sábado, 31 de outubro de 2009

Leitura indispensável











O Cloaca News completa um ano de luta de forma brilhante.
Meu cumprimento ao indispensável Cloaca News vai em forma de praga para o
"jornalismo de esgoto" e "seus coliformes favoritos":
Vida longa e profícua.
GilsonSampaio

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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Viva o povo hondurenho!


GilsonSampaio

O desfecho da golpe em Honduras ainda é incerto, embora, o negociador tenha sido um representante do império.

Palavras do negociador: "A implementação desse acordo vai ser complicada e vai necessitar da colaboração da comunidade internacional."

Palavra de golpistas não pode ser levada a sério, basta lembrar a suspensão do estado de sítio que não foi efetiva e a suspensão da censura que também não foi.

Tudo leva a crer que o enviado do prêmio nobéu * , na defesa dos interesses comerciais dos EUA, tenha encostado a faca no peito dos gorilas hondurenhos. Tem também uma frágil tentativa de dar alguma legitimidade ao prêmio que o chefe dele ganhou.

Se colocado em prática o acordo, saem vencedores o povo hondurenho e o povo latino-americano, o estado de direito, Zelaya, Chavez , Lula e a diplomacia brasileira. Imprescindível registrar a força da internet e dos muitos lutadores virtuais.

Quanto aos perdedores, a lista é a de sempre.

Viva o povo hondurenho!

*criação hilária, imperdível e memorável de Tia Carmela e Zezinho.

Vem aí o mensalão Mineiro

GilsonSampaio


Quando vejo o senador tucano Eduardo Azeredo, logo me vem a imagem de moleque de recados e caudatário dos mandarins do tucanato.

Caudatário( Dicionário Huaiss ):

n substantivo masculino

1 nas solenidades, indivíduo que ergue e carrega a cauda das vestes de cardeais, bispos e altas autoridades em geral; bacirrabo

2 partidário, adepto

3 Regionalismo: Portugal.

bisbilhoteiro a serviço de alguém

n adjetivo e substantivo masculino

4 que ou o que não possui opinião, pensamento, princípios ou estilo próprio (diz-se de indivíduo, agremiação, instituição etc.)

5 que ou aquele que é desprovido de originalidade


Qualquer das definições ou todas caem como uma cangalha no tucano menor. Suas performances são notáveis feitos da mais rasteira sabujice.

- defensor do voto eletrônico sem comprovante.

- censura na internet

Entretanto, o pior está por vir. Depois da pressão dos seus pares, o ministro Gilmar Dantas cedeu e vai colocar em pauta,no próximo dia 04/11, o mensalão mineiro que tem como pau-mandado o próprio Eduardo Azeredo. Outros pares não magistrados, também pressionaram.

Como caudatário do tucanato e sabedor de muitos segredos, deve estar causando o consumo de diazepínicos de muitas aves.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Roubo multiplicado por dez.

GilsonSampaio

É de empalidecer as pedras de indignação a cara-de-pau dos diretores das agências reguladoras. À própra arrogância, o empresariado tucano que se apossou das agências, agregou a empáfia e o pouco caso com a população, marcadores genéticos do tucanato. Menosprezam a inteligência alheia por se sentirem seguros da impunidade.
Os dois parágrafos abaixo sobre a CPI da Aneel, são parte de matéria do Estadão e comprovam o caráter quadrileiro dessas agências. O roubo continuado tem origem em 2002 e pode atingir a cifra de R$ 10 bi. Mais sobre o roubo.
(...)

"Na audiência da CPI das Tarifas de Energia Elétrica, o diretor-presidente das Centrais Elétricas de Minas Gerais (Cemig), Djalma Bastos de Morais, assumiu que as empresas cometeram enganos nas contas de luz.
O dirigente da Cemig e seus colegas defenderam que os consumidores não foram lesados pelas tarifas mais altas porque os valores cobrados a mais geraram desenvolvimento, ao serem investidos na melhoria das empresas”.
(...)

O problema é que, na opinião dos parlamentares da CPI e dos integrantes do Ministério Público e da OAB que compareceram à audiência, a Aneel também está sob suspeição.O promotor de Defesa do Consumidor de Pernambuco, Maviel Silva, chegou a afirmar que a agência, cujos funcionários só comparecem quando obrigados pelas CPIs, está sempre na defesa das empresas e contra os interesses dos cidadãos”.

Não só a Aneel, mas, todas as outras agências devem ser investigadas. Agora mesmo, o acidente da TAM foi creditado na conta dos pilotos, que, naturalmente, não podem se defender pelo simples fato de estarem mortos. Imagine seu carro em rota de colisão com um muro. Qual a sua reação? Você aciona o acelerador ou o freio? Algum destaque para a ANAC?

Cometeram enganos, uma ova!, roubaram mesmo.
Os consumidores mineiros se beneficiaram do roubo, uma ova! O roubo gerou mais riqueza para eles próprios.

Fala alguma coisa, Lula!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Fora, Gilmar Dantas.


GilsonSampaio

Do Ministro Joaquim Barbosa sobre o Gilmar Dantas:

1 - “Vossa Excelência está destruindo a Justiça desse país e vem agora dar lição de moral a mim? Saia à rua, ministro Gilmar. Saia à rua, faça o que eu faço”.

2 - Vossa Excelência [Gilmar Mendes] não está na rua não, vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. É isso. Vossa Excelência quando se dirige a mim não está falando com os seus capangas de Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite”.

Para coroar toda a avacalhação da justiça brasileira, a advogada e esposa do ministro Gilmar Dantas será contratada pelo escritório do advogado de Sérgio Bermudes, que, por sua vez, é contratado, nada mais, nada menos, de Daniel Mendes. Daniel Mendes é aquele que obteve dois habeas corpus em 48 horas por obra e graça do Gilmar Dantas e já está condenado a 10 anos de prisão e aguardando os trocentos recursos em liberdade.

Escárnio maior é inimaginável. Coisa de máfia. Coisa de quadrilha. Coisa de crime organizado.
Ética e moralidade? Ora, bolas, isso é para pobre.

Esse tapa e essa cusparada na cara da sociedade não pode ficar sem resposta.
Estou a espera de manifestações da OAB, STJ, caras-pintadas, UNE, CNBB, Ministério Público Federal, movimentos sociais etc e de todas as pessoas do bem.

Mais do que nunca, esse indivíduo que ocupa o cargo de presidente da mais alta corte do país tem que ser impichado.

Fora, Gilmar Dantas!

Fontes: Conversa Afiada

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

TJ do Maranhão é a ponta do iceberg?

GilsonSampaio
O corregedor do Tribunal de Justiça do Maranhão bateu boca com o desembargador que defendia o sobrinho, também juiz em Barreirinhas, acusado de grileiro de terras. A cena patética e reveladora foi ao ar pelo JN de hoje.

A Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, foi palco do I Congresso Nacional de Direito Agrário, promovido pela OAB. Lá, o midiático Gilmar Dantas deu vazão à sua peculiar verborragia. Disse que o CNJ, presidido por ele, tem dado atenção aos conflitos que resultam em mortes ou lesões corporais. Seria lesões corporais em pés de laranjeiras?
Não sei se alguém perguntou sobre o andamento do processo do Massacre de Corumbiara(14anos) ou sobre as mortes dos fiscais do INCRA em MG(5anos) ou, ainda mais, o processo sobre o assassinato da Irmã Dorothy ou, mais ainda, sobre a morte recente de Elton Brum da Silva no RS e, ainda mais, sobre os mais de 1000 assassinatos de camponeses e lideres, promovidos a mando do agronegócio.
Poderiam ter perguntado sobre um caso emblemático que o Brasil terá que prestar contas na OEA. Trata-se do assassinato de Sétimo Garibaldi, morto há nove anos no Paraná. Leia aqui.

O bate boca no Maranhão é uma insignificante amostra do que pode aparecer numa devassa dos cartórios rurais. Leia aqui. Aqui. Aqui.

domingo, 25 de outubro de 2009

Kátia miss desmatamento Abreu troca de nome.

GilsonSampaio
Essa sinistra figura do mundo ruralista merece uma atualização do nome, um upgrade, na linguagem cibernética. Daqui pra frente será Kátia senhora feudal medieval Abreu. A última investida dessa sinistra figura medieval é sobre o Estatuto da Terra, especialmente o artigo 2º que trata da função social da terra:

Estatuto da Terra
...

Art. 2° É assegurada a todos a oportunidade de acesso à propriedade da terra, condicionada pela sua função social, na forma prevista nesta Lei.

§ 1° A propriedade da terra desempenha integralmente a sua função social quando, simultaneamente:

a) favorece o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores que nela labutam, assim como de suas famílias;

b) mantém níveis satisfatórios de produtividade;

c) assegura a conservação dos recursos naturais;

d) observa as disposições legais que regulam as justas relações de trabalho entre os que a possuem e a cultivem.

...

“O Estatuto da Terra, lei anterior à Constituição de 88, definia a função social a partir de quatro princípios:

a) produtividade;

b) observação da legislação trabalhista;

c) preservação ambiental e;

d) garantia da saúde daqueles que trabalham na terra.

Aquela propriedade rural que não observasse os quatro princípios simultaneamente seria objeto de desapropriação por interesse social. A Constituição de 88 significou claro atraso em relação ao Estatuto da Terra (Rudá Ricci sociólogo, Professor da PUC-Minas)”.

Sobre o índice de produtividade no campo, datado há mais de 30 anos, vejamos o caso específico de Sorriso-MT para produção de soja:

- índice de produtividade atual: 1200 kg por hectare;

- novo índice proposto pelo governo: 2400 kg por hectare;

- índice de produtividade alcançado na última safra: 3.063 kg por hectare.

Como se vê pela folga alcançada da produção, o problema de Kátia senhora feudal medieval Abreu, não é o famigerado índice de produtividade, é o desejo de manter estoques de terra improdutivos para a especulação financeira.

A CPI do MST pode ser uma inestimável oportunidade de passar a questão fundiária e suas variantes a limpo, como, por exemplo, as multinacionais dos agrotóxicos e doenças decorrentes do uso de agrotóxicos por trabalhadores rurais.

Não será de espantar se a próxima investida for contra a Abolição da Escravidão. Pensando bem, esse negócio de trabalho escravo, que a mídia insiste em nomear como ‘condições similares aos do trabalho escravo’, bem que poderia ser mais um item na pauta da CPI do MST.

sábado, 24 de outubro de 2009

O roubo de 1 bilhão de reais e as agências reguladoras

GilsonSampaio
O espetacular assalto ao Banco Central em Fortaleza, rendeu aos meliantes perto de R$ 153milhões. Hoje, a maioria dos assaltantes está morta ou presa.

O TCU acusou as companhias de cobrarem R$ 1 bilhão a mais dos consumidores e os congressistas pediram uma auditoria na Aneel – agência reguladora do mercado de energia elétrica.

Paridas pelo neoliberalismo imposto pelo sabujo FHC e sua camarilha, as agências reguladoras são instituições que achacam o povo. Originalmente, foram criadas para regular o mercado e proteger o consumidor.

Por vício na origem, elas primam por garantir os lucros e impunidade das empresas e a exploração da população. Quantas vezes já se ouviu que as empresas teriam de melhorar o atendimento via 0800 ou seriam rigorosamente multadas e tudo continua na mesma?

Sócio menor do liberalismo, o PIG sobrevive da propaganda das empresas e se cala, a não ser quando é para entregar as riquezas do povo, como é o caso de defender os leilões das áreas de petróleo.

A oposição, preocupada só com a possibilidade de golpe à la Micheletti, não pode se manifestar, uma vez que é cúmplice de toda a roubalheira das privatizações.

Já passou da hora do congresso e o Ministério Público, que deveriam representar os interesses do povo, agirem em nome daqueles que garantem seus polpudos salários e penduricalhos.

O governo federal também tem a obrigação de agir.

Esses valhacoutos de assaltantes engravatados e de olhos azuis têm que ser devassados pela justiça e seus quadrilheiros punidos - sem direito a progressão de pena.

E a oposição venal quer tomar o poder para acabar de vender o que eles não conseguiram nos 8 anos do sabujo-mor FHC.

O espetacular assalto ao Banco Central em Fortaleza, rendeu aos meliantes perto de R$ 153milhões. Hoje, a maioria dos assaltantes está morta ou presa.

Será que o midiático ministro Gilmar Dantas vai se pronunciar?

Tá começando a melhorar.

GilsonSampaio

Tá começando a melhorar.

Não levei muito a sério a instalação da CPI do MST. Agora que foi instalada, penso que não vai dar em nada. Os motivos do meu raciocínio são os mesmos que me fizeram desacreditar na instalação: o rabão preso do agronegócio e dos ruralistas do século XIX, com impensáveis falcatruas e tenebrosas transações.

Os governistas ameaçam investigar as entidades patronais e a CNA da senadora Kátia miss desmatamento Abreu entrou na pole position. Kátia miss desmatamento Abreu é presidenta da Confederação Nacional da Agricultura.

Foram muito afoitos os governistas, poderiam investigar a fazenda comprada a R$ 8,00 por hectare pela senadora Kátia miss desmatamento Abreu, já era o suficiente para assustar meio mundo. Não foi só ela que comprou, tem mais peixe grande, ou seria boi gordo, nesse negócio escabroso.

Vou insistir nas minhas sugestões de investigação para a CPI.

- fazendas a R$ 8,00 o hectare.

- impunidade dos assassinos e mandantes de trabalhadores/líderes rurais, cerca de 1600 assassinatos, com pouquíssimas condenações e pouquíssimas prisões, nenhuma de mandantes;

- dívida impagável do agronegócio;

- devassa nos cartórios rurais;

- os desmatadores do cerrado e da Amazônia;

- entidades patronais.

O quadro é desolador para a oposição e o PIG, os governistas vão ficar com a presidência e a relatoria da CPI.

Deram com os burros n'água ou deram com eles mesmos n'água.

Não sou contra o controle rigoroso dos repasses do governo, sou contra o golpe de estado à la Micheletti.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Manifesto contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais.

Assine aqui.

Contra a violência do agronegócio e a criminalização das lutas sociais.

22 de outubro de 2009

As grandes redes de televisão repetiram à exaustão, há algumas semanas, imagens da ocupação realizada por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em terras que seriam de propriedade do Sucocítrico Cutrale, no interior de São Paulo. A mídia foi taxativa em classificar a derrubada de alguns pés de laranja como ato de vandalismo.

Uma informação essencial, no entanto, foi omitida: a de que a titularidade das terras da empresa é contestada pelo Incra e pela Justiça. Trata-se de uma grande área chamada Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares. Desses 30 mil hectares, 10 mil são terras públicas reconhecidas oficialmente como devolutas e 15 mil são terras improdutivas. Ao mesmo tempo, não há nenhuma prova de que a suposta destruição de máquinas e equipamentos tenha sido obra dos sem-terra.

Na ótica dos setores dominantes, pés de laranja arrancados em protesto representam uma imagem mais chocante do que as famílias que vivem em acampamentos precários desejando produzir alimentos.

Bloquear a reforma agrária

Há um objetivo preciso nisso tudo: impedir a revisão dos índices de produtividade agrícola – cuja versão em vigor tem como base o censo agropecuário de 1975 – e viabilizar uma CPI sobre o MST. Com tal postura, o foco do debate agrário desloca-se dos responsáveis pela desigualdade e concentração para criminalizar os que lutam pelo direito do povo. A revisão dos índices evidenciaria que, apesar de todo o avanço técnico, boa parte das grandes propriedades não é tão produtiva quanto seus donos alegam e estaria, assim, disponível para a reforma agrária.

Para mascarar tal fato, está em curso um grande operativo político das classes dominantes objetivando golpear o principal movimento social brasileiro, o MST. Deste modo, prepara-se o terreno para mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira.

O pesado operativo midiático-empresarial visa isolar e criminalizar o movimento social e enfraquecer suas bases de apoio. Sem resistências, as corporações agrícolas tentam bloquear, ainda mais severamente, a reforma agrária e impor um modelo agroexportador predatório em termos sociais e ambientais como única alternativa para a agropecuária brasileira.

Concentração fundiária

A concentração fundiária no Brasil aumentou nos últimos dez anos, conforme o Censo Agrário do IBGE. A área ocupada pelos estabelecimentos rurais maiores do que mil hectares concentra mais de 43% do espaço total, enquanto as propriedades com menos de 10 hectares ocupam menos de 2,7%. As pequenas propriedades estão definhando enquanto crescem as fronteiras agrícolas do agronegócio.

Conforme a Comissão Pastoral da Terra (CPT, 2009) os conflitos agrários do primeiro semestre deste ano seguem marcando uma situação de extrema violência contra os trabalhadores rurais. Entre janeiro e julho de 2009 foram registrados 366 conflitos, que afetaram diretamente 193.174 pessoas, ocorrendo um assassinato a cada 30 conflitos no primeiro semestre de 2009. Ao todo, foram 12 assassinatos, 44 tentativas de homicídio, 22 ameaças de morte e 6 pessoas torturadas no primeiro semestre deste ano.

Não violência

A estratégia de luta do MST sempre se caracterizou pela não violência, ainda que em um ambiente de extrema agressividade por parte dos agentes do Estado e das milícias e jagunços a serviço das corporações e do latifúndio. As ocupações objetivam pressionar os governos a realizar a reforma agrária.

É preciso uma agricultura socialmente justa, ecológica, capaz de assegurar a soberania alimentar e baseada na livre cooperação de pequenos agricultores. Isso só será conquistado com movimentos sociais fortes, apoiados pela maioria da população brasileira.

Contra a criminalização das lutas sociais

Convocamos todos os movimentos e setores comprometidos com as lutas a se engajarem em um amplo movimento contra a criminalização das lutas sociais, realizando atos e manifestações políticas que demarquem o repúdio à criminalização do MST e de todas as lutas no Brasil.

Assine também: http://www.petitiononline.com/boit1995/petition.html



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O antropólogo das elites.

GilsonSampaio

O antropólogo das elites de olhos azuis e da imprensa venal, a mais completa tradução da república FIESP/DASLU, expõe seu preconceito e racismo, sem nenhum pudor, no grobo e no sítio Instituto Millenium e de quebra revela seu complexo de vira-latas.

Para esse tipo de gente, viver de quatro e dependente dos EUA é a glória das glórias. O povo, bem, o povo, é indispensável para mão de obra barata e serviços manuais.

Logo abaixo, os primeiros parágrafos publicados na sua coluna no grobo e aqui o texto na íntegra. O grifo é meu.

“O Brasil de Lula é uma espécie de país pré-datado.

Roberto da Mata

Bom para 2014 (Copa), 2016 (Rio) e pré-sal (2020)”, disse a Ricardo Noblat, do GLOBO, o cientista louco Hugo-A-GogoGo. Só faltou explicitar a eleição do seu sucessor em 2010. Eis um país programado e previsto.

A pré-datação inquieta. Eu cresci num Brasil do “ao Deus dará”. Uma sociedade errada, inferior e, por ser misturada, perdedora. Enquanto os “países adiantados” adiantavam-se, porque tinham agendas, o Brasil, na trilha do mundo socialista, não saía do lugar porque imitava os “planos quinquenais” que magicamente resolveriam todos os problemas. O pré-datado difere do “plano totalizador”.

País pré-datado, numa leitura transversal, revela o desejo de que em 2010 as elites de olhos azuis voltem ao poder via Demotucanos, na figura de José Micheletti Serra. Aí, enfim, o “plano totalizador” de vender o que resta de patrimônio do povo brasileiro e os múltiplos orgasmos de voltar a ser colônia dependente do império.

Uma sociedade errada, inferior e, por ser misturada, perdedora. Sua mente colonizada por anos vividos nos EUA justifica o preconceito racial, a arrogância e a prepotência, aliás, todos marcadores genéticos do PSDB.

Em outro artigo, ele já havia revelado a sua angústia existencial por ter como presidente um cidadão nordestino, iletrado e...operário.

Depois de 500 anos a América Latina ensaia impor a sua soberania e um panaca como esse, enfim, desnuda a alma das elites de olhos azuis.

Um panaca como esse, para consertar, teria que passar um ano em Heliópolis – favela do estado comandado pelo Primeiro Comando da Capital.

Vou vomitar.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Errei, mas, a pauta principal continua a mesma.

GilsonSampaio

Errei!! Mas, nem tanto, a pauta principal continua a de sempre: a retomada do poder entreguista.

Tinha certeza que a Miriam Leitão – a pitonisa das desgraças não realizadas do Brasil – ia decretar o fim do mundo por causa da taxação de 2% de IOF sobre o capital estrangeiro que explora o país desde muito tempo. Esse povo do capital estrangeiro é aquele mesmo que roubou um morro de prata da Bolívia. Esse é outro papo, vamos deixar pra lá, por enquanto.

A apatetada oposição golpista e o PIG não se cansam de se exporem ao ridículo. Como a agenda poltergeist da Lina não suporta luz, ar, alho e água benta, partiram para enquadrar o Lula e a campanha da Dilma.

Convocaram nada menos que o ministro Gilmar Dantas, ops, errei, Gilmar Dantas, ops, errei outra vez, Gilmar Dantas, desisto, fica assim mesmo, para engrossar as hostes golpistas. Recentemente, o ministro Gilmar Dantas teve o desplante, a desfaçatez e a insolência de dizer que evitou um golpe no país ao dar dois habeas corpus em menos de 48hs para o Daniel Mendes, ops, errei de novo. Desculpem, esses nomes sempre provocam confusão.

A oposição golpista e o PIG fizeram questão de omitir que o candidato deles, José Micheletti Serra, esteve 4 vezes no nordeste e, ao que se saiba, não inaugurou nenhuma obra e não firmou nenhum convênio.

Perguntinhas fora de hora:

O que Micheletti foi fazer no nordeste?

O que o Aécio foi fazer na inauguração do Lula?

O factóide do prêmio fajuto do Serra, quando o Lula foi indicado para um prêmio da ONU, foi campanha de quem?

O factóide da banda larga meia boca do Serra, quando o Lula anunciou banda larga para o Brasil inteiro, foi campanha de quem?

Quando o Serra comprou milhares de assinaturas das porcarias da Abril, golpista de primeira hora, foi campanha de quem?

Hoje, mais uma cacetada na oposição anacrônica, mumesca, fora de ordem, démodé e fora de moda.

Tomou posse no Ministério de Assuntos Estratégicos o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, um defensor da soberania do país.

Um embaixador que jamais tiraria os sapatos para revista, quem sabe outras peças, num aeroporto dos EUA.


O mundo acabou ou agenda poltergeist.

GilsonSampaio

Mirian Leitão, a pitonisa das desgraças nunca realizadas do Brasil e uma das estrelas decadentes do PIG decadente, vai decretar o fim do mundo amanhã.

Tudo por causa do mercado, esse ser sensível, de humor inconstante e que tem horror a qualquer controle.

O fim do mundo terá sua origem na taxação de 2% de IOF do capital especulativo que explora o país de longa data.

A desafinada banda de música do PIG e o coral dos tucanos-demos se verão num dilema atroz sobre qual vai ser a pauta principal: a agenda poltergeist da Lina ou a defesa do mercado.

Ó mundo cruel! Como sofre por nada essa oposição golpista.

Enquanto isso, na Meca dessa gente venal, os bancos socorridos pelo governo do Obama voltaram a distribuir gordos bônus para seus executivos. A promessa era de mudança...

O fim do mundo da pitonisa das desgraças nunca realizadas do Brasil não deve preocupar ninguém. Pior, seria o fim do universo, com a reabertura da CPI do Banestado ou CPI da Lavanderia do País, onde bilhões de dólares roubados do povo sumiram em paraísos fiscais. Aí, sim! O universo dos ladrões de colarinho branco seria engolido pelo buraco negro do nosso exemplar sistema prisional.

Paraísos fiscais, esses também estiveram na mira da moralização(sic) do mercado...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Abril tá sacaneando o José Micheletti Serra

GilsonSampaio

Essa Abril é sacana. O Serra deu uma baita injeção de grana pra ela ao comprar milhares de assinaturas de 'papel pra reciclagem' e agora vem com uma notícia dessa? Logo agora que José Micheletti Serra vai distribuir banda larga meia-boca com o dinheiro do imposto de toda a paulistada.
Quanta ingratidão!
Merece retaliação!
Micheletti, proíbe a Telefônica de fazer propaganda nos "papéis de reciclagem" dos Civita.
Proíbe!Você tem o poder! Você fez renúncia fiscal pra beneficiar a Telefônica, então, pode proibir.

Esse negócio de renúncia fiscal tem ser muito fundamentada, senão resvala para crime.

HELSINKI – A Finlândia planeja prover internet rápida para todas as
casas e escritórios do país até julho de 2010.

O Ministério do Transporte e Comunicações afirma que as operadoras de
telecomunicações devem ser capazes de prover a "cada casa e escritório
de negócios acesso a um preço razoável e alta qualidade" com velocidade mínima de 1 megabit por segundo.

O ministério disse na sexta-feira que planeja antecipar a data de estreia do serviço, que estava prevista para dezembro de 2010, de acordo com uma proposta feita pelo governo no ano passado.A proposta requer aprovação do parlamento. Os legisladores devem votá-la no final deste ano.
Leia também:

o Telefônica terá banda larga a R$ 29,80 em SP (15/10/2009)

http://info.abril.com.br/noticias/internet/finlandia-tera-internet-para-todos-em-2010-16102009-24.shl

domingo, 18 de outubro de 2009

As teles e os senadores

GilsonSampaio

Nada como a proximidade de eleições para a classe política tentar mostrar serviço. Comissão do senado encaminha requerimento ao TCU solicitando auditoria na Anatel.

Para não ficarem mal na fita com as operadoras que financiam suas campanhas, o foco não foi a qualidade do serviço, foi a cobrança de tarifas indevidas.

Vejam os problemas do setor que o grobo de hoje(18/10) apontou:

1 - sistemas informatizados e demais processos de gestão usados pelas empresas para medição de serviços prestados e cobrança têm fragilidades que facilitam ou induzem a cobranças indevidas ou abusivas?

Versão popular da pergunta:

Os sistemas e processos são como os caça-níqueis, aqueles em que o dono determina a sua margem de lucro?

2 - nos sistemas de operadoras algum risco relevante que leve a problemas recorrentes apontados por entidades de defesa do consumidor, como: cobrança de serviço em duplicidade; lançamento de ligações e outros serviços não reconhecidos ou indevidos; descumprimento de ofertas de tarifas ou franquias diferenciadas oferecidas ao consumidor; cobrança de encargos em desacordo com contratos?

Versão popular da pergunta:

Máquinas caça-níqueis nunca apresentam risco relevante para o explorador?

3 - Quais medidas de natureza legislativa ou administrativa poderiam ser sugeridas para eliminar ou minimizar as principais reclamações dos consumidores?

Versão popular da pergunta:

Pode-se esperar que os donos das máquinas caça-níqueis diminuam a sua ganância?

4 – Qual a eficácia das ações de regulação e fiscalização da Anatel no âmbito das ocorrências examinadas nessa auditoria

Versão popular da pergunta:

Quando será que a Anatel deixará de ser um instrumento legal de exploração da população a serviço das teles? Quando o ministro das teles, Hélio Grobo, vai ser mandado embora e devidamente processado?


Agências reguladoras,criadas no nefasto período da venda do Brasil por FHC e seus sócios são a expressão verdadeira do “ raposa cuidando do galinheiro “ e não tem Ministério Público e nem Governo que enfrente essa camarilha.

Questionar a qualidade do serviço ofertado pelas teles, nem pensar!, tem eleição ano que vem e financiamento de campanha também..

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Devassa nos cartórios, já!

GilsonSampaio
Propus aqui uma faxina geral e irrestrita nos cartórios do país para regularizar a questão fundiária. Muitos ruralistas se veriam em maus lençóis e alguns teriam que dividir com muitos e por força da lei a posse de 12 m2 com outros bandidos ou, quem sabe, trabalhar na terra numa colônia penal agrícola.
A título de curiosidade, foi cancelada uma escritura no Pará de uma fazenda com 410 milhões de hectares, área equivalente à metade do Brasil. Mauro Santayana revela outra pra lá de espantosa.
Mauro Santayana, no excelente artigo abaixo, defende a mesma proposta. Se a repercussão dessa idéia atingir com força o MST, a mídia não venal, a esquerda não comprometida e os blogs independentes, a direita ruralista atrasada e venal vai vislumbrar a vaca indo pro brejo.
Devassa nos cartórios, já!


A CPI do MST e as terras roubadas


Mauro Santayana
JB on line



A terra é o mais grave problema de nossa história social, desde que os reis de Portugal retalharam a geografia do país, com a concessão de sesmarias aos fidalgos. Os pobres não tiveram acesso pleno e legal à terra, a não ser nos 28 anos entre a independência – quando foi abolido o regime das sesmarias – e 1850, quando os grandes proprietários impuseram a Lei de Terras, pela qual as glebas devolutas só podiam ser adquiridas do Estado a dinheiro.


A legislação atual vem sendo sabotada desde que foi aprovado o Estatuto da Terra. É fácil condenar a violência cometida, em episódios isolados, e alguns muito suspeitos, pelos militantes do MST. Difícil tem sido a punição dos que matam seus pequenos líderes e os que os defendem. Nos últimos anos, segundo o MST, mais de 1.600 trabalhadores rurais foram assassinados e apenas 80 mandantes e executores chegaram aos tribunais. Em lugar de uma CPI para investigar as atividades daquele movimento, seria melhor para a sociedade nacional que se discutisse, a fundo, a questão agrária no Brasil.


O Censo de 2006, citado pelo MST, revela que 15 mil proprietários detêm 98 milhões de hectares, e 1% deles controla 46% das terras cultiváveis. Muitas dessas glebas foram griladas. Temos um caso atualíssimo, o do Pontal do Paranapanema, onde terras da União estão ocupadas ilegalmente por uma das maiores empresas cultivadoras de cítricos do Brasil. O Incra está em luta, na Justiça, a fim de recuperar a sua posse. O que ocorre ali, ocorre em todo o país, com a cumplicidade, remunerada pelo suborno, de tabeliães e de políticos.


Cinco séculos antes de Cristo, os legisladores já se preocupavam com a questão social e sua relação com a posse da terra. É conhecida a reforma empreendida por Sólon, o grande legislador, na Grécia, que, com firmeza, mandou quebrar os horoi, ou marcas delimitadoras das glebas dos oligarcas. Mais ou menos na mesma época, em 486, a.C., Spurio Cássio, um nobre romano, fez aprovar sua lei agrária, que mandava medir as glebas de domínio público e separar parte para o Tesouro do Estado e parte para ser distribuída aos pobres. Imediatamente os nobres se sublevaram como um só homem, e até mesmo os plebeus enriquecidos (ou seja a alienada classe média daquele tempo) a eles se somaram. Spurio Cássio, como conta Theodor Mommsen em sua História de Roma, foi levado à morte. “A sua lei foi sepultada com ele, mas o seu espectro, a partir de então, arrostava incessantemente a memória dos ricos, e, sem descanso, surgia contra eles, até que, pela continuada luta, a República se desfez” – conclui Mommsen. E com razão: a última e mais completa lei agrária romana foi a dos irmãos Graco, Tibério e Caio, ambos mortos pelos aristocratas descontentes com sua ação em favor dos pobres. Assim, a República se foi dissolvendo nas guerras sociais, até que Augusto a liquidou, ao se fazer imperador, e seus sucessores conduziram a decadência da grande experiência histórica.


Não há democracia sem que haja reforma agrária. A posse familiar da terra – e da casa, na situação urbana – é o primeiro ato de cidadania, ou seja, de soberania. Essa posse vincula o homem e sua família à terra, à natureza e à vida. Sem lar, sem uma parcela de terra na qual seja relativamente senhor, o homem é desgarrado, nômade sem lugar nas sociedades sedentárias.


É impossível ao MST estabelecer critérios rígidos de ação, tendo em vista a diversidade regional e a situação de luta, caso a caso. Outro ponto fraco é a natural permeabilidade aos agentes provocadores e infiltrados da repressão particular, ou da polícia submetida ao poder econômico local. No caso do Pontal do Paranapanema são muitas as suspeitas de que tenham agido provocadores. É improvável que os invasores tenham chamado a imprensa a fim de documentar a derrubada das laranjeiras – sabendo-se que isso colocaria a opinião pública contra o movimento. Repete-se, de certa forma, o que houve, há meses, no Pará, em uma propriedade do banqueiro Daniel Dantas.


É necessária a criação de força-tarefa, composta de membros do Ministério Público e agentes da Polícia Federal que promova, em todo o país, devassa nos cartórios e anule escrituras fraudulentas. No Maranhão, quiseram vender à Vale do Rio Doce (então estatal), extensas glebas. A escritura estava registrada em 1890, em livro redigido e assinado com caneta esferográfica – inventada depois de 1940.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Proposta para a CPI do MST

GilsonSampaio
E o MST que é o culpado pelo estado de penúria do agrobiz.
Se a improvável CPI do MST for mesmo constituída, bem que poderia dar uma olhadinha despistada pro negócio do agrobiz. Podia aproveitar para dar uma olhadinha na compra de uma fazendinha de 1200 hectares ao preço de R$ 8,00/hectare pela senadora e presidente da Confederação Nacional da Agricultura Kátia miss desmatamento Abreu.
A proposta tem muito sentido.
Os ruralistas acusam o governo de financiar o MST com R$ 155 mi. Façamos uma conta básica.
155.000.000 divido por 8, resulta na quantidade de hectares que podem ser comprados. Complexos cálculos realizados pelo meu windows revelam que podem ser comprados 19.375.000 hectares. E, consultando a senadora Kátia miss desmatamento Abreu aonde conseguir estoques de terra ao mesmo preço que ela comprou a fazendinha dela, com uns poucos milhões a mais o problema dos sem-terra estaria resolvido.


sábado, 10 de outubro de 2009

MST e laranjas


MST e laranjas

Mauricio Caleiro



O MST é detestado por todos: da direita ruralista à esquerda chavista, passando por tucanos, petistas, psolentos, verdes, azuis e amarelos. Mesmo os que fingem apoiar o MST o detestam.

Isso porque há uma antipatia ancestral e inata contra o MST, esse arquétipo de nosso inconsciente coletivo, esse cancro irremovível que insiste em nos lembrar, mesmo nos períodos de bonança, que fomos o último país do mundo a abolir a escravidão e continuamos sendo uma porcaria de nação que jamais fez a reforma agrária.
O MST é o espelho que reflete o que não queremos ver.

Há duas questões, na vida nacional, que contradizem qualquer discurso político da boca pra fora e revelam qual é, mesmo, de verdade, a tendência ideologica de cada um de nós, brasileiros: a violência urbana e o MST. Diante deles, aqueles que até ontem pareciam ser os mais democráticos e politicamente esclarecidos passam a defender que se toque fogo nas favelas, que se mate de vez esse bando de baderneiros do campo, PORRA, CARAJO, MIERDA, MALDITOS DIREITOS HUMANOS!

O MST nos faz atentar para o fato de que em cada um de nós há um Esteban de A Casa dos Espíritos; há o ditador, cuja existência atravessa os séculos, de que nos fala Gabriel García Márquez em O Outono do Patriarca; há os traços irremovíveis de nossa patriarcalidade latinoamericana, que indistingue sexo, raça, faixa etária ou classe social:

O MST é o negro amarrado no tronco, que chicoteamos com prazer e volúpia.

O MST é Canudos redivivo e atomizado em pleno século XXI.

O MST é a Geni da música do Chico Buarque - boa pra apanhar, feita pra cuspir – com a diferença de que, para frustração de nossa maledicência, jamais se deita com o comandante do zeppelin gigante.

E, acima de tudo, O MST é um assassino de laranjas!

E ainda que as laranjas fossem transgênicas, corporativas, grilheiras, estivessem podres, com fungos, corrimento, caspa e mau hálito, eles têm de pagar pela chacina cítrica! Chega de impunidade! Como o João Dória Jr., cansei!



Jornalismo pungente

Afinal, foi tudo registrado em imagens – e imagens, como sabemos, não mentem. Estas, por sua vez, foram exibidas numa reportagem pungente do Jornal Nacional - mais um grande momento da mídia brasileira -, merecedora, no mínimo, do prêmio Pulitzer. Categoria: manipulação jornalística. Fátima Bernardes fez aquela cara de dominatrix indignada; seu marido soergueu uma das sobrancelhas por sob a mecha branca e, além dos litros de secreção vaginal a inundar calcinhas em pleno sofá da sala, o gesto trouxe à tona a verdade inextricável: os “agentes“ do MST são um bando de bárbaros.

(Para quem não viu a reportagem, informo,a bem da verdade, que ela cumpriu à risca as regras do bom jornalismo: após uns dez minutos de imagens e depoimentos acusando o MST, Fátima leu, com cara de quem comeu jiló com banana verde, uma nota de 10 segundos do MST. Isso se chama, em globalês, ouvir o outro lado.)

Desde então, setores da própria esquerda cobram do MST sensatez, inteligência, que não dirija seu exército nuclear assassino contra os pobres pés de laranja indefesos justo agora, que os ruralistas tentam instalar, pela 3ª vez, como se as leis fossem uma questão de tanto bate até que fura, uma CPI contra o movimento (afinal, é preciso investigar porque o governo “dá” R$155 milhões a “entidades ligadas ao MST”, mesmo que ninguém nunca venha a público esclarecer como obteve tal informação, como chegou a esse número, que entidades são essas nem qual o grau de sua ligação com o MST: O Incra, por exemplo, está nessa lista como ligado ao MST?).

A insensatez dos miseráveis

Ora, o MST é um movimento social nascido da miséria, da necessidade e do desespero. Eles estão em plena luta contra uma estrutura agrária arcaica e concentradora. Não se pode esperar sensatez de movimentos sociais da base da pirâmide social, que lutam por um direito básico do ser humano. Pelo contrário: é justamente a insensatez, a ousadia, a coragem de desafiar convenções que faz do MST um dos únicos movimentos sociais de fato transgressores na história brasileira. Pois quem só protesta de acordo com os termos determinados pelo Poder não está protestando de fato, mas sendo manipulado. Se os perigosos agentes vermelhos do MST tivessem sensatez, vestiriam um terno e iriam para o Congresso fazer conchavos, não ficariam duelando com moinhos de vento, digo, pés de laranja.

Mas é justamente por isso que o MST incomoda a tantos: ele, ao contrário de nós, ousa desafiar as convenções: ele é o membro rebelde de nossa sociedade que transgride o tabu e destroi o totem. Portanto, para restituição da ordem capitalista/patriarcal e para aplacar nossa inveja reprimida, ele tem de ser punido. Ele é o outro. Quantos de nós já se perguntaram como é viver sob lonas e gravetos – em condições piores do que nas piores favelas -, à beira das estradas, em lugares ermos e remotos, sujeito a ataques noturnos repentinos dos tanto que os detestam? Quantos já permaneceram num acampamento do MST por mais do que um dia, observando o que comem (e, sobretudo, o que deixam de comer), o que lhes falta, como são suas condições de vida?

Poucos, muito poucos, não é mesmo? Até porque nem a sobrancelha erótica do Bonner nem o olhar-chicote da Fátima jamais se interessaram pelo desespero das mães procurando, aos gritos, pelos filhos enquanto o acampamento arde em fogo às 3 da madrugada, nem pelas crianças de 3,4 anos que amanhecem coberta de hematomas dos chutes desferidos pelos jagunços invasores, ao lado do corpo de seus pais, assassinados covardemente pelas costas e cujo sangue avermelha o rio.

Para estes, resta, desde sempre, a mesma cova ancestral, com palmos medidas, como a parte que lhes cabe neste latifúndio.

Para a mídia, pés de laranja valem mais do que a vida humana, quero dizer, a vida subumana de um miserável que cometeu a ousadia suprema de lutar para reverter sua situação.

Mas os bárbaros, claro está, são o MST.

Por isso, haja o que houver, o MST é o culpado.

Nota do MST

Esclarecimentos sobre últimos episódios pela mídia

Diante dos últimos episódios que envolvem o MST e vêm repercutindo na mídia, a direção nacional do MST vem a público se pronunciar.

1. A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em nosso país. O resultado do Censo de 2006, divulgado na semana passada, revelou que o Brasil é o país com a maior concentração da propriedade da terra do mundo. Menos de 15 mil latifundiários detêm fazendas acima de 2,5 mil hectares e possuem 98 milhões de hectares. Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das terras.

2. Há uma lei de Reforma Agrária para corrigir essa distorção histórica. No entanto, as leis a favor do povo somente funcionam com pressão popular. Fazemos pressão por meio da ocupação de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não cumprem a função social, como determina a Constituição de 1988.

A Constituição Federal estabelece que devem ser desapropriadas propriedades que estão abaixo da produtividade, não respeitam o ambiente, não respeitam os direitos trabalhistas e são usadas para contrabando ou cultivo de drogas.

3. Também ocupamos as fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas, como acontece, por exemplo, no Pontal do Paranapanema e em Iaras (empresa Cutrale), no Pará (Banco Opportunity) e no sul da Bahia (Veracel/Stora Enso). São áreas que pertencem à União e estão indevidamente apropriadas por grandes empresas, enquanto se alega que há falta de terras para assentar trabalhadores rurais sem terras.

4. Os inimigos da Reforma Agrária querem transformar os episódios que aconteceram na fazenda grilada pela Cutrale para criminalizar o MST, os movimentos sociais, impedir a Reforma Agrária e proteger os interesses do agronegócio e dos que controlam a terra.

5. Somos contra a violência. Sabemos que a violência é a arma utilizada sempre pelos opressores para manter seus privilégios. E, principalmente, temos o maior respeito às famílias dos trabalhadores das grandes fazendas quando fazemos as ocupações. Os trabalhadores rurais são vítimas da violência. Nos últimos anos, já foram assassinados mais de 1,6 mil companheiros e companheiras, e apenas 80 assassinos e mandantes chegaram aos tribunais. São raros aqueles que tiveram alguma punição, reinando a impunidade, como no caso do Massacre de Eldorado de Carajás.

6. As famílias acampadas recorreram à ação na Cutrale como última alternativa para chamar a atenção da sociedade para o absurdo fato de que umas das maiores empresas da agricultura - que controla 30% de todo suco de laranja no mundo - se dedique a grilar terras. Já havíamos ocupado a área diversas vezes nos últimos 10 anos, e a população não tinha conhecimento desse crime cometido pela Cutrale.

7. Nós lamentamos muito quando acontecem desvios de conduta em ocupações, que não representam a linha do movimento. Em geral, eles têm acontecido por causa da infiltração dos inimigos da Reforma Agrária, seja dos latifundiários ou da policia.

8. Os companheiros e companheiras do MST de São Paulo reafirmam que não houve depredação nem furto por parte das famílias que ocuparam a fazenda da Cutrale. Quando as famílias saíram da fazenda, não havia ambiente de depredações, como foi apresentado na mídia. Representantes das famílias que fizeram a ocupação foram impedidos de acompanhar a entrada dos funcionários da fazenda e da PM, após a saída da área. O que aconteceu desde a saída das famílias e a entrada da imprensa na fazenda deve ser investigado.

9. Há uma clara articulação entre os latifundiários, setores conservadores do Poder Judiciário, serviços de inteligência, parlamentares ruralistas e setores reacionários da imprensa brasileira para atacar o MST e a Reforma Agrária. Não admitem o direito dos pobres se organizarem e lutarem.

Em períodos eleitorais, essas articulações ganham mais força política, como parte das táticas da direita para impedir as ações do governo a favor da Reforma Agrária e "enquadrar" as candidaturas dentro dos seus interesses de classe.

10. O MST luta há mais de 25 anos pela implantação de uma Reforma Agrária popular e verdadeira. Obtivemos muitas vitórias: mais de 500 mil famílias de trabalhadores pobres do campo foram assentados. Estamos acostumados a enfrentar as manipulações dos latifundiários e de seus representantes na imprensa.

À sociedade, pedimos que não nos julgue pela versão apresentada pela mídia. No Brasil, há um histórico de ruptura com a verdade e com a ética pela grande mídia, para manipular os fatos, prejudicar os trabalhadores e suas lutas e defender os interesses dos poderosos.

Apesar de todas as dificuldades, de nossos erros e acertos e, principalmente, das artimanhas da burguesia, a sociedade brasileira sabe que sem a Reforma Agrária será impossível corrigir as injustiças sociais e as desigualdades no campo. De nossa parte, temos o compromisso de seguir organizando os pobres do campo e fazendo mobilizações e lutas pela realização dos direitos do povo à terra, educação e dignidade.

São Paulo, 9 de outubro de 2009

DIREÇÃO NACIONAL DO MST

Os perigos do otimismo

Os perigos do otimismo
Por Mauro Santayana
Duas são as desgraças dos povos: o pessimismo e o otimismo. O otimismo é sempre associado à esperança; o pessimismo, ao desânimo. Entre os dois se encontra a prudência. No curso do último século estivemos, no Brasil e no mundo, entre esses dois sentimentos contrários, aguçados pela radicalização dos extremos históricos. Como em todos os passos da vida, oscilamos entre a emoção e a razão. Se é fácil à emoção perturbar a sua companheira da consciência, é mais difícil a situação contrária. Sem as rédeas da razão, a emoção se torna alucinada, histérica, como vimos há algumas horas, com Berlusconi, ao ser derrotado pela Justiça, vociferar “Viva a Itália! Viva Berlusconi!”. Como bem observou o jornalista Ézio Mauro, de La Repubblica, o primeiro-ministro italiano confunde sua personalidade com a nação italiana. Hitler e Mussolini também se achavam assim ungidos. No caso de Berlusconi, provavelmente prevalece a constatação de Marx: trata-se de uma repetição farsesca do histrionismo do duce.

Estamos, no Brasil destas semanas, em horas de euforia. É justo que nos sintamos vitoriosos. Nos últimos anos, conseguimos dar a volta por cima. Deixamos de ser um dos países mais endividados do mundo, retiramos da pobreza absoluta milhões de famílias, obtivemos êxitos singulares – embora ainda muito modestos – no campo da ciência e da tecnologia, e a natureza nos destinou reservas generosas de petróleo na camada subsalina de parte do litoral.

O êxito maior tem sido o da diplomacia brasileira. Estamos vivendo, em outras circunstâncias – e bem outras – os anos de Rio Branco. Naquele momento, em que o Brasil era somente um território quase vazio, com a República incipiente e menos de um século de Estado nacional, Rio Branco fez o que era primordial: impediu que o país voltasse ao estatuto de colônia. Defendeu, com habilidade, as fronteiras históricas e, em dois episódios cruciais, não deixou que se fixassem, dentro de nossas fronteiras, Estados intrusos. Isso ocorreu no caso do Acre e da Colônia do Descalvado. Rio Branco não tinha condições de avançar mais do que avançou. A ousadia, naquele tempo, foi a de Ruy, em Haya, ao afirmar a igualdade soberana das nações. A postura da nossa diplomacia atual – de resto exercida principalmente por Lula – é bem diferente da que se exerceu durante os anos recentes. Não nos mostramos ao mundo genuflexos, nem arrogantes, mas conscientes da nossa força moral e política, com firmeza e serenidade.

Exatamente porque tudo está bem, é melhor agir com mais prudência ainda. As nações correm o mesmo perigo, quando se encontram frágeis e dóceis ou quando passam para o estágio de afirmação de sua soberania e suscitam a ira dos dominadores. Temos que administrar, com todos os cuidados, estas horas de escalada.

O presidente e seus auxiliares mais próximos não escondem – nem têm por que escondê-lo – o seu contentamento. Mas algumas gotas do elixir da prudência não lhes fariam mal. Ao projetar-se para fora, as nações devem assegurar a solidez interna. Os poderes republicanos se encontram em crise, com a disputa de prerrogativas, e o mais importante deles, que é o Parlamento, dissolve-se nos ácidos da inépcia e da corrupção. A reestruturação do Estado, que só uma assembleia constituinte originária e independente pode promover, com a evolução do sistema eleitoral, de forma que confira maior legitimidade aos poderes republicanos, é indispensável, como contraponto ao crescente respeito nacional no mundo.

Além disso, é preciso avançar mais na distribuição compulsória da renda nacional, mediante os programas já existentes, e resolver, de forma definitiva, a questão agrária. É necessária a retomada das terras públicas, das quais se apossaram, mediante fraudes cartoriais, os grandes latifundiários, muitos deles estrangeiros.

Disputa telefônica

Qualquer que venha ser o comprador da GVT, quem continuará perdendo será o povo. A Anatel – que acaba de contratar o seu próprio ex-presidente como consultor, nasceu no governo passado – como as outras agências “reguladoras”, para defender o interesse das empresas. Tanto foi assim que os condutores do processo de privatização se tornaram diretores de empresas compradoras e da própria agência. Agora, a Anatel defende a venda da GVT a um comprador, e o ministro Hélio Costa, a outro. Essa divergência parece estranha.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Katia Abreu, mst, laranja

GilsonSampaio


O sabujo e dublê de jornalista Alexandre Garcia expôs sua alma sensível ao comentar a derrubada de laranjeiras na terra grilada e ocupada pela CUTRALE. Essa última parte, a da terra grilada, acho, acho não, tenho certeza, que a emoção foi tamanha que o impediu de informar esse pequeno detalhe.
Mais ou menos, foi o que disse o sabujo: “...olhem a crueldade que é a derrubada de 7 mil laranjeiras...”
É ou não é um sabujo com a sensibilidade à flor da pele?
Será que estamos perdendo um talento como Chico ou Jobim? Ou quem sabe, um talento como o de Cecília Meireles? Monet? Andrés Segovia? Chopin? Arthur Rubinstein? Villa-Lobos?
Certamente que não. A sensibilidade desse tipo de gente é blindada contra a miséria humana.
Crueldade,é a senadora Kátia miss desmatamento Abreu comprar fazendas no Tocantins a R$ 8,00 o hectare enquanto um sem-terra é assassinado pelas costas no Rio Grande do Sul.
Crueldade,é a impunidade dos assassinos do massacre de Corumbiara.
Crueldade,é a impunidade dos rapazes que incendiaram um índio em Brasília e ainda foram premiados com empregos públicos.
Crueldade,é o jornalista Antonio Pimenta Neves estar livre, atirou nas costas da namorada e depois, para confirmar, deu um outro tiro na cabeça,.
Crueldade,é a elite agrária fazer estoque de terra para especulação enquanto milhares não tem aonde plantar a própria subsistência.
Crueldade,é a elite gastar em três dias o que um pobre gasta em um ano.
Crueldade,é a fila em qualquer hospital público.
Crueldade,é uma empregada roubar um pacote de manteiga e passar 2 anos presa.
Crueldade,são as ‘agências reguladoras’ que achacam o povo.
Crueldade,são os bancos que achacam sem limites.
Crueldade,é o povo sem teto e a especulação imobiliária.
Crueldade,foi vender a Vale por R$ 3,5 bi quando o seu balanço semestral apontava um lucro de R$ 3,3 bi. Como crueldade,com o povo brasileiro, foi vender a preço de banana as outras estatais.
Crueldade, é os tucanos-demos quererem entregar o petróleo, do povo brasileiro, para as multinacionais.
Muitas outras crueldades podem ser acrescentadas a esta lista e nenhuma delas vai sensibilizar as almas dessa imprensa sabuja e venal e da elite pútrida que vive de achacar o país.
Tenho dúvidas de que saia a CPI do MST, a primeira tentativa frustrada me pareceu um refugo, mas, se sair, é preciso pressionar para incluir os cartórios e o índice de produtividade.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

FHC, Fundação Ford , Cia ...

por Sebastião Nery
da Tribuna da Imprensa

“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap”.

Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro “Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível”, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O “inverno do ano de 1969″ era fevereiro de 69.

Fundação Ford

Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos.

E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.

Agente da CIA

Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos.

Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma “personalidade internacional” e passou a dar “aulas” e fazer “conferências” em universidades norte-americanas e européias.

Era “um homem da Fundação Ford”. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.

Quem pagou

Acaba de chegar às livrarias brasileiras um livro interessantíssimo, indispensável, que tira a máscara da Fundação Ford e, com ela, a de Fernando Henrique e muita gente mais: “Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura”, da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editado no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro).

Quem “pagava a conta” era a CIA, quem pagou os 145 mil dólares (e os outros) entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique foi a CIA. Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas:

“Consistente e fascinante” (”The Washington Post”). “Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA” (”Spectator”). “Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente” (”The Times”).

Milhões de dólares

1 – “A Fundação Farfield era uma fundação da CIA… As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos… permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (pág. 153).

2 – “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça…” (pág. 152). “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (pág. 443).

3 – “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares… Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos… com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos” (pág. 147).

FHC facinho

4 – “Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante” (pág. 123).

5 – “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil” (pág. 119).

6 – “A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.

(*) Publicado na Tribuna da Imprensa de 09 de fevereiro de 2008

http://acertodecontas.blog.br/atualidades/dinheiro-da-cia-para-fhc/

domingo, 4 de outubro de 2009

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Yes, we créu

GilsonSampaio
Só a gaiatice, o bom humor e a criatividade do carioca poderiam produzir uma jóia como essa parafraseando o Obama.
Só por isso o Rio é mais que merecedor pela escolha.
O PIG, via foia de sumpaulo, já está baixando a borduna.
Pro PIG, só resta isso:
Yes, we créu nocéis.

A elite está se roendo. A elite odeia o Brasil

Luiz Carlos Azenha - blog Viomundo

Lula tem sorte. "Rabo", é o que eles dizem.

O pré-sal foi rabo. A Copa foi rabo. As Olimpíadas? Rabo.

O Brasil? Um horror. É corrupto. Imagine só o que "eles" vão fazer com as verbas das Olimpíadas. Imaginem o que "eles" vão fazer com o dinheiro de nossos impostos.

Cá entre nós, quem é que gosta de esporte?

Quem é que vai se espremer em um estádio sem poder dizer no dia seguinte que teve algum tipo de privilégio?

Privilégio.

Essa é a palavra que define a elite brasileira.

O camarote da Brahma. O lounge exclusivo do aeroporto. A sala VIP.

A separação entre Casa Grande e Senzala é a matriz da brasilidade.

Para os amigos, tudo. Para os inimigos, toda a força da lei.

A cela especial dos diplomados. Os habeas corpus do banqueiro. Os negros que enriquecem e se tornam brancos.

Lula embaralhou bastante as cartas. É um sucesso de público.

Daí o estratagema da elite. Lula sim, o PT não. Lula sim, o Itamaraty é um horror -- dominado por chavistas. Lula é um democrata, Morales um demagogo.

É uma forma de negar o protagonismo histórico de Lula e, portanto, da classe na qual ele se originou.

É uma forma de dizer que Lula é inocente, tão vítima quanto todos nós de seus assessores "esquerdistas".

É a forma antropofágica de nossa elite de engolir Lula, ao mesmo tempo negando tudo o que ele de fato representa.

Por isso, o "rabo" de Lula. A sorte de Lula.

Lembrem-se, o pré-sal não foi resultado da sabedoria da Petrobras.

A Copa do Mundo não foi mérito do Brasil.

As Olimpíadas não foram mérito do Rio de Janeiro.

Não, foi tudo "sorte" do Lula.

Foi um acaso. Foi "rabo".

O BrasIl? É um horror. "Eles" são corruptos. "Eles" elegem gente corrupta. "Eles" não sabem gastar nosso dinheiro.

O Brasil são "eles", aqueles que não tem acesso ao nosso camarote, à nossa Casa Grande, à nossa sala VIP.

Se eles fossem como a gente, seríamos Paris. Ou Nova York.

Infelizmente, somos Brasil.

PS: É por isso que, hoje, quando o Rio ganhou, celebrei com os colegas de "firma". Depois, fomos todos trabalhar.

Leandro Fortes: Lula poderia ter desprezado o Rio...


por Leandro Fortes, no Brasília Eu Vi

Lula poderia ter agido, como muitos de seus pares na política agiriam, com rancor e desprezo pelo Rio de Janeiro, seus políticos, sua mídia, todos alegremente colocados como caixa de ressonância dos piores e mais mesquinhos interesses oriundos de um claro ódio de classe, embora mal disfarçados de oposição política. Lula poderia ter destilado fel e ter feito corpo mole contra o Rio de Janeiro, em reação, demasiada humana, à vaia que recebeu – estranha vaia, puxada por uma tropa de canalhas, reverberada em efeito manada – na abertura dos jogos panamericanos, em 2007, talvez o maior e mais bem definido ato de incivilidade de uma cidade perdida em décadas de decadência. Vaiou-se Lula, aplaudiu-se César Maia, o que basta como termo de entendimento sobre os rumos da política que se faz e se admira na antiga capital da República. Fosse um homem público qualquer, Lula faria o que mais desejavam seus adversários: deixaria o Rio à própria sorte, esmagado por uma classe política claudicante e tristemente medíocre, presa a um passado de cidade maravilhosa que só existe, nos dias de hoje, nas novelas da TV Globo ambientadas nas oníricas ruas do Leblon.

Lula poderia ter agido burocraticamente a favor do Rio, cumprido um papel formal de chefe de Estado, falado a favor da candidatura do Rio apenas porque não lhe caberia falar mal. Deixado a cidade ao gosto de seus notórios representantes da Zona Sul, esses seres apavorados que avançam sinais vermelhos para fugir da rotina de assaltos e sobressaltos sociais para, na segurança das grades de prédios e condomínios, maldizer a existência do Bolsa Família e do MST, antros simbólicos de pretos e pobres culpados, em primeira e última análise, do estado de coisas que tanto os aflige. Lula poderia ter feito do rancor um ato político, e não seria novidade, para dar uma lição a uma cidade que o expôs e ao país a um vexame internacional pensado e executado com extrema crueldade por seus piores e mais despreparados opositores.

Mas Lula não fez nada disso.

No discurso anterior à escolha do Comitê Olímpico Internacional, já visivelmente emocionado, Lula fez o que se esperava de um estadista: fez do Rio o Brasil todo, o porto belo e seguro de todos os brasileiros, a alma da nacionalidade. Foi um ato de generosidade política inesquecível e uma lição de patriotismo real com o qual, finalmente, podemos nos perfilar sem a mácula do adesismo partidário ou do fervor imbecil das patriotadas. Lula, esse mesmo Lula que setores da imprensa brasileira insistem em classificar de títere do poder chavista em Honduras, outra vez passou por cima da guerrilha editorial e da inveja pura e simples de seus adversários. Falou, como em seus melhores momentos, direto aos corações, sem concessões de linguagem e estilo, franco e direto, como líder não só da nação, mas do continente, que hoje o saúda e, certamente, o aplaude de pé.

Em 2016, o cidadão Luiz Inácio da Silva terá 71 anos. Que os cariocas desse futuro tão próximo consigam ser generosos o bastante para também aplaudi-lo na abertura das Olimpíadas do Rio, da qual, só posso imaginar, ele será convidado especial.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Coisas estranhas e nem tão estranhas


Gilson Sampaio

Página interna do Grobo traz uma matéria interessante sobre o julgamento de Alberto Fujimori (1990-2000), ex-presidente do Peru. Bandido confesso, foi condenado pela quarta vez.

“O ex-presidente confessara na segunda-feira passada todos os crimes que pesavam contra ele neste último julgamento: mandar seu braço-direito e chefe do serviço de Inteligência Vladimiro Montesinos grampear 28 políticos, jornalistas e empresários; subornar 13 congressistas e comprar o conselho editorial de um jornal e uma rede de TV.” (pág.34 01/10/09)

Foi na década 1990-2000 que o neoliberalismo causou mais danos aqui na América do Sul,
imposição midiática do pensamento único, endeusamento do mercado, agências reguladoras pró-mercado, estado mínimo, submissão ao FMI, doação das riquezas do povo através das privatizações etc. As poucas vozes discordantes que conseguiam furar o bloqueio da mídia venal eram taxadas pelo então presidente FHC – O Farol da Alexandria, de neobobos, nefelibatas e que tais. Nunca é demais lembrar que o Farol prestou solidariedade ao amigo Fujimori e que foi acusado de comprar congressitas para aprovar a sua (dele) reeleição.

Já no Bom Dia Brasil, Alexandre Garcia grasnou que a realização das eleições em Honduras garante a manutenção da democracia. O presidente eleito foi vítima de golpe, o país está sob estado de sítio e o sabujo ainda fala em “manutenção da democracia”. Ele omite que as eleições já estavam marcadas antes do golpe e que Zelaya não poderia concorrer. Nem a confissão de Michelleti de que “Zelaya foi deposto por se esquerdista” impediu que parasse de falar asneiras. Sua parelha de cangalha, Miriam Leitão – a pitonisa das desgraças nunca realizadas do Brasil, mostra a língua bífida contra a Lei dos Serviços Audiovisuais que está para ser aprovada na Argentina. Entre outras coisas, essa lei limita as concessões dos oligopólios midiáticos, como são os oligopólios daqui formados por 4 ou 5 ‘famiglias’. Será que está acusando o medo dos patrões de que alguma coisa parecida aconteça por aqui?

Alguma coisa acontece de estranho.

A mesma Miriam ‘a pitonisa das desgraças não realizadas’ Leitão acusa os pecuaristas de incompetentes (por improdutivos) e teme pela derrubada da Amazônia. Conclui-se que, pelo menos no caso dos pecuaristas, está correto a revisão do índice de produtividade. Viva o MST. A senadora Kátia ‘miss desmatamento’ Abreu já deve estar pedindo a cabeça da pitonisa.

Outra manchete que deve estar provocando chilique na ‘miss desmatamento’ é do caderno de economia: Muita terra na mão de poucos.

Será que caíram na real de que não dá para mentir o tempo todo?

Estranho...notícias estranhas...

Quem nasceu para vassalo, quando muito, chega a bobo da corte.