domingo, 29 de agosto de 2010

Mídia judaica informa

Sanguessugado do Bourdoukan

Neto de Hitler se converteu ao judaísmo e mora em Israel

Transcrevo na íntegra a nota publicada em diversos jornais judaicos

Em nota publicada no site do Aish.com, em Israel, uma reconhecida organização judaica que transmite valores judaicos, afirmou que o sobrinho neto de Adolf Hitler vive atualmente em Israel e que se converteu ao judaísmo.

Trata-se do Dr. Daniel Brown (nome fictício) que trabalha há anos em uma reconhecida universidade israelense e é professor em temas judaicos...

Ele vive em Israel há 35 anos e conta que seus filhos eram ofendidos por companheiros de escola quando sabiam de sua origem.

Segundo Brown muitos descendentes de alemães se converteram ao judaísmo, a maioria deles de acordo com a tradição ortodoxa e que vivem em Israel.

Brown conta que "o nome da minha avó era Erna Petra Hitler (depois da guerra tirou a letra T e ficou Hiler). Seu segundo marido se chamava Hans Hitler, que era sobrinho do Fuhrer. Mas ele não sabia de nada, era suave e amável.


Mas minha avó era uma nazista extrema, antes mesmo da guerra já acreditava na ideologia nazista, também durante e depois. Ela se orgulhava que seu sogro era o irmão de Hitler, mesmo que ele havia se distanciado da política e era proprietário de um café em Berlim, mas como sabiam que era irmão, a elite nazista freqüentava em massa seu negócio.


Quando meu avós nos visitavam, eles chegavam em um Mercedes preto, que era um símbolo de status, e chamava atenção quando entrava no simples bairro que minha mãe e eu vivíamos".

Brown nasceu em Frankfurt em 1952, de pais protestantes, e ambos serviram ao "Wermacht". Foi criado por sua mãe, após o divórcio dos pais.

Segundo ele, sua mãe sempre lhe contou toda a verdade do ocorrido e, quando descobriu o livro "Mein Kampf", leu imediatamente. Apesar de sua família ter tentado que ele entrasse para o exército, Brown virou um pacifista e por questões religiosas conseguiu não ter que se alistar.

Começou a estudar Teologia e, em um de seus cursos, aprendeu sobre judaísmo e hebraico. Diz ter se surpreendido pelo que estudou.

"Quanto mais estudava Judaísmo, mais encontrava motivos que me incomodavam na minha fé".

Em 1977 decidiu visitar Israel e foi estudar na Universidade de Jerusalém um pouco mais sobre judaísmo.

Brown conta que acabou ficando mais tempo e acabou por estudar na yeshivá Mercaz Harav.

Ele considera que sua conversão não foi influenciada como um modo de expiar os pecados de seus familiares, mas sim por questões religiosas e teológicas.

Em 1979 se converteu e casou com uma alemã também convertida e também acadêmica, e conta que sua mãe o aceitou como judeu, talvez por medo de perder seu único filho. Ela, inclusive, compareceu à cerimônia de bar-mitzvá de seus três filhos.

Brown conta que quando seu filho participou da "Marcha da Vida", na Polônia, para visitar os campos de concentração, disse que "estive nos campos de concentração e pensei como os avós de todos meus companheiros estavam dentro do campo e meu avô do lado de fora. Meus companheiros foram a estes campos por seu passado e eu fui para observar, me senti muito mal".

Brown conta que nunca escondeu sua origem e que uma vez um aluno da universidade falou: "talvez seu avô fez sabão do meu avô".

Também diz que tem pelo menos 300 alemães convertidos ao Judaísmo e que vivem em Israel, e que os casos mais conhecidos são os de Katrin Himmler, a segunda sobrinha do comandante nazista da SS Heinrich Himmler.

Ela se casou com um israelense.

Também uma outra história, de Oscar Ada, membro da "Luftwaffe", que mudou de nome para Asher e se casou com uma sobrevivente do Holocausto e trabalha como guia turístico em Israel.

Traduzido por Fernando Bisker (JCLE Morashá), do jornal "La voz Judia" que cita como fonte: "Jewish Action, the magazine of the OU". Publicado na Rua Judaica.

http://www.jornalalef.com.br/07_09_08.htm

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