sexta-feira, 29 de julho de 2011

Israel é a “estrela” do livro do terrorista norueguês!

Sanguessugado do redecastorphoto

 O terrorista norueguês é sionista! É um Netanyahu! Um Lieberman!

É um Murdoch! Uma Folha de S.Paulo! Uma revista (não) VEJA!

O original em inglês do livro do terrorista norueguês está nas milhares de páginas do Manifesto 2083.

Ontem distribuímos, como se fosse o endereço do original, o endereço de um jornal italiano que, àquela altura, era o único que já publicara alguma coisa, mas eram só excertos. Erro nosso, é claro, não do Pepe Escobar, de quem copiamos aquele endereço.

Continuamos achando que não é preciso ler aquele asneirol inteiro, dentre outros motivos, por pelo menos uma (nem tão) espantosa razão: o que se lê lá é muuuuuito parecido com o que se lê nos jornais e ouve-se de “analistas” jornalistas do jornalismo que há. Há risco real de aquele besteirol soar espantosamente convincente. Há risco real de aquele besteirol soar perfeitamente “razoável” e “certo”.

A culpa, aí, outra vez, por tantos estarem reduzidos a um mesmo pensamento uniforme e acovardado, competente só para repetir e incapaz de pensar por conta própria, também é do jornalismo que há. Claramente: é perigoso ler aquilo. Somos leitores escolados, casca grossíssima, habituados a ler o que de pior o jornalismo universal produz (é encontrável no Brasil), sem nos deixar contaminar. Pois... mesmo assim, encontramos, no livro do terrorista norueguês, pelo menos UMA ideia que fez vacilar toooooodas as nossas convicções libertárias: O terrorista norueguês recomenda que SE FECHEM todos os cursos de sociologia DO OCIDENTE...

Taí. É ideia até que bem aproveitável... Se aquele efedapê sionista não tivesse matado tanta gente... quanto bem se faria, no Brasil, se, por inspiração dele, que fosse, nós conseguíssemos CASSAR toooooooooodas as “sociologias” do ex-FHC, do ex-Eduardinho Graeff, do ex-Professor Bolí(var) Lemounier... [pano rápido].

Quase não há saída.

Mas há saída, é claro: basta todos nos empenharmos em resistir contra o fascismo hipnótico que há nas frases que só se repetem, sem outra fonte de legitimação que não seja o fato de aparecerem impressas em jornais ou de ditas por televisão.

A Vila Vudu trabalha na direção de aprender a resistir contra todos os discursos midiáticos de fascistização e de uniformização de opiniões.

Dizer que desejamos aprender a resistir contra TODOS os discursos de fascistização e de uniformização das opiniões significa também que desejamos aprender a resistir contra os discursos de defesa nacionalista dos palestinos. Somos contra todos os nacionalismos que sejam filhos da ideia de estado-nação.

Mas respeitamos o amor (mas sem paranóias identitárias) à terra em que se nasce. Na América Latina, a terra onde nascemos é a Pachamama; não é Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai etc. Nenhum nacionalismo associado a estado-nação nos interessa ou mobiliza.

Somos tão contra os nacionalismos quanto somos contra o sionismo (que é um nacionalismo, além de ser um fascismo, que também é um nacionalismo).

A Vila Vudu fez a opção de sempre defender o discurso DOS pobres quando falam, eles mesmos. (Não temos nenhuma simpatia por ricos que se metam a falar pelos pobres).

A Vila Vudu também fez a opção de sempre defender a RESISTÊNCIA dos pobres contra os poderes arrogantes dos ricos.

     

O Irã resiste aos poderes arrogantes do ocidente? Estamos com o Irã.

O Hamás resiste contra os poderes arrogantes dos israelenses sionistas? Estamos com o Hamás.

O Hezbollah resiste contra os poderes arrogantes da “entidade sionista” arrogante? Estamos com o Hezbollah.

Gaddafi, da Líbia, resiste contra todos os poderes arrogantes de EUA-OTAN? Estamos com Gaddafi.

O MST resiste contra os poderes arrogantes do latifúndio no Brasil? Estamos com o MST.

A resistência islâmica resiste contra o terrorismo dos arrogantes EUA e Europa católicos e protestantes ou laicos? Estamos com a resistência islâmica.

Os piratas da Somália resistem contra os poderes arrogantes do ocidente que jogam lixo atômico nos mares da Somália? Estamos com os piratas da Somália.

 

Trabalhamos apaixonadamente na defesa dos palestinos, não por qualquer tipo de nacionalismo, mas exclusivamente por solidariedade política, porque os palestinos resistem há 60 anos contra a ocupação por Israel-EUA – e Israel-EUA é, hoje, a encarnação político-econômico-midiático-capitalista dos poderes arrogantes do ocidente.

A Vila Vudu NÃO GOSTA de discursos ditos “éticos”, nem, e ainda menos, de discursos ditos “ecológicos”, “feministas”, “pacifistas” nem, no geral os discursos ditos “democráticos” fundamentalistas burros à moda das donasdanuzas.

Essa conversa se tornou indispensável, porque recebemos uma mensagem de blogueiro indignado ( ver comentário de Adriano em: Do diário-manifesto do doido da Noruega (ele fala do Brasil) porque, ontem, ao distribuir uns excertos do livro do terrorista norueguês, não escrevemos que Israel é a estrela do livro do efedapê. Não escrevemos ontem porque, ontem, não sabíamos. Hoje já sabemos. Então, aí vai:

Israel é a estrela do livro do terrorista norueguês.

O racismo doentio e pervertido que há no sionismo dos terroristas israelenses e norte-americanos encontra sua alma gêmea no racismo doentio e pervertido que há no sionismo do terrorista norueguês.

No livro do terrorista norueguês há, no mínimo, 776 referências elogiosas e solidárias ao sionismo israelense (há mais, mas paramos de contar nesse número).

O sionismo é um drone ideológico

Não há qualquer dúvida de que o sionismo israelense é sempre apresentado, pelo terrorista norueguês, como arma perfeita para matar árabes. Com que se demonstra que o terrorista norueguês usou o sionismo israelense como um drone ideológico.

Como aqueles aviões-robôs que matam civis no Paquistão, enquanto os pilotos norte-americanos permanecem sentados em Langley, cidadezinha dos EUA que abriga uma base da CIA, a milhares de quilômetros de distância das pessoas que aqueles pilotos matam, também o sionismo israelense é capaz de matar gente na Noruega... pela mão de um sionista norueguês.

Paramos de contar as referências elogiosas aos sionistas israelenses quando chegamos à 776ª referência, quando alguém, na nossa roda de discussão, bateu na mesa e gritou:

“Mas prá quê contar essa merda?! Por acaso somos jornalistas?! Não. Nós não somos jornalistas. Para nós, se o terrorista norueguês fez uma, ou fez 776 referências elogiosas ao terrorismo sionista, dá exatamente na mesma, né-não?”

PURA VERDADE. Fosse uma única referência elogiosa ao sionismo israelense racista assassino de árabes pobres, fossem 100 mil referências, o diagnóstico seria o mesmo:

(1) o terrorista norueguês é consumado sionista fascista; e

(2) NENHUM jornal-empresa ocidental noticiará essa notícia perfeitamente verdadeira e comprovada.

O terrorista norueguês não é, não, de modo algum, simples “doido”, simples “lobo solitário”, simples “fanático”. Nem é verdade que o terrorista norueguês “trabalhou sozinho” – como “informam”, hoje, vários jornais.

O terrorista norueguês é terrorista sionista declarado; ele trabalha a favor do sionismo israelense, usa vasta literatura sionista, crê profunda e sinceramente nas perversões racistas do sionismo. É um Murdoch, um Netanyahu, um Lieberman, um Uilliam Vaack, um Bolsonaro, um Haly Camel.

De fato, é até melhor entidade humana e política que esses aí citados, porque esses são sionistas e racistas, mas vivem de mentir que não seriam. E o terrorista dinamarquês escreveu, com todas as letras que é sionista, racista, assassino de árabes pobres (na versão EUA-ISRAEL-OTAN do sionismo) e de progressistas trabalhistas dinamarqueses (na versão local do sionismo).

O direito de matar, sem dúvida, aprendeu de Obama-Netanyahu-Lieberman. Escreveu e assinou esse livro que é mais profissão de fé (arrogante) que testamento intelectual. É serial killer em crime de “assassinatos predefinidos” [targeted assassinations na terminologia das guerrras de EUA-OTAN] e é criminoso confesso.

Pois nem assim a imprensa ocidental o mostrará como o perigoso terrorista sionista que é. É como se a imprensa-empresa ocidental e seus poderes super arrogantes estivessem garantindo absolvição “preventiva” a esse e a outros terroristas sionistas que se inspirem nesse exemplo (por acaso) norueguês. Até quando?!

Quem defenderá governos democráticos de todo o mundo, oriente e ocidente, norte e sul, contra o terrorismo do jornalismo sionista racista e reacionário empresarial que reina hoje no ocidente?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comentários são como afagos no ego de qualquer blogueiro e funcionam como incentivo e, às vezes, como reconhecimento. São, portanto muito bem vindos, desde que resvestidos de civilidade e desnudos de ofensas pessoais.
As críticas, mais do que os afagos, são benvindas.