segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A folha de sumpaulo e a fossa sanitária













GilsonSampaio

Manifesto do Grupo de Diários América (GDA), máfia de donos da informação que circula na América Latina, ocupou uma página inteira para denunciar o cerco à mídia independente. Ao se autoproclamarem mídia independente já se vê que trata-se de cinismo sem medidas. Andam de quatro nos limites do chiqueiro permitido pelo império e se mostram contentes e obedientes.

A choradeira é contra os países que quebraram os oligopólios midiáticos, o que, também, siginifica menos receita advindas das propagandas oficiais. Mas, o mais importante, é o fim da manipulação da informação e a possibilidade do indivíduo escolher com liberdade o que ler, ver e ouvir, o que, secundariamente, também significa menos receita. Não admitem que a decadência é decorrente exatamente da falta de independência frente a governos e oligarquias, e isso pode ser facilmente percebido na ausência do contraditório ou na desproporção do espaço dado às opiniões antagônicas.

Não se deram conta que o “deu no grobo” já perdeu a credibilidade há muito tempo, que vivemos no século XXI e que a internet ampliou o número de fontes de consulta. Não se deram conta que não dá para enganar todo o mundo o tempo todo.

A choradeira é livre, o leite foi derramado e a audiência e a tiragem despencam ladeira abaixo.

Recusei-me comentar sobre a canalhice cometida contra o Lula. Mas, tem sempre um mas, a vilania da folha de sumpaulo ao permitir uma acusação de tamanho porte sem se dar ao trabalho de consultar outras pessoas envolvidas no episódio é de ferver o sangue do mais zen dos monges. E nem precisava tanto trabalho, bastava um questionamento:

“Porque a direita fascista - viúvas da ditadura, e a própria imprensa golpista nunca usaram esse episódio para derrotar o Lula nas duas últimas eleições”?

A folha de sumpaulo, que emprestava caminhonetes para torturadores conduzirem sua vítimas para a tortura e extermínio, se afundou na mais profunda fossa sanitária.

Atentado contra a liberdade de imprensa e terrorismo, foi isso que folha fez.

El Negrito














“EL NEGRITO...”

Laerte Braga

Enrique Ortez Colindres, ministro das Relações Exteriores do governo golpista de Honduras, três ou quatro dias depois do golpe, em julho, referiu-se de forma jocosa e ofensiva ao presidente norte-americano Barack Obama como “el negrito”. Obama havia condenado de público o golpe contra o governo constitucional de Manuel Zelaya e Ortez Colindres estava, a seu juízo, colocando “el negrito” em seu devido lugar, ou seja, afirmando que em Honduras ele não mandava, mandava John McCain, republicano e candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2008 por Obama.

McCain foi um dos articuladores do golpe e é um dos mais radicais defensores do processo que se seguiu e culminou ontem nas eleições/fraude para a escolha de um novo presidente.

Está claro que se é não é McCain quem manda de fato como disse Colindres, com certeza Obama não apita nada. Só serve cerveja e pronto.

Hugo Llorens, embaixador dos EUA em Honduras (o mesmo que era embaixador na Venezuela quando da tentativa frustrada de golpe contra Chávez em 2002) permaneceu todo o domingo, dia das eleições, no mesmo hotel onde estavam os ministros do tribunal eleitoral superior hondurenho. E hoje continua lá, neste momento, tentando resolver o impasse em torno da fraude ser ou não anunciada diante do elevado índice de não comparecimento dos eleitores, mais de 70%. E outras coisas mais.

Um grupo de ministros resolveu entender que a fraude está de tal ordem, em tal tamanho, que vai ficar difícil descer goela abaixo, até pela mídia assim tipo GLOBO, que gosta de perguntar via William Bonner ser alguém quer bom dia, para em seguida pedir que escolham a gravata a ser usada no noticiário da noite.

É possível que se o impasse persistir convoquem a “especialista” Miriam Leitão e um jeito seja achado de imediato. A senhora em questão é cobra criada nesse negócio de matar milhões de gripe suína em função dos interesses de laboratórios fabricantes de medicamentos.

Hugo Llorens, com certeza, em canal direto com a base militar do seu país em Honduras, EUA, está vendo como fazer para legitimar a farsa/fraude e “convencer” os reticentes que qualquer problema os “mariners” garantem, de quebra uma grana extra para o futuro de todo o tribunal.

“El negrito” que, na verdade é “el branquito” descansa hoje. A Cervejaria Casa Branca não abre às segundas, exceto se os pedidos forem muitos, aí a demanda é favorável. Ou então em caso de emergência, para evitar redução no estoque de colônias. Em todo caso se 40 mil caixas de “mariners” foram enviadas ao Afeganistão para “completar o serviço”, acredita-se que além dos que já estão em Honduras, mais umas dez mil caixas dessa cerveja prá lá de amarga possam ir lá fazer o mesmo.

A defesa da legalidade constitucional não implica, necessariamente, na defesa de Manuel Zelaya. Zelaya é o presidente constitucional deposto por um golpe militar financiado, armado e planejado por elites econômicas, políticas do país e norte-americanos. A devolução do poder a Zelaya, a convocação de novas eleições, inclusive do referendo sobre se os hondurenhos desejam ou não uma nova constituição, transcende a Zelaya diante da evolução dos fatos e não o autoriza a nenhum acordo com golpistas em troco de anistia. O povo não se levantou e nem os elevados índices de ausentes ao pleito significam que se queira exclusivamente a volta de Zelaya.

A luta dos movimentos populares, da resistência hondurenha é mais ampla, muito maior, escora-se na busca de mudanças estruturais decisivas para que o país possa se por de fé diante do colonizador (norte-americanos), reafirmar sua independência de fato e direito e construir-se segundo a vontade popular.

A decisão de “el branquito” de assentar em cima de outras “decisões”, daquelas de quem de fato manda, tira a máscara de nação defensora de democracia, direitos humanos e mostra a face real do capitalismo com todos os seus cânceres, dentre eles o maior de todos, a exploração e a escravização de trabalhadores, a criação de uma nova Idade Média montada na tecnologia e no terror militar do capitalismo.

Em todos os momentos, por lugar comum que seja, Fernando Pessoa tem sempre razão – “navegar é preciso, viver não é preciso”.

Honduras hoje é a síntese da luta popular na América Latina como um todo. Diz respeito a todos os povos dessa parte do mundo. A época dos golpes de estado ou dos governos corrompidos pelo capitalismo só vai se encerrar com luta popular permanente e sem medo de confrontos, que acabam sendo indispensáveis.

Numa eleição democrática o esquerdista e ex-tupamaro, preso político e torturado por treze anos, José “Pepe” Mujica, participante ativo da guerrilha contra a ditadura militar venceu o candidato de direita. Soma-se a Chávez, Evo Morales, Corrêa, Fuenes, Ortega, Lugo, igualmente de esquerda e a Lula e Cristina Kirchnner, de centro-esquerda. Tem sido o rumo desejado e manifesto pelos povos da América Latina em eleições normais. Completa e fortalece a resistência do povo cubano há 50 anos longe do capitalismo, a despeito do bloqueio desumano dos EUA.

Não há acordo possível com golpistas sob pena de se perder a referência da luta e transformar-se numa espécie de PT da vida, colocando em risco o processo de avanço e conquistas (não significa que não tenham e nem estejam acontecendo com Lula, a decisão de abrigar Zelaya é de coragem e é um exemplo) que permitam à América Latina integrar-se e refazer-se longe do tacão nazista do capitalismo norte-americano. Em todos os sentidos.

E se me refiro a um “capitalismo norte-americano”, não excluo ou diferencio-o do capitalismo em si, mas especifico aquele que transforma-se na chamada nova ordem mundial num império de proporções e dimensões mundiais, num espectro de barbárie sem precedentes na História, presumindo que de fato estejamos no século XXI e não nos primórdios da civilização.

Não se luta por eleições que legitimem farsas, mas pela construção democrática de um processo socialista que nos conduza, a nós latino-americanos, a independência e soberania reais e não só de papel.

É como aquele artigo da constituição que afirma que todos os brasileiros são iguais perante à lei”. Será que Daniel Dantas é igual a um trabalhador na ótica do “justiceiro” Gilmare Mendes (com dupla nacionalidade, brasileira e italiana)?

Zelaya é o centro de uma luta num determinado momento, se deixar de encarnar o espírito e a determinação do povo hondurenho, manifesto ontem na ausência em massa aos locais de votação, nos protestos e nas manifestações desde julho, nos muitos presos, torturados, nas mulheres estupradas e nos assassinados pelo regime de bestas/feras militares e elites econômicas, deixa de ser um símbolo, um momento, vira apenas um deles.

A luta, no entanto, essa não. É maior que ele, pois os hondurenhos neste momento lutam por toda a América Latina e povos oprimidos do mundo e é por eles que todos os lutadores continuam a lutar.

domingo, 29 de novembro de 2009

O PODEROSO CHEFINHO














Laerte Braga é jornalista.

É daqueles que não têm os joelhos e as mãos calejadas por vassalagem desavergonhada. Prefere andar ereto.

O poderoso chefinho

Laerte Braga

O jornal FOLHA DE SÃO PAULO (o tal que emprestava caminhões para transporte de presos políticos a serem assassinados na ditadura) noticia que teve acesso a DVDs onde o governador de Brasília, José Roberto Arruda, aparece recebendo dinheiro, propina.

Não que a FOLHA tenha tido um ataque de bom caratismo em matéria de jornalismo. Pelo contrário, execução de um aliado que se tornou incômodo e que não tem tanta importância assim, ainda mais depois desses episódios, pois antes era um dos cotados para ser vice de José Jânio Serra. Candidato tucano e preferido de onze entre dez quadrilheiros da política brasileira, sem falar na preferência especial do garçom branco da Cervejaria Casa Branca, o tal Obama. Quer arrematar o resto do Brasil a preço de banana, levar o que FHC não conseguiu vender.

No filme “O poderoso chefão” de Francis Ford Coppola, o conselheiro do chefe da família Corleone, num dado momento, acho que no segundo filme, vai a um antigo mafioso preso e considerado testemunha chave numa comissão do Senado contra o “chefão”, lembrar-lhe dos velhos tempos de lealdade da máfia, em que aqueles que representavam risco para a organização saiam de cena. Se matavam. Na cena seguinte, seguindo os velhos ritos que remontam a Roma antiga, o preso aparece morto, suicidara-se na banheira da prisão cortando os pulsos e o “chefão” fica salvo.

“Dignidade” é isso.

O PPS, trailer que vai a reboque do carro tucano, naquele negócio de falsa virgem, já divulgou em nota oficial que está saindo do governo de José Roberto Arruda. Esqueceu-se seu chefe, o “chefinho” Roberto Freire que não poderia é ter entrado, o que em si e por si, para um partido dito socialista, é uma vergonha. Farsa. E ainda mais levando em consideração que Roberto Freire pega doze mil reais por mês do povo paulista para ser conselheiro duma arapuca qualquer em troca do apoio a Serra.

O DEM, partido de José Roberto Arruda, da senadora Kátia Abreu (capitulável em dez ou doze crimes diferentes em nome da democracia e do dinheirinho sagrado para ela, desde que público), que de início dizia não acreditar e que iria dar apoio ao governador já avisou que é hora de José Roberto Arruda entrar no banheiro e cortar os pulsos para não prejudicar o resto da quadrilha e não atrapalhar a candidatura do representante de Washington, da turma FIESP/DASLU, o tal José Jãnio Serra, mesmo porque, com a grana que recebeu ao longo de sua vida pública, não vai deixar ninguém passar fome em seu meio.

Cortar os pulsos nesse caso é renunciar.

A FOLHA só fez disparar a metralhadora, ou entregar a navalha por baixo dos panos, ou dar a dica. Lá estão acostumados com esse tipo de negócio, na ditadura seus caminhões eram parte do esquema Fleury, OBAN, essas coisas assim de ditaduras.

Se o “chefinho” vai entender ou não é outra história. Primeiro tem o tal juramento de lealdade das máfias e tanto PSDB, PPS, como o DEM querem que Arruda cumpra o seu. O que Arruda deve estar esperando é garantia de impunidade, ou seja, um Gilmar Mendes da vida para dar um habeas corpus caso venha a ser preso. São negociações complicadas, tipo “vocês garantem que não serei preso, pois se for abro a boca”. E os caras, de pronto, “fique tranqüilo, já entramos em contato com o Gilmar e o habeas corpus está garantido, depois rola devagar na justiça e pronto”.

Aí o bandido pega o dinheiro público posto em lugar seguro e corre para o exterior, a fim de recuperar-se dos traumas sofridos, deixar a poeira baixar e FOLHA DE SÃO PAULO, os jornais das máfias tucana, DEM (PPS e “mafinha”, coisa de doze mil por mês) posam de incansáveis defensores da moral, dos bons costumes, etc, etc, enquanto continuam mentindo, iludindo, pegando por fora, o de sempre.

O arcebispo de Mariana vai ser chamado para abençoar a ação e celebrar a missa de sétimo dia de José Roberto Arruda. E vai chamá-lo, com certeza, de injustiçado. Sai mais uma reforma no palácio episcopal e convite especial para mais missas na base norte-americana em Honduras. Esse é pule dez para cardeal de Reichtzinger.

Telegang e os Tucanos














GilsonSampaio

Seria bom, se fosse verdade.

Em 2006, o então governador de Sumpaulo, Geraldo picolé de xuxu Alkimin, vetou o projeto de lei que proibia a cobrança de assinatura mensal pela telegang.

Não há argumento que sustente essa mão grande no bolso da população e a Anatel, agência reguladora supostamente criada para, entre outros afazeres, proteger o consumidor, é cúmplice desse assalto continuado. Coisas de tucano privatista.

A Assembléia Legislativa de Sumpaulo, ops!, do Serra, derrubou o veto tucano neste último dia 25 e jogou no colo do Zé Pedágio o “boletim de ocorrência” que deve ser regulamentado em 60 dias.

Zé Pedágio tem a Câmara paulista debaixo de sua bota de capataz. Dezenas de pedidos de instalação de CPI’s são barradas pela bancada do PSDB. Essa derrubada do veto do xuxu tem cheiro, cor e aparência de golpe de marquetín da deputalhada de sumpaulo.

Para justificar o veto o ex-governador alegou que o assunto era da competência do governo federal.

O Farol de Alexandria, tal como rato abandonando navio, denunciou o Zé Pedágio como um dos maiores lutadores pela privatização da Vale, aquela empresa que foi roubada do povo brasileiro junto com todas as riquezas do subsolo do país.

Desconfio que ao fim dos 60 dias o PIG repercutirá o falso lamento de Zé Pedágio, coisa mais ou menos assim:

“Realmente eu acho uma injustiça com o povo a cobrança da mensalidade, sou a favor que seja corrigida essa distorção, mas, não está nas minhas mãos essa correção. Isto é da responsabilidade do governo federal”.

E, assim, fica garantida a gorda doação para a campanha.

Até quando?

























GilsonSampaio

Até quando?

Semana passada retiraram da rede o FBI- Festival de Besteira na Imprensa.
Hoje foi a vez do Esquerdopata.
Não consegui acessar a Carta Maior, não sei se também foi retirada do ar.
Deve existir alguma autoridade para deter essa canalhice perpretada pela direita troglodita.

sábado, 28 de novembro de 2009

Testemunha de acusação contra suspeito de assassinato de irmã Dorothy sofre atentado












Testemunha de acusação contra suspeito de assassinato de irmã Dorothy sofre atentado
Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Uma das principais testemunhas de acusação contra um dos investigados pelo assassinato da irmã Dorothy Stang sofreu um atentado no último dia 26, no município de Anapu, no Pará. Apesar de ter levado diversos tiros nas pernas, na cabeça e na boca Roniery Bezerra Lopes não morreu, e está em estado grave, internado em um hospital da região. A informação foi passada hoje (28) à Agência Brasil pela irmã Jane Dwyer, da mesma congregação da irmã Dorothy.
O atentado foi cometido menos de três horas após Roniery ter recebido intimação da Justiça para ser testemunha de acusação contra Regivaldo Pereira Galvão, no caso que investiga fraudes, uso de laranjas e falsificação de documentos para esconder a grilagem do Lote 55, local onde a irmã Dorothy foi assassinada e centro dos conflitos agrários na região.
Durante o julgamento pela morte da irmã Dorothy, Regivaldo havia alegado não ter nenhum tipo de vínculo com o Lote 55. No entanto, em 2008 ele passou a dizer ser o dono do lote, apresentando à Polícia Federal diferentes versões sobre como teria adquirido as terras.
Um inquérito foi aberto e a PF acabou comprovando a falsificação documental, o que levou à abertura de novo processo em fevereiro de 2009 contra Regivaldo, para quem Roniery trabalhava.

Apesar de ainda não ter sido notificado sobre atentado, a assessoria do Ministério Público Federal (MPF) no Pará informou que Roniery participava das negociações envolvendo a área.
Muitos detalhes sobre o atentado ainda precisam ser esclarecidos. Apenas a irmã Jane se dispôs a dar detalhes, a partir de conversas que teve com outras pessoas.
“Ele [Roniery ] recebeu a intimação entre as 18 e 19 horas, e o atentado ocorreu por volta das 21 horas”, explica a irmã Jane. “A informação que tive foi de que foram muitos disparos afetando inclusive a espinha. Quanto ao tiro na boca, é uma prática comum daqui para passar uma mensagem clara a quem faz denúncias”, acrescenta a religiosa que, assim como Dorothy, tem origem norte-americana.
Irmã Jane disse que, no momento do atentado, Roniery estava acompanhado de uma mulher uma criança. “Parece que era a esposa dele, que também levou um tiro mas, ao que fui informada, ela não corre risco de vida. A criança fugiu e se escondeu no matagal". A religiosa disse, ainda, ter sido polícia quem o levou ao hospital.

Para evitar novos atentados o nome do hospital não foi informado.

São Francisco não merece














GilsonSampaio

A imprensa venal e a oposição golpista espumam veneno ao acusar a Dilma Rousseff de antecipar a campanha para o Palácio do Planalto.

Palavras de Zé Pedágio: "Mas eu não vim aqui como candidato para apresentar programa. Estou concentrado no meu trabalho como governador". Ué, se ele está concentrado em sumpaulo, o que estaria fazendo na sala de milagres de uma igreja no sertão do Ceará?

Zé Pedágio faz discurso para 2 mil pessoas, se deixa fotografar beijando criancinhas e amarra fita de São Francisco no pulso, mas, não é campanha. Ele disse que está concentrado em sumpaulo.

Cai roboanel, cai metrô, cai sino, cai a educação…

Só não cai a cara-de-pau e a sem vergonhice.

Serra é saudado no Ceará como futuro presidente

CARMEN POMPEU - Agencia Estado

CANINDÉ - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi saudado como futuro presidente do Brasil pelo mestre de cerimônia do seminário "Ceará em Debate", promovido pelos tucanos cearenses, hoje à noite, em Canindé, no sertão central do Ceará. Ganhou inclusive um jingle feito por um repentista cujo refrão dizia "José Serra para presidente e Tasso para senador".
Mesmo ainda não se assumindo como candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Serra cumpriu agenda como tal. Conduzido pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), ele visitou a Basílica de São Francisco, conheceu a sala de milagres, posou para fotos e beijou criancinhas. Ele até amarrou no pulso esquerdo uma fitinha verde de devoção a São Francisco, com direito a três pedidos ao santo. O que ele pediu? "Não posso dizer, senão não se realizam", respondeu.
Aos jornalistas, Serra disse ter como projeto de desenvolvimento para o Nordeste, caso um dia chegue à Presidência da República, um planejamento que teria de passar por mais infraestrutura, mais educação técnica e expansão da saúde. "Mas eu não vim aqui como candidato para apresentar programa. Estou concentrado no meu trabalho como governador", desconversou em seguida.
Também presente ao evento, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, não escondeu o jogo. Disse claramente que Serra está se consolidando como candidato. "Hoje o candidato mais forte da oposição é Serra", foi taxativo. De acordo com ele, as pesquisas mostram que Aécio só ganha da pré-candidata do PV, Marina Silva. "E eu tenho que levar em consideração alguns dados positivos", justificou sua posição. Ainda segundo Freire, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), será vice de Serra e o mineiro só tem dito que não será vice de ninguém porque ainda alimenta o desejo de vir a ser o candidato a presidente.
Voltando a criticar a suposta antecipação da campanha por parte do presidente Lula, Serra disse que há muito tempo para o PSDB definir seu candidato. "A eleição é só em outubro do ano que vem. No devido tempo e a tempo as coisas vão se definir", ponderou.
O senador Tasso Jereissati emendou: "Falei para o governador José Serra que sobre essa questão (assumir ou não a candidatura a presidente), não haveria inspiração melhor que São Francisco do Canindé". Serra aproveitou a deixa para falar de sua devoção. "Se eu fosse sacerdote, seria franciscano. É uma ordem pela qual tenho uma admiração e uma proximidade muito grande", disse o governador paulista.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), falou para duas mil pessoas vindas de municípios vizinhos a Canindé, no sertão central cearense. A cidade é um conhecido ponto de romaria a São Francisco, padroeiro local e santo da devoção do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). E Serra fez questão de demonstrar seu conhecimento sobre a cidade: "Aqui é o segundo centro de romaria de São Francisco do mundo. Só perde para Assis", disse.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Briga no covil: tucanalhada não se entende e parte pra briga fraticida.

video
Vídeo diretamente do Conversa Afiada

GilsonSampaio

Diz a lenda, que o rei Midas foi punido pelo seu desejo desmesurado. Ao seu toque, tudo se transformava em ouro. Sem dúvida, uma maldição e, o rei, sifu.

A última pesquisa CNT/Sensus indica que o Farol de Alexandria é vítima de uma maldição semelhante, ou seja, o candidato que for iluminado por sua luz está fadado à derrota.

“Assim não dá. Assim não pode” – deve ter dito o Farol à sua mosca de estimação, no apartamento em Higienópolis. Seu incomensurável ego exigiu uma reação à altura de tamanha ofensa e o resultado foi outra âncora dependurada no pescoço do Serra.

Fazendo-se de quase inocente, culpou o Serra pela privatização da Vale do Rio Doce. Um roubo sem precedente do patrimônio do povo.

Ao que parece, o Farol de Alexandria quer apagar, com sua luz divina, a luz da vela de Serra.

“Serra não tem escrúpulos. Se for preciso, passa com um trator por cima da mãe”. – disse Ciro Gomes.

Podemos esperar fortes emoções?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Kátia 'demo feudal' Abreu é o mal












GilsonSampaio

Essa figura sinistra aí em cima já teve a alma marcada com ferro de marcar gado com o epíteto de ‘miss desmatamento’. Face a revelação de mais alguns predicados troquei o epíteto para ‘senhora feudal medieval’, mais apropriado a quem quer suprimir do Estatuto da Terra o artigo que garante a função social da terra.

Sua involução humana parace não ter obstáculos e me vi obrigado a fazer um novo upgrade do qualificativo que sintetiza a sua alma: Kátia ‘demo feudal’ Abreu.

Leandro Fortes, na revista Carta Capital, desnuda o caráter dessa figura abjeta. Tivéssemos um STF isento como convém ao órgão máximo da justiça, essa ‘demo feudal’ já estaria pagando por seus crimes. Formação de quadrilha já seria um bom enquadramento.

“Em 19 de junho, um dia após a última visita de Reis à Câmara dos Deputados, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Luiz Couto (PT-PB), encaminhou um ofício endereçado ao Conselho Nacional de Justiça para denunciar a influência de Kátia Abreu na Justiça do Tocantins e pedir celeridade nos processos de Reis. O pedido somente agora entrou na pauta do CNJ, mas ainda não foi tomada nenhuma medida a respeito. Nos próximos dias, o corregedor do conselho, Gilson Dipp, vai tornar público o relatório de uma inspeção realizada no Tribunal de Justiça do Tocantins, no qual será denunciada, entre outros males, a morosidade deliberada em casos cujos réus são figuras políticas proeminentes do estado.”

Todo mundo sabe que as formalidades devem ser cumpridas, mas, esperar que o CNJ, o Supra Supremo Tribunal Federal que o Gilmar Dantas preside, repare a humilhação e o roubo de que foi vítima o agricultor Juarez de Viera Reis é acreditar que Daniel Dantas vai ser preso e cumprir a totalidade da pena de 10 anos de encarceramento a que já foi condenado.

Segundo o agricultor Juarez Vieira Reis, Kátia Abreu tem um coração de serpente .

“Somos o que somos e não quem nos imaginam (sic)” – disse Kátia ‘demo feudal’ Abreu na Confederação Nacional de Agricultura por ocasião de sua posse. Pelo sentido da frase há muitas barbaridades a mais cometidas contra pobres agricultores.

Para alguns, serpente é a encarnação do mal, Kátia Abreu é o mal.

Veja mais em Assembleia de Minas Gerais repudia Kátia Abreu


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Arcebispo de Mariana demite e manda recolher jornal









GilsonSampaio

Aécio Neves é tão blindado pela mídia mineira como o é Zé Pedágio pela mídia nacional. Aqui, em Minas, não se encontra , uminha sequer , nota crítica ao governador carioca baseado em Búzios, Ipanema, Angra dos Reis, Cabo Frio ou uma praia qualquer.

A surpresa fica por conta da truculência de Dom Geraldo Lyrio, presidente da CNBB , contra jornal que criticou Aécio Neves.

Arcebispo de Mariana demite e manda recolher jornal

por Michelle Amaral da Silva última modificação 25/11/2009 16:21

Decisão é motivada por conteúdo que faz duras críticas a prefeitos da região e ao governador Aécio Neves

25/11/2009

Danilo Augusto

de São Paulo (SP)

Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Mariana (MG), demitiu parte do conselho editorial do Jornal Pastoral e mandou recolher os exemplares da edição do mês de setembro, proibindo assim sua circulação. O periódico, com tiragem de aproximadamente 2 mil exemplares, é de responsabilidade da diocese de Mariana e tem circulação garantida em aproximadamente 70 municípios da região.

Segundo religiosos envolvidos no caso, entrevistados pelo Brasil de Fato e que não se identificaram temendo perseguições, o que levou dom Geraldo a adotar tal medida foi o conteúdo do editorial da edição de setembro. Intitulado “Do toma lá dá cá ao projeto popular”, o texto faz duras críticas a prefeitos da região e ao governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). De acordo com um dos religiosos, o texto estava totalmente pautado no pensamento da Igreja. “O editorial condiz com o que pensa a Igreja voltada para o compromisso social. Por isso, avaliamos que esta é uma posição pessoal do bispo”, completa.

Questionamento

Em trechos, o editorial questiona as despesas da prefeitura de Piranga (MG), que gastou aproximadamente R$ 375 mil nas obras de uma praça. O valor gasto pela administração do prefeito Eduardo Sérgio Guimarães (PSDB) estaria em média R$ 225 mil acima do valor de mercado, como informou um laudo técnico do engenheiro Carlos Alberto Gomes Beato. Saindo do âmbito regional, o editorial desenvolve críticas à administração do governo mineiro apontando que “levantamento publicado no jornal Estado de Minas do dia 30/08/2009 mostra que em 81 dos 85 municípios com menor índice de desenvolvimento [renda, emprego, saúde e educação] a pobreza caminha de mãos dadas com a corrupção”.

Em outro momento, o nome do governador mineiro é citado: “O governo Aécio, sob a diligência da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, canalizou recursos da ordem de R$ 15 bilhões, em grande parte recursos públicos, para quatro empresas [Vallourec, Sumitomo, CSN e Gerdau] ampliarem ou consolidarem seus próprios negócios na região do Alto Paraopeba. O dinheiro é suficiente para a construção de 700 mil casas populares ao preço de R$ 20 mil cada, quase quatro vezes mais do que os R$ 4 bilhões reservados pelo governo federal para programas de moradia em todo o Brasil. Se esse recurso fosse distribuído para as três cidades Congonhas, Ouro Branco e Jeceaba, onde as empresas ‘sortudas’ estão instaladas, que somam 70 mil habitantes, tocariam perto de R$ 219 mil para cada pessoa ou quase R$ 1 milhão por família.

Os nomes envolvidos no editorial também seriam motivos para a tal atitude de dom Geraldo. “O texto cita nomes de políticos e esses políticos citados poderiam cobrar a igreja por meio do bispo uma satisfação sobre o editorial. Isto foi uma motivação política e não religiosa. O bispo quer manter o seu lado do poder, ele não quer perder isso”, explica um dos nossos entrevistados.

Resgate

O editorial também faz um histórico dos financiamentos do governo de Minas em empresas privadas desde o ano de 2003. “As ricas áreas desapropriadas e entregues de mão beijada às minerados e siderúrgicas em Jeceaba e Congonhas chegam a 4 mil hectares. E, de 2003 a 2008, foram canalizados R$ 199 bilhões para as empresas em todo o estado de Minas Gerais, em negociatas de compadrio e cumplicidade tipo ‘unha e carne'”, finaliza.

Não concordo...”

Em resposta, no mês de outubro, dom Geraldo afirma em editorial do Jornal Pastoral, que “não concordo, não aceito e não aprovo o editorial do Jornal Pastoral do mês de setembro. A Arquidiocese de Mariana não se responsabiliza pelas afirmações e acusações aí expressas. Seja essa a última vez que o Jornal Pastoral incorre em erro tão grave. A fé cristã implica em compromisso social e a Igreja Católica nunca renunciará à sua missão de ser advogada dos pobres e injustiçados”.

Esse trecho, segundo religiosos ouvidos pelo Brasil de Fato, evidencia a postura de uma parte dos lideres católicos. “Ele tem uma visão de Igreja. E nessa visão ele tem preocupação de manter o nome da Igreja. E qualquer coisa que venha colocar em questionamento a posição da Igreja ele teme e foge do conflito. Pois grande parte da Igreja ainda tem medo do conflito e tem medo de se colocar contra a posição do poder político. E na hora desse conflito eles se colocam do lado de quem detém o poder”, observa.

Contrário

Os religiosos acrescentam que essa posição e essa atitude de dom Geraldo não causaram estranhamento. “Acreditamos que essa posição do bispo não é a mais importante de toda a situação. Ele tem posição contrária diante da Romaria dos Trabalhadores, posição contrária em relação à denuncia contra corrupção, posição de afastamento de padres que se envolvem com pautas de movimentos sociais e populares. Então, há uma série de coisas que vão definindo o rumo da diocese e a linha de trabalho dele” lamenta.

Segundo eles, esse posicionamento é contraditório com o atual momento vivido pela Igreja Católica, que apóia o projeto Ficha Limpa e que tem como tema da Campanha da Fraternidade de 2010 “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”. “Essa posição é contraditória, pois bate de frente com o momento vivido pela Igreja, que é o posicionamento contra a corrupção política. O editorial condena pessoas politicamente corruptas. A posição do bispo em relação a isso é uma contradição e acaba ficando contra a coleta de assinaturas para o projeto de Ficha Limpa. Ele ficou preocupado com a imagem diante do Senado Federal, na pessoa representada por José Sarney, diante do Estado e dos políticos citados pelo texto”.

Fé em movimento

No Brasil, mesmo estando em queda, os católicos ainda são maioria. De acordo com última pesquisa realizada em 2007 e divulgada pelo Datafolha, aproximadamente 64% dos brasileiros se dizem católicos. O número é 11% menor que uma pesquisa realizada pelo mesmo instituto em 1994. Soma-se a isso o crescimento dos evangélicos pentecostais e não pentecostais, que somam mais de 22%. Esses dados preocupam os religiosos, tendo em vista que muitas vezes o caminho da Igreja é traçado por pessoas como dom Geraldo. “Esse posicionamento dificulta muito a caminhada da Igreja. Por outro lado, eu acredito que a força da Igreja está se manifestando nos movimentos populares. Uma atitude como essa não demora muito tempo a ruir” completa.

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O Brasil de Fato entrou várias vezes em contato com o arcebispo dom Geraldo Lyrio Rocha, mas ele não atendeu e nem retornou as ligações.

Quem vai ver “Lula, o filho do Brasil” em 2011









GilsonSampaio

O jornal Extra, um dos tentáculos das organizações grobo, revela em apenas 4 linhas parte do enigma proposto pelo DoLadoDeLá que se encontra aqui.

“ Só depois das eleições

Globo garante direito de exibir filme de Lula

A Globo já garantiu a exclusividade dos direitos de exibição do longa “Lula, o filho do Brasil”, cinebiografia do atual presidente dirigida por Fábio Barreto. O filme tem previsão de ir ao ar no começo de 2011, depois das eleições presidenciais.”

Se a intenção da grobo e talvez do Serra , era garantir que o filme não fosse exibido em rede nacional pelas concorrentes antes das eleições, parabéns! Sabe-se lá quando será exibido e, se, será, pra falar a verdade, isso é desimportante.

Se a intenção da grobo e talvez do Serra, era garantir que menos pessoas assistam o filme, contando que “baixa renda” não vai a cinema em shoppings, aí, foi burrice.

O que a grobo e talvez o Serra, não tenham levado em consideração é que todo “baixa-renda”, atualmente, pode comprar e compra aparelho de DVD e seu fornecedor regular de filmes é o bucaneiro da esquina. É onde entra a segunda parte do enigma do DoLadoDeLá que menciona um contrabando de dois milhões e meio de cópias piratas do filme. Admitindo-se que a carga do navio seja apreendida, ainda assim, outras cópias aparecerão nas ruas e feiras de todo o país. É sempre bom lembrar que o Brasil é campeão nessa área de pirataria. Acho que a grobo vai ficar com um mico na mão. Quem vai ver filme do Lula depois da eleição?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Adeus, FHC








Adeus, FHC

Posted by Leandro Fortes under Política

Adeus também foi feito pra se dizer

Fernando Henrique Cardoso foi um presidente da República limítrofe, transformado, quase sem luta, em uma marionete das elites mais violentas e atrasadas do país. Era uma vistosa autoridade entronizada no Palácio do Planalto, cheia de diplomas e títulos honoris causa, mas condenada a ser puxada nos arreios por Antonio Carlos Magalhães e aquela sua entourage sinistra, cruel e sorridente, colocada, bem colocada, nas engrenagens do Estado. Eleito nas asas do Plano Real – idealizado, elaborado e colocado em prática pelo presidente Itamar Franco –, FHC notabilizou-se, no fim das contas, por ter sido co-partícipe do desmonte aleatório e irrecuperável desse mesmo Estado brasileiro, ao qual tratou com desprezo intelectual, para não dizer vilania, a julgá-lo um empecilho aos planos da Nova Ordem, expedida pelos americanos, os patrões de sempre.

Em nome de uma política nebulosa emanada do chamado Consenso de Washington, mas genericamente classificada, simplesmente, de “privatização”, Fernando Henrique promoveu uma ocupação privada no Estado, a tirar do estômago do doente o alimento que ainda lhe restava, em nome de uma eficiência a ser distribuída em enormes lucros, aos quais, por motivos óbvios, o eleitor nunca tem acesso.

Das eleições de 1994 surgiu esse esboço de FHC que ainda vemos no noticiário, um antípoda do mítico “príncipe dos sociólogos” brotado de um ninho de oposição que prometia, para o futuro do Brasil, a voz de um homem formado na adversidade do AI-5 e de outras coturnadas de então. Sobrou-nos, porém, o homem que escolheu o PFL na hora de governar, sigla a quem recorreu, no velho estilo de república de bananas, para controlar a agenda do Congresso Nacional, ora com ACM, no Senado, ora com Luís Eduardo Magalhães, o filho do coronel, na Câmara dos Deputados. Dessa tristeza política resultou um processo de reeleição açodado e oportunista, gerido na bacia das almas dos votos comprados e sustentado numa fraude cambial que resultou na falência do País e no retorno humilhante ao patíbulo do FMI.

Isso tudo já seria um legado e tanto, mas FHC ainda nos fez o favor de, antes de ir embora, designar Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal, o que, nas atuais circunstâncias, dispensa qualquer comentário.

Em 1994, rodei uns bons rincões do Brasil atrás do candidato Fernando Henrique, como repórter do Jornal do Brasil. Lembro de ver FHC inaugurando uma bica (isso mesmo, uma bica!) de água em Canudos, na Bahia, ao lado de ACM, por quem tinha os braços levantados para o alto, a saudar a miséria, literalmente, pelas mãos daquele que se sagrou como mestre em perpetuá-la. Numa tarde sufocante, durante uma visita ao sertão pernambucano, ouvi FHC contar a uma platéia de camponeses, que, por causa da ditadura militar, havia sido expulso da USP e, assim, perdido a cátedra. Falou isso para um grupo de agricultores pobres, ignorantes e estupefatos, empurrados pelas lideranças pefelistas locais a um galpão a servir de tribuna ao grande sociólogo do Plano Real. Uns riram, outros se entreolharam, eu gargalhei: “perder a cátedra”, naquele momento, diante daquela gente simples, soou como uma espécie de abuso sexual recorrente nas cadeias brasileiras. Mas FHC não falava para aquela gente, mas para quem se supunha dono dela.

Hoje, FHC virou uma espécie de ressentido profissional, a destilar o fel da inveja que tem do presidente Lula, já sem nenhum pudor, em entrevistas e artigos de jornal, justamente onde ainda encontra gente disposta a lhe dar espaço e ouvidos. Como em 1998, às vésperas da reeleição, quando foi flagrado em um grampo ilegal feito nos telefones do BNDES. Empavonado, comentava, em tom de galhofa, com o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, das Comunicações, da subserviência da mídia que o apoiava acriticamente, em meio a turbilhão de escândalos que se ensaiava durante as privatizações de então:

Mendonça de Barros – A imprensa está muito favorável com editoriais.

FHC – Está demais, né? Estão exagerando, até!

A mesma mídia, capitaneada por um colunismo de viúvas, continua favorável a FHC. Exagerando, até. A diferença é que essa mesma mídia – e, em certos casos, os mesmos colunistas – não tem mais relevância alguma.

Resta-nos este enredo de ópera-bufa no qual, no fim do último ato, o príncipe caído reconhece a existência do filho bastardo, 18 anos depois de tê-lo mandado ao desterro, no bucho da mãe, com a ajuda e a cumplicidade de uma emissora de tevê concessionária do Estado – de quem, portanto, passou dois mandatos presidenciais como refém e serviçal.

Agora, às portas do esquecimento, escondido no quarto dos fundos pelos tucanos, como um parente esclerosado de quem a família passou do orgulho à vergonha, FHC decidiu recorrer à maconha.

A meu ver, um pouco tarde demais.

O Filho do Brasil






Marco Aurélio Melo publicou este texto enigmático recheado de sutis insinuações. Tô pensando em contratar a Fundação Cobra Coral, aquela que Arthur Virgílio quer convocar para explicar o blecaute, pra decifrar esse enigma digno de Malba Tahan.
O filho do Brasil

“- Alô.
- Oi, pode falar?
- Peraí, deixa eu sair da redação. Tá muito barulho aqui. Fala...
- Tá confirmado, viu? Estou com a cópia do mandado de busca e apreensão.
- É mesmo? Como é que a polícia descobriu?
- Foi o advogado de um preso que espera progressão para o semi-aberto que entregou o esquema.
- Imagino que é segredo de Estado?
- Pouquíssimas pessoas sabem, por enquanto.
- E como vai ser a operação?
- Eles vão esperar o navio aportar em Santos...
- E por que não faz a abordagem quando ele estiver em mar territorial brasileiro?
- Não dá para confiar na polícia marítima.
- Mas existe alguma chance de dar errado?
- Sim, se na noite em que o navio tiver atracado, antes de descarregar, os contrabandistas conseguirem retirar a carga em pequenos barcos e sumir pelos canais do porto. Aí, eles não teriam nenhuma chance de encontrar...
- Existe uma estimativa da quantidade?
- Parece que são dois milhões e meio de cópias piratas do filme.
- Dois milhões e meio!
- É, se o carregamento chegar até a rua 25 de março, antes do Natal, aí tchau mesmo. Vai vender mais que o Roberto Carlos, hehehe.
- E é isso que eles não querem, né? Será que eles compraram os direitos de exibir o filme na TV para engavetar?
- Ou para engavetar, ou para tentar um acordo mais pra frente, na base da chantagem. Eles sabem que se esse filme for exibido na TV em ano de eleição, não tem pra ninguém.
- É, realmente...
- Bom, é isso!
- Valeu, qualquer novidade você me avisa?
- Pode deixar.
- Abraço.
- Outro. “

Quem estaria por detrás desse enredo maquiavélico?

A bola de cristal era falsa.


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GilsonSampaio

Observem a expressão da Míriam ‘pitonisa das desgraças não realizadas no Brasil’ Leitão ao comentar notícias boas sobre o país.

Não sei definir com clareza a expressão para definir o estado de espírito da pitonisa. Cheguei a pensar que ela, diante da realidade que a desmente cruelmente, tenha destruído a golpes de saltos de sapatos, comprados no contrabando da Daslu, sua bola de cristal também contrabandeada do Paraguai, daí, sua cara de cachorro apanhado roubando linguiça.

Seu inconformismo é tão patente, que no terceiro comentário, sobre a melhora na distribuição de renda, aparece um ataque de gagueira denunciando sua resistência e inconformismo ao anunciar a boa nova.

Patética.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O país do futuro caminha para seu destino soberano














GilsonSampaio

Ao tratar do golpe em Honduras, o PIG se esforça para convencer que as eleições devolverão o estado democrático ao país. Enfatiza que o império vai reconhecer o governo eleito , enfim, vai defender com todas as forças a farsa eleitoral.

Agora, em relação à eleição do Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o PIG diz que houve fraude. Não entrando no mérito da questão, se houve ou não fraude, descaradamente, o PIG se esquece que o império já reconheceu o novo governo iraniano. Não é falta de memória, é má fé mesmo.

Cerca de 300 empresários iranianos se encontraram com empresários brasileiros, anunciou o jornal nacional. Estou me consumindo de curiosidade para saber quem são esses anunciantes da grobo que se reuniram com ‘os terroristas iranianos’. Parece coisa de doido, sô! Os anunciantes doidos por uma xepa do dinheiro dos ‘terroristas iranianos’ e a grobo descendo o cacete.

O comportamento altivo do governo brasileiro deveria orgulhar todo brasileiro e brasileira. Esse comportamento se reflete no mundo, como a matéria do NY Times e postada pelo BBC Brasil com o título: “Lula dá cotovelada em Obama ao receber líder do Irã”.

Cada vez mais, o Brasil reafirma seu protagonismo no cenário mundial e começa a deixar de ser somente o país do futuro.

O vergonhoso papel de entreposto comercial e colônia dos países ricos em decadência, fruto da teoria do desenvolvimento dependente do império, tão cara aos tucanosdemos liderados pelo Farol de Alexandria, foi jogado no lixo da nossa história e de lá não deve sair jamais.

Complexo de vira-latas, nunca mais!

domingo, 22 de novembro de 2009

Você conhece esse índio genial?

Fechem os olhos. As imagens são de um mau gosto insuperável, são o 'crème de la crème' da cafonália, é até divertido. Em compensação, a performance do índio é o 'crème de la crème' do virtuosimo.
A música é Maria Helena, composição de Lorenzo Barcelata / Russel / Haroldo Barbosa. Foi um grande sucesso na voz de Franscisco Alves no século passado.
Para os mais novos, essa música originalmente é um bolero. Na interpretação do Nato Lima tem uma levada chegada a blues.


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GilsonSampaio
Vampirizado do Blog do Nassif

Nunca vi ou ouvi sobre esses caras. Tanta competência e sucesso e um silêncio sepulcral da nossa mídia. Terá sido vergonha por eles serem índios?

A história desses dois índios brasileiros é um espanto. É a história do Brasil mais profundo, iletrado e profundamente sábio, viu Caetano?
Outros dois vídeos e um pouco da historia deles pode ser vista aqui. Outro tanto, aqui.
"Os violonistas não dizem quem é o maior, mundo é grande demais"- palavras de Nato Lima.
Muito mais vídeos aqui

Educação paulista bate no fundo do poço









GilsonSampaio

Apresentação do SARESP no sítio da Secretária de Educação de São Paulo:

“Secretaria da Educação do Estado de São Paulo – SEE/SP – realizará, em novembro de 2009, a décima segunda edição do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo – Saresp, com a participação de todas as escolas da rede pública estadual que oferecem ensino regular e de todos os alunos da 2a, 4a, 6a e 8a séries do Ensino Fundamental e da 3a série do Ensino Médio. Em cada edição, por meio de aplicação de provas cognitivas e questionários de alunos e de gestão, o Saresp avalia o sistema de ensino paulista para monitorar as políticas públicas de educação.”

Não me perguntem a razão dos números ímpares serem discriminados na avaliação do Ensino Fundamental. Talvez seja orientação da Fundação Cobra Coral, aquela que o Arthur Virgílio-PSDB convocou para explicar o blecaute.

Denúncia publicada na revista Época revela fraude da pesada na aplicação das provas. Na raiz da fraude está o “prêmio financeiro” que os professores recebem proporcionalmente ao desempenho dos alunos. Ou seja, nota alta no SARESP é igual a aumento de salário. Fora o que o Serra ganha em publicidade com os “resultados excelentes” que revelam a “alta qualidade do ensino de São Paulo”.

São várias as testemunhas da falcatrua que vai desde professores resolvendo as questões para os alunos, até vazamento das provas.

“Em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, uma inspetora afirma ter visto professores passar cola aos alunos na prova de matemática. Rozenaide Silveira, que trabalha na Escola Estadual Benedito Aparecido Tavares, conta que ouviu um aluno reclamando no corredor. “Ele disse que as professoras estavam ajudando a 8a série C”, afirma Rozenaide. Ela diz ter visto as professoras fazendo contas na lousa e conversando sobre as questões com os alunos.”

“Em São José dos Campos, interior de São Paulo, há outra suspeita de fraude. Um professor relatou o possível vazamento de um caderno de questões de língua portuguesa. Ele diz que recebeu o envelope com o lacre violado. “Tinha sido aberto e fechado de novo”, afirma.”

Sobre o vazamento das provas, o secretário de educação(?) Paulo Renato Souza produziu esta espetacular pérola, aliás, perola, não, mas o raríssimo diamante azul que ignora a inteligência alheia.

Diz ele, que se os jornais tivessem publicado as provas, o exame seria cancelado. Quer dizer que se o PIG, que tem como missão divina blindar o Serra, não publicar, não existe a fraude! Vai ser cara-de-pau assim na convenção dos Demos.

É uma v-e-r-g-o-n-h-a !

Você não vai ouvir este bordão do Boris.

Honduras: o golpe se consolida













GilsonSampaio

Canal de televisão pró-Zelaya é tirado do ar em Honduras

Bomba explode em sede de partido opositor em Honduras

Micheletti diz que vai renunciar temporariamente ao governo

Governo de fato anuncia desarmamento geral antes de eleições em Honduras
Zelaya diz que nova ação de golpista é para “enganar bobos”

Dividida, OEA reúne-se para avaliar situação em Honduras

Basta ler os textos dos links acima para entender a farsa montada para as eleições em Honduras no próximo dia 29. São todos manchetes do PIG e retrataram bem o clima “democrático” criado para as eleições: censura, terror, mentira, repressão, ingenuidade e falta de vergonha na cara do PIG.

Zelaya fez papel de bobo o tempo todo e o mundo dito civilizado, que num primeiro momento o apoiou, entrou no jogo do império ou sempre foi parceiro no jogo. Em sua defesa restou praticamente a América do Sul. A OEA, na figura de seu secretário-geral, já anunciou que sem a restituição do poder a Zelaya não há possibilidade de reconhecer o processo eleitoral. EUA e Panamá já reconheceram o golpe e o PIG diz que a OEA está dividida!

Fica a lição. Sem o povo e sem movimentos sociais fortes e organizados não há como resistir às elites venais e golpistas.

Miremos nos exemplos da Venezuela, Equador e Bolívia.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Celso Bandeira de Mello detona Gilmar Dantas et caterva













Da Carta Maior

Decisão do STF foi chocante e ilógica, diz Celso Bandeira de Mello

O voto do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, desempatando a votação no caso Battisti a favor da extradição e defendendo que o presidente da República deveria se curvar a ela abriu uma polêmica no meio jurídico. Em entrevista à Carta Maior, o professor Celso Antônio Bandeira de Mello classifica a postura do presidente do STF, Gilmar Mendes, de chocante e ilógica. "O princípio que está por trás do habeas corpus e da extradição, ou no caso da prisão perpétua, é o mesmo: favorecer a liberdade quando o tribunal está dividido. Neste sentido, a decisão do STF é chocante e fere a lógica mais comezinha", diz o jurista.

O voto do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, desempatando a votação no caso Battisti a favor da extradição e defendendo que o presidente da República deveria se curvar a ela abriu uma polêmica no meio jurídico. Na avaliação de Pedro Estevam Serrano, professor de Direitos Constitucional da PUC-SP, caso o STF tivesse decidido pela não extradição de Cesare Battisti, essa decisão sim seria vinculativa, uma vez que, neste caso, não estariam cumpridos os requisitos legais para o ato. “Ao decidir pela extradição, além da decisão judicial, coloca-se a necessidade de uma decisão política sobre o assunto por parte do chefe do Executivo. Se a proposta de obrigar o presidente da República a cumprir a decisão do STF fosse aprovada (acabou derrotada por 5 votos a 4), o Judiciário estaria ingressando indevidamente na esfera do poder Executivo”.
Serrano respeita a decisão da maioria do Supremo que optou pela extradição, mas diverge dela. “A definição do que vem a ser um crime político tem uma dimensão de discricionariedade, que cabe ao ministro da Justiça decidir. Há um espaço intangível aí. Neste sentido concordo com o parecer do professor Celso Antonio Bandeira de Mello, para quem o Judiciário foi além de seu papel, ingressando na esfera própria da discricionariedade”. Celso Bandeira de Mello divulgou um parecer sobre o caso Battisti após seu nome ter sido citado pelo relator do caso, o ministro Cezar Peluso. Em seu voto, Peluso citou o trecho de um livro do jurista na tentativa de fundamentar a tese de que o ato de concessão de refúgio pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, poderia ser modificado pelo STF. Neste parecer, ele defende o contrário do que disse Peluso, ou seja que o ato de concessão de refúgio não poderia ser avaliado pelo Supremo.
Em entrevista à Carta Maior, o professor Celso Antonio Bandeira de Mello avalia a decisão do STF e defende a correção da decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, que concedeu refúgio a Cesare Battisti. O jurista classificou como “chocante e ilógico” o voto proferido pelo presidente do Supremo, Gilmar Mendes.
Carta Maior: Qual a sua avaliação sobre a decisão final do Supremo Tribunal Federal no caso Battisti?
Celso Antônio Bandeira de Mello: Considero que a solução foi surpreendente, do ponto de vista técnico-jurídico. E creio que isso é perceptível mesmo para quem não tenha conhecimentos jurídicos. O regimento interno do STF estabelece que, em caso de empate, em uma questão que envolve privação de liberdade, o presidente não se declara. Há um princípio em favor da liberdade que considera que, houve uma tal divisão de votos, que o presidente não deve votar.
O habeas corpus é um instrumento protetor da liberdade, do direito de ir e vir. Se consideramos que a liberdade deve prevalecer quando o tribunal está dividido, o que dizer quando a ameaça à liberdade é muito maior? No direito brasileiro, nenhuma pena pode ultrapassar 30 anos. Já a Itália tem a prisão perpétua, que é a privação de liberdade mais radical. Se em casos menos radicais do que esse, a nossa norma jurídica é em favor da liberdade, como fazer no caso da prisão perpétua? O princípio que está por trás do habeas corpus e da extradição, ou no caso da prisão perpétua, é o mesmo: favorecer a liberdade quando o tribunal está dividido. Neste sentido, a decisão do STF é chocante e fere a lógica mais comezinha. É chocante e ilógica, ofendendo um princípio jurídico elementar.
Carta Maior: E sobre a decisão quanto à natureza da decisão do presidente da República sobre o caso, frente à decisão do STF, qual sua opinião?
Celso Antônio Bandeira de Mello: Não vou me pronunciar sobre essa questão, pois não a estudei nem nunca me manifestei sobre ela, apesar de alguns jornais terem me atribuído, de forma leviana, uma posição a respeito. Chegaram a dizer eu fui contratado para falar a respeito. Não fui contratado e não recebi nenhum centavo para elaborar o parecer que fiz. Fiz em apreço à liberdade. Respeito o ponto de vista contrário, afinal o direito não é nenhuma matemática. E é exatamente isso que justifica a existência do princípio da discricionariedade, que contempla o fato de que, dentro das regras do direito, alguns possam pensar de uma forma ou de outra.
Foi por isso que, em meu parecer, manifestei a posição de que não cabia ao STF rever o ato do ministro da Justiça. A intelecção do ministro no caso foi bastante razoável.
Trinta anos depois, juízes e autoridades italianas ainda manifestam muito ódio em torno do caso. Ofenderam o ministro da Justiça brasileiro (“ele disse umas cretinices”) e o presidente chamando-o de “cato-comunista”. Isso é de uma grosseria impensável. Falaram em boicotar produtos brasileiros e o turismo no Brasil, caso a decisão no caso Battisti fosse contrária aos seus interesses. Isso é inaceitável. Disseram ainda que o Brasil é um “país de bailarinas”, uma descortesia monumental, grosseria inominável. Afirmações melodramáticas e ridículas que só depõem contra seus autores e a favor da decisão do ministro da Justiça brasileiro. Se, trinta anos depois, esse é o clima, imagine o que era quando Battisti foi julgado e que risco ele corre hoje se for extraditado. Por isso, a decisão do ministro da Justiça foi correta quanto ao refúgio.
Cabe agora ao presidente da República decidir. Se eu estivesse na pele dele, depois de tanta pressão e insultos por parte de autoridades italianas, eu não cederia. Ninguém disse aqui, por exemplo, que o parlamento italiano é mais conhecido pela Cicciolina. Ninguém disse também que o sr. Berlusconi é mais conhecido por seu apreço por jovenzinhas do que por sua intuição política. Nenhum parlamentar ou autoridade brasileira disse isso. Se dissesse, estaria tomado por uma fúria total. Seria uma grande grosseria. O que dizer, então, de um prisioneiro que é objeto de tamanha sanha?

Manchete facciosa do grobo e a confusão mental do ministro













GilsonSampaio

Salvatore Cacciola, banqueiro e ladrão, isto é redundância, viveu no bem bom por 7 anos torrando a grana que roubou do Brasil, porque a Itália não atendeu ao pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. Simplesmente, a Itália ‘cagou e andou’ pro ‘periférico país sul-americano’. Não houve crise e nem rompimento das relações diplomáticas.

Quadrúpede fanático, referência a quem anda de quatro para 1º mundo, Merval Pereira em sua aleivosia diária no grobo, decreta que vai ser difícil para Lula agradar a esquerda e o estado italiano. Alguma coisa sobre resguardar a nossa soberania, como é de se esperar de quadrúpedes, nada!

“STF não consegue explicar decisão sobre caso Battisti” , essa é a manchete facciosa na capa do grobo, que tenta generalizar a inconformidade do ministro Cesar Peluso com o resultado que deu a Lula a prerrogativa de expulsar ou não Cesare Battisti.

“Não tenho condições intelectuais de sequer resumir com inteira fidelidade o douto raciocínio da maioria” – disse o ministro que parece estar tomado de confusão mental. Como se vê, não é o STF que está com dificuldades para aceitar o que a maioria decidiu, é, tão somente, o ministro relator.

Nas páginas internas, o ministro Marco Aurélio de Mello sugere o nome do Ministro Carlos Ayres Brito para redigir o acórdão.

Mais ajuda vem da ministra Carmen Lúcia, que se ofereceu para ajudar na redação.

Os trogloditas golpistas e o PIG não se conformam que o país se poste de pé frente a uma Itália fascista.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Gilmar Dantas revogou anistia aos torturadores da ditadura













GilsonSampaio

A julgar pelo texto abaixo, publicado na foia on-line, o Gilmar Dantas vai mandar pra cadeia vários de seus companheiros de luta golpista. A não ser que, na interpretação divina do Supremo Tribuno do STF , os crimes de estupro, pedofilia e tortura cometidos pelo Estado, e só pelo Estado, devam ser sempre tratados como crimes políticos.

"Levar sempre às últimas consequências [a revolta contra Estado], poderíamos ter casos de estupro, pedofilia, tortura tratados meramente como crimes políticos. Certas espécies de crimes, não obstante os objetivos políticos, não podem ser considerados crimes políticos", disse.

É a maior defesa que vi pelo julgamento dos torturadores dos tempos de trevas, dor e sangue que o país viveu por mais de duas décadas.

Será que a recente confissão de um torturador de que o dep. .Rubens Paiva foi morto e esquartejado nos porões da ditadura deve ser considerado crime político?

Bases na Colômbia – a fratura da mentira









GilsonSampaio

Lula e Cristina Kirchner declararam que não vão reconhecer o novo governo de Honduras, a ser eleito no próximo dia 29, se Zelaya não for reconduzido ao poder. Esta deve ser a posição de toda a América Latina e Caribe, com a provável exceção da Colômbia do narcotraficante Álvaro Uribe (assim acusado pelo império). Inglaterra, Itália e Israel devem seguir o que seu mestre mandar.

Só mesmo os tucanosdemos e o PIG, eternos quadrúpedes adeptos da dependência do império, fingiram que as bases americanas na Colômbia se destinavam ao combate do narcotráfico. Fizeram cara, boca e ouvidos de paisagem para os gritos da cordilheira dos Andes, dos charcos, do Rio da Prata, da região amazônica, das águas claras do Caribe, da caatinga e do cerrado, que perceberam de imediato a ameaça que representam as 7 bases americanas na Colômbia.

O Congresso Americano recebeu documentos da Força Aérea reveladores das reais intenções do império quanto à ocupação da Colômbia, ex-país latino-americano que em breve será mais uma estrela na bandeira do império. Ser estrela na bandeira do império é um sonho antigo que povoa as cabeças de tucanosdemos e trogloditas golpistas.

As provas documentais que foram obtidas pelo deputado José Genoíno são incontestáveis. podem ser obtidas aqui num pequeno arquivo para download ( usar o Adobe Reader para ler).

O resumo pode visto abaixo.

“O texto fundamenta o Orçamento de Defesa norte-americano para 2010 votado pelo Congresso e classifica a construção das bases como uma oportunidade para conduzir “operações militares de amplo espectro” na América do Sul.

No documento, a América do Sul é chamada de “Sub-Região crítica”, onde a “segurança e a estabilidade estão permanentemente ameaçadas pelo narcotráfico patrocinado por insurgências terroristas, governos anti-Estados Unidos, pobreza endêmica e desastres naturais recorrentes”.

“Esse documento é uma espécie de réu-confesso da política norte americana para influir, intervir, pressionar na América do Sul, tendo como alvo o combate aos movimentos sociais e aos governos progressistas conceituados aqui como anti-Estados Unidos, especificamente a Venezuela, Bolívia e Equador”, afirma o deputado federal José Genoíno.” – Blog do José Genoíno

Desestabilizar governos não alinhados é uma prática antiga , aqui mesmo vivemos 25 anos de ditadura vassala patrocinada pelo império. Segundo a Folha de São Paulo o que vivemos foi uma "ditabranda". Ditabranda que foi capaz de esquartejar o Dep. Rubens Paiva, segundo o testemunho de um torturador.

Venezuela, Equador e Bolívia, recentemente, foram vítimas da ação imperial e resistiram bravamente.

Agora é a vez de Honduras sofrer porque ousou resgatar a sua soberania.

O jornal da ditabranda continua sua missão golpista

video
GilsonSampaio

A Folha de São Paulo é aquele jornal que classificou a ditadura brasileira de "ditabranda". Também colaborou com a 'ditabranda' ao emprestar carros para o transporte de suspeitos até o DOI-CODI para serem torturados. Também tem mania de publicar fichas falsas de pessoas que lutaram contra a ditadura, como a ficha falsa da Dilma Rousseff.
Na edição on-line, ao noticiar que o STF derrubou a pretensão do Gilmar Dantas de mandar no Presidente, postou esse vídeo venenoso.
A intenção é fomentar uma crise entre o STF e o Executivo, reafirmando assim, sua submissão aos rebotalhos fascistas sobreviventes da ditadura.
Ao dizer que se Lula não extraditar Cesare Battisti o STF se tornará uma brincadeira de criança, uma inutilidade, o ministro Cesar Peluso estaria pensando em confronto com o executivo?
É ou não é uma atitude de confronto?
Gostaria muito de ver o Ministro Marco Aurelio de Mello chamando às falas os ministros golpistas. Pelo visto, o contraditório não faz parte do jornalismo desse lixo que se diz " de rabo preso com o leitor". Na verdade, está de rabo preso com o fascismo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Vergonha!













GilsonSampaio

Como era esperado, Gilmar Dantas, o mesmo que deu dois habeas corpus em 48h para o hoje condenado a 10 anos Daniel Mendes, votou pela extradição. Sua empáfia o fez esmagado pela contradição e o fez distribuir ameaças.

“Na visão de Tarso, Gilmar Mendes fez seu voto tendo como base o despacho do Ministério da Justiça, que entendeu que os crimes de Battisti tinham fundo político. No entanto, Mendes não concedeu o refúgio. "Gilmar Mendes fez sua argumentação baseado no meu despacho de que era um delito com objetivo político (..), mas ele separou um ato interno relacionado a essa ação política e entendeu que por isso não deveria conceder o refúgio", disse.”

Veja o cinismo e a má-fé da argumentação. Admite que as mortes foram ‘contra o Estado’, portanto, de cunho político. Na sequencia compara os supostos crimes de Cesare Battisti a crimes hediondos. Que juiz é esse?

"Levar sempre às últimas consequências [a revolta contra Estado], poderíamos ter casos de estupro, pedofilia, tortura tratados meramente como crimes políticos. Certas espécies de crimes, não obstante os objetivos políticos, não podem ser considerados crimes políticos", disse.

Por fim, o STF devolveu a Lula a prerrogativa de extraditar ou não noutra votação apertada: 5 a 4.

As esperanças de Cesare Battisti foram restauradas e sua vida está nas mãos de Lula. Como está nas mãos de lula a defesa da nossa soberania.

Abaixo o fascismo italiano!

Abaixo o fascismo brasileiro!

Liberdade para Cesare Battisti, Já!

Filha de Prestes escreve a Lula em favor de Cesare Battisti

Via MariaFrô

Carta de D. Anita Leocádia Prestes ao presidente Lula em favor de Cesare Battisti

Carta de D. Anita Leocádia Prestes em favor de Cesare Battisti

Exmo. Sr. Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva.

Na qualidade de filha de Olga Benário Prestes, extraditada pelo Governo Vargas para a Alemanha nazista, para ser sacrificada numa câmera de gás, sinto-me no dever de subscrever a carta escrita pelo Sr. Carlos Lungarzo da Anistia Internacional (em anexo), na certeza de que seu compromisso com a defesa dos direitos humanos não permitirá que seja cometido pelo Brasil o crime de entregar Cesare Battisti a um destino semelhante ao vivido por minha mãe e minha família.

Atenciosamente,
Anita Leocádia Prestes

Carta a que D. Anita Leocádia Prestes faz referência:

São Paulo, 14 de novembro de 2009

Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil

Dr. Gilmar Ferreira Mendes

Prezado Senhor:

Escrevo a Vossa Excelência na simples condição de alguém que milita em defesa dos Direitos Humanos desde a adolescência, que passou por várias seções da Anistia Internacional, foi voluntário do ACNUR e da Justiça e Paz.

Não sou membro de nenhum partido político ou seita religiosa, não sou eleitor no Brasil nem em meu país de origem, não recebo dinheiro da Itália, nem de grupos terroristas. Conheci Battisti esta semana; antes que recebesse refúgio, nunca tinha ouvido falar dele nem no grupo a que pertencia. Tampouco tenho interesse intelectual ou profissional no caso: sou um cientista e não advogado, jornalista ou político. O que me move a empenhar‐me nesta causa são o sentido de solidariedade, minha visão ética da vida e, também, a vergonha que me produz pensar que possa viver sob instituições nas quais se pratica linchamento. Embora tenha uma firme ideologia pessoal, repudio igualmente aos neofascistas italianos que perseguem Battisti e aos pseudo‐esquerdistas que se enrolam na causa do revanchismo e a “vendetta”.

Acompanhei muitos casos em minha condição de membro de AI, e vi pessoas liberadas por um STF diferente: vi a liberação de Fernando Falco, na qual participei ativamente, e a do padre Medina, em cujo apoio apenas pude redigir algumas cartas. Antes disso, soube da extradição de Mário Firmenich, que foi correta.

Minha atividade em favor dos DH não foi apenas a de preencher papéis. Na década de 70 protegi refugiados do Cone Sul, vítimas da Operação Condor, com grave perigo para mim e minha família. Na década de 80 participei na resistência contra o Operativo Charlie no México e na América Central. Por tudo isso, não tenho nenhum embaraço em assumir que me sinto plenamente qualificado para exigir justiça para Battisti.

Não estou pedindo clemência. Este é um termo teológico. O extraditando merece justiça. Em meus anos de militância conheci dúzias de vítimas da repressão e posso afirmar que é relativamente fácil, nessas condições, reconhecer a têmpera de alguém. Bastou estar uma hora com Cesare Battisti para perceber que ele tem enorme coragem, o oposto exato de seus inimigos, que se movem nas sombras, protegidos pelo poder. Posso me equivocar, mas me parece certo que Battisti não poderá ser amedrontado, como não foram amedrontados Nicola Sacco, Bartolomeu Vanzetti, Joe Hill, Ethel Rosenberg, Dreyfus, Olga Benário, e muitos outros.

Não vou dizer a VE que a história nos julgará: a história é longa e talvez só mude muito tempo depois que se acabe a única vida que temos certeza que possuímos. A crença na justiça histórica é apenas uma maneira racional de fantasiar um desejo mítico de eternidade. Mas, quero fazer uma observação prática: a realização da vingança de outros, como simples procuradores, talvez não seja um bom negócio e não se possa fazer dela um bom proveito. Muitos dirão que, apesar de que Hitler e Mussolini tiveram má sorte, esse não foi o caso de Margareth Thatcher nem do ditador Franco, e que boa parte da Espanha e da Itália ainda apóia o fascismo e seus similares, e parecem ter muito sucesso.

Mas, será realmente assim? Será que o triunfo de crueldade faz seus autores felizes?

Todos os anos, milhares de flores chegam ao túmulo de Bobby Sands e dos outros 9 heróicos garotos que levaram até a morte sua greve de forme em 1981, e não o fizeram para pedir liberdade, apenas para manifestar seu desprezo por seus infames opressores. Seu carrasco, a senhora Thatcher, só recebe os cumprimentos de subservientes empresários que enriqueceram com a ruína de seu país. Os que já não podem beneficiar‐se dela, se afastaram. Aliás, se o ódio compensa, eu gostaria de saber: por que o racismo atravessa a Itália?

Por que os mesmos vândalos que exigem a cabeça de Battisti andam com tochas ateando fogo em acampamentos de africanos, árabes e ciganos, matando mulheres e crianças? Será que pessoas felizes precisam de violência?

Não digo que esses atos deveriam parar por razões morais. Os que os praticam não tem uma moral humanista: eles não acreditam na humanidade, mas nos mitos, na raça, na linhagem, nas armas.

Mas, será que os massacres, a punição coletiva, a perseguição e o papel de

inquisidores medievais leva alguma felicidade a suas mentes doentias? Se não for assim, qual é

a vantagem desse ódio?

Não posso evitar pensar no famoso coronel de Carandiru. Ele sentiu‐se muito feliz quando massacrou 111 pessoas indefesas, mas, será que era feliz junto a sua namorada, que aplicou com ele a mesma metodologia criminosa, a única que eles conhecem?

Não estou dizendo a ingenuidade de que “a vida se vinga” ou “o mal acaba recebendo seu castigo”. A história mostra que isso não é verdade. Esta é uma idéia antropomórfica, válida para os que acreditam num destino personalizado. Há, porém, uma razão mais básica. A crueldade, a vingança e o revanchismo tornam as pessoas doentes. Não é o castigo divino; é o “castigo” de nossas próprias células.

Estatísticas feitas nos Estados Unidos, na França, durante a Guerra de Argélia, e na Nicarágua, depois da libertação, mostram que torturadores, carrascos, linchadores, têm o maior índice de problemas em sua vida afetiva. Na Georgia, por cada 9 famílias de militares com graves quadros de violência familiar, há apenas 2 famílias civis com os mesmos problemas. Em Alabama, por cada mulher de civil que apanha de seu marido, há 4,7 esposas de policiais que padecem desse problema.

Contrariamente às opiniões cheias de ódio, de sede de sangue e de “vendettas”, há muitas pessoas que valorizam Battisti, sua integridade, resistência e inteligência, sua qualidade de escritor, sua capacidade de lutar durante 30 anos e estar disposto a morrer, em vez de tornar‐se delator, “arrependido”, um lacaio da máfia peninsular.

Ele não estará sozinho em sua greve de fome, e não será possível para nenhum tribunal extraditar para Itália todos os amigos de Battisti.

Excelência, sei que o VE está num nível cognitivo muito superior ao de outras pessoas que se manifestaram contra Battisti. Sei reconhecer a inteligência de alguém, mesmo quando nossos valores sejam opostos. Ouso dizer que Vossa Excelência apreciou 100% da brilhante intervenção do Ministro Marco Aurélio, e reconhece, sem dúvida, que naquela longa argumentação não há uma palavra desnecessária, uma frase que não seja precisa, uma verdade que não tenha sido exaustivamente provada.

O Ministro Marco Aurélio fez, como ninguém tinha feito, uma análise profunda da

Sentença 76/88, RG 49/84 da Corte d’Assise de Milano. Ele enumerou 34 provas de que Battisti

foi tratado como autor de crime político e acusado diretamente de subversivo (evversivo). Não acredito, mesmo sendo um outsider, que em direito absolutamente tudo seja assunto de opinião.

Não posso pensar que o VE acredite realmente que esses crimes foram comuns. Nunca pensaria isso, porque seria insultar vossa inteligência, e eu nunca cometeria essa impropriedade. Também tenho certeza de que o VE sabe que a causa está prescrita. A prova dada pelo Ministro Marco Aurélio é um verdadeiro teorema, que só pode nos inspirar pena pelos que pretendem defender o parecer contrário.

Percebi que VE ouviu às poucas mas precisas ironias do Ministro Marco Aurélio sobre o cinismo do governo italiano e seus xenófobos e racistas partidários, ao descrever as 12 maiores injúrias que os mais altos políticos fizeram da cultura e do povo brasileiro e até de seus magistrados. Ele fez isso, olhando “olho no olho” no Embaixador Italiano, que naquele momento abandonou a empáfia e fechou o rosto.

Sei que VE entendeu que o Ministro Marco Aurélio desmascarou os interesses políticos e psicológicos (ressentimento, vingança, propaganda, revanchismo) que nada têm de jurídico e se escondem detrás de um julgamento feito com todas as violações possíveis aos Direitos Humanos e ao devido processo. E que ele também ressaltou o idealismo das gerações que lutaram contra a barbárie na década de 70, sem se importar que os vândalos usassem farda ou se vestissem à paisana.

Seria impossível duvidar de que VE ouviu a um dos maiores magistrados da atualidade falar da ditadura do judiciário, algo que conduzirá à catástrofe não apenas da instituição do refúgio, mas de toda a democracia.

Tampouco VE ignora muitos fatos que, embora não tenham sido narrados no dia 12, são de absoluta evidência: Que o governo da Itália se utiliza da organização DSSA para sequestrar refugiados no exterior, que o ministro italiano Clemente Mastella disse aos parentes das vítimas que não cumpriria sua promessa feita ao Brasil de limitar a prisão de Battisti aos 30 anos, que Battisti morreria na Itália pelas mãos de seus algozes e, portanto, que a declaração de greve de fome de Battisti é a evidência de que prefere uma morte digna por sua própria mão.

Em fim, Senhor Presidente: Vossa Excelência sabe que o Ministro Marco Aurélio está certo, e hoje há milhares de pessoas que sabem disso. Não o conheço e não posso julgar se os Direitos Humanos e a Justiça são importantes ou não para Vossa Excelência.

Mas, caso o sejam, VE tem uma excelente oportunidade de cumprir com esses direitos e honrar a justiça:

Admita o empate e outorgue ao réu o benefício da dúvida!

Atenciosamente

Carlos Alberto Lungarzo