quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pelo Pescoço

Sanguessugadodo DoLaDeLa

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Pelo Pescoço

O que ficou claro, desde o fim de 2006, é que os blogs progressistas, apelidados recentemente de "blogs sujos", pendurariam a grande imprensa no pescoço do candidato da oposição. Com uma diferença importantíssima em relação às outras disputas político-eleitorais. Desta vez, a turma que se alinhou do lado de cá conhecia a fundo os métodos de trabalho dos tubarões, a turma do aquário das redações. Emaranhados à rede virtual, quatro peixes dos grandes: Luiz Nassif, Luiz Carlos Azenha, Rodrigo Vianna e Paulo Henrique Amorim. Não que eles sejam mais importantes que os outros, não é isso. É que por gozarem de visibilidade junto ao grande público, conseguiram emprestar credibilidade e engrossar o caldo, dar peso às denúncias e à contra-informação. Há momentos que ficarão na história do jornalismo do país: O caso do vazamento das fotos pelo delegado Bruno à TV Globo (aliás, onde foi parar Bruno, o delegado?), outro momento foi a carta de despedida do Rodrigo Vianna aos colegas também da Globo, O Dossiê Veja, a cobertura alternativa da Operação Satiagraha e o slogam que marcou o público: Bye bye Serra 2010. A vantagem de ter passado pelas redações mais influentes do país, permitiu a eles fazer um mapeamento dos profissionais dispostos a praticar o jornalismo de esgoto, os assassinatos de reputação, a manipulação grosseira e o jogo covarde dos patrões. Isolados, os colegas habituados a comandar as redações sem critérios éticos foram desmascarados, desmoralizados e começaram a perder poder de comando entre seus pares. Conforme a onda foi aumentando, os "300 de Esparta" enfrentaram sem medo o temido "exército Persa". Perfilados, blogueiros-guerreiros foram derrubando um a um aqueles que ousavam mentir, distorcer e manipular a opinião pública. Foram várias e quase diárias as derrotas impostas aos adversários... E o que se vê hoje, depois de intensas reuniões entre tubarões de aquário e patrões, na semana passada, é um discreto toque de recolher. Muitos largando no chão armaduras, lanças, espadas e escudos. Os mais covardes correndo na frente e os mais corajosos sendo alcançados por trás. É, José, a festa acabou. Para você e para os seus. O que não quer dizer que o adversário esteja morto, apenas fez uma pausa.

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