segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Crise nos EUA: "O que estamos esperando para reagir?"

Via CartaMaior

Um de cada três trabalhadores nos EUA tem o mesmo nível de salários da Wal-Mart. Cerca de 50 milhões de pessoas não têm seguro médico e, a cada ano, morrem aproximadamente 45 mil porque não conseguem um diagnóstico ou um tratamento. A pobreza infantil está subindo a medida que baixam as receitas familiares. O desemprego e o subemprego estão perto de 20%. O salário federal mínimo, ajustado segundo a inflação desde 1968, seria agora de US$ 10,00/hora, mas é de US$ 7,25. Este cenário se alastrou pela economia como um processo de metástase. O que estamos esperando para reagir.

Ralph Nader - Sin Permiso

Os 18 dias de protestos não violentos dos egípcios colocam a questão: o próximo levante popular se dará nos Estados Unidos? Se Thomas Jefferson e Thomas Paine estivessem aqui, seguramente diriam: o que estamos esperando? Estariam consternados pela concentração de poder político e econômico em tão poucas mãos. Recordemos o quanto frequentemente estes dois homens alertaram contra a concentração de poder.

Nossa Declaração de Independência (1776) enumerava as queixas contra o rei George III. Grande parte delas poderia ser dirigida contra o “rei” George W. Bush, que não somente eliminou a autoridade decisória do Congresso em matéria de guerras, conforme prevê a Constituição, como por meio de mentiras mergulhou o país em várias guerras ilegais que levou a cabo violando as leis internacionais. Inclusive conservadores letrados como os republicanos Bruce Fein e o ex-juiz Andrew Napolitano acreditam que tanto ele como Dick Cheney deveriam ser julgados por crimes de guerra e outros delitos relacionados. O conservador Colégio de Advogados Estadunidenses enviou a George W. Bush em 2005-2006 três informes que documentavam claramente suas violações da Constituição que jurou defender.

Em nosso país, o sistema político é uma ditadura bipartidária cujas falsificações manipulatórias convertem a maioria dos distritos eleitorais em feudos de um partido único. Os dois partidos impedem outros partidos e candidatos independentes de competir em igualdade de condições nas eleições e nos debates. Outra barreira para a realização de eleições democráticas e competitivas é o grande capital, principalmente comercial na origem, que envolve de covardia e sinecuras a maioria dos políticos.

Nossos poderes legislativos e executivos em nível federal e estatal podem muito bem ser chamados de regimes corporativos. Quando o governo é controlado pelo poder econômico privado se trata de corporativismo. O presidente Franklin Delano Roosevelt, em uma mensagem formal ao Congresso, em 1938, chamou isso de “fascismo”. O corporativismo fecha as portas à população e oferece a generosidade governamental, paga pelos contribuintes às insaciáveis corporações.

Notemos que, década após década, os resgates, subsídios, doações, benefícios e isenções fiscais para os grandes negócios vêm crescendo. A palavra “trilhões” é utilizada cada vez mais, por exemplo, na magnitude do resgate, por Washington, dos especuladores que saquearam as pensões e as economias da população.

Mas não parece que estas gigantescas companhias demonstrem gratidão alguma com o povo que as salva uma e outra vez. Pelo contrário, elas se apressam em abandonar o país no qual se estabeleceram e prosperaram. Estas corporações que foram construídas com o esforço dos trabalhadores estadunidenses estão enviando milhões de empregos e indústrias inteiras para o exterior, para regimes estrangeiros repressivos como a China.

Mais de 70% dos estadunidenses disseram em uma pesquisa realizada pela revista Business Week, em setembro de 2000, que as corporações tinham “demasiado controle sobre suas vidas”. Na última década, com a onda de corrupção e de crimes corporativos, a situação só piorou.

A Wal-Mart importa mais de 20 bilhões de dólares/ano em produtos fabricados em regime de exploração nas oficinas da China. Cerca de um milhão de trabalhadores da Wal-Mart ganham menos do que US$ 10,50 por hora, sem descontar os impostos, o que faz com que muitos deles recebam cerca de US$ 8,00 por hora. Enquanto isso, os altos executivos da empresa ganham cerca de US$ 11.000,00 por hora, sem contar outros benefícios e gratificações.

Este cenário se alastrou pela economia como um processo de metástase. Um de cada três trabalhadores nos EUA tem o mesmo nível de salários da Wal-Mart. Cerca de 50 milhões de pessoas não têm seguro médico e, a cada ano, morrem aproximadamente 45 mil porque não conseguem um diagnóstico ou um tratamento. A pobreza infantil está subindo a medida que baixam as receitas familiares. O desemprego e o subemprego estão perto de 20%. O salário federal mínimo, ajustado segundo a inflação desde 1968, seria agora de US$ 10,00/hora, mas é de US$ 7,25 .

A riqueza financeira do 1% dos estadunidenses mais ricos equivale à de 95% da população não rica. Os lucros empresariais e as gratificações pagas aos chefes corporativos atingiram um nível recorde. Ao mesmo tempo, as empresas, exceto as financeiras, têm por volta de dois bilhões de dólares em cash.

No dia 7 de fevereiro, o presidente Obama nos mostrou onde reside o poder ao andar por LaFayette Park desde a Casa Branca até a sede da Câmara de Comércio dos EUA. Ante uma ampla audiência de altos executivos, defendeu que investissem mais em empregos nos Estados Unidos. Imaginem altos executivos de megacompanhias mimadas, privilegiadas, frequentemente subvencionadas e com problemas legais, ali sentados enquanto o presidente lhes rende homenagens.

Nos anos 90, com Bill Clinton, os lobbies empresariais apertaram nosso país fazendo passar no Congresso os acordos NAFTA e OMC (Organização Mundial do Comércio), que subordinaram nossa soberania e sujeitaram os trabalhadores ao governo local das corporações empresariais.

Tudo isso vem somar-se ao crescente sentimento de impotência experimentado pela cidadania. A cada ano ocorrem centenas de milhares de mortes que poderiam ser evitadas e muitas outras desgraças nos postos de trabalho, no meio ambiente e no mercado. Os grandes orçamentos e as tecnologias não se dedicam a reduzir esses danos custosos. Ao invés disso, vão para os grandes negócios das exageradas ameaças à segurança.

Enquanto as guerras de Obama/Bush no Afeganistão e no Iraque, financiadas com o déficit, vão destruindo estas nações, nossas obras públicas aqui, como o transporte público, as escolas e os hospitais são sucateadas por falta de manutenção. E as execuções de hipotecas seguem crescendo.

A condição de escravidão dos consumidores por causa de seu endividamento está privando-os do controle sobre seu próprio dinheiro, já que a letra pequena dos contratos, as qualificações e as garantias creditícias arrocham os orçamentos familiares.

Só se manifesta a metade da democracia. É desesperador que não haja muitos estadunidenses participando nas eleições, nos encontros, nas manifestações de rua, em salas de tribunais ou em reuniões municipais. Se “nós, o povo” queremos reafirmar nossa própria soberania constitucional sobre nosso país, temos que poder começar a nos reunir massivamente nas praças públicas e diante dos gigantescos edifícios de nossos governantes.

Em um país que tem tantos problemas injustos e tantas soluções que não são aplicadas, tudo é possível quando as pessoas começam a considerar-se como portadoras do poder necessário para gerar uma sociedade justa.

(*) Ralph Nader tornou-se célebre pelas suas campanhas a favor dos direitos dos consumidores nos anos 60 desenvolvidas em conjunto com a associação Public Citizen. Promoveu a discussão de temas como os direitos dos consumidores, o feminismo, o humanismo, a ecologia e a governação democrática. Nader criticou duramente a política internacional exercida pelos Estados Unidos nas últimas décadas, que vê como corporativista, imperialista, contrária aos valores fundamentais da democracia e dos direitos humanos. Ralph Nader candidatou-se quatro vezes a presidente dos Estados Unidos da América (nas eleições de 1996, de 2000, de 2004 e de 2008).

Tradução: Marco Aurélio Weissheimer

El Primer Ministro griego, el sionismo y el último buen amigo del FMI

Via Rebelión

James Petras

Traducido para Rebelión por Ricardo García Pérez

En medio de los levantamientos árabes por todo Oriente Próximo, en un momento en el que hasta la Unión Europea (UE) ha condenado públicamente el boqueo de Gaza por parte de Israel y la ocupación ilegal de territorios en Cisjordania y Jerusalén Este, el primer ministro griego George Papandreu ha prometido a una delegación de líderes judíos estadounidenses de visita que haría todo lo posible por aplacar la oposición de la UE y promover los intereses económicos, diplomáticos y políticos israelíes en Europa. Al regresar de su visita a Atenas, los sionistas estadounidenses calificaron a Papanderu como el dirigente europeo, con diferencia, más receptivo («servil») que han conocido. La sumisión incondicional a los intereses israelíes incluye la promesa realizada, a una delegación de notables sionistas estadounidenses, de emplear su influencia para presionar a la nueva junta militar egipcia para que respete los acuerdos de Mubarak con Israel (European Jewish Press, 11/02/2011). Entre ellos se encuentran el bloqueo ininterrumpido a Gaza y el apoyo a los ataques del ejército de Israel a Líbano, Siria y los palestinos. Dicho de otro modo: Papanderu defiende abiertamente la anterior colaboración de Egipto con los asesinatos clandestinos israelíes y el secuestro de activistas árabes.

Papandreu manifiesta mayor interés en la promoción de las exportaciones de Israel al mercado europeo que en el país al que en apariencia representa. Ha prometido a una delegación de la Conferencia de Presidentes de las Principales Organizaciones Judías Estadounidenses (Major American Jewish Organizations) «integrar a Israel en el mercado europeo» (European Jewish Press, 11/02/2011) al mismo tiempo que, entre 2009 y 2011, ha contraído la economía de los griegos en un 10 por ciento y ha duplicado el desempleo al hacerlo pasar de un 8 a un 16 por ciento. El servilismo burdo de Papandreu con Israel y las estructuras de poder sionistas estadounidenses queda patente en la cordial acogida que brindó y los acuerdos recientes que estableció con el Primer Ministro de Israel, Netanyahu, y con su Ministro de Asuntos Exteriores, el afamado fascista-sionista Avigdor Lieberman, el mismo Liebarman que defiende la expulsión generalizada de palestinos de Cisjordania. Ningún Primer Ministro griego desde la fundación del Estado sionista ha hecho gala de una exhibición tan atrevida de colaboración activa con las reivindicaciones coloniales de Israel en Oriente Próximo. Ningún dirigente europeo ha anticipado e instaurado con tanto afán, ni con tanto fervor, las exigencias de las organizaciones sionistas estadounidenses.

Lo más llamativo del servilismo de Papandreu con Israel y los intereses sionistas estadounidenses es que se produce cuando casi todo el resto del mundo, desde Europa, Turquía, el Líbano y América Latina hasta el norte de África (Egipto y Túnez) y la inmensa mayoría de los árabes toman medidas para aislar a Israel. En otras palabras, Papandreu está adoptando una posición pro israelí que distancia y aísla a Grecia de Europa con respecto a más de cien millones de árabes y lesiona las exportaciones agrícolas griegas (cítricos) al mercado de la UE.

La política exterior perversa y tremendamente nociva de Papandreu encuentra paralelismo en su extraordinaria adhesión a las medidas de pago de la deuda dictadas por el FMI y los banqueros de la UE y EE.UU. y la consiguiente implantación. Su conducta resulta particularmente descarada en una época en la que el próximo gobierno irlandés amenaza con declarar la suspensión del pago de la deuda si no se reducen las cuantías. En sus ansias por congraciarse con los banqueros extranjeros, mediante la reducción de los salarios y pensiones en un 20 por ciento, Papandreu ha arrancado de forma sistemática miles de millones de euros que ha transferido a las arcas de los bancos. Durante el proceso, sus medidas políticas han duplicado las tasas de desempleo, contraído la economía e hipotecado cualquier futuro crecimiento durante la próxima década. Papandreu ha rechazó la fórmula argentina que, ante similares crisis en 2001 y 2002, se declaró en rebeldía antes que acrecentar la pobreza. Bajo el mandato del presidente Kirchner, Argentina renegoció su deuda, recortó el pago de obligaciones en un 75 por ciento e impuso una moratoria. Gracias a esas medidas Argentina se recuperó de la crisis y mantuvo una tasa de crecimiento del 7 por ciento durante una década, al tiempo que reducía el desempleo de un 22 a menos de un 6 por ciento.

Si Papandreu ejerce de chico de los recados dócil para Israel y su quinta columna sionista en Estados Unidos, exhibe asimismo de forma muy marcada la impaciencia y agresividad de un «cobrador» para los bancos extranjeros. Se rebajará en la escala de la infamia de la historia al papel de cómplice voluntarioso de los crímenes de guerra israelíes, defensor de sus acuerdos desiguales con Egipto en su política exterior y garante de los depredadores económicos que empobrecen a millones de griegos en su país.

Tras haber diezmado la economía griega con la transferencia de miles de millones de euros al exterior y debilitado las relaciones económicas con los países árabes, Papandreu propone vender las empresas de transporte, energéticas y de comunicaciones más lucrativas de Grecia a inversores y especuladores chinos, israelíes y de Wall Street. Es una ironía que George Papandreu, el hijo del antiguo Primer Ministro Andreas Papandreu, invierta el signo de todas y cada una de las políticas de su padre, sobre todo en lo relativo a Oriente Próximo.

En 1981, cuando Andreas Papandreu ganó las elecciones, me invitó a Atenas para discutir las políticas y programas de su futuro gobierno. Lo primero de lo que me habló fue de la importancia de apoyar la lucha palestina y de que había mantenido una reunión muy fructífera con Yasir Arafat, quien le regaló una pistola muy valiosa que me enseñó. Un año después, cuando regresé a Grecia para dirigir e impulsar un centro de investigación, me invitó a darme un baño. Nos acompañaron una docena de agentes de seguridad submarinos que patrullaban la costa por la amenaza de una potencial trama criminal organizada por el Mosad, según el Primer Ministro, en represalia por su solidaridad con los palestinos en el Líbano.

Pocos días después más de 50.000 griegos encabezados por la Ministra de Cultura Melina Mercuri se manifestaron en solidaridad con los palestinos y contra la intervención de Israel en la sangrienta matanza de 2.000 mujeres y niños en Sabra y Chatila. El contraste entre las dos generaciones de Papandreu no podría ser más acusado; mientras que Andreas consideraba que Grecia era un puente entre Europa y el Oriente árabe, George entiende que Grecia es el proxeneta de los intereses empresariales israelíes en Europa y el representante de un grupo de presión en favor de la supremacía israelí en Oriente Próximo. Los sionistas han perdido a un viejo cliente con Mubarak y han encontrado otro nuevo en Papandreu.

Igual que Mubarak, George Papandreu aúna servilismo a sus mentores imperiales y arrogancia y brutalidad con sus súbditos griegos. Como han demostrado los egipcios, derribar a un cliente consolidado del imperio costará al pueblo griego algo más que manifestaciones y huelgas ocasionales. Pero, como hemos visto con el ejemplo de El Cairo, ¡se puede hacer!

EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A PREPARAM ATAQUE A LÍBIA

Laerte Braga

O principal executivo do grupo EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A na Europa, David Cameron, responsável pelo extinto Reino Unido a mais importante filial do conglomerado naquele continente declarou que tropas das bases da OTAN ali localizadas podem atacar a Líbia para garantir a “democracia”.

Petróleo mudou de nome.

A secretária Hilary Clinton, integrante do conselho diretor executivo do conglomerado repetiu as declarações de Cameron. É o mesmo jogo jogado por George Bush para anunciar o ataque ao Iraque a partir da mentira das armas químicas e biológicas. Mandou o comunicado ser lido por Tony Blair, então gerente geral do antigo Reino Unido.

Tropas do conglomerado já se reposicionam na região próxima à Líbia para invadir e ocupar o país. O temor é que a revolução popular naquele país ponha fim ao acordo entre o ditador Muammar Gaddafi e os norte-americanos sobre petróleo, políticas do Banco Mundial e do FMI.

Aliado desde 2003, Gaddafi vai ser jogado no lixo como foi Mubarak, mas nada vai mudar é o que decidiu o conglomerado.

Como no Egito onde os generais já reprimem a população para manter intocados os privilégios das elites políticas e econômicas construídos em 30 anos de ditadura.

Em meio a toda essa movimentação e enquanto aguardam a ordem de ataque, bandeiras com a suástica já começam a ser distribuídas ás hordas de mercenários que formam as forças de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Sobre se o povo líbio deseja esse tipo de intervenção, nenhuma pergunta foi feita. As perguntas são dirigidas aos que comandam os interesses políticos e econômicos da empresa (extinto EUA) sediada em Washington.

Vale dizer que uma intervenção desse porte para garantir o petróleo, agora chamado de democracia vai custar, no mínimo, um milhão de líbios mortos, mas Wall Street sobrevive intacta.

As manifestações populares no Iêmen, na Jordânia, no Barein, na Argélia e em Madison, capital do estado de Wisconsin, essas, por enquanto não interessam. O petróleo está garantido na repressão de generais/cãezinhos subordinados ao conglomerado.

Uma invasão à Líbia será um ato de terrorismo sem tamanho e confirma os reais “propósitos” democráticos, cristãos e ocidentais de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

A decisão não é repentina vem sendo estudada desde o início das manifestações de protesto do povo líbio e só está sendo anunciada diante da perspectiva de perda do controle dos negócios do petróleo.

A democracia para o conglomerado significa tanques abarrotados e cofres estourando de dinheiro. É para isso que dispõe de um arsenal capaz de destruir o mundo cem vezes.

Obama é um criminoso, deveria ser levado ao Tribunal Criminal Internacional, fora o fato de ser um mero funcionário de EUA/TERRORISMO S/A, já que, além dos negócios que manter o emprego nas eleições do ano que vem.

Quer ganhar mais quatro anos para tentar emplacar uma cantada em Angelina Jolie. Só levou não até agora.

David Cameron é o executivo de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A que decretou o fim do multiculturalismo num discurso feito em Berlim no início desse mês de fevereiro, retirando do baú a bíblia do conglomerado. MEIN KAMPF.

Segundo seu pronunciamento diante de executivos do conglomerado na antiga Comunidade Européia a convivência entre diferentes é impossível e por isso deveriam ser tomadas providências para eliminar os diferentes. Não difere nada do que fizeram à América inteira desde Colombo. Os massacres de Maias, Astecas e Incas.

Ou a destruição que em nome de Cristo impuseram aos povos árabes.

Sílvio Berlusconi, amigo de Gaddafi, com quem firmou vários acordos petrolíferos, já anunciou que vai à guerra num cavalo alazão cercado de amazonas e pronto a intervir no Marrocos para assegurar o direito a marroquinas menores de dezoito anos. Garantiu que leva a bênção do enclave que chamam Vaticano. Herr Bento XVI vai ungir os “libertadores”.

Todo o noticiário da mídia privada e subsidiária do conglomerado (no caso do Brasil as redes nacionais de tevê, os grandes jornais e revistas) já está disseminando o maior número possível de notícias falsas e alarmantes, preparando a população para que dê apoio a ação terrorista de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Somos a Líbia de amanhã. O Brasil e toda a América Latina.

Na bagagem do “libertador” Barack Obama e seus generais cerveja em forma de veneno a ser servida aos líbios.

Tudo isso é pura barbárie. Violência e genocídio contra um povo que deseja apenas escolher o seu caminho sem que patas e garras nazi/sionistas interfiram e roubem suas riquezas. Aquelas que vão garantir – deveriam – a construção de um país livre e justo com os seus, segundo a vontade dos seus.

O fato de Gaddafi ser um tirano não justifica as ações terroristas de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A sob o pretexto de garantir democracia e direitos humanos. Pelo contrário, é o pretexto esfarrapado para repetir todas as cenas de boçalidade acontecidas no Iraque. Milhares de iraquianos, aliás, estão nas ruas protestando contra o governo títere do país e exigindo a saída dos mercenários do conglomerado terrorista.

Ao Brasil, frente a esse tipo de terror cabe condenar de forma incisiva a possível invasão – como o fez Lula em relação ao Iraque –. Não há colaboração possível com os Estados Unidos.

Os objetivos do complexo terrorista estão claros e em momentos como esses somem as Nações Unidas.

Pouco importa o que pensam.

Importa o petróleo. Importam os negócios.

Não há diferença alguma entre as antigas batalhas que são mostradas em filmes sobre supostos bárbaros e as de hoje. Mudaram apenas as armas e o centro do terrorismo mundial está em Washington.

Noooossa! A ONU descobriu crimes contra a humanidade

GilsonSampaio

Kadafi é o criminoso! Óbvio! Como não percebemos tanta desumanidade antes?!

Urge que avisemos à Dona ONU que desconfiamos de alguns outros criminosos. Fiquemos numa lista pequena pra não tornar a leitura enfadonha.

1 – Dizem, de ouvir falar, que a OTAN utilizou projéteis com urânio empobrecido na Sérvia e  Kosovo.

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2 – Dizem, de ouvir falar, que os EUA, mantém prisões clandestinas pelo mundo afora e que até que destruiu um país por conta de uma mentira. Supostamente, este país possuía armas de destruição em massa. Coitados dos iraquianos, se ferraram por uma mentira!

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3 – Dizem, de ouvir falar, que Israel bombardeou a faixa de Gaza com bombas de fósforo, proibidas por tratados internacionais.

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Agora, fiquem com a hipocrisia e cinismo de Dona ONU

Via Esquerda.net

ONU acusa Khadafi de crimes contra a Humanidade

Conselho de Segurança da ONU aprova resolução que prevê sanções à Líbia e o pedido de julgamento de Khadafi por crimes de guerra. Oposição anuncia formação de governo provisório.

Artigo | 27 Fevereiro, 2011 - 16:24

Foi a primeira vez que o Conselho de Segurança votou por unanimidade o recurso ao Tribunal Penal Internacional. Foto da Al Jazira

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) aprovou na madrugada deste domingo uma resolução que prevê sanções à Líbia e o pedido de julgamento de Khadafi por crimes de guerra.

O texto, que foi aprovado por unanimidade após quase dez horas de discussão, prevê sanções económicas ao regime líbio, proíbe viagens para o exterior de Khadafi, da sua família e dos seus aliados próximos, congela as suas contas, decreta um embargo à venda de armas a Tripoli. O Conselho de Segurança considera ainda que “os ataques sistemáticos” contra a população civil na Líbia praticados actualmente “podem ser qualificados de crimes contra a humanidade”.

Em consonância com essa qualificação, o Conselho de Segurança da ONU decidiu transferir para o Procurador do Tribunal Penal Internacional “a situação na Líbia depois do 15 de Fevereiro” pedindo às autoridades líbias para que “cooperem plenamente” com o Tribunal, e denuncia atrocidades cometidas durante a repressão aos protestos no país como “crime contra a humanidade” que “merecem ser julgados pelo Tribunal Penal Internacional de Haia”.

Esta é a segunda vez que o conselho encaminha uma violação de direitos humanos à Justiça internacional e a primeira vez que este organismo vota por unanimidade o recurso ao Tribunal Penal Internacional.

O conselho aprovou a resolução horas depois de os Estados Unidos dizerem pela primeira vez que Khadafi deve deixar o poder. "Aqueles que massacraram civis serão responsabilizados pessoalmente", disse a embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas, Susan Rice após a votação.

Governo de transição

Em Bengazi, segunda cidade do país e a mais importante nas mãos das forças de oposição, o ex-ministro líbio da Justiça Mustafá Abdel Jalil, que se demitiu em protesto contra o regime devido à violenta repressão à revolta popular, anunciou a criação de um governo de transição encarregado, principalmente, de preparar eleições no país.

Este governo compreenderia "personalidades militares e civis e estaria em vigor no máximo em três meses. Depois, haveria eleições justas e as pessoas poderiam escolher o seu dirigente", disse.

Abdel Jalil descartou negociar com Khadafi a sua saída do país, e afirmou que deve ser julgado na Líbia.

Mas Khadafi aferra-se ao poder na capital, protegido por tropas de mercenários. Entretanto, duas cidades situadas no lado ocidental do país, Misurata e Zawya, já caíram também nas mãos das forças anti-regime. Nesta última, que fica a apenas 50 km de Tripoli, poderia estar para breve uma grande baralha, já que tropas vindas da capital, equipadas com tanques, procuravam reconquistá-la.

Las tribus contra el búnker

Via Rebelión

Pepe Escobar

Asia Times Online

Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens

La revolución en Libia es una revolución tribal. No fue, y sigue sin ser, dirigida por jóvenes intelectuales urbanos, como en Egipto, o por la clase trabajadora (que en su mayoría está compuesta, de hecho, por trabajadores extranjeros). Incluso a pesar de que los protagonistas del levantamiento contra Muamar Gadafi pueden ser una mezcla de libios de a pie, juventud educada y/o desocupada, una sección de las clases medias urbanas y desertores del ejército y los servicios de seguridad, lo que los traspasa a todos es la tribu. Incluso Internet, en el capítulo libio de la gran revuelta árabe de 2011, no ha sido un protagonista absolutamente decisivo.

Libia es tribal de la A a la Z. Hay 140 tribus (qabila), 30 de ellas clave: una de ellas, Warfalla, representa a un millón de personas (de una población de 6,2 millones). A menudo, llevan el nombre de las ciudades de las que provienen. El coronel Gadafi dice ahora que el levantamiento libio es un complot de al-Qaida impulsado por hordas drogadas con leche y Nescafé mezclados con drogas alucinógenas. La realidad es menos lisérgica: es un concierto de tribus que terminará por derribar al rey de reyes africano.

Un inmenso grafiti en la Bengasi liberada dice: «No al sistema tribal». Es una vana ilusión. Los oficiales del ejército libio son una colección de notables tribales seducidos o sobornados por Gadafi, que sigue una estricta estrategia de dividir para gobernar desde el nacimiento del régimen en 1969. Tanto en Túnez como en Egipto, el ejército fue crucial en la caída del dictador. En Libia, es mucho más complicado. El ejército no es tan importante en comparación con las milicias paramilitares, privadas y mercenarias, dirigidas por hijos y parientes de Gadafi.

Gadafi y su hijo «modernizador», Saif, ya han jugado las únicas cartas que les quedan, a falta del genocidio: sedición (fitna) e islamismo, muy al estilo de Hosni Mubarak, como cuando dice «soy yo o el caos». En el caso del clan Gadafi, es como sigue: sin mí, es guerra civil (en realidad fabricada por el propio régimen) u Osama bin Laden (invocado como deus ex machina por el propio Gadafi). La mayoría de las tribus no se tragan ese guión del «dios surgido de la máquina».

Las perspectivas de Gadafi son sombrías. La tribu Awlad Ali, en la frontera egipcia, está en su contra. Az Zawiyya se le ha opuesto desde principios de esta semana. Az-Zintan, a 150 kilómetros al sudoeste de Trípoli, está centrada en Warfalla; todos están en su contra. La tribu Tarhun, que, crucialmente, incluye más de un 30% de la población de Trípoli, se le opone. El Jeque Saif al-Nasr, ex jefe de la tribu Awlad Sulaiman, habló por al-Jazeera para llamar a los jóvenes tribales del sur a sumarse a las protestas. Incluso, algunos de su pequeña tribu, Qadhadfa, ahora está en su contra.

Matando a la sociedad civil

La tribu, con sus clanes y subdivisiones, es la única institución que ha regulado durante siglos la sociedad de esos árabes que han vivido en las regiones de los colonizadores italianos a principios del siglo XX, llamadas Tripolitania, Cirenaica y Fezzan.

Después que Libia llegó a la independencia en 1951, no hubo partidos políticos. Durante la monarquía, la política sólo tuvo que ver con tribus. Sin embargo, la revolución de Gadafi del 1969 replanteó el papel político de las tribus: sólo se convirtieron en garantes de valores culturales y religiosos. La ideología de la revolución de Gadafi giraba alrededor del socialismo, con el pueblo, teóricamente, como sujeto de la historia. Los partidos políticos también fueron descartados. Fue la hora de los comités populares y el congreso popular. La vieja elite, los ancianos de las tribus, fue aislada.

Pero el tribalismo devolvió el golpe. Primero, porque Gadafi decidió que los puestos en la administración debían ser distribuidos por afiliación tribal. Y luego, durante los años noventa, Gadafi renovó las alianzas con los dirigentes tribales; los necesitaba «para librarse de la creciente oposición y de diversos traidores». Y aparecieron los «comandos sociales populares», que combatieron la corrupción, solucionaron disputas locales y terminaron por consagrar a la tribu como protagonista político.

Gadafi se aseguró de tener una alianza impenetrable con los Warfalla y, medianteuna estrategia centrada en una consigna «pueblo armado», logró domar al ejército. Los puestos clave en el servicio secreto fueron entregados a su tribu, Qadhadfa, y a uno de sus compañeros revolucionarios, Maqariha. Esto significó esencialmente que esas dos tribus obtuvieron el monopolio todos los sectores clave de la economía, y eliminaron, literalmente, toda oposición.

El resultado inevitable de ese sistema político tribal fue el desgajamiento de una sociedad civil basada en instituciones democráticas. La clase media educada se quedó sin nada. Luego vino el embargo de las Naciones Unidas, que duró una década. La economía, que ya estaba en mal estado, cayó en picado; nunca hubo una redistribución decente de la riqueza del petróleo y del gas. La inflación y el desempleo se dispararon. La retórica fue siempre de «democracia directa»; la realidad era que los pocos «ganadores» formaban parte de una burguesía estatal reaccionaria, ya fueran reformistas, dirigidos por Saif; conservadores (fieles al Libro Verde de Gadafi); o tecnócratas (los que disciernen jugosos tratos con corporaciones extranjeras).

Año cero en Cirenaica

No es sorprendente que el levantamiento haya comenzado en Bengasi, que quedó fuera de toda estrategia de desarrollo, en una región, Cirenaica, con una infraestructura absolutamente pésima en comparación con Tripolitania.

Ahora el oficialmente llamado Jamahiriya, «el Estado de las masas», está a punto de derrumbarse. Es año cero en Cirenaica. Es imposible dejar de recordar los primeros días de Iraq «liberado» en abril de 2003. El Estado ha desaparecido. Comités populares, grupos islámicos, y bandas armadas controlan ahora territorios enteros. Nadie sabe cómo se desarrollará esto o lo que pueda suceder después de la batalla de Trípoli (suponiendo que la oposición pueda obtener algún armamento pesado serio). Una fuerte posibilidad es la emergencia de territorios tribales auto-gobernados controlados por las tribus, como en Afganistán y Somalia o, de hecho, que regiones enteras se independicen, a pesar de los esfuerzos de la oposición en el exilio por disipar esos temores.

Antes de eso, como ha advertido Gadafi, correrá la sangre. La fuerza aérea está controlada directamente por el clan Gadafi. Además, dos de sus hijos están en posiciones clave: Moutassim es jefe del Consejo Nacional de Seguridad y Khamis es comandante de una brigada de fuerzas armadas. El ejército tiene 150.000 soldados. Los máximos comandantes militares tienen todo que perder si no apoyan a Gadafi. Según los mejores cálculos, Gadafi todavía podría contar con 10.000 soldados. Para no hablar del ejército mercenario «africano negro» pagado en oro, en su mayoría insertado en Libia a través de Chad.

Sea lo que sea lo que emerja de este volcán, cuesta imaginar una Libia no fracturada siguiendo líneas tribales. Es justo decir que la juventud libia tribal que salió a las calles a luchar contra el régimen armado de Gadafi considera la mentalidad tribal como la peste. No desaparecerá de un día para otro. Sin embargo, la mejor esperanza posible bajo las difíciles circunstancias, con la amenaza de una crisis humanitaria y el espectro de la guerra civil, es que Internet impulse al país a una era post tribal. Antes de eso, debe caer un búnker.

Pepe Escobar es autor de Globalistan: How the Globalized World is Dissolving into Liquid War (Nimble Books, 2007) y Red Zone Blues: a snapshot of Baghdad during the surge. Su último libro es Obama does Globalistan (Nimble Books, 2009). Puede contactarse con él en: pepeasia@yahoo.com.

(Copyright 2011 Asia Times Online (Holdings) Ltd. All rights reserved.

Fuente: http://www.atimes.com/atimes/Middle_East/MB26Ak05.html

PRAGMATISMO DEMAIS ENGORDA E CEGA

Laerte Braga

A maçã nem sempre é um símbolo do “pecado original”. Pode ser só maçã e pronto. Uma das primeiras “xuxas” do Brasil foi George Savalla Gomes, conhecido como CAREQUINHA. Nasceu num circo, literalmente, transformou-se em ídolo do que à época se costumava chamar de “garotada”.

Ele e Fred (seu parceiro), além do programa que apresentavam numa das emissoras de tevê na década de 50, século passado, deitavam-se em shows pelo País, gravavam músicas carnavalescas e numa perspectiva de tempo e espaço terão sido um fenômeno muito maior que Xuxa, à medida que as comunicações não comportavam todo o processo de fabricação de artistas que vemos hoje.

Marlene Matos era assessora do circo e deve ter aprendido ali a possibilidade de fabricar uma fada vazia e insossa. Sou mais Luísa Brunet.

Uma das músicas que gravou para um carnaval de seu tempo falava de fã clube. Um tormento num determinado sentido. Note bem, num determinado sentido. Dizia mais ou menos assim – “ela é fã da Emilinha/não sai do César de Alencar/grita o nome do Cauby/e depois a desmaiar/pega a REVISTA DO RÁDIO e começa a se abanar/...”

Quem se detiver a analisar o fim da letra vai encontrar preconceito puro –“e na minha casa ninguém arranja uma empregada”.

É claro que Carequinha não era preconceituoso e nem vendia preconceito. E tampouco a “garotada” que participava do seu programa na tevê era maltratada ou tratada como rebanho de um show destinado a fabricar alienação em série.

Era o retrato da época no Brasil e pronto.

É impossível uma análise sem que se tenha o todo e as partes, nessa ordem, ou as partes e o todo. Se for o caso de uma análise política o que via de regra se chama de conjuntura. Pode ser maior, menor, localizada, mas é indispensável.

Do contrário é “e depois de desmaiar/pega a REVISTA DO RÁDIO/e começa a se abanar...”

César Alencar, por exemplo, virou dedo duro no meio artístico logo após o golpe militar de 1964. Apresentava um programa de auditório na antiga RÁDIO NACIONAL aos sábados e aos domingos pontificava Paulo Gracindo, um dos maiores comunicadores e atores do Brasil. César foi lá e disse que Gracindo era comunista. Disse de outros tantos.

Um ser abjeto. Terminou seus dias como que num labirinto sombrio e solitário, comum aos canalhas. Se o neon continua brilhando ou não é labirinto do mesmo jeito.

Todo esse conjunto e mais alguma coisa se colocava como “os fatos de hoje que serão a História de amanhã” – noticiarista T-9 de uma emissora de rádio do interior, transmitido em alto falante para os ouvintes das imediações e horários obrigatórios –. Não se conversava, as pessoas apenas paravam e esticavam os ouvidos para o som que saia do alto falante. A última notícia vinha sempre precedida do “e atenção urgente!”

Quando de fato era urgente virava “atenção, urgente, urgentíssimo!”. “Morreu o papa”.

Muitos jornais foram pegos com as calças às mãos quando do suicídio do presidente Getúlio Vargas e se viram obrigados a montar painéis improvisados às portas de suas redações, onde os jornalistas escreviam em letras garrafais os últimos acontecimentos, naquelas folhas de bobinas de papel jornal cortadas às pressas para suprir a curiosidade do distinto público.

E assim foi até que as antigas máquinas impressoras devorassem o que os linotipistas tivessem linotipado e os jornalistas escrito. Os pequenos jornaleiros saíram às ruas gritando ‘EXTRA, EXTRA, GETÚLIO SE SUICIDOU!”

Quando me recordo do suicídio de Getúlio, era menino, logo me vem à mente a imagem de Tancredo Neves segurando uma das alças do caixão. Tancredo enterrou Getúlio, Jango e JK, com a dignidade pessoal que sempre portou de um liberal clássico. Aécio é, como dizem, só um karma na vida de Tancredo, ou foi. Hoje é o que é. Um show político tipo aqueles bonecos cheios de ar e gingas, mas que uma agulha torna imprestável. Não há esparadrapo que vede completamente o furo.

Tudo em Aécio termina em chopp. Ou sei lá o que, uísque por exemplo. Chegou a estar presente no Festival da Juventude em Moscou, na pele de comunista, sem ter a menor idéia de outra coisa que não o espetáculo do dulce far niente de neto.

É como o PT. Acha que inventou a esquerda no Brasil. Rasgou os livros de História e pisoteou sobre milhares de trabalhadores que tombaram na luta popular desde o século XIX e se formos acrescentar outras tantas lutas na perspectiva dessa História como processo, muito antes até.

Puros, imaculados. O diferente.

Não percebeu – existem exceções, lógico – que foi uma conseqüência, extraordinária até um determinado ponto – de todo esse amontoado de cartas espalhadas sobre a mesa de nada mais, nada menos que a sempre História.

Sem Lula é um barco à deriva agarrado ao poder na disputa pelo poder sem ter a menor idéia de uma frase antológica de Luís Carlos Prestes – “estamos no governo, não somos o poder”. Dita pouco antes da queda de Goulart por conta do golpe de 1964.

A chamada esquerda católica surgiu a partir dos embriões da Teologia da Libertação, mais tarde nos pontificados de João XXIII e Paulo VI, nas encíclicas MATER ET MAGISTRA, POPULORUM PROGRESSIUM e, pois é, na ebulição provocada pela leitura de Jean Paul Sartre, Jacques Maritain, nos filmes de diretores como Godart, a NOUVELLE VAGUE francesa e em seguida o neo-realismo italiano.

Tudo isso e todos esses precederam a 1968. Nem os Estados Unidos escaparam incólumes. Aconteceu WOODSTOCK.

É preciso saber que para além de “verdades absolutas” do dia a dia entre um chopp e outro existe EROS E CIVILIZAÇÃO de Herbert Marcuse. E que Federico Felini está longe de ser um “chato incompreensível”. É um gênio.

Ah! O culto à personalidade. “Ela é fã da Emilinha/não sai do César de Alencar/grita o nome do Cauby/e depois a desmaiar...”

Mineiro quando ia ao Rio pela primeira vez costumava olhar o mar de Copacabana e ter um trem proclamando solene e perplexo – “meu Deus que piscinão!”

EROS E CIVILIZAÇÃO está longe de ser pernosticismo, se não foi possível ler não tem importância, mas é preciso saber entender o que significou e o que esparramou no dia a dia na história de cada dia.

Do contrário é oba oba.

Ivo viu a uva, só isso.

É preciso pelo menos saber ou sentir Richie Havens em Woodstock numa dor/vida lancinante de uma beleza/vida transformadas em ‘FREEDOM”. E sem dentes

Não é que toda a verdade esteja em Marx, ou Freud, em Marcuse, mas Marx é verdade, como Freud, como Marcuse.

Gilbert Bécaud canta uma canção notável e de sua autoria, NATALIE. Fala do ardor revolucionário, romântico, leal, integro de NATALIE. Há momentos que lembra a dança dos cossacos. Traz a imagem das lágrimas escorrendo na Praça Lenine vazia.

Quem buscar encontra a verdade em MANUELÃO nas páginas de Guimarães Rosa, vai encontrar. Não tinha a menor idéia do que foi Marx, muito menos Freud, ou Marcuse, pelo simples fato que não se abanava com a REVISTA DO RÁDIO, não era fã da Emilinha ou desmaiava ao ouvir o nome do Cauby.

Não. Colhia a vida na natureza esplendida do sertão mineiro.

Onde a maçã não precisa necessariamente ser algo mais que uma simples maçã.

O fantástico da internet, entre todos os seus “fantásticos”, está na possibilidade desse besteirol saudosista da primeira à última linha, mas repleto de história e vida em linhas retas e curvas, sempre na mesma direção.

Pragmatismo demais engorda e cega.

Quando você descobre costuma não dar tempo, o sapato está apertando e não há como tirá-lo. E nem toda atriz vai encontrar um bueiro espalhando um vento capaz de mostrar formas perfeitas, até porque nem toda atriz é atriz, que dirá Marilyn Monroe.

Não importa andar de bengalas, importa sentir e perceber as bengalas. É bem diferente o ser manco aqui, do ser manco acolá.

Ou como dizia Felini aos técnicos. “Coloque sombra”. E os técnicos. “Mas não dá sombra, vai ser ridículo”. “Eu quero sombra”, exigiu Felini. Era Roberto Benigno subindo uma escada do lado de fora de um celeiro com uma vela acesa em uma de suas mãos.

Roma e o mundo levaram um ano descobrindo e discutindo a sombra exigida por Felini. Quando lhe perguntaram a razão de ser foi simples – “se há luz, há sombra”. Algo como se há vida há História

A palavra que não ousamos pronunciar por trás da revolta árabe

Via Resistir.info

John Pilger

Logo após a invasão do Iraque em 2003 entrevistei Ray McGovern, um dos membros de um grupo de elite de responsáveis da CIA que preparavam o resumo diário de inteligência do presidente. McGovern estava no cume do monolito da "segurança nacional" que é o poder americano e havia-se aposentado com aplausos presidenciais. Na véspera da invasão, ele e 45 outros responsáveis sénior da CIA e de outras agências de inteligência escreveram ao presidente George W. Bush que os "tambores da guerra" não eram baseados em inteligência e sim em mentiras.

"Era farsa em 95 por cento", disse-me McGovern.

"Como é que eles conseguiram escapar sem punição?"

"A imprensa permitiu aos loucos escaparem sem punição".

"Quem são os loucos?"

"As pessoas que dirigem a administração [Bush] têm um conjunto de crenças, um bocado como aquelas expressas no Mein Kampf... elas eram mencionadas nos círculos em que me movia, no topo, como 'os loucos'."

Disse eu: "Norman Mailer disse acreditar que a América entrou num estado pré-fascista. Qual é a sua visão disso?"

"Bem... espero que ele esteja certo, porque há outros a dizerem que nós já estamos num modo fascista".

Em 22 de Janeiro, Ray McGovern enviou-me um email exprimindo o seu desgosto com o bárbaro tratamento da administração Obama para com o alegado denunciante Bradley Manning e a sua perseguição do fundador da WikiLeaks, Julian Assange. "Muito tempo atrás George e Tony decidiram que podia ser divertido atacar o Iraque", escreveu, "Eu disse com efeito que o fascismo já havia principiado aqui. Tenho de admitir que não pensei que isto ficaria tão mau assim rapidamente".

Ray McGovern. Em 16 de Fevereiro, a secretária de Estado Hillary Clinton pronunciou um discurso na George Washington University na qual condenou governos que prendiam manifestantes e esmagavam a livre expressão. Ela louvou o poder libertador da Internet mas não de mencionou que o seu governo planeia encerrar aquelas partes da Internet que estimulam a discordância e falar a verdade. Foi um discurso de hipocrisia espectacular e Ray McGovern estava na audiência. Ultrajado, levantou-se da sua cadeira e silenciosamente virou as costas a Clinton. Foi imediatamente capturado pela polícia e por um estúpido segurança, espancado no chão, arrastado para fora e atirado numa cela, a sangrar. Ele enviou-me fotografias dos seus ferimentos. Tem 71 anos. Durante a agressão, a qual foi claramente visível para Clinton, ela não interrompeu o seu discurso.

Fascismo é uma palavra difícil, porque vem com uma iconografia que toca o nervo nazi e é abusada como propaganda contra inimigos oficiais da América e para promover as aventuras estrangeiras do Ocidente com um vocabulário moral escrito na luta contra Hitler. Ainda assim, fascismo e imperialismo são gémeos. Na sequência da segunda guerra mundial, aqueles nos estados imperiais que haviam tornado respeitável a superioridade racial e cultural da "civilização ocidental", descobriram que Hitler e o fascismo haviam afirmado o mesmo, empregando métodos visivelmente semelhantes. Desde então, a própria noção de imperialismo americano foi varrida dos manuais e da cultura popular de uma nação forjada na conquista genocida do seu povo nativo. E uma guerra acerca de justiça social e democracia tornou-se a "política externa estado-unidense".

Como documentou em Washington o historiador William Blum, desde 1945 os EUA destruíram ou subverteram mais de 50 governos, muitos deles democracias, e utilizaram assassinos em massa como Suharto, Mobutu e Pinochet a fim de dominar por procuração. No Médio Oriente, toda ditadura e pseudo-monarquia tem sido apoiada pela América. Na "Operação Ciclone", a CIA e o MI6 promoveram e financiaram secretamente o extremismo islâmico. O objectivo era esmagar ou desviar o nacionalismo e a democracia. As vítimas deste terrorismo de estado ocidental têm sido principalmente muçulmanos. As pessoas corajosas metralhadas na semana passada no Bahrain e na Líbia – este último uma "prioridade do mercado do Reino Unido", segundo vendedores oficiais de armas britânicas – juntam-se às crianças estraçalhadas em Gaza pelos mais recentes caças F-16 americanos.

A revolta no mundo árabe não é simplesmente contra um ditador residente mas sim contra uma tirania económica mundial concebida pelo Tesouro dos EUA e imposta pela Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA, pelo FMI e pelo Banco Mundial, os quais asseguraram que países ricos como o Egipto fossem reduzidos a vastos estabelecimentos de exploração, com a metade da população a ganhar menos de US$2 por dia. O triunfo popular no Cairo foi a primeira pancada contra aquilo a que Benito Mussolini chamava corporativismo, uma palavra que aparece na sua definição de fascismo.

Como é que tal extremismo se apossou do Ocidente liberal? "É necessário destruir esperança, idealismo, solidariedade e preocupação pelos pobres e oprimidos", observou Noam Chomsky uma geração atrás, "[e] substituir estes sentimentos perigosos com egoísmo egocêntrico, um cinismo difuso que sustenta que desigualdades e opressão é o melhor que se pode alcançar. De facto, uma grande campanha de propaganda internacional está em andamento para convencer pessoas – particularmente os jovens – de que isto não só é o que eles deveriam sentir como é o que de facto sentem".

Como as revoluções europeias de 1848 e o levantamento contra o estalinismo [NR] em 1989, a revolta árabe rejeitou o medo. Começou uma insurreição de ideias suprimidas, esperança e solidariedade. Nos Estados Unidos, onde 45 por cento dos jovens afro-americanos não têm empregos e os administradores de topo dos hedge funds recebem, em média, mil milhões de dólares por ano, protestos em massa contra cortes em serviços e empregos difundem-se em estados centrais como Wisconsin. Na Grã-Bretanha, o movimento de protesto em crescimento rápido UK Uncut está prestes tomar acções directas contra os que fraudam o fisco e bancos predadores. Algo mudou que não pode ser desfeito. O inimigo agora tem um nome.

[NR] Pilger é um grande jornalista mas conserva preconceitos anti-comunistas como se observa nesta analogia. Hoje os povos da Europa do Leste lamentam a perda do socialismo real que desfrutavam, o qual com todos os defeitos que tivesse era uma sociedade superior à barbárie capitalista e mafiosa a que agora estão entregues. Quanto à Estaline, morreu muitas décadas antes da vitória da contra-revolução.

O original encontra-se em www.johnpilger.com/articles/behind-the-arab-revolt-is-a-word-we-dare-not-speak

‘Garantir o asilo político e a liberdade de Battisti é tarefa de todo cidadão antifascista’

Sanguessugado do Cesare Livre!

Gabriel Brito e Valéria Nader

Refugiado no Brasil desde 2004, o ex-militante da esquerda armada italiana Cesare Battisti, que teve asilo político concedido pelo Brasil em 2008, espera na prisão há mais de três anos pela decisão final de seu pedido de extradição por parte do Estado italiano. O caso teria tido o desfecho final quando Lula decidiu confirmar o asilo, no último dia de mandato, amparando-se na Constituição, que delega ao Executivo o poder de decisão em tais questões. Mas, em 2010, o STF reviu a sua decisão de 2009, quando, ao extraditar Battisti, determinou que a última palavra sobre o caso estaria com a presidência da República. O asilo de Lula é agora, portanto, contestado pelo Supremo, que deve voltar a julgar o caso em março, do que resultará a soltura e refúgio de Battisti, ou sua extradição.

Para discutir a questão, o Correio da Cidadania conversou com o jornalista e militante dos direitos humanos Alípio Freire, que também fez parte de grupos de esquerda opositores à ditadura brasileira. Para ele, o caso deixa às claras o caráter golpista do atual Supremo, influenciado por Gilmar Mendes, que recrudesce a olhos vistos em seu conservadorismo.

Segundo Freire, a querela também significa a desmoralização de nosso Judiciário, que estaria submisso aos desejos de Berlusconi, cujo governo enfrenta uma onda de escândalos e repúdio popular. "Garantir o asilo político e também sua liberdade imediata é tarefa de todo cidadão antifascista", afirmou.

Na entrevista que pode ser conferida a seguir, Alípio Freire ainda ressalta sua convicção na ilegitimidade do julgamento promovido pela justiça italiana e critica o mecanismo da delação premiada. Mas mantém o otimismo quanto à concessão do refúgio, tanto pela desmoralização do governo italiano como por alguns posicionamentos da presidente Dilma Rousseff em relação aos direitos humanos.

Correio da Cidadania: Em 2009, após determinar a extradição do ex-militante da esquerda italiana Cesare Battisti, o STF decidiu que a última palavra quanto ao caso estaria com o presidente da República. O que pensa da reavaliação desta decisão pelo STF em 2010, determinando que o plenário deveria retomar o caso após a decisão de Lula, podendo revertê-la?

Alípio Freire: Eu penso que dos três poderes oficiais da República, o STF (judiciário), em que pesem todos os escândalos no Executivo e, sobretudo, Legislativo, é o mais desmoralizado. Até porque ter tido como presidente uma figura como o senhor Gilmar Mendes é qualquer coisa fora do sério. Nesse sentido, lembro do artigo do professor Dalmo Dallari, antes da indicação oficial de Gilmar Mendes para o cargo que ocupou.

Outro exemplo: enquanto a discussão da reforma política ficar no Judiciário, pouco se avançará. Hoje em dia, esse poder tem sido fonte de golpes. Em Honduras, o golpe foi dado pelo Judiciário, que em seguida chamou as Forças Armadas para garanti-lo. Enquanto isso ocorreu lá, ficamos correndo riscos nos últimos quatro anos, com Nelson Jobim no Ministério da Defesa e Gilmar Mendes na frente do Judiciário. Portanto, a primeira coisa que deve ser discutida é o Poder Judiciário.

Por outro lado, o Dr. Gilmar Mendes adotou uma novidade, que foi consagrada pela grande mídia comercial, com a qual está articulado, qual seja, o expediente de prejulgar os casos, ir a público como presidente do STF externar suas posições. Ele é minerva, o último voto, não pode se dirigir à opinião pública! Não é função do Judiciário. Dessa forma, o que fica desnudado é exatamente a tendência golpista deste poder desde que Gilmar Mendes foi parar lá.

Do meu ponto de vista, o que deveria acontecer – e estou indo a Brasília visitar o Battisti, com pessoas de outros estados –, caso o Judiciário tenha o mínimo de juízo (em seu conjunto, pois do Peluso e do Gilmar não dá pra esperar muita coisa), vai se declarar imediatamente incompetente para a questão, e também imediatamente encaminhará a decisão já anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no apagar das luzes de seu segundo mandato.

Correio da Cidadania: E quanto à decisão do STF de manter preso Cesare Battisti, apesar da decisão do presidente Lula, no final de seu mandato presidencial, de rejeitar a extradição, qual a sua avaliação?

Alípio Freire: O Judiciário deveria se pronunciar incompetente para opinar sobre o caso, em qualquer aspecto. Creio que o Battisti tem de ser solto, pois todos os estudos jurídicos recentes a respeito, de pessoas sérias ligadas às leis, vão nessa direção. E, sobretudo, pela questão política, pois a justiça não está acima da política; é um instrumento dela, portanto, de classe.

E há a desmoralização pública do senhor Berlusconi na Itália, com multidões nas ruas, além de intelectuais e personalidades, o que atinge também o Judiciário brasileiro se não soltar imediatamente o Battisti. Hoje, a desmoralização do Berlusconi é a do nosso Judiciário. Não é outra coisa, pois nessa história representou, em sua maioria, o senhor Berlusconi. Tudo que é dito ao Berlusconi da Itália, "saia, vá embora", pode ser dirigido ao nosso judiciário, com honrosas exceções. Mas, hegemonicamente, ele se manifestou como o Dr. Gilmar Mendes.

Correio da Cidadania: Mesmo diante destas ponderações, o tema Battisti é polêmico até mesmo entre os setores de esquerda. Ao lado daqueles que consideram Battisti como um personagem menor, na medida em que teria praticado atos terroristas ligados às guerrilhas de esquerda na Itália, estão aqueles que enfatizam a diferença essencial entre terrorismo de esquerda e de direita, especialmente em um país que estaria vivendo um Estado de Exceção sob uma fachada de democracia. Como avalia estes fatos históricos e esta distensão política a eles associada?

Alípio Freire: Eu acredito que não existe democracia de exceção. Portanto, o que a Itália deveria viver é uma transição, tal qual tentamos em nosso país, apesar das dificuldades. Em primeiro lugar, formalmente, o Battisti não cometeu nenhum crime. Nem sequer me refiro à legitimidade, mas ao aspecto legal. Que eu saiba, a única figura na história do ocidente conhecida pelo dom da ubiqüidade é Santo Antonio, que estava em Pádua e Lisboa ao mesmo tempo. Se o Battisti, acusado de ter cometido atentados no mesmo horário em cidades distantes, realmente cometeu tais crimes, é caso de canonização, não de condenação.

Por outro lado, estou convencido de que não houve crime, de que ele não cometeu nenhum ato pelo qual vem sendo condenado. Mas, eu pessoalmente, acredito plenamente no direito à rebelião contra qualquer tirania. Se estamos frente a uma coisa que não é Estado de Direito, e sim uma tirania, mesmo que houvesse cometido quaisquer dos atos que lhe são imputados, haveria legitimidade. E, além disso, há o problema da legalidade do julgamento.

No entanto, o que acho mais asqueroso na história, e que precisa ser repensado, é a questão da delação premiada (mecanismo jurídico pelo qual a justiça italiana baseou sua condenação a Battisti). Ora, um Estado que tem um instrumento que educa seus cidadãos a serem delatores é simplesmente um Estado de base fascista. Transformar cidadãos em exércitos de delatores é um horror. Aliás, toda delação deveria ser punida, moralmente, e não premiada. Esse tipo de negociação, do ponto de vista moral e ético, precisa ser repensado. E os resultados de tais delações premiadas é o que vemos com o Battisti, se me entendem...

Correio da Cidadania: Mas havia Estado de Exceção que justificasse tal rebelião à época? É possível sustentar tal hipótese?

Alípio Freire: Qual o tamanho certo de uma rebelião para o tamanho certo do Estado de Exceção? É uma conversa que vai longe...

No entanto, creio que não haja como discutir isso, não há uma tabela de rebeliões aceitáveis, de acordo com o tamanho da ilegitimidade do poder. Isso não existe, impossível, não há como quantificar. Inclusive porque significa retirar do contexto real o mundo que se vivia na época. E não era uma questão só da Itália ou da Europa. Foi uma questão do mundo inteiro.

Correio da Cidadania: O que explica a dimensão que tomou em nosso país a controvérsia político-jurídica a respeito do julgamento que aprecia extradição de Battisti - especialmente por se tratar o Brasil de um país que tradicionalmente concede refúgio político, alguns deles para conhecidos repressores de ditaduras vizinhas, e também recentemente ao prefeito de Pando, Bolívia, mandante do massacre que vitimou mais de 20 camponeses em 2008?

Alípio Freire: Creio que esse caso esteja servindo como força auxiliar à política de Washington, iniciada pela dona Condolezza Rice, e levada a acabo agora pela senhora Hillary Clinton. A política antiterror.

O grande problema, neste momento, é que temos uma direita que renasce no mundo inteiro, e que aqui nunca morreu, voltando à cena política, legitimada pela omissão de alguns e pelo endosso de outros.

Por exemplo: não se trata da eleição em si, não é a questão, mas quando o candidato José Serra faz, e a imprensa que o apóia confirma, reuniões com o CCC e a TFP, de ultra-direita, está sendo legitimado, trazido ao proscênio, forças que até sabíamos que atuavam, mas não encontravam espaço e aceitação.

Dessa forma, temos no mundo inteiro um grande sopro à direita. E o Brasil é um país importante no hemisfério sul, objetivamente falando. Ora, um país desse tamanho, necessário à órbita dos EUA, dentro de um mundo que marcha para a desordem da crise, quando florescem posições mais extremistas... Não é que os EUA apertam o botão vermelho lá e aqui arde na hora, mas acontece que os EUA têm base social e política neste país. E estão fazendo seu serviço.

Entretanto, creio que o PT e os partidos de esquerda de modo geral, especialmente os de maior peso eleitoral, estão muito tímidos com relação à questão. Creio que deveríamos ter uma posição mais unificada.

Correio da Cidadania: É dentro deste contexto que devemos enxergar as motivações do governo italiano em tamanha insistência na extradição de Battisti, haja vista que muitos outros cidadãos daquele país tiveram trajetória de militância política semelhante e há centenas deles exilados pelo mundo?

Alípio Freire: É a outra face da mesma moeda, de ascensão do fascismo e da crise econômica, além de grandes crises políticas. Nesses momentos, o último refúgio dos canalhas é o patriotismo, vide o Videla na Argentina e a questão das Malvinas, apelando ao espírito nacional, como se a nação não fosse dividida em classes. Foram à guerra, com o apoio da maioria da esquerda argentina – e também Fidel de Castro. O tamanho do desastre, que já era previsível, todo mundo sabe qual foi.

Portanto, creio que temos de ter muito cuidado, porque em tais momentos de crise essas patriotagens vão surgir o tempo inteiro. Mas é muito engraçado que alguns setores da esquerda ditos progressistas, como a Carta Capital, queiram a entrega do Battisti. Tudo bem que é um equívoco considerá-la tão de esquerda. Não é a Folha, O Globo, mas daí a ser de esquerda, de fato, vão anos luz.

Correio da Cidadania: Que relação o senhor vê entre o posicionamento do Estado brasileiro relativamente a Battisti e a revisão da nossa lei de anistia?

Alípio Freire: São as mesmas forças que querem impedir a apuração dos crimes cometidos durante a ditadura e a punição dos mandantes e responsáveis diretos, ao mesmo tempo em que querem obrigar a entrega do Battisti. São o mesmo pensamento, ideologia e valores. Aí, entra a questão da correlação de forças. Devem ser ampliadas as forças das correntes populares, da classe trabalhadora, fora do universo das instituições do Estado, o terreno onde podemos ser mais fracos. Temos de trazer a questão para a rua, para as associações de trabalhadores, porque as ruas, praças e avenidas ainda são os terrenos onde temos condições de ser mais fortes. Em outras instâncias, podemos ser sugados pelo aparelho de Estado.

A questão é essa. Até para enfrentar o repuxo que vem pela frente, uma vez que a crise não está debelada e não é uma questão contábil, pois não depende de a nossa economia estar bem organizada. A crise é uma questão política. Você acha que o Pentágono vai ver a economia dos EUA indo pras cucuias sem tentar arrastar todos que puderem para pagar a conta? Essa é uma questão de política, o que em determinado momento se faz com armas.

O problema da nossa economia não é contábil. Aliás, nunca é, mas hoje menos ainda. Vivemos à beira de um colapso econômico, o capitalismo é um sistema global, cada vez mais, e não temos no momento nenhum Estado socialista capaz de se contrapor internacionalmente ao grande capital, de modo que é nisso que temos de pensar: na construção, desde já, de uma alternativa forte, enraizada no povo, capaz de resistir a tudo isso, oferecendo outra saída. Ou estaremos ferrados.

Correio da Cidadania: E quanto ao Supremo, o seu posicionamento no caso Battisti e suas recentes atitudes e pareceres relativos à ditadura militar e à revisão da lei de anistia também fazem parte desse mesmo contexto e história, não?

Alípio Freire: Eu acho que o Supremo tem tido posições coerentes diante do que discutimos. E que têm de ser revertidas. Pra eles, é Battisti na Itália e de preferência nós também atrás das grades (risos)...

Quando se ouve num Congresso alguém dizer que, se há punição a torturadores, deve haver também a seus oponentes, me pergunto: outra vez?

Correio da Cidadania: O interesse do Supremo em reabrir a questão de Battisti é, assim, a mostra cabal do conservadorismo de direita que ainda predominaria na instituição, e, por extensão, em todo o Judiciário brasileiro, não?

Alípio Freire: Claro, mas é bom esclarecermos que há diferenças dentro do Supremo, e temos de mostrá-las. Não é o STF todo que é assim. Temos de denunciar que há um grupo comandado por Gilmar Mendes e dizer que, num país sério, este sujeito não seria chefe nem de bloco carnavalesco.

Há uma grande diferença entre ele e outros ministros do Supremo, como o Lewandowski, mas não somente ele. Essa posição do Supremo não é majoritária, pelo contrário, suas votações têm sido bem rachadas. É a mesma coisa que generalizarmos que a Câmara dos Deputados só tem ladrão.

É claro que existe uma hegemonia conservadora, o problema é esse, porque quando se constrói tal hegemonia a população olha e pensa: "são todos iguais". Nós não podemos cair nisso. Primeiro, por ser injusto. Em segundo lugar, por ser uma loucura acabar com a interlocução nessa instância, onde há gente séria e decente também, é importante ressaltar.

Correio da Cidadania: Diante de todo este contexto, como pensa, afinal, que devem se desenrolar os fatos de agora em diante? Qual deverá ser a decisão do Supremo?

Alípio Freire: Depois da desmoralização do Berlusconi, podemos ver que o assunto deu uma esfriada. E creio que tais fatos recentes vão pesar. Por outro lado, o Gilmar Mendes disse que só será julgado se o Lula poderia ou não, naquela época, ter tomado a decisão de conceder o asilo.

Temos de entender que somos o país mais dialético do mundo, onde tudo é e não é ao mesmo tempo. Se estivermos com a cabeça em países que funcionam de outro jeito, não vamos entender a situação.

Acredito que no final das contas vão decidir que cabia ao Lula, de fato, ter tomado a decisão. Se eles vão julgar somente a validade do ato presidencial, não podem opinar se Battisti tem de ficar preso ou não. Vão só decidir se lhe cabia ou não definir a questão.

Mas em caso negativo, com o que tem ocorrido na Itália... Acho que o Supremo não vai querer se queimar tanto. Nem mesmo o doutor Gilmar.

Correio da Cidadania: Caso, de todo modo, o STF decida que não cabe ao presidente a decisão, como pensa que vai se comportar Dilma Rousseff?

Alípio Freire: Primeiramente, vão ter de marcar outro momento pra julgar o caso e ainda dizer qual Poder terá competência para decidir, pois já tem deputado dizendo que a Câmara é que tem de votar ...Você já viu isso, uma câmara votar extradição? Todos os poderes podem querer tirar uma casquinha.

Quanto a Dilma, não imagino nada, porque as hipóteses são muitas. Mas creio que, pela coerência dela, pelo que vem anunciando na área de direitos humanos, ela deverá – é o que espero como eleitor dela – garantir a liberdade ao Battisti, através de algum dos mecanismos formais, como a própria Constituição.

Por fim, não tenho poder maior para tal, mas opino que todas as forças de esquerda, antifascistas, devem se unir para garantir, pressionar, qualquer dos poderes no sentido de garantir o asilo político a Cesare Battisti. Não basta somente ele ficar. Ele precisa do estatuto político que lhe garanta proteção, porque esses caras são capazes de tudo. É preciso garantir o asilo político e também a liberdade imediata.

É tarefa de todo cidadão antifascista, não precisa nem ser de esquerda, basta ser antifascista para saber o que isso significa. É uma disputa contra esse tipo de corrente política. Acho que não será necessário pressionar tanto assim, mas é preciso estar alerta.

Correio da Cidadania: Dessa forma, o seu otimismo com a soltura de Battisti se explica muito mais em função da conjuntura desastrosa que vive a Itália e da desmoralização de Berlusconi do que pelas posturas dos nossos poderes, correto?

Alípio Freire: Por isso e também pela posição da presidência da República sobre a questão da anistia e dos direitos humanos.

Valéria Nader, economista, é editora do Correio da Cidadania; Gabriel Brito é jornalista.

http://www.correiocidadania.com.br/content/view/5541/9/

Números de uma sociedade moralista

Sanguessugado do Bourdoukan

Em seu livro O Mundo Assombrado pelos Demônios, o cientista e astrônomo Carl Sagan relata o seguinte:

1- Uma em cada quatro mulheres USAamericanas sofreu abuso sexual na infância;

2- Um em cada seis homens USAamericanos sofreu abuso sexual na infância;

3- Uma em 10 mulheres foi estuprada.

4- Dois terços delas antes de completar 18 anos;

5- E uma quinta parte delas foi estuprada pelos pais;

Esses números já são defasados já que o livro é de 1997. Mas ele serve para dar uma idéia da condição humana, principalmente da moralista sociedade dos Estados Unidos.

Enquanto isso, no Iraque...

Que espécie de pensamento?

Via Outros Cadernos de Saramago

José Saramago

Somos o que pensamos, e dizemos aquilo que pensamos com palavras. Se as palavras são tão mal usadas, deturpadas, mal pronunciadas muitas vezes, que pensamento podem expressar? Isso é frustrante.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Tucanoduto: Depoimento complica Valério e Azeredo

Sanguessugado do Janela do Mundo

Folha

A Justiça estadual de Minas Gerais ouviu, nesta quinta (24), 12 testemunhas do ‘tucanoduto’, também conhecido como ‘mensalão mineiro’.

Deu-se na 9ª Vara Criminal do Forum Lafayette, em Belo Horizonte.

Um dos inquiridos, Jolcio Carvalho Pereira, adicionou pimenta ao caso, informa o repórter Thiago Herdy.

Jolcio fez, em juízo, declarações que complicam a situação de Marcos Valério e do ex-senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), hoje deputado.

Apura-se no inquérito um esquema de caixa dois na campanha em que Azeredo disputou, em 1998, a reeleição ao governo de Minas.

Coisa organizada por Valério, em modelagem análoga à do mensalão do PT, que ganhou as manchetes em 2005.

Diretor jurídico da estatal Comig, hoje rebatizada de Codemig, Jolcio disse ter recebido ordem para apressar o repasse de R$ 1,5 milhão à agência de publicidade que tinha Valério como sócio.

Segundo ele, a determinação teve origem na Secretaria de Comunicação do governo, subordinada a Azeredo. Chegou-lhe por meio da presidência da empresa.

O gasto foi justificado à época como patrocínio a uma corrida de motocross, o Enduro da Independência, ocorrido às vésperas da eleição.

Na denúncia encaminhada à Justiça, o Ministério Público sustenta que parte da verba teria sido borrifada nas arcas clandestinas da eleição.

A promoção do evento esportivo seria mero artifício contábil para encobrir o repasse à SMP&B, antiga agência de Valério, que cuidava da campanha de Azeredo.

Jolcio alegou no depoimento que advertiu os dirigentes da Comig acerca da necessidade de a proposta de patrocínio respeitar os trâmites de praxe.

Algo que, segundo disse, não ocorreu: “A Secom [Secretaria de Comunicação] alegou que tinha urgência. Na forma como foi feito, foi um caso excepcional”.

O depoimento de Jolcio somou-se ao de Ruy Lage, ex-presidente da Copasa (Cia. de Saneamento de MG).

Ele havia declarado que recebera ordens, por escrito, para repassar mais R$ 1,5 milhão da estatal para a SMP&B, até então estranha à Copasa.

Ruy Lage fora ouvido pela Justiça Federal, na semana passada, por meio de carta precatória.

Suas declarações foram às páginas de outro processo, que corre em paralelo, no STF. Encontra-se no Supremo porque dois dos réus dispõem de foro privilegiado.

Além do deputado Azeredo, ganhou a prerrogativa de ser julgado em Brasília o novo senador Clésio Andrade (PR-MG). Ambos negam participação nos malfeitos.

A servidão voluntária

Via Conversa Afiada

Fábio Konder Comparato

As rebeliões populares que sacodem atualmente o mundo árabe têm, entre outros méritos, o de derrubar, não só vários regimes políticos ditatoriais em cadeia, mas também um mito político há muito assentado. Refiro-me à convicção, partilhada por todos os soi-disant cientistas políticos, de que um povo sem organização prévia e não enquadrado por uma liderança partidária ou pessoal efetiva, é totalmente incapaz de se opor a governos mantidos por corporações militares bem treinadas e equipadas,  com o apoio do poder econômico e financeiro do capitalismo internacional.

Pois bem, há quatro séculos e meio um pensador francês teve a ousadia de sustentar o contrário. Refiro-me a Etienne de la Boëtie, o grande amigo de Montaigne.  No Discurso da Servidão Voluntária, publicado após a sua morte em 1563, ele pronunciou um dos mais vigorosos requisitórios contra os regimes políticos e governos opressores da liberdade, de todos os tempos.

Seu raciocínio parte do sentimento de espanto e perplexidade diante de um fato que, embora difundido no mundo todo, nem por isso deixa de ofender a própria natureza e o bom-senso mais elementar. O fato de que um número infinito de homens, diante do soberano político, não apenas consintam em obedecer, mas se ponham a rastejar; não só sejam governados, mas tiranizados, não tendo para si nem bens, nem parentes, nem filhos, nem a própria vida.

Seria isso covardia? Impossível, pois a razão não pode admitir que milhões de pessoas e milhares de cidades, no mundo inteiro, se acovardem diante de um só homem, em geral medíocre e vicioso, que os trata como uma multidão de servos.

Então, “que monstruoso vício é esse, que a palavra covardia não exprime, para o qual falta a expressão adequada, que a natureza desmente e a língua se recusa a nomear?”

Esse vício nada mais é do que a falta de vontade. Os súditos não precisam combater os tiranos nem mesmo defender-se diante dele. Basta que se recusem a servi-lo, para que ele seja naturalmente vencido. Uma nação pode não fazer esforço algum para alcançar a felicidade. Para obtê-la, basta que ela própria não trabalhe contra si mesma. “São os povos que se deixam garrotear, ou melhor, que se garroteiam a si mesmos, pois bastaria apenas que eles se recusassem a servir, para que os seus grilhões fossem rompidos”.

No entanto – coisa pasmosa e inacreditável! –, é o próprio povo que, podendo escolher entre ser escravo ou ser livre, rejeita a liberdade e toma sobre si o jugo. “Se para possuir a liberdade basta desejá-la, se é suficiente para tanto unicamente o querer, encontrar-se-á uma nação no mundo que acredite ser difícil adquirir a liberdade, pela simples manifestação desse desejo?”

O que La Boëtie certamente não podia imaginar é que, durante os primeiros séculos do Brasil colonial, foi muito difundida a prática da servidão voluntária de indígenas maiores de 21 anos. Encontrando-se eles em situação de extrema necessidade, a legislação portuguesa da época permitia que se vendessem a si mesmos, celebrando um contrato de escravidão perante um notário público.

De qual quer modo, prossegue o nosso autor, a aspiração a uma vida feliz, que existe em todo coração humano, faz com que as pessoas, em geral, desejem obter todos os bens capazes de lhes propiciar esse resultado. Há um só desses bens que elas, não se sabe por quê, não chegam nem mesmo a desejar: é a liberdade. Será que isto ocorre tão-só porque ela pode ser facilmente obtida?

Afinal, de onde o governante, em todos os paises, tira a força necessária para manter os súditos em estado de permanente servidão? Deles próprios, responde La Boëtie.

“De onde provêm os incontáveis espiões que vos seguem, senão do vosso próprio meio? De que maneira dispõe ele [o tirano] de tantas mãos para vos espancar, se não as toma emprestadas a vós mesmos? E os pés que esmagam as vossas cidades, não são vossos? Tem ele, enfim, algum poder sobre vós, senão por vosso próprio intermédio?”

A conclusão é lógica: para derrubar os tiranos, os povos não precisam guerreá-los. “Tomai a decisão de não mais servir, e sereis livres”. Aí está, avant la lettre, toda a teoria da desobediência civil, que veio a ser desenvolvida muito depois que aquelas linhas foram escritas.

É de completa evidência, prossegue o autor, que somos todos igualmente livres, pela nossa própria natureza; e que o liame que sujeita uns à dominação dos outros é algo de puramente artificial. Mas então, como explicar que esse artifício seja considerado normal e a igualdade entre os homens não exista praticamente em lugar nenhum?

Para explicar esse absurdo da servidão voluntária, La Boëtie aponta algumas causas: o costume tradicional, a degradação programada da vida coletiva, a mistificação do poder, o interesse.

Foi por força do hábito, diz ele, que desde tempos imemoriais os homens contraíram o vício de viver como servos dos governantes. E esse vício foi, ao depois, apresentado como lei divina.

É também verdade que alguns governantes decidiram tornar mais amena a condição de escravo, imposta aos súditos, criando um sistema oficial de prazeres públicos; como, por exemplo, os espetáculos de “pão e circo”, organizados  pelos imperadores romanos.

Outro fator a concorrer para o mesmo efeito foi o ritual mistificador que os poderosos sempre mantiveram em torno de suas pessoas, oferecidas à devoção popular. O grotesco ditador Kadafi, com seus trejeitos de mau ator de opereta, nada mais fez do que reproduzir, mediocremente, vários tiranos do passado. “Antes de cometerem os seus crimes, mesmo os mais revoltantes”, lembrou La Boëtie, “eles os fazem preceder de belos discursos sobre o bem geral, a ordem pública e o consolo a ser dado aos infelizes”.

Por fim, a última causa geradora do regime de servidão voluntária, aquela que La Boëtie considera “o segredo e a mola mestra da dominação, o apoio e fundamento de toda tirania”, é a rede de interesses pessoais, formada entre os serviçais do regime. Em degraus descendentes, a partir do tirano, são corrompidas camadas cada vez mais extensas de agentes da dominação, mediante o atrativo da riqueza e das vantagens materiais.

No Egito de Mubarak, por exemplo, oficiais graduados das forças armadas ocupavam cargos de direção, muito bem remunerados, nas principais empresas do país, privadas ou públicas. Algo não muito diverso ocorreu entre nós durante o vintenário regime militar, com a tácita aprovação dos meios de comunicação de massa, a serviço do poder econômico capitalista.

Pois bem, se voltarmos agora os olhos para este “florão da América”, veremos um espetáculo bem diverso daquele que nos fascina, hoje, no Oriente Médio. Aqui, o povo não tem a menor consciência de ser explorado e consumido. As nossas classes dirigentes, perfeitamente instruídas na escola do capitalismo, nunca mostram suas fuças na televisão. Deixam essa tarefa para seus aliados no mundo político. Elas são anônimas, como a sociedade por ações. E o jugo que exercem é insinuante e atraente como um anúncio publicitário.

Por estas bandas o povão vive tranqüilo e feliz, na podridão e na miséria.

A IDENTIDADE OBAMA

Via Brasuk Mobilizado

Laerte Braga

O filme IDENTIDADE BOURNE, do diretor Doug Liman, lançado em 2002 e que acabou virando uma trilogia (SUPREMACIA BOURNE e ULTIMATO BOURNE), conta a história de um projeto terrorista montado pelos serviços de inteligência dos EUA para eliminar governantes e figuras hostis aos interesses do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Jason Bourne, interpretado pelo ator Matt Dammon é considerado uma “arma” fluente em vários idiomas, conhecedor de técnicas de combate e que cumpre “missões” mundo afora. Recrutado nas forças armadas do conglomerado é treinado e transformado em Jason ao custo de 39 milhões de dólares para os acionistas. Seu nome real e seu passado desaparecem, vira apenas a arma de 39 milhões de dólares.

Num dado momento foge do controle – quando aborta uma das missões, assassinar um líder africano – e passa a ser perseguido por seus criadores. Vira um perigo em potencial.

O embaixador do Brasil em Trípoli, Líbia, disse a jornalistas que “não houve bombardeio sobre Trípoli. Isso foi um bombardeio noticioso da Al-Jazeera. O conflito existe, a tensão é grande, mas está havendo uma série de notícias terrivelmente alarmantes e falsas. Quando começaram a falar, ontem (as declarações foram feitas na quinta-feira) que Gaddafi tinha fugido para a Venezuela, ou para o Brasil fiquei muito preocupado”. George Ney de Sousa Fernandes, afirmou-se “aliviado quando felizmente Gaddafi apareceu em praça pública para desmentir”.

E mais – “mas, sinceramente, o quadro está muito amplificado pela falta de informações precisas”.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou medidas determinando uma série de sanções contra a Líbia – com o voto do Brasil – e Barack Hussein Obama, dublê de espertalhão e branco disfarçado de negro exigiu, por conta própria, a saída de Muammar Gaddafi, “imediatamente” do poder. Foi seguido pelos governadores das colônias do conglomerado na Europa, o que chamam de Comunidade Européia.

O povo líbio não tem a menor importância para a organização EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. Importa o petróleo e o risco de expansão a ponto incontrolável dos protestos populares em países árabes governados por ditadores amigos de Washington, freqüentadores dos regabofes da Casa Branca. Mubarak era um deles.

É impensável para o conglomerado terrorista que os protestos possam levar de roldão o governo da Arábia Saudita, principal aliado dos EUA na região e na esteira de uma eventual mudança, o petróleo, além, lógico de colocar em risco as ações terroristas do parceiro Israel.

Sobre líbios terem ou não importância para os norte-americanos/israelenses não custa lembrar a observação de Madeleine Albright a um jornalista sobre 200 mil crianças iraquianas mortas por conta de um bloqueio econômico contra o país, à época do governo Clilnton – “é o preço que se paga pela democracia”.

Que democracia?

O Conselho de Segurança da ONU estuda uma proposta para levar Gaddafi ao Tribunal Criminal Internacional por crimes contra a humanidade (os EUA sonham com Isso, mas são contra, não aceitam o Tribunal com medo de o feitiço virar contra o feiticeiro, já se fala em alguns países em julgar Bush)

George Bush mentiu ao mundo (ele e Tony Blair) sobre a existência de armas químicas e biológicas no Iraque, invadiu o país, mais de dois milhões de iraquianos morreram, destruiu toda a infra-estrutura da antiga Babilônia (roubou peças do museu babilônico, hoje exibidas em New York) e decretou o ATO PATRIÓTICO, que permitia que presos por suspeita, note bem, por suspeita, de terrorismo ou atividades hostis aos EUA fossem interrogados com técnicas de tortura como falso afogamento, choques elétricos, confinamento, tentativa de destruir sua fé e outras coisas mais típicas do conglomerado terrorista. Há dias se falou sobre levá-lo a julgamento por crimes contra a humanidade no Iraque e no Afeganistão.

Obama mantém o campo de concentração de Guantánamo, versão século XXI do campo de Dachau, onde milhões de pessoas perderam suas vidas, foram escravizadas ou transformadas em cobaias. Dali iam para os campos de extermínio.

As ditaduras militares da Argentina e do Chile adotaram a mesma prática e os norte-americanos confinaram japoneses, descendentes, alemães, descendentes, italianos, descendentes em campos semelhantes durante a IIª Grande Guerra Mundial.

David Cameron, primeiro-ministro da colônia norte-americana outrora conhecida como Grã Bretanha, disse numa reunião de outras colônias (países da chamada Comunidade Européia), que “o multiculturalismo fracasssou”. Ou seja, a existência, coexistência e convivência entre diferentes.

Todos os pontos convergem para um mundo em que a verdade seja única, a deles.

Não são fatos isolados e o filme a que me referi – A IDENTIDADE BOURNE – é uma mostra do que se pratica e se vive no centro do terror mundial, a Casa Branca.

A notícia sobre a fuga de Gaddafi para a Venezuela – mentirosa como se viu – não é gratuita e nem foi arroubo de um ou outro jornalista.

É a percepção clara que nos planos do conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A a América Latina é o Oriente Médio de amanhã.

Se milhares de latino-americanos tiverem que morrer como moscas, isso é o de menos, já acontece no Haiti, onde as patas e coturnos nazi/sionistas (com a cumplicidade do Brasil) escravizam e impõem sua ordem àquele país.

O ex-ditador Jean Claude Duvalier voltou com o consentimento de Washington depois de um acordo financeiro sobre bens depositados em bancos da colônia chamada Suíça.

São negócios, apenas negócios. Por isso líbios, egípcios, palestinos, sauditas, iraquianos, afegãos, colombianos, brasileiros, paquistaneses, turcos, os povos do mundo não entram na contabilidade do neoliberalismo e do terrorismo da chamada nova ordem mundial. Exceto como bucha de canhão.

É a IDENTADE OBAMA, como a foi a IDENTIDADE BUSH, ou CLINTON, ou REAGAN, qualquer um deles. São executivos de uma empresa sanguinária e bárbara escorada em hordas de soldados transformados em zumbis, movidos à doença denominada “patriotismo” e que imaginam libertar o mundo do pecado.

Por onde passam a destruição é plena. Como o cavalo de Átila.

O governo do Irã fechou quatro igrejas evangélicas na capital. Foram plantadas ali com dinheiro norte-americano/sionista para tentar começar a erradicar o islamismo. A fé é só o pretexto para ação política em cima de incautos. Como no caso do Irã são os Baha’i.

Quando da ocupação do Iraque uma das primeiras preocupações dos zumbis/soldados dos EUA foi a de distribuir filmes pornográficos entre iraquianos para quebrar a resistência do povo à nova ordem. A denúncia foi feita pelo THE NEW YORK TIMES. “Os rapazes estavam espargindo o modo de vida do Tio Sam através de suas “sisters”. A sedução cristã, democrática e ocidental sobre os “impuros”.

A prisão de Abu Ghraib, no Iraque, foi usada pelas forças invasoras a partir de 2003 até 2006 e palco de cenas degradantes e abjetas de tortura praticadas por norte-americanos contra iraquianos. Nem a mídia ocidental, dócil e comprada, teve como esconder tamanho o nível da barbárie.

A Cruz Vermelha Internacional denunciou à época que mais de 90% dos presos e torturados em Abu Ghraib foram vítimas da violência dos norte-americanos, pois comprovadamente eram inocentes. Patrulhas norte-americanos prendiam ao seu bel prazer.

A sugestão de demolir o campo de terror foi negada pelo governo do Iraque atendendo a apelos de “oficiais” norte-americanos.

A IDENTADE OBAMA é diferente da de Jason Bourne. Ao contrário da “arma de guerra humana de 39 milhões de dólares” que busca sua identidade, Obama é um terrorista sem nenhum escrúpulo. Sem nenhum princípio. Achou a sua, assassino, genocida, executivo de um conglomerado de empresas e bancos terroristas.

Fingiu-se negro para eleger-se presidente dos EUA, nada mais que presidente do conglomerado terrorista EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A. Jornalistas norte-americanos de colunas de fofocas revelam que o “presidente” tive crises de “presidentite” (doença que acomete juízes – juizite –, fiscais de um modo geral, etc), quando Angelina Jolie recusou-se a aceitar suas cantadas.

É só um pilantra que se deu bem na vida, nada além disso. Tanto serve cerveja como garçom, como manda matar como assassino que é.

A Líbia deve ter o seu destino decidido pelos líbios. Sem as patas e coturnos nazi/sionistas dos EUA, de Israel e suas colônias (a Comunidade Européia).

Um mês antes de Bush determinar a invasão do Iraque, no FÓRUM SOCIAL MUNDIAL de Porto Alegre, num evento promovido pelo MST, a freira iraquiana Irmã Sherine, diante de uma platéia de mais ou menos 15 mil pessoas no ginásio do Internacional, disse mais ou menos o seguinte – “a nossa riqueza, o petróleo, que poderia promover o bem de nosso povo, acaba sendo a grande dor de todos os iraquianos” –

A propósito, o governo Dilma deveria dar uma sincronizada entre o chanceler Anthony Patriot (descalço nos EUA) e os embaixadores do Brasil nos países onde ocorrem conflitos ou manifestações populares.

É que esses embaixadores ainda pensam que estão representando interesses nacionais brasileiros. Precisam adequar-se aos interesses nacionais dos EUA. Não somos mais protagonistas, somos coadjuvantes do processo. Gente para Dilma é número, só isso.

E seria bom a mídia mostrar as explosões populares nos EUA contra as políticas dos dois últimos governos, milhões de desempregados, de sem teto, verbas para a saúde cortadas, para a educação eliminadas, mas um orçamento que contempla a guerra e a propaganda (comprar mídia tipo GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, etc), tudo no orçamento de Obama.

Obama lembra aquele cara que chega, carrega sua pasta, corre para buscar água para você beber, ajeita sua cadeira, limpa tudo à sua volta, serve a cerveja e num dado momento, dá-lhe a rasteira e vira o dono do “negócio”.

A identidade Obama é essa, com a diferença que a dimensão é maior. Deveria responder por crimes contra a humanidade.

Ao contrário do que vende a mídia ocidental, os muçulmanos não servem gente picadinha em programas tipo BBB. Não se alimentam de ódio e nem se sustentam na pornografia que transcende a filmes e atinge em cheio o modelo neoliberal.

Quer maior pornografia que Obama discursando?

O Corão fala em solidariedade, em amor, em misericórdia, fala em paz, fala em convivência fraterna, mas não fala em submissão e medo.

É essa a realidade que não mostram.

E nem o que a cerveja que Obama está servindo a Anthony Patriota – a garçonete é Hilary Cinton – e pessoalmente o tirano vai servir a Dilma quando de sua visita ao Brasil. E da marca PRÉ-SAL.

Manifesto em defesa da banda larga

Sanguessugado do Miro

 

 

Banda Larga é um direito seu!

Uma ação pela internet barata, de qualidade e para todos

Banda Larga é direito de todas e todos, independentemente de sua localização ou condição sócio-econômica. O acesso à internet é essencial porque permite o mergulho na rede que integra diferentes modalidades de serviços e conteúdos, funcionando como um espaço de convergência de distintas perspectivas sociais, culturais, políticas e econômicas. Elemento central na sociedade da informação, a inclusão digital, entendida de forma ampla, é condição para a concretização de direitos fundamentais como a comunicação e a cultura e se coloca como passo necessário à efetiva inclusão social, já que ela é essencial para o desenvolvimento econômico do país. A internet incrementa a produtividade e gera riquezas, sendo fator de distribuição de renda e de redução de desigualdades regionais.

Nós, organizações da sociedade civil e ativistas envolvidos no debate da democratização da comunicação e da produção colaborativa da cultura, reconhecemos a relevância das metas e políticas presentes no Plano Nacional de Banda Larga, sendo imprescindível, contudo, avançar. A proposta dessa campanha é funcionar como uma vigília permanente para que as políticas públicas sobre banda larga estejam pautadas no interesse público. Com base no acúmulo conquistado nas Conferências Nacionais de Comunicação e Cultura, no Fórum da Cultura Digital Brasileira e nas articulações relativas à constituição do Marco Civil da Internet e à reforma da Lei de Direitos Autorais, apresentamos as seguintes propostas guia e suas ações:

1. EFETIVA PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL NO PROCESSO DE INCLUSÃO DIGITAL

Rever a participação da sociedade civil no Fórum Brasil Conectado, ampliando a sua representação e democratizando seu processo de escolha;

Convocar, em conjunto com entidades da sociedade civil, um Fórum Participativo de Acompanhamento do Plano Nacional de Banda Larga, criando canais legítimos e públicos de consulta mútua que permitam a efetiva participação da sociedade nos processos decisórios do Plano;

Criar mecanismos públicos de consulta que contemplem a convergência de mídias e redes sociais buscando de todas as formas a tradução do debate para toda população.

2. PRESTAÇÃO DA BANDA LARGA SOB REGIME PÚBLICO

Reconhecer o caráter essencial da banda larga, definindo-o como serviço público, sujeito a metas de universalização, controle de tarifas garantindo seu baixo valor, obrigações de continuidade voltadas à sua prestação ininterrupta e garantia da prevalência do interesse público na utilização da infraestrutura necessária ao serviço;

Integrar ações das esferas Federal, Estadual e Municipal para universalização da Internet dabanda larga, possibilitando o acesso de qualquer pessoa ou instituição ao serviço e otimização do uso da infraestrutura, inclusive por meio da reserva de espaço eletromagnético livre de licenças para aplicações comunitárias;

Regular a utilização do espectro livre, permitindo a sua utilização por cidadãos e comunidades.

3. GESTÃO PÚBLICA DAS REDES PARA GARANTIR A IGUALDADE ENTRE PROVEDORES E O INGRESSO SUSTENTÁVEL DE NOVOS AGENTES

Implementar mecanismos de controle público da gestão das redes, garantindo o acesso não discriminatório e competitivo à infraestrutura;

Utilizar a Rede Nacional na geração de maior competição a partir da entrada de pequenos e médios provedores, bem como efetivar políticas de incentivo e financiamento possibilitando a sustentabilidade dos mesmos;

Democratizar as licenças para prestação do serviço de banda larga fixa (Serviço de Comunicação Multimídia) no âmbito do PNBL, permitindo que qualquer organização, inclusive as sem fins lucrativos, possa recebê-las;

Efetivar a prestação do serviço ao usuário final pela Telebrás;

Incentivar o uso de tecnologias diversificadas para distribuição da última milha (wi fi, wi max, eletricidade, redes mesh, incorporando novas tecnologias que surjam ao longo do tempo);

Fortalecer instrumentos de regulação e fiscalização com independência em relação ao mercado, participação social e atuação rápida e eficaz, não só com relação à competição, mas também quanto à qualidade do serviço. Estes instrumentos devem atuar sobre todo o sistema, incluindo a Telebrás, grandes e pequenos provedores privados;

4. AMPLIAÇÃO DA DEFINIÇÃO DE PARÂMETROS DE QUALIDADE DA BANDA LARGA

Delimitar as condições de prestação adequada do serviço por meio de critérios objetivos que visem à efetiva proteção do consumidor e a utilização das redes em toda a sua potencialidade;

Assegurar o atendimento adequado ao consumidor e a não abusividade na publicidade e nos contratos, com especial atenção ao cumprimento do dever de informação;

Garantir a paridade de banda para download e upload, imprescindível para o uso multimídia alternativo, fiscalizando o cumprimento das taxas de transmissão contratadas e disponibilizando meios tecnológicos para verificação deste cumprimento pelo próprio usuário;

Definir a proteção à privacidade e à liberdade de expressão e de acesso a conteúdos como parâmetros de qualidade do serviço, em consonância às previsões do Marco Civil da Internet e à discussão do anteprojeto de lei de proteção de dados;

Assegurar a neutralidade da rede, propiciando o acesso igualitário a serviços, aplicativos e informações a todas e todos ao impedir interferências discriminatórias das operadoras na velocidade de navegação;

Implantar no PNBL velocidades de download e upload compatíveis com os conteúdos e aplicações disponíveis na rede, que realmente possibilitem o cidadão ser um agente do processo de produção da cultura digital.

5. APOIO À CULTURA DIGITAL

Estimular a Cultura Digital, Software Livre, Transparência e Princípios da construção colaborativa de conteúdos (ex: wiki);

Promover o uso da rede para produção, compartilhamento e distribuição de conteúdos, por meio de políticas públicas para produção de conteúdos culturais, científicos e educacionais, bem como o apoio a licenciamentos livres e à reforma da Lei de Direito Autoral;

Definir políticas concretas de fomento e desenvolvimento da indústria de inovação cutural e aplicações web baseadas em conteúdos culturais;

Estimular entidades e iniciativas voltadas à Alfabetização Digital, incluindo escolas de todos os níveis, Lan Houses e Programas de Inclusão dos governos e sociedade civil, possibilitando a apropriação e qualificação do uso da rede;

Criar espaços de acesso público e comunitário gratuito inclusive através de redes abertas (WI FI);

Incentivar a integração de acessos comunitários de ações do governo (telecentros, pontos de Cultura, acessos abertos por redes sem fio municipais) com a sociedade civil, englobando um conjunto de iniciativas públicas do Terceiro Setor na área de Cultura Digital e iniciativa privada.

As instituições envolvidas nessa iniciativa são:

ABCCom – Associação Brasileira de Canais Comunitários

ABRAÇO – Associação Nacional das Rádios Comunitárias

AMARC Brasil – Associação Mundial de Rádios Comunitárias

ANEATE – Associação Nacional das Entidades de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversão

Casa de Cultura Digital

Campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania

Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé

CFP – Conselho Federal de Psicologia

COJIRA – Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (DF, RJ, BA, AL, PB e SP)

Coletivo Digital

CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

CUT – Central Única dos Trabalhadores

Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe

FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas

FITERT – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão

FITTEL – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações

FNECDC – Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa dos Consumidor

FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

Instituto Bem Estar Brasil

Instituto Geledés

Gpopai – Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação

Instituto NUPEF – Núcleo de Pesquisas, Estudos e Formação

Instituto Patrícia Galvão

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Laboratório Brasileiro de Cultura Digital

MPB – Movimento Música pra Baixar

Movimento Fora do Eixo

MNU – Movimento Negro Unificado

Núcleo de Jornalistas Afrodescendentes (RS)

SinTPq – Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa, Ciência e Tecnologia de Campinas e Região

LBL – Liga Brasileira de Lésbicas

PROTESTE – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor

SINTTEL- Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Piauí

Sindicato dos Bancários da Bahia

UBM – União Brasileira de Mulheres