sábado, 30 de julho de 2011

Sou TOTALMENTE, ABSOLUTAMENTE, CONTRA O MINISTRO NELSON JOBIM

Sanguessugado do redecastorphoto

 

Nelson Jobim, biruta...

Um ministro da Defesa que se preze precisa, em primeiríssimo lugar, defender a legislação e as convenções internacionais, criadas para manter as delicadas relações entre países com povos e, portanto, hábitos, jeito e estilo tão diferentes.

Não vou entrar aqui no mérito da legitimidade do aparato jurídico mundial. Essa discussão tem de ser feita, mas em outro momento. Não agora.

Agora quero dizer que governos e diplomatas, em especial nos pós-guerras, criaram normas de convivência entre as nações. E o ministro Nelson Jobim desconsiderou várias delas ao assinar o maldito acordo de compra de armas e “sistemas de segurança” de Israel.

     

Não sabe o ministro que a entidade sionista não se submete ao sistema legal internacional?

Que Israel viola, todo santo dia, os direitos básicos do povo palestino?

Que roubou todas as nascentes do território desse povo, confiscando terras, construindo muros e cercas eletrificadas, controlando o uso da água roubada (86% para Israel; 14% para os palestinos, muitíssimo mais numerosos)?

Que destruiu o sistema de abastecimento e saneamento de Gaza, expondo quase 2 milhões de pessoas a risco de doença e morte?

Que também destruiu a rede elétrica da faixa costeira, obrigando Gaza a comprá-la de Israel (a um preço altíssimo) e fornecendo-a apenas durante algumas horas do dia?

Que impede o direito de movimentação dos palestinos em seu próprio território, com humilhantes proibições de entrada em território israelense, chekpoints, muros, cercas, arame farpado?

     

Estar aqui é viver num cenário de guerra. Cenário sim, porque não há guerra, os palestinos não têm armas, não são povo violento. O cenário serve ao marketing israelense, cujos “gestores de vendas” saem pelo mundo oferecendo armas e “sistemas de segurança” testados em campo -- um diferencial estratégico no competitivo mercado bélico.

Não sabe o ministro Jobim, tão zeloso em relação a informações militares, que os “sistemas de segurança” e as armas de Israel são elaborados, testados e aperfeiçoados para reprimir a população palestina, usando-a como cobaia?

Não sabe o ministro Jobim que, agindo assim, Israel viola a 4a. Convenção de Genebra? A Declaração Universal dos Direitos Humanos (o nome correto é “do Homem”, mas me recuso a usar essa terminologia, prova de uma trágica dominação masculina sobre a mulher, o negro, o homossexual, o “diferente”, uma negação da diversidade do mundo)? O direito básico de todo ser humano, que só por ter nascido merece respeito?

O absurdo desse maldito acordo não foi questionado por ninguém, que eu saiba.

Enquanto, na Argentina, grupos de direitos humanos e pró-Palestina se opõem a que o país assine um contrato com a entidade sionista nos mesmos termos que o ministro Jobim assinou -- e obrigaram o Congresso a chamar às falas o governo de dona Cristina -- no Brasil ninguém se mexe. Nem mesmo nossos congressistas mais respeitados e combativos questionaram o acordo, segundo sei (se questionaram e eu não sei, por favor, me corrijam. Ficarei felicíssima se conhecer qualquer iniciativa contrária ao maldito acordo).

Mais: não sabe o ministro Jobim que, ao comprar armas e “sistemas de segurança” de Israel, colabora para a militarização do mundo, etapa atual da ridícula “guerra ao terror”? Que ajuda a entidade sionista a oprimir ainda mais a população palestina? Que dá suporte a uma ideologia e práticas fascistas, racistas, preconceituosas, violentas, colonialistas, expansionistas, criminosas, apoiadas na força bruta e na negação da negociação e do diálogo?

Se dependesse de mim, o ministro Jobim já estaria na rua e o comando do exército que participou dessa negociata, afastado. Todos exonerados a bem do serviço público.

Brasileiros: é vosso dinheiro que pagará os negócios do acordo. No frigir dos ovos, serão vocês os responsáveis por mais opressão ao povo palestino.

Baby (Direto da Faixa de Gaza)

2 comentários:

  1. No minimo um contra-senso, considerando que foi amplamente divulgado que o Brasil, na figura da presidente Dilma, reconhece a Palestina e irá apoiar seu pedido de filiação junto a Onu, em setembro... não dá pra entender a lógica, se é que ela existe

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  2. Denise,
    Desde a nomeação do Cabo Anselmo que procuro uma explicação razoável pra tamanha maluquice do Lula.
    Talvez seja a tal governabilidade (as eternas chantagens do PMDB).
    Nossa democracia(?) guarda muitos mistérios e a lógica do governo é uma delas.
    Inté

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