quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

"Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.

Um dia a casa cai





Formigueiro
Ivan Lins
Composição: Ivan Lins / Vitor Martins

Avisa ao formigueiro
Vem aí tamanduá

Pra começo de conversa, tão com grana e pouca pressa
Nego quebra a dentadura mas não larga a rapadura
Nego mama e se arruma, se vicia e se acostuma
E hoje em dia está difícil de acabar com esse ofício

Avisa ao formigueiro
Vem aí tamanduá

Repinique e xique-xique, tanta caixa com repique
Pra entupir nossos ouvidos, pra cobrir nossos gemidos
Quando acabar o batuque aparece outro truque
Aparece outro milagre do jeito que a gente sabe

Avisa ao formigueiro
Vem aí tamanduá

Tanto furo, tanto rombo não se tapa com biombo
Não se esconde o diabo deixando de fora o rabo
E pro “home” não ta fácil de arrumar tanto disfarce
De arrumar tanto remendo se ta todo mundo vendo

Avisa ao formigueiro
Vem aí tamanduá

Novo Tempo






GilsonSampaio
Aos 9 e 1/3 visitantes (tem um que só consegue ler o primeiro terço dos posts) que frequentam o blog, meus agradecimentos pela audiência.
Xô tucanosdemos, afasta complexo FIESP/DASLU, pro lixo imprensa venal, senta! direita golpista, sai sem pedir Gilmar Dantas e vade retro trogloditas de plantão, este rol faz parte dos meus desejos para 2010. Os que não foram citados nominalmente, não encham o saco, pulem qualquer das barcas dos retrógrados e serão acolhidos.
Aos blogueiros/blogueiras que me acolheram com tanta generosidade, um abraço de gratidão e votos de mais sucesso.

Feliz 2010 procéis tudo.

"O poder só é limpo quando se traduz em servir". (Francisco de Juanes)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ministro Nelson cabo anselmo Jobim























GilsonSampaio

Lula tem vocação para biruta de aeroporto, aquela espécie de coador que mostra a direção do vento ou então é a tal da governabilidade que o faz dançar conforme a música.
Nomear Nelson Jobim para a pasta da defesa foi uma das coisas mais estaparfúdias e incompreensíveis do governo Lula.
Jobim ostenta plumagem tucana até na cloaca. Foi nomeado para o STF numa clara manobra de autodefesa do Farol de Alexandria e declarou publicamente que sua função era a defesa do padrinho no STF. Quando nomeado disse que Lula cometera a temeridade de inventar um novo Cabo Anselmo. Pra quem não sabe, cabo Anselmo era agente da ditadura infiltrado nos movimentos de lutas populares. Traiu meio mundo.
Agora, junto com os comandates militares, Jobim ameaçou se demitir se o governo levar em frente projeto de abertura dos arquivos da ditadura e a punição dos torturadores. Lula deveria botar os quatro pra correr com um pontapé na bunda.
Israel caça nazistas até hoje e é um orgasmo generalizado no PIG quando encontra um, como o último que foi ao tribunal de maca e ainda ofendeu as testemunhas.
O Brasil é o único país "democrático" do Cone Sul que se recusa a punir a torturadores sanguinários e bestas-feras que gozavam sadicamente com o sofrimento alheio. Na Argentina, a dona do Clarin foi obrigada a colher material para exame de DNA, suspeita de ter adotado bebês sequestrados de prisioneiras da ditadura de lá. Não se tem notícia de golpe, o povo argentino sabe a sua história recente e não permitirá que a gorilada se imponha. Aqui, nos é negado a conhecer nossa história recente.
Não foram só os militares e assemelhados os responsáveis pela barbárie da ditadura, taí o documentário Cidadão Boilensen para testemunhar. O império decadente também está envolvido até a medula com sua IV frota, sua escola preparatória de golpistas e torturadores chamada Casa das Américas, Don Mitrione e sua pós-graduação em tortura e seu recém morto embaixador golpista.
Lula não pode se acovardar agora sob pena de sua história ficar manchada com sangue.
Pé na bunda dessa gente, presidente.


Nóis semo dois gênios

Pinto arrasa apresentadora do PIG português




GilsonSampaio
PIG é sempre PIG em qualquer lugar do mundo. Por aqui, o Ciro Gomes já havia reduzido à insignificância os três patetas da Band. , neste, é o presidente da OAB de Portugal que escracha e reduz a pó a sordidez da apresentadora do Jornal Nacional de lá.
Se o fato ocorreu há sete meses, não importa, importa que é inspirador para a campanha eleitoral do próximo ano e indica uma possibilidade de acontecer por aqui. Use a imaginação, substitua os protagonistas por personagens daqui e ganhe um devaneio de puro prazer.
Qualquer semelhança com o Pig daqui não é mera coincidência, é padrão.

Há algo de podre no reino do judiciário












GilsonSampaio

“Cuidado com os idos de março” – teria sido este o aviso que o Imperador Romano, Júlio César, recebeu antes de seu assassinato.

Há que ser feita uma reforma no judiciário para impedir que um ministro assuma solitariamente o poder do Supremo Tribunal Federal ou qualquer outro colegiado judiciário durante os recessos. Do jeito que está, basta um surto psicótico que leve o magistrado a gritar no escondido do banheiro: “Eu tenha a força” e o país estará à mercê de um ditador togado ou coisa pior resvalando para a corrupção pura e simples.

Nem bem começou o recesso e temos algumas decisões que não poderão ser contestadas até março.

Arnaldo Esteves Lima, ministro plenipotenciário por três meses, suspendeu a Operação Satiagraha às vésperas do recesso. O juiz De Sanctis já estava ouvindo 62 empresários envolvidos com remessa de dólares para o exterior, via banco Opportunity do escroque Daniel Mendes. Romeu Chap Chap, empresário do ramo da construção civil e presidente do Sindicato da Construção Civil de São Paulo, um dos envolvidos na maracutaia, sartou de banda e acusou o banco de fazer aplicações sem o seu conhecimento. Tirou o dele da reta e pendurou o de Daniel Mendes na mosca do alvo. Fica claro que a briga entre o escroque e os 62 empresários seria do tipo ‘briga de foice no escuro’.

A decisão do juiz Arnaldo Esteves Lima teve o condão de jogar luz na caverna ao som dum discreto “deponham as armas e vamos botar ordem na zona”. Ou seja, três meses para a formulação do depoimento único dos envolvidos, tempo suficiente para tecer uma rede de proteção mútua.

Plenipotenciário por plenipotenciário, o supremo Gilmar Dantas não poderia ficar pra trás. Não contente em libertar o médico Roger Abdelmassi, acusado de 56 estupros de mulheres de classe A e B, produziu mais duas demonstrações de poder.

Na primeira, o supremo plenipotenciário do STF, peita mais uma vez o Presidente da República e suspende a demarcação de terras indígenas já homologadas.

Na segunda, o supremo plenipotenciário do STF, reformou a decisão do STJ e mandou soltar o ex-prefeito investigado pela CPI da Pedofilia. A justificativa do Gilmar Mendes beira o ridículo. Para Gilmar Mendes o acusado não tem obrigação de comunicar ao juiz seu novo endereço, o juiz é que tem a obrigação de pedir informação sobre o endereço do acusado à CPI da Pedofilia.

No prazo de 10 dias, três decisões revoltantes.

Em três meses de plenipotência muita coisa pode acontecer. Na história, os ‘idos de marços’ foram fatais para Júlio César.

Reformar no judiciário, urge.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Na mira dos brancos de olhos azuis e contas polpudas

image

Por medida de higiene, o Conversa Afiada não lê a publicação “Conjur”.

Seu proprietário faz farte do “Sistema Dantas de Comunicação” , e acumula a propriedade de um “órgão de imprensa” com a de uma empresa de relações públicas.

Além disso, ele é amigo pessoal do Supremo Presidente do Supremo, a ponto de lançar uma publicação comercial de sua empresa no salão nobre do Supremo.

Viva o Brasil !

Mas, um amigo navegante se dedicou nos últimos tempos a acompanhar a perseguição ao corajoso Juiz Fausto De Sanctis
através das páginas poluídas do “Conjur”.

A Justiça brasileira desfechou um ataque frontal ao corajoso Juiz De Sanctis que só pode ter um objetivo: desmoralizá-lo.

Desmoralizar De Sanctis vai significar retirá-lo do julgamento da Operação Satiagraha.

E, com isso, permitir que, em última análise, Daniel Dantas, o passador de bola apanhado (por De Sanctis) no ato de passar bola, realize o sonho de todo criminosos: escolher quem vai julgá-lo.

Por extensão, a desmoralização de De Sanctis significará a desmoralização da primeira instância em crimes de colarinho branco.

E o Brasil terá uma estrutura jurídica muito parecida com aquela com que sempre sonhou o Supremo Presidente do Supremo: só quem julga crime de rico é o Supremo.

Rico é assunto muito sério para ficar na mão de juizeco de primeira instância.

Vamos ao cerco a De Sanctis, segundo a minuciosa leitura do meu amigo navegante.

Dantas, o passador de bola apanhado no ato de passar bola, não recorreu imediatamente da condenação que De Sanctis lhe impôs por passar bola a um agente federal.

Um ano e meio depois, no dia 3 de setembro de 2009, Dantas entrou com um HC para afastar De Sanctis: trata-se de um juiz “parcial”.

Ou seja, para Daniel Dantas, o passador de bola, juiz que o condena é “parcial”.

O Ministério Público Federal pediu vistas no dia 14 de setembro.

Rapidamente, no dia 25 de setembro, o MPF considera que o pedido de Dantas que arguia a parcialidade de De Sanctis não tinha nenhum cabimento.

Às 20H52 do dia 18 de dezembro, um dia antes do recesso do Judiciário, o STJ dá a liminar a Dantas.

Ou seja, neste momento, toda a investigação a partir da Satiagraha está parada.

A Polícia Federal parou.

A Justiça parou.

Só quem se mexe é Dantas, o passador de bola.

Até que se julgue, em definitivo, se De Sanctis é “parcial” ou não.

Se, em última instância, De Sanctis for considerado “parcial”, a Satiagraha será extinta.

Porque toda ela será fruto de uma “parcialidade”.

Ou seja, o fruto podre contaminou toda a árvore.

Sumirá no espaço, como se fosse uma bolha de sabão.

E Daniel Dantas voltará aos salões da República, como um herói da Pátria – e de todos os partidos.

E De Sanctis será tratado como um excêntrico, uma aberração: um Juiz que manda prender rico, branco e de olhos azuis.

Onde já se viu isso ?

Onde nós estamos ?

Quem ousa importunar o “brilhante” Dantas, na opinião de Fernando Henrique Cardoso ?

Condenar quem mereceu dois HCs de Gilmar Dantas (*) em 48 horas ?

Será possível uma vergonha dessas, amigo navegante ?

Será que o Brasil vai engolir essa patranha em seco ?

Bem, já engoliu coisa parecida e nada aconteceu.

O Ministro do Supremo Eros Grau tomou de De Sanctis todas as provas da Satiagraha que tenham sido extraídas de HDS, CDs, medias e pen-drives.

Não só as medias encontradas na casa e no banco de Dantas, mas também o farto material de propriedade do notório empresário Roberto Amaral, também indiciado por De Sanctis.

Amaral, esse, que sabe coisas do arco da velha …

Ou seja, o Supremo, agora, tem o câncer da República nas mãos.

Só o Supremo sabe quem Dantas seduziu – seja para investir ilegalmente em seus fundos, seja para participar de “mensalões”.

Foi uma violência sem precedentes.

Retirar as provas de dentro de um inquérito criminal.

Viva o Brasil !

Mas, como afastar um juiz por “parcialidade” ?

Isso é muito difícil, pensará o amigo navegante.

Não, amigo navegante, no Brasil isso é mamão com açúcar.

Os advogados de Boris Berezovsky, o mafioso russo que comprou o Corinthians, já afastaram o juiz De Sanctis.

Com a ajuda do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Regional Federal de São Paulo eles mandaram De Sanctis apitar na segundona.

Que argumento usaram ?

Ora, amigo navegante, que pergunta ingênua.

Porque o corajoso Juiz Fausto de Sanctis foi “parcial”.

Ele é assim mesmo, muito “parcial”: tem a mania de prender rico.

Bastou uma simples liminar e uma Juíza, a Dra. Cecilia Mello que, por acaso, costuma tomar decisões que coincidem com os interesses de Daniel Dantas, expulsou De Sanctis do julgamento de Berezovsky.

Quem manda querer prender o Berezovsky, logo ele, que contratou José Dirceu para representá-lo no Brasil ?

(É bom não esquecer que na Satiagraha e no Corinthians se encontraram De Sanctis e o ínclito delegado Protógenes Queiroz. Queiroz acompanha Dirceu de lá à Satiagraha …)

No caso do Corinthians, a desmoralização de De Sanctis foi completa.

Ele foi destituído NA MESMA HORA em que ouvia testemunhas sobre o Corinthians.

Quer dizer, os juízes do TRF-São Paulo não tiveram a gentileza de esperar ele acabar de ouvir a testemunha.

Ele saiu do processo no meio da audiência …

Para a felicidade dos advogados de Berezovsky.

(Um deles, o notório Dr Toron, aquele que não aceita algema nem em pobre, preto ou p…, também defende Dantas.)

Se a Justiça decidir que De Sanctis não pode julgar a Satiagraha porque é “parcial”, ficarão suspensas as investigações que De Sanctis pediu à Polícia Federal, depois de condenar Dantas a 10 anos de cadeia.

Neste momento, uma dessas investigações – a sobre os cotistas do Banco Opportunity – avança a passos rápidos e muita gente graúda já caiu na rede.

GRAÚDA !

Outra investigação que começaria a marchar no início de 2010 seria sobre as fazendas de gado de Dantas, que, segundo o ínclito delegado Protógenes Queiroz, são uma fachada para explorar riquezas minerais no Pará.

A investigação que não andou um centímetro foi a sobre a “BrOi”.

Mas, aí, há de se convir que o diretor geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, se notabiliza por uma aguçada sensibilidade política.

E, se depender dele, a investigação sobre a “BrOi” andará com a rapidez com que o Pão de Açúcar se desloca na Baia de Guanabara.

O Brasil se aproxima do Estado ideal da impunidade.

(Nos Estados Unidos, o Madoff está na cadeia para cumprir 190 anos …)

De Sanctis não julga o Berezovsky.

Extingue-se a Satiagraha.

Por extensão – ou por conta da mesma “parcialidade” -, extingue-se também a “Operação Castelo de Areia”, em que De Sanctis meteu o dedo no câncer da empreitagem nacional.

E, cedo ou tarde, se extingue também a punição ao banqueiro Edemar Cid Ferreira, que De Sanctis teve a infeliz idéia de prender e mandar buscar as obras de arte que colecionava.

Esse De Sanctis, francamente.

Banqueiros, mafioso russos, Daniel Dantas – isso é coisa para o Supremo.

A primeira instância não tem nada a ver com isso.

O Supremo já decidiu que os brancos e ricos tem acesso irrestrito asa investigações.

O Brasil é o único país do mundo em que bandido sabe o que a Justiça e a Polícia vão fazer e quem vão ouvir.

O amigo navegante não acredita ?

É isso mesmo.

É o que se chama de Golpe de Estado da Direita.

É isso mesmo.

Bandido sabe quem o Juiz vai ouvir.

Chega lá, aperta o parafuso, e a testemunha chega mansinha diante do Juiz …

Viva o Brasil !

Quer dizer: se Daniel Dantas agora começar a escolher juiz, não se espante.

Dantas é o dono do Brasil, como disse a Carta Capital.

E o De Sanctis ?

O De Sanctis é um brasileiro que nos dá orgulho !

domingo, 27 de dezembro de 2009

Grupo Clarín e ditadura argentina: uma relação carnal

27 de Dezembro de 2009 - 14h38
 Família Noble

Ernestina Herrera de Noble, dona do grupo Clarín, e seus filhos adotivos

Grupo Clarín e ditadura argentina: uma relação carnal

A família que controla o grupo midiático argentino Clarín teve relações tão profundas com a ditadura argentina que desta relação surgiram dois filhos, Marcela e Felipe. A justiça exige que se façam exames de DNA para saber se não se trata de mais um caso de bebês raptados pela ditadura e entregues a famílias que apoiavam o regime militar.

Por Diego Martínez

[O grupo Clarín é o equivalente, na Argentina, das Organizações Globo no Brasil]

O tribunal federal de San Martín ordenou ao juiz federal Conrado Bergesio que realize "de forma imediata e sem mais delongas" os exames de DNA dos filhos adotivos de Ernestina Herrera de Noble, dona do grupo Clarín, e que "submeta (as amostras genéticas) aos cotejos necessários" para conhecer sua identidade.

Os juizes Hugo Gurruchaga e Alberto Criscuolo destacaram que Bergesio "se enreda em discussões não conclusivas" mas sete anos depois de ter herdado a causa "não realiza a medida básica, essencial e inadiável" de cotejar o DNA de Marcela e Felipe Noble com o das 22 famílias que buscam crianças desaparecidas antes de suas adoções.

"A resolução nos permite recuperar a expectativa de que a causa seja resolvida e também acreditar que efetivamente existe o princípio de igualdade perante a lei", considerou Alan Iud, advogado das Avós da Praça de Maio, que pediu a medida há um ano e meio. "É uma decisão muito clara e justa", celebrou Estela de Carlotto, presidente do grupo.

Segundo documentos da adoção, no dia 13 de maio de 1976 a viúva de Roberto Noble se apresentou diante da juíza Ofelia Hejt, de San Isidro, com um bebê a que chamou de Marcela. Disse que a havia encontrado onze dias antes em uma caixa abandonada na porta de casa, em Lomas de San Isidro, e ofereceu como testemunhas uma vizinha e o caseiro da vizinha. Em 2001 Roberto Antonio Garcia, de 85 anos, declarou diante do juiz Roberto Marquevich que nunca foi caseiro. Seu trabalho durante 40 anos foi como motorista de Noble e, depois de sua morte em 1969, da viúva. Garcia acrescentou que Noble nunca viveu na casa que declarou ser dela, dado que o juiz confirmou nos registros oficiais. Tampouco a suposta vizinha vivia no bairro, segundo declarou uma neta e a polícia corroborou.

O expediente de adoção de Felipe sustenta que a suposta mãe, Carmen Luisa Delta, o colocou à disposição da juíza Hejt em 7 de julho de 1976. No mesmo dia, sem dispor de um estudo nem determinar as circunstâncias do nacimento, a juíza concedeu a segunda guarda à viúva de Noble. Marquevich descobriu que a senhora Delta nunca existiu.

Segundo o depoimento apresentado pela Avós da Praça de Maio em julho de 2008, o dado falso sobre o domicílio de San Isidro e a omissão foram "decisivos para determinar a competência do tribunal". Hejt, já falecida, é a mesma juíza que em abril de 1977, sem buscar medidas para localizar a família e diante das evidências de que seus pais haviam sido sequestrados pelo Exército, entregou a guarda de Andrés La Blunda, de três meses, que recuperou sua identidade em 1984.

As irregularidades nas adoções resultaram em 2001 na detenção da viúva de Noble, que o juiz Marquevich pagou com sua destituição em um julgamento político impulsionado pelo Clarín. Seu substituto Bergesin concedeu desde então todas as medidas solicitadas pelos advogados da acusada mas rechaçou obter amostras por métodos alternativos à retirada de sangue solicitada pelas Avós da Praça de Maio e pela promotora Rita Molina. O método [do DNA] já permitiu a identificação de nove filhos de desaparecidos e foi apoiado pelos três poderes do Estado.

"Se adverte que o senhor juiz se envolve em discussões não produtivas enquanto não realiza a medida básica, essencial e inadiável de executar a tomada de amostras de DNA das pessoas cuja identidade se questiona para submetê-las aos cotejos necessários", considerou o tribunal. "Tal omissão resulta nessa altura manifestadamente injustificável, em particular quando se adverte que o trâmite da causa tem mais de sete anos", acrescentou, e resolveu dispor que "o senhor juiz proceda à obtenção das amostras de DNA de forma imediata e sem mais delongas".

Pela jurisprudência do tribunal e pela lei que determina no Código Penal o mecanismo de obtenção de DNA com métodos não invasivos, o advogado Alan Iud destacou que a medida "deve ser realizada imediatamente", à margem de recursos que a defesa possa apresentar. Carlotto recomendou "tomar os cuidados para que as provas sejam obtidas das pessoas que se investiga", não de motoristas ou funcionários de vizinhos.

Blog Vi o Mundo

2009, mais uma “viagem redonda”

Correio da Cidadania

A feição de 2009 ficará gravada no calendário da história pelas tintas fortes da crise. O cataclismo que abala as estruturas da ordem mundial atravessou o ano espalhando o seu ímpeto destrutivo pelos quatro cantos do planeta. Aqui no Brasil, apesar da superfície pantanosa dos acontecimentos políticos, o ano foi de reboliço geral no fundo das estruturas.

No bojo da crise mundial – e determinado pelos fluxos que dela procedem -, o capitalismo brasileiro, principalmente no seu vértice dominante, viveu em 2009 uma verdadeira metamorfose. As mega-fusões, incorporações, aquisições de empresas configuram um processo ainda em curso de alteração profunda dos mecanismos onde repousa o poder real em nossa sociedade. Estamos vivendo mais um rearranjo no interior das elites dominantes, onde os chamados “pontos fortes” se tornaram ainda mais fortes, na lógica tradicional da restauração oligárquica.

Apenas a título de ilustração ligeira, vale citar alguns exemplos entre tantos. O processo de concentração do capital financeiro, onde cinco grandes bancos já dominam 80% do mercado, foi acelerado ainda mais pela estranhíssima fusão do Itaú com o Unibanco. Na telefonia privatizada, a fusão da Oi com a Brasil Telecom foi um parto cesariano que alterou as relações de poder neste setor já oligopolizado. Na petroquímica, a Braskem, do Grupo Odebrecht, cresceu rapidamente com a incorporação de grupos menores e o beneplácito da Petrobrás, cada vez mais operando na lógica do mix público-privado. A formação da Brasil Foods, resultante da fusão da Sadia com a arqui-rival Perdigão, muda o formato do controle sobre o mercado de alimentos industrializados. Ainda na área da alimentação, a aquisição da Seara pelo grupo Marfrig e a fusão dos grupos Bertin e JBS-Friboi são elos da mesma cadeia de mudanças de elevado impacto sobre o funcionamento do mercado interno e as exportações. No setor do papel e celulose, a fusão entre a Votorantim e a Aracruz cumpre a mesma trajetória e destino.

Há um nexo que articula os elos desta corrente de acontecimentos e, ao mesmo tempo, define mudanças substanciais na dinâmica de funcionamento do capitalismo brasileiro. Em todos e cada um dos eventos brutais de concentração de poder, nos nomeados no parágrafo acima e nos demais não listados, há o dedo do governo e a utilização dos mais poderosos aparatos do Estado na facilitação da operação de rearranjo do poder oligárquico.

Mudanças, às vezes na calada, da legislação infraconstitucional de controle antitruste, vista grossa das instituições encarregadas de tal controle, interferência na composição das agências reguladoras, manipulação dos fundos de pensão e financiamento direto do BNDES, entre outros, são alguns dos mecanismos utilizados no processo. Sem falar na interferência direta do presidente em pessoa, pragmático do poder e vocacionado para tratativas do gênero.

Alias, não é por acaso que uma figura como Delfim Netto, sempre alerta na defesa dos interesses estratégicos do conservadorismo, tenha dito que o Lula, no ano de 2009, “salvou o capitalismo brasileiro”. E, como reiterou o sociólogo Werneck Vianna, o presidente hoje lidera uma “comunidade fraterna sob comando grão-burguês”. Depois da farra neoliberal, o febril ativismo dos potentados (agronegócio, casta financeira, barões da privatização, grandes empreiteiras e oligarquias políticas) prepara o terreno para emergência de mais um surto, agora, do “neodesenvolvimentismo”.

“A viagem redonda” é o título do último capítulo do livro de Raymundo Faoro, Os Donos do Poder, onde se afirma que, no Brasil, “o poder – a soberania nominalmente popular – tem donos que não emanam da nação, da sociedade, da plebe ignara e pobre. O chefe não é um delegado, mas um gestor de negócios, gestor de negócio e não mandatário”. Nada mais atual. O invólucro político do lulismo florescente restaura o domínio oligárquico e o padrão prussiano da política como emanação do Estado. A euforia no coral dos contentes indica a emergência de mais um “choque de capitalismo”, em tudo semelhante aos surtos anteriores: autoritário, excludente, conservador.

Léo Lince é sociólogo.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Um mágico chamado Lula













Um mágico chamado Lula

Villas-Bôas Corrêa

26/12/2009 - 00:55 |

Acabei de ler o imperdível romance de Frei Beto, Um Homem chamado Jesus, que conta a passagem do filho de Deus sobre a terra seguindo os passos da Bíblia, mas com a liberdade do escritor que humaniza o enredo e os personagens – santos, pecadores, inimigos – nos diálogos, que vai do tom ameno das lições à indignação com os incréus que se converteram e seguiram Jesus até a ressurreição.
Curiosamente, mas não por acaso, a cada página e até em cada linha, fui surpreendido pelas semelhanças entre o romance histórico de Frei Beto e a vertiginosa ascensão do menino nascido em Garanhuns, de família humilde e da mais indigente pobreza e que disparou na carreira fulminante de líder operário, o maior da história deste país, fundador do Partido dos Trabalhadores, o PT, de crônica contraditória como o criador do caixa 2 e do mensalão, que acaba de gerar mais um monstrengo com a roubalheira que desmontou o governador de Brasília, José Roberto Arruda, filmado na distribuição de pacotes de milhões a secretários, parlamentares e cupinchas, que escondiam a bolada do suborno na cueca, nas meias, nos bolsos e outras cafuas pouco recomendáveis.
A honestidade do presidente jamais foi posta em dúvida. Mas, o seu salto acrobático para o topo de um dos mais populares líderes do mundo, de causar inveja ao presidente da maior nação do mundo, Barack Obama, e que o identificou como “este é o cara”; os êxitos da política econômica; a mágica da Bolsa Família distribuída a milhões de deserdados da sorte, ex-Bolsa Escola, que escancara a janela às crianças da extrema pobreza para a obrigatoriedade de frequentar escolas mexeram com os miolos presidenciais.
O Lula que inventa a candidatura da ministra Dilma Rousseff para sucedê-lo é a contradição ambulante do militante petista, deputado federal constituinte, contrário à praga da reeleição, aprovada no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso com a vergonhosa distribuição de sinecuras para cabos eleitorais e parentes dos parlamentares. Não pode mirar-se no espelho na hora de aparar a barba e os cabelos que começam a rarear no cocuruto sem o arrepio do mal-estar com as contradições impostas pelas quebras de ética política.
Por fora bela viola. Mas, se as aparências enganam, também estimulam as desconfianças. Lula e a sua candidata podem desdenhar das pesquisas com a análise do panorama pré-sucessão, com o sucesso da sua tática e da campanha escancarada, mandando às favas os prazos constitucionais com a andrajosa peta de que ele e a ministra-candidata viajam às custas da Viúva, sobem nos palanques, discursam, são abraçados, concedem autógrafos como artistas de novela para fiscalizar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, e do Minha Casa Meu Voto.
O sobe-e-desce dos índices das pesquisas não são definitivos nem podem ser interpretados ao pé da letra. Apenas indicam o lento crescimento dos índices da candidata oficial, que ainda sequer foi aprovada pela convenção do PT. Frioleiras: a legenda tem dono e senhor e faz o que seu mestre mandar.
Candidata que está fazendo prodigiosa carreira, saltando do chão para tentar a Presidência do Brasil, a ministra Dilma parece artista da primeira novela, decorando as falas e testando o vestuário para os comícios, as entrevistas, as conversas com os chefes políticos.
A bravura com que enfrentou o tratamento do câncer linfático até a cura com 90% de definitiva, ainda a expõe a constrangimentos como a da aposentadoria da peruca dos sete meses de tratamento e a estreia do novo visual com o cabelo curto, como uma touca.
A especulação política é um vício que reclama cautelas para não cair no ridículo. Antes da definição do candidato da oposição e do seu vice, nenhuma análise vai além do palpite.
A oposição não pode levar a lengalenga do governador José Serra, seu virtual candidato, além da passagem do ano e do recesso do Congresso. E a encrenca para a escolha do vice está resolvida por Lula e pela firme atitude do PMDB, que já anunciou aos quatro ventos que escolhe o seu candidato a vice. E que o nome e sobrenome é o de sempre, deputado Michel Temer.
O que os candidatos ainda não pensaram é no programa de governo, na recuperação de Brasília, uma capital feita de encomenda e arruinada pela incompetência e pela roubalheira.
Por aí, continuamos na estaca zero.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Submundo busca pensameno único

Luis Nassif - Sobre economia, política e notícias do Brasil e do Mundo

23/12/2009 - 20:27

Porque a liminar ajuda Dantas

O habeas corpus do Ministro Arnaldo Esteves de Lima é essencial para a defesa de Daniel Dantas.

A explicação é simples:

1. Dias atrás, foi anunciado que começariam os depoimentos dos sessenta e tantos cotistas do fundo Opportunity que mandaram dinheiro para o exterior.

2. Há um evidente receio da defesa de Dantas sobre o teor dos depoimentos, porque existe um conflito claro entre o Opportunity e seus clientes. A defesa dos clientes será informar que desconheciam que o dinheiro era aplicado fora do Brasil. Não há como se defender sem incriminar o Opportunity.

Segundo o Estadão do dia 13:

Os cotistas estão sendo intimados para depor diariamente na Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (Delefin), da PF em São Paulo. Quase todos são empresários. Muitos não estão prestando declarações. Pleiteiam o direito de só se manifestar perante a Justiça. Outros afirmam que não tinham conhecimento da migração de seus valores, depositados no Brasil, para o exterior. De um modo ou de outro estão sendo indiciados.

3. A maneira como a defesa de Dentas tentou se articular é mais ou menos óbvia. Alguns dias atrás, uma matéria do Fausto Macedo dava ampla visibilidade a apenas um advogado dos clientes do Opportunity: Alberto Toron (clique aqui).

O advogado Alberto Zacharias Toron, que defende parte dos cotistas, classificou de “absurdo” o indiciamento em massa. “Fizeram um cruzamento muito frágil. Tem gente intimada que não sabe nem do que se trata. O ato de indiciamento pronto não é certo. A autoridade policial precisa ouvir primeiro o investigado para depois se posicionqar.”

Não informou que Toron também é advogado de pessoas ligadas a Dantas, envolvidas na Operação Satiagraha, e que poderia haver conflito de interesse entre a defesa de Dantas e dos clientes do Opportunity. Ou seja, o cliente que pegar o Toron como advogado corre o risco de ser prejudicado devido a esse conflito de interesses que poderá comprometer seu principal argumento: o de que o Opportunity não informou sobre a destinação dos investimentos.

Embora não tenha sido intenção do jornal, a exposição de um advogado ligado a Dantas como sendo o principal defensor dos clientes do Opportunity dá uma idéia da estratégia em ação: tentar juntar todos os suspeitos em torno de um advogado ligado a Dantas que coordene a defesa, sem incriminar o Opportunity.

Aliás, as manchetes do Estadão e de O Globo – encampando acriticamente a versão dos advogados de Dantas na liminar – permitirá aos advogados levar as matérias ao juiz novaiorquino para mostrar que o inquérito não tem força.

4. Ocorre que não haveria tempo hábil de organizar essa estratégia, tendo que correr atrás de mais de 60 suspeitos. A liminar do Ministro permitiu ganhar tempo.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Não roube galinha











ROUBE, VIRE BANQUEIRO, COMPRE MINISTROS DE CORTES SUPREMAS – A TAL ORDEM INSTITUCIONAL FALIDA – PAPAI NOEL CHEGOU PARA DANIEL DANTAS E QUADRILHA


por Laerte Braga

via Viomundo


O fundamental nessa conversa é seguir à risca aquela historinha que volta e meia circula na rede de computadores. Não roube uma galinha, se o fizer faça por hobby. Roube um galinheiro, invista no crescimento da prole galinácea, monte um abatedouro, um frigorífico, exporte, venda no mercado interno, sonegue os impostos, arranje negócios paralelos, associe-se a empreendedores estrangeiros, achegue-se a presidentes assim do tipo FHC (facilmente compráveis), vá sugerindo que tudo seja privatizado, pegue uma beirada de cada privatização, enfim, deite e role à margem da lei que curiosamente a lei garante sua impunidade através de ministros de cortes ditas de justiça e supremas. Ah! Não deixe de colaborar para a campanha de José Collor Serra, isso é de suma importância.
Seja Gilmar Mendes no STF DANTAS INCORPORATION LTD, ou seja ARNALDO ESTEVES LIMA (nome do Papai Noel de Dantas, mas esse é diferente, dá o presente depois que ganha) dito ministro do Superior Tribunal de Justiça (aquele que o ministro Medina vendia sentenças por um milhão de reais) e no último minuto do segundo tempo, ou da prorrogação, às vésperas do recesso judiciário, suspenda todos os processos contra Daniel Dantas. O ladrão de galinheiro que virou banqueiro e é proprietário de ponderável percentual de ações do estado brasileiro. A maior parte concentrada no poder legislativo e outra no poder judiciário.
São deputados, senadores, ministros das tais cortes que Dantas carrega numa pasta própria para as emergências, ou eventuais contratempos.
O tal ARNALDO ESTEVES LIMA, que dizem ser do judiciário, pelo menos ocupa uma cadeira no tal STJ (um adorno para empregar mais gente a serviço de figuras como Dantas) transformou o juiz Fausto De Sanctis em suspeito. É honrado, cismou de achar que aquele artigo que diz que todos os brasileiros são iguais perante a lei é real, é para ser cumprido. Não leu as entrelinhas. Bandidos como Dantas são diferentes. Podem tudo, inclusive construir dinheirodutos ligados diretamente aos tribunais superiores do País e alguns dos seus ministros.
Arrancam habeas corpus, suspensão de processos, continuam a saquear, sonegar, a praticar toda a sorte de crimes possíveis e nada acontece. Ou por outra, fica impune. Hoje pela manhã um grupo de trabalhadores de uma empresa compareceu a uma agência do Banco do Brasil para receber seu décimo terceiro, depositado segundo a dita empresa e lá não tinha nada. Revolta, indignação, etc, mas o empresário foi de férias para a praia com a família.
E daí? Os trabalhadores ficarão sem o décimo terceiro, o empresário singrará mares de praias tranqüilas e pronto. É o tipo que “gera empregos”, tem benefícios fiscais e traz “progresso”.
Um desses deputados que se presta a qualquer papel, tipo Rodrigo Maia, ou senadores padrão Eduardo Azeredo, Kátia Abreu, Artur Virgilio, Tasso Jereissati, deveria apresentar um projeto de emenda constitucional, ia passar sem problema, são poucos os não compráveis, estabelecendo que só poderão ser processados os integrantes do MST, de movimentos populares, ladrões de galinha, estabelecer um limite tipo assim, roubou ou sonegou mais de cinco milhões está garantido pelas instituições falidas. Roubou ou sonegou menos vai para a cadeia.
E assim fica salva a democracia, ficam preservados os valores e tradições das máfias que infestam os poderes públicos, assegura-se que o Brasil é a casa da Mãe Joana.
O ministro presidente da STF DANTAS INCORPORATION LTD e sua subsidiária a STF BERLUSCONI INCORPORATION LTD, segura a publicação do acórdão que permite ao presidente Lula conceder a Cesare Battisti a condição de refugiado, ou asilado se for o caso por uma razão simples. Eleições na Itália. Aí, pela porta dos fundos do seu gabinete chegam as “cédulas” de Berlusconi. É que se Cesare não for extraditado e Lula já deixou entrever que não vai extraditar, o prestígio do dono do bordel antigamente conhecido como Itália, sofre algumas perdas eleitorais o que pode significar perda de “cédulas”.
O futuro do Brasil não passa por essas instituições. Estão falidas. Passa pela luta popular e essa não tem nem limites e nem fronteiras, diz respeito a todos os que ainda se consideram seres humanos.
Um escárnio a decisão do tal ARNALDO ESTEVES LIMA.

Estrupa, mas não mata









GilsonSampaio

Gilmar Dantas acaba de estrupar mais uma vez a justiça do país. Preferi o erro crasso de português, é mais condizente com a barbaridade perpetrada por alguém não qualificado que ocupa uma função que jamais deveria ter ocupado. O professor Dalmo Dallari bem que avisou.

Gilmar Dantas acaba de conceder um habeas corpus ao médico Roger Abdelmassih, acusado de abuso sexual e estupro por 56 pacientes de sua clínica. Para Gilmar Dantas a ‘profissão’ foi a responsável pelos crimes e como ele teve sua licença cassada pelo CRM não há mais possibilidade de ocorrerem novos crimes.

Maluf, outro ser desprezível da mesma espécie do ministro, já decretara : “estupra, mas não mata”.

Gilmar Dantas dá asco. Temo pelo que possa acontecer nestes três últimos meses que ele ainda tem à frente do STF.

STF concede habeas corpus e manda soltar médico Roger Abdelmassih

No G1

Ele é acusado de 56 crimes sexuais contra pacientes de sua clínica.
Segundo defesa do médico, ele não representa ameaça à ordem pública.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, concedeu nesta quarta-feira (23) habeas corpus revogando a prisão preventiva do médico Roger Abdelmassih, acusado de 56 crimes sexuais.

Para o ministro, como o Conselho Regional de Medicina suspendeu o registro profissional do médico, não há a possibilidade de reiteração dos supostos abusos sobre clientes, e por isso, não é necessária a prisão provisória. “A prisão preventiva releva, na verdade, mero intento de antecipação de pena, repudiado em nosso ordenamento jurídico”.

O médico ficou sabendo da decisão por volta das 21h, quando seu advogado chegou ao 40º DP, na Vila Santa Maria, na Zona Norte.

"Ele está muito emocionado. Me abraçou compulsivamente", disse o advogado José Luis Oliveira Lima. Segundo ele, Roger Abdelmassih irá passar o Natal e o ano novo em casa com a família.

"O que nós queremos é que ele tenha o direito de responder ao processo em liberdade", disse.

Os advogados do médico alegaram no habeas corpus que não há indícios concretos de que a liberdade de Abdelmassih seja uma ameaça à ordem pública. Segundo a defesa, o médico é réu primário, tem bons antecedentes e residência fixa, além de ser um profissional renomado e de reputação ilibada.

Apesar de responder a 56 acusações de crimes sexuais, a delegada titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, Celi Paulino Carlota, disse que 65 mulheres procuraram a Polícia Civil afirmando terem sido vítimas de Roger Abdelmassih. Segundo a delegada, após a prisão de Abdelmassih, mais quatro mulheres procuraram a polícia afirmando terem sido vítimas do médico. O advogado José Luís de Oliveira Lima nega todas as acusações contra o médico.

O médico também é investigado por suposta manipulação genética. Ele foi indiciado em junho pela Polícia Civil, sob suspeita de estupro e atentado violento ao pudor. O Cremesp abriu 51 processos ético-profissionais contra o profissional.

Roger Abdelmassih teve o registro da profissão suspenso por tempo indeterminado em setembro. A medida foi tomada pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) após reunião com os integrantes do órgão. O Cremesp abriu 51 processos ético-profissionais contra o profissional.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

É economia, estúpido!

Devastação

Correio da Cidadania

Atropelo do código florestal consagra oito anos de governo dedicado ao agronegócio

Escrito por Gabriel Brito, da Redação

17-Dez-2009

Na última semana, o governo brasileiro escancarou seu caráter irremediavelmente contraditório no que se refere às políticas ambientais. Enquanto envia todas as estrelas da companhia para Copenhague, a fim de fazer boa figura do país na Conferência Ambiental da ONU (COP-15), vira a mesa mais uma vez em favor da bancada ruralista, concedendo mais dois anos de prazo para a averbação de terras e respeito à reserva legal de 80% da propriedade, além de suspender multas já aplicadas.

Além de abrir mais dois anos de brecha para o desmatamento indiscriminado, uma vez que basta o proprietário infrator aderir ao programa Mais Ambiente trazido à luz pelo decreto 7.029 para se livrar das multas, o governo também renuncia a estimados 13 bilhões de reais que proviriam das sanções.

Por sinal, apenas mais um bilionário perdão a um dos mais poderosos segmentos da economia e da política nacionais. Ano passado mesmo, o planalto publicou a MP 432/08, que rolou a dívida agrícola em claro favorecimento ao agronegócio, responsável por 74 bilhões de reais dos 87 bilhões que foram perdoados.

Enquanto o mundo fracassa na Escandinávia na busca, na prática desinteressada, por soluções ao clima, o Brasil tampouco mostra estar pronto para assumir uma autêntica liderança na mudança de paradigmas sociais e econômicos que a natureza tem rogado.

"A publicação desse decreto é um atropelo institucional desmedido do Palácio do Planalto sobre o Congresso Nacional e a sociedade brasileira. Quebra todas as regras de precaução e prevenção ambiental, previstas pela Constituição de 1988", dispara o deputado federal do PSOL Ivan Valente, membro da comissão que analisa mudanças no código florestal.

E como já foi denunciado anteriormente por especialistas de distintas áreas, como o geógrafo Ariovaldo Umbelino e o economista Guilherme Delgado, mais uma vez o governo toma a decisão sob o argumento da proteção à pequena agricultura. Diante da realidade, ou seja, das condições de financiamento e de toda a cadeia de suporte que a grande e pequena agricultura recebem, mesmo com a maior proficiência da segunda na produção de alimentos, atesta-se a cortina de fumaça.

"Se formos contar as propriedades com até 150 hectares em todo o país, elas são 96,7% do total dos imóveis rurais e 23% do território total desses imóveis - o que não chega a 10% do território nacional", conta João de Deus Medeiros, diretor de florestas do Ministério do Meio Ambiente, em entrevista ao portal Envolverde. Dessa forma, se o desmatamento ocorre em quantidades alarmantes, é evidente que ele parte de forma esmagadoramente superior das grandes propriedades, isto é, as gigantes do agronegócio, donas de três quartos dessas terras.

"É evidente que tal ampliação traz consigo a visão dos proprietários, que é a de terra arrasada, o que é mostrado pelo comportamento que sempre tiveram na história do país. Há uma contradição nisso e todo o debate ambiental está ignorando a questão fundamental, a da propriedade da terra, ou seja, a mesma coisa que se fez no caso da MP 458", analisou o geógrafo Ariovaldo Umbelino em recente entrevista ao Correio.

De fato, fica difícil tornar viável a aplicação de qualquer objetivo ambiental quando se têm mais de 300 milhões de hectares sem título de propriedade no país, que por sua vez tenta regularizá-los através de leis que incentivam a grilagem e o uso de laranjas.

Agenda ambiental ou ruralista, escolha inescapável

"O IBGE, em 2006, constatou que 308 milhões de hectares de terras no país pertencem a proprietários sem documentação. Assim, como ele vai averbar uma reserva legal se não tem o título de propriedade da terra? São dois fatores que se cruzam. Ao costume histórico de desmatar além da conta, junta-se a impossibilidade de averbar a reserva legal", esclarece Umbelino.

Levando em conta que o próprio código florestal concedia generoso prazo até 2031 para o reflorestamento das propriedades fora da lei e tampouco foi suficiente para conter o ímpeto ruralista, pode-se prever que tal setor não se contentará e seguirá em busca de novas concessões a respeito de outras normas ambientais.

Enquanto a agenda ambiental se torna cada vez mais central no debate público, o governo Lula com esse gesto termina de consagrar seus dois mandatos com o apoio irrestrito ao agronegócio. "O fato é que o governo atual adotou duas políticas claras: a primeira é o apoio integral ao agronegócio. A segunda é remover toda possibilidade histórica que possa frear o apoio ao agronegócio. O Brasil faz um discurso no exterior, mas aqui a prática é outra", resume Umbelino.

"Sob a justificativa implausível de regularizar a agricultura familiar, na verdade o decreto visa facilitar as possibilidades de ampliação e consolidação do agronegócio na Amazônia, que será a região mais afetada com a medida e vítima da ampliação da fronteira ruralista possibilitada pelo decreto", completa o deputado.

O caso das Fazendas Santa Bárbara, do grupo Opportunity, é um símbolo radicalizado dessa tendência de enormes propriedades de terra que fazem fortunas com a destruição ambiental. Afinal, mesmo sujeitas a multas estratosféricas, sabem que elas historicamente foram subvertidas.

Além do mais, o governo despacha o decreto no exato momento em que alguns setores, talvez de forma altamente ilusória, festejam a redução nos índices de desmatamento, o que, no entanto, é um dado pra lá de contestável, como também denunciou ao Correio o geógrafo da USP. "Os fazendeiros estão desmatando mais no período de chuvas porque dessa forma a imagem do satélite não detecta".

Sendo a Amazônia responsável por 3% a 5% das emissões anuais de gases estufa em todo o planeta, o governo não dá sinais contundentes de que porá em prática o discurso de redução dessas emissões, nem de acordo com as pretensões atuais. O que dizer então dos 90% sugeridos pelo ministro Carlos Minc.

Vale agregar que a ‘pendura’ do código florestal não é fato solitário no balanço ambiental do penúltimo ano de governo Lula. Medidas Provisórias em favor de polêmicas legalizações de terras, afrouxamento dos estudos ambientais e exploração de riquezas minerais entusiasticamente apoiada pelo governo petista do Pará são demonstrações de que a agenda ambiental ainda está para ser parida nos corredores do poder brasileiro.

"Para eles, mato é para ser derrubado. Também é claro que esse tipo de postura, de raiz histórica, possui relação com a questão da propriedade privada da terra. Os proprietários, na maior parte das terras do Brasil, não cumprem a legislação nacional e apostam mesmo é no seu não-cumprimento", vaticina Umbelino.

Talvez consciente de que não será sob o atual mandato que a natureza dará seu derradeiro grito, o governo empurra a efetivação de políticas ambientais para o próximo período presidencial. No entanto, sua candidata Dilma Roussef, ex-ministra de Minas e Energia, é uma entusiasta de grandes projetos contestados por ambientalistas e comunidades locais, como a usina de Belo Monte.

Como se vê, o discurso brasileiro em Copenhague é tão lúcido quanto simpático, mas os gritos da bancada ruralista parecem ainda ressoar muito mais que os da própria terra.

Menino Sean e Cesare Battisti

Gilson Sampaio

Interessante notícia essa da briga pela posse do menino Sean. Interessante e educativa.

Programa dos EU que concede isenção tarifária para importação de 3400 produtos que beneficiaria 130 países, inclusive o Brasil, estava embarreirado por um deputado democrata em protesto contra a permanência do menino no Brasil. Tão logo soube da decisão do STF, o deputado retirou o protesto e o programa foi aprovado por unanimidade

Não é o caso de levantar suspeitas sobre o mérito da decisão do STF, o episódio é didático como lição de defesa da soberania deles: a guarda de uma criança paralisou uma votação sobre comércio internacional.

Por aqui, o STF e fascistas se agacham para os fascistas italianos.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Eu tenho a Justiça

Eu tenho a força

GilsonSampaio

Pimenta assassinou a amante com dois tiros. O primeiro atingiu a moça pelas costas e o segundo foi no ouvido. Crime em que a vítima não teve a menor possibilidade de defesa, uma autêntica execução.

O crime ocorreu em agosto de 2000. Em março de 2001, o STF mandou soltar o assassino. Desde então, vive livre, leve o solto em sumpaulo, a terra da garoa, ops, terra do aluvião.

Elites sempre têm um plano B para se verem livres de seus crimes: dinheiro, muito dinheiro outra vez, advogados de primeira, uma rede de influência junto à rede da justiça, notadamente as instâncias superiores, segredos comprometedores etc. Pimenta se enquadra nesta cena. Trata-se do jornalista e ex-diretor do jornal Estado de São Paulo.

A moça que pegou uma caixa de manteiga no supermercado não teve a mesma sorte. Se ferrou na cana dura.

Agora temos mais uma demonstração de quem manda no país ou de quem detém o poder no país.

Todo o processo contra Daniel Mendes, por ordem do juiz Arnaldo Esteves Lima do STJ, está suspenso até o julgamento do juiz Fausto Martin de Sanctis. Os advogados lá do plano B estão processando o juiz de Sanctis por suspeição, qualquer coisa como falta de isenção. Isso quer dizer que a toda a Operação Satiagraha está em suspenso. Agora, o escroque pode viajar.

Salvatore Cacciola, outro escroque e banqueiro, desculpem a redundância, também estaria no bem bom na Itália, graças à generosidade do STF e seus habeas corpus, não fosse tão arrogante.

A CPI do Banestado, que investigava crimes financeiros como remessa de dólares para o exterior, foi soterrada com um silêncio tumular.

Maluf está solto e ainda é deputado federal. Eita paulistada.

Banqueiros escroques e elites venais são como alguns gêmeos siameses, se separados, morrem.

Essa é a origem da força.

Coincidenciazinha sem vergonha: Gilmar Dantas deu dois habeas corpus por escroque quando o STF estava em recesso, agora, o STJ cencede uma liminar pro mesmo escroque em pleno recesso do STF.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Exército de Israel admite roubo de órgãos de mortos

Suástica israelense

GilsonSampaio

Não se pode condenar um povo inteiro por apenas uma parcela besta-fera que têm a certeza divina que são prepostos de Deus, ou melhor, que são os únicos filhos de Deus. O resto, bem, o resto, são seres inferiores, tais como os nazistas consideravam os judeus.

A palavra terrorista permite mais de uma interpretação. Hoje é muito usada para designar todos os povos do Oriente Médio e por isso devem ser condenados à sede, fome, morte, tortura e … a serem um grande banco de órgãos para transplantes.

Talvez a ONU produza mais uma resolução condenando Israel. Faz parte de script. Israel nunca acatou nenhuma das cerca de 50 resoluções da ONU.

Instituto retirou órgãos de mortos sem permissão em Israel, diz médico

BBC

Um médico israelense admitiu que órgãos de pessoas mortas foram retirados dos cadáveres sem a permissão de suas famílias durante a década de 90 em um instituto que era dirigido por ele.

A revelação sobre o Instituto Abu Kabir, de Tel Aviv, foi feita em uma reportagem do Canal 2 da televisão israelense.

Segundo a reportagem, os médicos retiraram córneas, pele, partes do coração e ossos dos corpos de civis e militares, israelenses e palestinos, além de trabalhadores estrangeiros.

Jehuda Hiss, ex-diretor do instituto, disse durante uma entrevista revelada pelo canal de TV que a retirada de órgãos sem permissão começou a ser feita na década de 90 e acabou apenas no ano 2000.

O ex-diretor do instituto também afirmou que, para esconder a retirada, os funcionários usavam técnicas como colar as pálpebras do cadáver depois de remover as córneas, por exemplo.

Em reação às denúncias da TV israelense, o Exército de Israel confirmou a retirada de órgãos, mas também afirmou que esta prática foi encerrada há dez anos.

Polêmica

A entrevista de Hiss fora concedida em 2000 a um acadêmico americano, que só agora decidiu revelar o que o médico lhe havia dito.

O acadêmico decidiu tornar pública a entrevista após a polêmica levantada por um jornal da Suécia, o Aftonbladet, que alegou no ano passado que soldados de Israel estavam matando palestinos para a retirada de seus órgãos.

Autoridades israelenses negaram estas acusações e alegaram que a reportagem do jornal sueco era antissemita.

Segundo a correspondente da BBC em Jerusalém Bethany Bell, o Canal 2 israelense não revelou provas a respeito da acusação feita pelo jornal sueco.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Ou o Brasil dá um jeito nos ruralistas ou os ruralistas acabam com o Brasil.













GilsonSampaio

A COP15 na Dinamarca terminou como estava previsto, vestida com o mais cavo preto de luto. O verde-esperança foi convidado para a festa, somente para a festa, é bom para ressaltar. Alguém poderia dizer: É economia, estúpido. Teria razão.

Por aqui, urge fazer a BRAS-00.

Ruralistas, empresas estrangeiras e fundos de investimentos internacionais estão fazendo a festa no campo, com a conivência do governo federal que age em nome da maldita governabilidade. A bancada ruralista é a maior da câmara dos depufedes e não estão nem aí para a torcida – o povo, quando perpetram leis criminosas contra o país. Nada é aprovado sem a anuência dos trogloditas .Segue abaixo uma amostra da barbaridade.

1 - “Uma lei de 1971 estabelecia que a compra de grandes extensões de terra por estrangeiros deveria ser submetida ao Congresso Nacional. Um parecer da Advocacia Geral da União de 1998, aprovado pelo então presidente Fernando Henrique, derrubou a lei. Agora, a AGU prepara um novo parecer, sugerindo a revalidação da lei de 37 anos atrás”. A situação é tão frouxa que basta um laranja brasileiro para uma empresa estrangeira possuir vastas extensões de terra no país. É esse tipo de gente, Farol de Alexandria e seus asseclas tucanodemos que quer voltar para terminar a venda do país. Zé Aluvião quer que as águas subterrâneas passem ao controle dos estados, deve estar de olho no aquífero Guarani.

2 - “O mais espantoso de tudo, é que todas estas terras estão “cercadas e apropriadas privadamente”. Os funcionários corruptos do INCRA “venderam” praticamente quase todo este patrimônio público. Agora, estão junto como o governo Lula, propondo soluções “jurídicas” para legalizar o crime cometido. É por isso, que no final do ano de 2005, conseguiram enfiar no meio da famosa “MP do bem” (Lei nº 11.196 de 21/11/2005) o artigo 118, que passou a permitir a regularização das terras na Amazônia Legal até 500 hectares, quando o artigo 191 da Constituição autoriza a posse apenas até 50 hectares. Aliás, não custa lembrar que, a Constituição de 1.967 dos militares, autorizava área de posse de apenas 100 hectares. A Instrução Normativa nº 32 de 17/05/06 do INCRA, fixou os procedimentos legais para que o crime de uma parte da grilagem das terras públicas pudesse começar a ser legalizado.” - Ariovaldo Umbelino, professor de Geografia Agrária da USP.

3 - “A multinacional sueco-finlandesa Stora Enso – empresa ligada ao ramo de produção de celulose - pretende comprar 120 mil hectares de terras para plantar eucaliptos no estado do Rio Grande do Sul. A empresa já adquiriu quase 90 mil hectares em regiões de fronteiras do estado, e expulsou mais de 400 pequenos e médios agricultores de algumas propriedades. No local foi implantada a monocultura do eucalipto.”

“O integrante da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, compartilha da mesma opinião. Para ele, a compra de terras por estrangeiros em qualquer lugar dentro de limite de até 150 quilômetros de fronteira, só pode ser feita com a aprovação prévia do Conselho de Defesa Nacional.”

4 – Os favores fiscais para remessa de lucros e investimentos estrangeiros no país são tetas fartas para bocas insaciáveis. Já estão por aqui: George Soros, Microsoft, Google, Precius Woods, Stora Enso, reverendo Moon, os fundos de investimentos Brenco, Adeco, Comanche Clean, Energy, Clean Energy, Infinity Bio-Energy( Merril Lynch, Wellington Management, Styarks Investments, Kidd & Company e Ranch Capital Investment), Béghin-Say, Louis Dreyfus e outras. O destaque brasileiro fica por conta do banqueiro e escroque Daniel Mendes, proprietário de 100 mil hectares no sul do Pará. Morgan Stanley, Goldman Sachs e a família Rothschild também possuem terras e negócios por aqui.

Kátia demo feudal Abreu lamentou que a moratória de R$ 13 bi de multas por crimes ambientais que o Lula deu de presente de Natal para os ruralistas não tenha incluído a Amazônia. Deve ser reflexo da “consolidação das as áreas de produção”, isto é, regularização das terras griladas na Amazônia. Essa moratória é conversa pra boi dormir. É perdão para quem desmatou até 2009.

A paisagem do campo é aterradora. A culpa deve ser do MST.

Parafraseando uma frase muito popular há décadas:

Ou o Brasil dá um jeito nos ruralistas ou os ruralistas acabam com o Brasil.

Ainda propagam que o país quer ser potência ambiental.

O Programa Mais Ambiente , o tal do perdão, pode ser lido aqui.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Cesare Battisti: extradição é inconstitucional

Dalmo Dallari

GilsonSampaio

Nada como um oba-oba internacional, como a Conferência sobre o clima realizada em Copenhagen, para a imprensa golpista e venal tramar contra o país. Panetonegate e a inundação forçada de bairros pobres de sumpaulo pela dupla Serra-Kassab são tratados de passagem, sem a seriedade e o aprofundamento dedicados aos que não são de esquema. A porrada que levou pelas ventas o dublê de mafioso e bufão Berlusconi também ajudou.

Em meio a esse todo jogo de cena, parecendo com uma senha de bandidos para deflagrar um golpe, o PIG quis modificar o voto do ministro Eros Grau no caso da extradição de Cesare Battisti e ameaçou o governo de vários processos.

Dalmo Dallari, professor e jurista que anda com a coluna ereta, desmonta a tentativa do golpe. “Assim, pois, o ministro Eros Grau não modificou o seu voto, mas apenas explicitou o óbvio: na decisão sobre o pedido de extradição, que é de sua competência privativa, como diz a Constituição e foi reafirmado pelo Supremo Tribunal Federal, o presidente da República deverá ter em conta o que determina a Constituição brasileira.”

Os tópicos abaixo foram retirados de duas matérias do eminente jurista e publicadas no JB. O textos na íntegra podem ser lidos aqui e aqui.

“No Estado democrático de direito, como é o Brasil, a Constituição é o conjunto normativo superior, que rege todos os atos jurídicos que forem praticados por qualquer autoridade ou qualquer órgão público brasileiro.”

... “É oportuno lembrar e ressaltar a superioridade da Constituição brasileira, neste momento em que membros do governo italiano e alguns brasileiros a eles submissos pretendem que ao decidir sobre o pedido de extradição do italiano Cesare Battisti o tratado de extradição assinado pelos governos do Brasil e da Itália prevaleça sobre a Constituição brasileira.”

... “Ora, se os atos foram praticados na Itália e as autoridades italianas os qualificaram como crime político, a eventual opinião divergente dos tribunais brasileiros não tem força jurídica para modificar a qualificação dada pela Justiça italiana.”

... “Com efeito, numa das ações do grupo a que pertencia Battisti foi morto um homem, Torregianni, e seu filho, que se achava no local, foi gravemente ferido, sendo obrigado, desde então, a locomover-se em cadeira de rodas. Um dado fundamental é que, desde então, o governo italiano vem pagando pensão mensal ao jovem Torregianni, por reconhecer que ele foi vítima de crime político. A legislação italiana prevê esse pensionamento somente para vítimas de crime político, excluídas as vítimas de crime comum.”

... “Ora, a Constituição brasileira diz expressamente, no artigo 5º, inciso LII, que “não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião”. Só isso já torna inconstitucional a extradição de Cesare Battisti.”

... “artigo 5º, no inciso XLVII, dispõe que “não haverá pena de caráter perpétuo”. Ora, o tribunal italiano que julgou Battisti condenou-o à pena de prisão perpétua. Essa decisão transitou em julgado, e o governo italiano não tem competência jurídica para alterá-la, para impor uma pena mais branda, como vem sendo sugerido por membros daquele governo.”

Gilmar Dantas, Peluso et caterva fascista e golpista, vocês perderam.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Foia de sumpaulo no ventilador desanda o panetone

















Por Laerte Braga

LONGE DOS HOLOFOTES (E DAS ALGEMAS) – SERRA E ARRUDA EM COPENHAGUE

Laerte Braga

É visível o esforço que o governador de Minas Aécio Pirlimpimpim Neves está fazendo para dissimular o ódio (ódio sim) ao governador de São Paulo José Jânio Serra. As notícias de explosões de raiva em ambientes palacianos ultrapassaram esses ambientes. Aécio foi posto, literalmente, na parede por Serra. Ou desistia de disputar a indicação presidencial com Serra, ou notas “jornalísticas” dos muitos Juca Kfoury que existem por aí iriam mostrar a dependência do governador mineiro em relação à cocaína.

Minas inteira sabe disso e o Mineirão cantou isso em coro num jogo Brasil e Argentina em meados do ano que passado. O que menos importa neste momento é se Aécio como disse o Mineirão “cheira mais que Maradona”. O que mais importa, neste momento, é o caráter chantagista de um dos políticos mais perversos e perigosos de toda a história recente do País, José Jânio Serra.

Corrupto, autoritário, paga o preço que for preciso, qualquer preço, para ser o próximo presidente da República. Não tem um pingo de escrúpulos, ou respeito por qualquer coisa que seja, por quem quer seja, que não ele próprio.

Do jeito dos grandes chefes mafiosos José Serra embarcou para Copenhague com a senadora do DEM Kátia Abreu e um único objetivo real. O de enquadrar o governador de Brasília José Roberto Arruda, uma espécie de pulga que havia se atrevido a chantageá-lo, como fez ele Serra com Aécio. Arruda mandou avisar a Serra que se continuasse a sistemática campanha para o seu impedimento, principalmente no JORNAL NACIONAL, cairia, mas levaria todo mundo com ele.

Copenhague foi o centro das atenções do mundo nessa semana que termina. Serra não tinha, nem tem o que dizer a Copenhague, ao mundo ou ao Brasil e aos brasileiros. É um FHC que não dissimula raiva e atira pelas costas sem a menor preocupação de remorso, nem sabe o que é isso.

Foi lá para exibir-se e liquidar a fatura Arruda. Kátia Abreu, senadora que responde a processos por corrupção, é do DEM, partido de Arruda, foi como pistoleira para o acerto de contas, devida e antecipadamente paga.

Sem saída, pelo menos até que se descubra o que de fato aconteceu em Copenhague e deve ter acontecido um acerto, Arruda é ladrão de galinhas perto de Serra, o governador de São Paulo adicionou um “extra” ao JORNAL NACIONAL (já está comprado desde que começou, há quarenta anos) e acertou pequenos extras com outras empresas, pequenas empresas, para deixar o assunto Arruda morrer. Não interessa a ele nem que se fale tanto no caso e nem que o governador caia atirando.

O acerto com Arruda em Copenhague é para que ele caia e não atire. Leve uma compensação qualquer, para ficar quieto. Dinheiro não falta. Essa gente representa o que há de pior no País (a elites paulista FIESP/DASLU), o latifúndio, os banqueiros, os interesses dos Estados Unidos na Amazônia, no pré-sal e em instalar bases militares no nosso País. Não se trata de mala propriamente dita, mas de imensos baús repletos de dólares para comprar o que for preciso e eliminar obstáculos à chegada do mafioso tucano à presidência da República.

Se Arruda resolver ou resolveu dar uma de herói, azar dele. Vai ser jogado às feras, devorado em seu próprio partido e sair de mãos abanando, quer dizer, só com o que já levou.

O próximo passo de Serra é tentar mostrar a Aécio, através de terceiros, que é um bom negócio ser senador e pode até, quem sabe, virar vice do algoz e esperar um pouco mais. Vice e nada nesse caso é a mesma coisa. Se Aécio vai engolir isso ou não é outra história. Aécio é do tipo também que não tem nem princípios e muito menos condições de decidir assuntos dessa relevância já que vive em Alfa. Quem escolhe a gravata dele é a irmã, não há necessidade de perguntar no twitter como fez o venal William Bonner se alguém quer bom dia.

O risco de Serra é Aécio fazer corpo mole em Minas, deixar a coisa rolar livre e Minas é o segundo colégio eleitoral do Brasil, decisivo para as pretensões criminosas de José Jânio Serra. Mas como há muitos interesses cruzados, muito dinheiro em jogo e tucano vive disso, trapaça, corrupção, chantagem, Aécio é só um cadáver político insepulto.

Virou um Eduardo Azeredo da vida.

De quebra ainda carrega um mala sem alça, Itamar Franco. Pode vir a ser a saída do governador para enfrentar o ministro Hélio Costa, uma espécie de vingança contra Serra e contra a GLOBO, já que o Costa (que ganhou a convenção do PMDB em Minas) é ministro da GLOBO.

É o que chamam de jogo político, de manobras. É só um monte de fatos repugnantes que mostram o estado pútrido do chamado institucional. Gilmar Mendes presidindo o que chamam de Corte Suprema (há ministros dignos). Temer (doublé de tucano/PMDB com laivos petistas e o resultado disso é quero o meu) que já foi encurralado por Serra em pequenas denúncias que podem virar grandes manchetes escandalosas de jornais e redes de tevê compradas pelo tucano (GLOBO, BANDEIRANTES, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, etc).

Por pior que possa parecer e por mais ofensivo que isso possa soar, ou baixo, Serra, como FHC, ou qualquer tucano, repito qualquer tucano, privatiza mãe ou terceiriza se por trás do negócio estiver uma gratificação de pelo menos 20%.

Não é um partido, o PSDB, é uma quadrilha que traz a reboque o que há de mais atrasado na política brasileira, o DEM, antigo PFL, antigo PDS, antiga ARENA dos tempos da ditadura militar.

O golpe em Aécio, a acerto de contas com Arruda em Copenhague, as manchetes obtidas em noticiários de tevê, JORNAL NACIONAL principalmente, foi como se tivéssemos com métodos diversos, mas efeitos semelhantes (você pode achar que está morto e está vivo e pode estar vivo, mas estar morto, caso de Aécio), foi como se tivéssemos o episódio da Noite de São Valentin, onde numa garagem, Al Capone eliminou seus concorrentes de uma só feita.

Resta saber se os brasileiros vão cair no conto do governador “eficiente” de São Paulo alagada, de obras superfaturadas, de uma elite fantasmagórica e fétida que pretende numa simples assinatura de “escritura” mudar a grafia da palavra BRASIL para BRAZIL.

Foi o que FHC começou a fazer é o que Serra quer terminar…

E foi fazer o acerto final longe dos holofotes (e das algemas), numa conferência onde se buscava uma solução, ou um caminho para salvar o planeta da devastação do “progresso” capitalista.

É o jeito deles, passam um filme bonitinho, mas são ordinários. Cínicos à perfeição.

Kátia demo feudal Abreu se revela a defensora mor do meio-ambiente.

Katia esquizofrenica

GilsonSampaio

Ao ler algumas declarações da senadora Kátia demo feudal Abreu pensei tratar-se de um clone geneticamente modificado. Enganei-me, tratava-se apenas de um personalidade destrambelhada atuando num palco. Parêntesis. Será que a distinta foi a Copenhagen para se cacifar a vice do Zé Aluvião? Fecha parêntesis.

Alguém desavisado bem que poderia confundi-la com uma ecologista de de quatro costados e militante do Greenpeace de longa data.

Algumas são ridículas, outras cínicas, outras as duas coisas.

http://twitter.com/KatiaAbreu

“A sobrevivência da vida na Terra depende do ar puro, da água limpa e da comida. Ambientalistas e produtores precisam caminhar juntos”.

Essa bombástica revelação da senadora idem vai revolucionar o mundo. Todos os tratados de ecologia deverão ser reescritos. Sugiro que lancemos o nome da senadora para o prêmio Nobel de… da…

“Mais cedo, me reuini com Alexander Müller, da FAO, e propuz parceria para produzir alimentos na África”.

Coitados do africanos. Que mal eles fizeram para merecer tal ameaça.

“Acabei minha segunda palestra na COP15. Reafirmei o compromisso de multiplicar a produção de alimentos sem desmatar”.

Essa eu entendi direito. Aquele envelope da Monsanto explica tudo. Transgênicos com doses letais de veneno. Aquele negócio de ar puro e água limpa, depois resolve.

Nós, produtores, queremos preservar e consolidar as áreas de produção, além de não desmatar mais um palmo da floresta

Também não foi difícil o entendimento. As terras griladas continuam com seus donos e, uma vez, que, não há uma palmo de floresta para ser derrubada nessas terras, a promessa é factível de ser cumprida. Ela é um gênia, não é?

“A sobrevivência da vida na Terra depende do ar puro, da água limpa e da comida. Ambientalistas e produtores precisam caminhar juntos”.

Essa eu já comentei. Não vou falar mais nada.

http://robertatum.com.br/noticia/katia-abreu-diz-que-so-o-brasil-abre-mao-de-producao-em-favor-da-preservacao/2870

Segundo ela, a floresta não deve ser vista como pulmão porque ela seqüestra CO2 em quantidades bem menores que algumas plantações agrícolas, por exemplo. "Na floresta, as árvores já estão crescidas, enquanto que, nas plantações de cana-de-açúcar e algumas pastagens, que são renovadas todos os anos, as plantas estão crescendo e seqüestrando CO2 quase que permanentemente, então, a agricultura e o meio ambiente não podem ser vistos separadamente", afirmou.

Xi! Acho deu algum ‘pobrema’ na hora que implantaram o chip ecológico na senadora. Deu defeito e vai ser ponto negativo na corrida para o Nobel. Nobel de que mesmo? Segundo a neo-çábia ecologista, as árvores quando crescidinhas e velhinhas sequestram menos carbono que as plantações de cana-de-açúcar e suas queimadas e, também, menos que os pastos onde os boizinhos vivem arrotando e peidando metano, butano e outros gases menos votados. Burrice e cinismo não formam uma boa parelha.

"Nós acreditamos no desmatamento zero e acreditamos no desmatamento zero já, imediatamente", afirmou a senadora Kátia Abreu, presidente da CNA, durante palestra na Conferência do Clima em Copenhague. Segundo ela, a mudança do Código Florestal, que está na pauta de reivindicações dos produtores brasileiros, não tem o objetivo de produzir qualquer dano ao meio ambiente. "Ao contrário, nós, produtores, temos interesse na preservação, queremos sim a consolidação das áreas de produção, mas não queremos desmatar mais um palmo da floresta", assegurou. "Além disso, queremos recuperar áreas sensíveis, corrigir erros cometidos no passado", completou

Na Amazônia os proprietários são obrigados por lei a conservar 80% da floresta nativa. Tem projeto do senador pessedebelento Flexa Ribeiro/PA que defende a inversão das porcentagens, ou seja, Floresta Zero, vem daí a alcunha de miss desmatamento pregada pelos ambientalista na senadora defensora do projeto. Kátia demo feudal Abreu quer tirar o Código Florestal da competência da União para facilitar para os ruralistas. Cada estado poderia elaborar seu próprio Código Florestal e assim governadores ruralistas adaptariam o meio ambiente aos seus nada nobres interesses. Isso ela não explicou em Copenhagen. Noto uma preocupação constante da senadora com a “consolidação das áreas de produção”. Senadora, terra grilada ou roubada com a conivência de cartórios têm de ser devolvidas à União, afinal, são propriedade de cada um dos brasileiros. Entendeu ou tá precisando de outro chip?

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Ainda tô achando que ela foi pra Dinamarca pra se cacifar a vice do Zé Aluvião. Te cuida, Zé Aluvião. Te cuida, Brasil.

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Pode ser também negócios com a quadrilha que domina a produção de adubos, sementes transgênicas e os ultravenenosas defensivos agrícolas.

Confecom e Durango Kid

GilsonSampaio

Sei que a Confecom foi só uma batalha, mas quero deixar aqui esta homenagem aos bravos lutadores que a tornaram realidade.

Milton lançou esta composição de Toninho Horta e Fernando Brant nos anos ‘70.

Durango Kid

Tom: A
Intro: (A9 E5/7)
A9 E/G# F#m7 D/E A4
Propriamente eu sou Durango Kid
Ebm7/5- E/D D/E A9 E/G# F#m7
Eu vim trazer, eu vim mostrar
D/E A9 A/G F#m7
Novo jornal, novo sorriso
Em7 G D/E A9 E5/7
Novo jornal, novo sorriso
A9 E/G# F#m7 D/E A4 A
Propriamente dizer o só exato
Ebm7/5- E/D D/E A9 E/G# F#m7
Pois hoje eu sou o que eu fui
D/E A9 A/G F#m7
Não desmenti o meu passado
Em7 G D/E A9 A/G F#m7
Esse jornal é o meu revólver
E/E A9 A/G F#m7
Esse jornal é o meu sorriso
Em7 G D/E A9 E5/7 A9 E5/7
Esse jornal é o meu sorriso