sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Santayana: Por que a Argélia pode mais do que o Brasil

Sanguessugado do Mauro Santayana

O NEGÓCIO DO AUTOMÓVEL, NA ARGÉLIA E NO BRASIL.

Durante a visita de François Hollande a Argel, na semana passada, foi anunciado que a Renault vai instalar uma nova fábrica na Argélia e 51% do negócio vão ficar com o governo local. Ao contrário daqui, em que o tesouro e o estado financiam via BNDES mais de 70% de novas montadoras, com zero de participação, como estão fazendo com a nova fábrica da Fiat em Pernambuco. No Brasil, empresas estatais estrangeiras como a também francesa ADP (Aeroports de Paris) exigem ficar com 51% do negócio para entrar nas concessões de aeroportos, como Confins e o Galeão. A pergunta é a seguinte: por que no Brasil as multinacionais batem o pé e conseguem sempre o que querem, enquanto são obrigadas a obedecer aos interesses estratégicos locais para se instalar em outros países?

Se o estado brasileiro, como fazem China e Índia, que já compraram até mesmo a Volvo e a Land Rover, tivesse assento na diretoria de ao menos uma fábrica de automóveis, não seria mais fácil descobrir porque os nossos carros custam quase o dobro do que estão custando lá fora ?

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