expansão territorial e espiritual.

Logo nas primeiras semanas, a passagem desses jihadistas por cidades e aldeias conquistadas ficou assinalada pela prática de crimes hediondos, inseparáveis do fanatismo exacerbado da seita jihadista.

O imperialismo sentiu que o empurravam para um impasse. Obama não pode aceitar a ajuda do governo de Bashar al Assad, nem a do Irã. Perderia a face também se recorresse a forças terrestres para combater os jihadistas depois de ter festejado como acontecimento histórico a retirada do Iraque das tropas de combate. Optou então pelo recurso a bombardeamentos aéreos. Recebeu o apoio dos governos de Hollande e de Cameron, mas os especialistas do Pentágono acham que esses bombardeamentos, ditos «cirúrgicos» terão uma eficácia muito limitada.

Os jihadistas responderam degolando dois reféns britânicos em seu poder e ameaçam abater outros se os bombardeamentos prosseguirem.

É imprevisível no momento o desfecho do confronto. Mas os generais do Pentágono afirmam que o exército iraquiano e as milícias do Curdistão autónomo, aliado de Washington, não têm capacidade militar para derrotar os jihadistas.

Em Washington, a Administração está mergulhada num pesadelo. A mídia mais influente, do New York Times à CNN, também.

Muitos quadros jihadistas são, afinal, provenientes de organizações terroristas criadas e financiadas pelos EUA para combater regimes que não se submetiam à dominação imperial. Alguns foram treinados por oficiais da US Army.

O desconforto dos media também é compreensível.

As guerras de agressão que atingiram o Afeganistão, o Iraque, a Líbia e a Síria foram precedidas de gigantescas campanhas de desinformação. Durante semanas, os povos dos EUA e da Europa foram massacrados com um tipo de propaganda que apresentava as intervenções militares como exigência da defesa da liberdade e dos direitos humanos em prol da democracia, contra a ditadura e a barbárie.

Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler, afirmava que uma mentira à força de repetida é aceite como verdade. As técnicas de desinformação utilizadas na época parecem hoje brincadeira de crianças se comparadas com a monstruosa máquina mediática controlada pelo imperialismo para anestesiar a consciência dos povos e justificar crimes monstruosos.

O presidente Obama cumpre neste jogo criminoso o papel que lhe foi distribuído. Na realidade, o poder nos EUA está nas mãos do grande capital e do Pentágono. Mas isso não atenua a sua responsabilidade; a máscara não funciona , o presidente desempenha com prazer e hipocrisia a sua função na engrenagem do sistema de poder. Comporta-se na Casa Branca como inimigo da Humanidade.

Nos últimos séculos somente a Alemanha de Hitler criou uma situação comparável pela monstruosidade dos crimes cometidos à resultante hoje da estratégia de poder dos EUA. Com duas diferenças fundamentai: a política do III Reich suscitou repúdio universal, mas apenas a Europa foi cenário dos seus crimes.

No tocante aos EUA, centenas de milhões de pessoas são confundidas pela fachada democrática do regime, mas os crimes cometidos têm dimensão planetária.

Qual o desfecho da perigosa crise de civilização que ameaça a própria continuidade da vida na Terra?

Vivemos um tempo, após a transformação da Rússia num país capitalista, em que as forças da direita governam com arrogância em quase toda a Europa. Em Portugal, sofremos um governo em que alguns ministros são mais reacionários que os de Salazar.

Mas a Historia é, há milénios, marcada pela alternância do fluxo e do refluxo. O pessimismo, o desalento não se justificam. A maré da contestação ao capitalismo está a subir.

Não esqueço que Marx, após a derrota na Alemanha da Revolução de 1848-49, quando uma vaga de desalento corria pela Europa criticou com veemência o oportunismo de esquerda e o de direita, que contaminava a Liga dos Comunistas. Dirigindo-se à classe operária, afirmou que os trabalhadores poderiam ter de lutar 15, 20 ou mesmo 50 anos antes de tomarem o poder. Mas isso não era motivo para se desviarem dos princípios e valores do comunismo.

A revolução socialista tardou 70 anos. E não eclodiu na Alemanha ou na França , mas na Rússia autocrática.

O ensinamento de Marx permanece válido. Mas neste inicio do século XXI não será necessário esperar tanto tempo.

A vitória final depende das massas como sujeito da História.

A advertência de Rosa Luxemburgo - Socialismo ou Barbárie - não perdeu atualidade. Ou o capitalismo, hegemonizado pelo imperialismo norte-americano, empurra a humanidade para o abismo, ou a luta dos povos o erradica do planeta. A única alternativa será então o socialismo.

Vila Nova de Gaia, 23 de Setembro de 2014.