terça-feira, 18 de dezembro de 2012

QUEREM NOS FERRAR...

Sanguessugado do Gilvan Rocha

            Acabo de ler uma mensagem de um certo companheiro para outro, dizendo: “abra os olhos, a direita quer nos ferrar.” Ficamos perguntando, mas qual direita? Talvez esse companheiro, amedrontado com o fantasma de uma certa direita, não leve em consideração que direita é um termo que deveria ser aplicado aos que defendem a manutenção do capitalismo a qualquer custo. Por sua vez, se haveria de pensar que a esquerda estaria representada pelos que se opõem, de forma clara e objetiva, ao capitalismo.

            Porém, não é isso o que acontece com a esquerda nitidamente direitosa representada pelo PT, PCdoB, PSB. Essa esquerda direitosa não passa de direita e o que se conclui é uma titânica luta entre uma direita explícita e outra travestida de esquerda.

            Existe um adágio popular que afirma ser, o falso amigo o pior inimigo. Na verdade, o falso amigo sob a roupagem do “marxismo-leninismo-trotskismo” foi e é responsável pela manutenção do sistema capitalista. Dessa maneira era preciso dizer: cuidado, a direita moderada e a extrema direita tem ambas um bem sucedido propósito: “o de manter o sistema capitalista de pé a qualquer custo, mesmo que isso implique na destruição da vida, na tragédia total.”

            Observava-se uma imperiosa necessidade de se rever conceitos e sustar tantos equívocos, sob pena de caminharmos, irreversivelmente, para a tragédia que celeremente o capitalismo nos arrasta. Assim sendo, não será essa esquerda direitosa que nos há de evitar a consumação da tragédia. Não.  Não é essa esquerda direitosa, linha auxiliar de sustentação desse sistema exaurido que haverá de nos permitir conquistar uma nova sociedade calcada na igualdade e na justiça. Para se ter, entretanto, essa esquerda anticapitalista, precisamos resgatar a verdadeira literatura socialista, distorcida pelo stalinismo através da Academia de Ciências da URSS. Ao invés de aceitarmos a distorção que nos leva a crer que a vida política gira em torno da contradição, nação opressora versus nação oprimida, estabeleça-se o principio de que a vida política gira em torno da contradição capital versus trabalho.

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