sexta-feira, 22 de julho de 2011

STF virou esculhambação

GilsonSampaio

Ministros do STF são entes especiais. Deles é exigido notável saber jurídico e ilibada reputação (!), isso não quer dizer que todos os ministros preenchem os pre-requisitos (vejam que palavras elogiosas diz o  jurista Dalmo Dallari sobre Gilmar Dantas). Fora a remuneração que a função exige, os ministros do STF têm uma vantagem sobre todos os demais funcionários públicos, sim, eles são funcionários públicos, seus cargos são vitalícios e só largam o osso quando atingem a idade de aposentadoria compulsória.

“À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta”.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) José Antonio Dias Toffoli foi escolhido aos 42 anos, em 2009.

O STF virou esculhambação.

A reforma política também passa por aí.

Via fôia ditabranda

Ministro do STF viaja para a Itália a convite de advogado 

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) José Antonio Dias Toffoli faltou a um julgamento na corte para participar do casamento do advogado criminalista Roberto Podval na ilha de Capri, no sul da Itália, informa reportagem de Catia Seabra e Rubens Valente, publicada na Folha desta sexta-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
O ministro não informa quem pagou pela viagem.

Alan Marques/Folhapress

O ministro Jose Antonio Dias Toffoli durante sessão do STF

O ministro Jose Antonio Dias Toffoli durante sessão do STF

Os noivos ofereceram aos cerca de 200 convidados dois dias de hospedagem no Capri Palace Hotel, um cinco estrelas cujas diárias variam de R$ 1.400 a R$ 13,3 mil (de acordo com o câmbio de quinta-feira).

No STF, Toffoli é relator de dois processos nos quais Podval atua como defensor dos réus. Ele atuou em pelo menos outros dois casos de clientes de Podval. A legislação prevê que o juiz deve se declarar suspeito para julgar o processo, o que o deixaria impedido de julgar a causa se for "amigo íntimo" de uma das partes do processo. Se não o fizer, a outra parte pode pedir que ele seja declarado impedido.

Procurado pela Folha, Toffoli não esclareceu se a viagem, os deslocamentos internos e a hospedagem foram cortesias de Podval. O advogado também não quis falar sobre o assunto.

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