terça-feira, 15 de abril de 2014

O “negocião” do Mineirão

Via Tribuna da Imprensa

DANIEL MAZOLA

Na inacreditável “república dos banqueiros” brasileira, o consórcio recebe grana do Estado no investimento, fica com o lucro e, se o lucro não vem, ou se vem em quantia que não é alta o suficiente, o Estado completa! Pagamos (cidadão-contribuinte-eleitor) na saída e na entrada!

A concessionária Minas Arena terá direito de operar o Mineirão por 25 anos. Para isso investiu R$ 654,5 milhões, dos quais recolheu do BNDES R$ 400 milhões. Nesse período, a empresa terá um retorno assegurado (em parcelas fixas e variáveis), conforme seu desempenho financeiro. Por exemplo, se o negócio não render lucro e a empresa tiver prejuízo, o governo repassaria ao consórcio um valor mensal que pode chegar até R$ 3,7 milhões por mês.

O contrato assinado estabelece uma faixa de garantia: se o negócio render até R$ 2,59 milhões por mês, o governo completa a diferença entre R$ 3,7 milhões e R$ 2,59 milhões. Mestre Helio Fernandes, com licença: “Que maravilha viver!”.

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