quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Israel exporta su guerra a América Latina (I)

Via Páginas Árabes

En la ofensiva sionista contra los países de la Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América (Alba) y el Mercosur (a más de su presencia abierta o solapada en la Alianza del Pacífico –Colombia, Chile, Perú, México y los de América Central–, sobresalen varios hechos interconectados, a saber:

2005. Brasil (mayo): Cumbre árabe-sudamericana, convocada por el presidente Luiz Inacio Lula da Silva. En Brasilia, los líderes sudamericanos y árabes piden reformas a la carta de la ONU, critican a los países ricos y a Israel, y dan su apoyo a los derechos de Palestina.

2006. Venezuela/Bolivia (enero): tras la llamada “segunda guerra del Líbano”, ambos países rompen relaciones con Israel. Por su lado, Costa Rica y El Salvador (firmes aliados del Estado sionista) mudan sus embajadas de Jerusalén a Tel Aviv, donde están ubicadas todas las representaciones latinoamericanas.

2007. Chile (marzo): visita de la funcionaria Dorit Shavit, jefa de la División para América Latina y el Caribe del Ministerio de Relaciones Exteriores, para coordinar con el gobierno de Michelle Bachelet (en el marco de la oposición de Israel al retorno de los refugiados) la radicación de un centenar de palestinos de Irak en el país cordillerano.

2008. Colombia (agosto): undécimo Encuentro de Dirigentes y Comunidades Judías Latinoamericanas y del Caribe en Cartagena, donde se divulga el infundio de que la organización libanesa Hezbolá “usa indígenas para penetrar en América Latina”.

Simultáneamente, en Caracas, el presidente Hugo Chávez atiende a una delegación del Congreso Judío Mundial (AJC, por sus siglas en inglés), encabezada por Ronald S. Lauder.

Buenos Aires (diciembre): la delegación del AJC es recibida por el presidente Néstor Kirchner, lleva el propósito de cerrar las investigaciones del caso AMIA (1994), y celebrar en lo oscurito un acuerdo similar al caso Lockerbie (1988). Kirchner se niega.

2009. Venezuela (enero): a raíz del genocidio en Gaza, el gobierno de la revolución bolivariana rompe por segunda vez sus relaciones diplomáticas y comerciales con Tel Aviv. Chávez califica a Israel de “Estado que practica el genocidio y persigue inhumanamente a los palestinos”.

Días después (30 de enero), la sinagoga de Maripérez, en Caracas, es saqueada por desconocidos. En tanto, el gobernador Henrique Capriles Radonsky contrata fuerzas de seguridad israelíes para entrenar a la policía del estado de Miranda. Y en Miami, el vicedirector del AJC, Juan Dircie, ataca a Chávez en un acto de judíos venezolanos que exclaman: “queremos quedarnos a vivir en Venezuela”.

De visita en Argentina, Dircie declara que el presidente Hugo Chávez manifiesta “antisemitismo a ultranza” y que en Venezuela se espera “un atentado como el ocurrido en Buenos Aires (1994), y hasta que el gobierno lo propicie directamente”.

Tegucigalpa (mayo): en la cumbre de presidentes de la OEA de San Pedro Sula, el “observador” israelí Dani Ayalon (viceministro de Relaciones Exteriores) niega su autoría en el informe que circula entre las delegaciones. El documento afirma que Venezuela y Bolivia venden uranio para el programa nuclear de Irán.

En los días siguientes, varios ministros del gabinete de Benjamín Netanyahu, son recibidos por los gobiernos de Panamá, Costa Rica y Honduras. A finales de septiembre, tras el golpe que derrocó al presidente Manuel Zelaya, trasciende que la embajada de Israel en la capital hondureña fue el escenario de un intenso movimiento diplomático con representantes de la oposición.

Por su parte, Andrés Pavón, presidente del Comité para la Defensa de los Derechos Humanos en Honduras, denuncia que el presidente fantoche, Roberto Micheletti, contrató especialistas privados israelitas para asesorar a las fuerzas armadas en técnicas de represión y en la actitud que deben asumir contra los manifestantes.

Brasil/Argentina/Perú/Colombia (julio y noviembre): sendas visitas del ministro de Relaciones Exteriores, Avigdor Lieberman, y el presidente de Israel, Shimon Peres. En Colombia, Peres asegura: “Chávez pronto desaparecerá”.

2010. Nicaragua/Ecuador (junio): el gobierno sandinista condena el ataque del Ejército israelí a la “flotilla de paz” que llevaba ayuda humanitaria a la población de Gaza y rompe relaciones con el estado sionista. Por igual motivo, el presidente Rafael Correa llama a consultas a su embajador en Tel Aviv.

En agosto, dos senadores del lobby anticubano (Bob Menéndez, de Nueva Jersey, y Marco Rubio, de Florida) envían sendas cartas a los gobiernos de Colombia, Panamá y Costa Rica, pidiéndoles que se opongan en la ONU al reconocimiento de un Estado palestino.

En diciembre, los países del Mercosur (Argentina, Brasil, Uruguay y Paraguay) reconocen a Palestina como un Estado libre e independiente.

2011. Buenos Aires (noviembre): primer encuentro mundial de organizaciones sionistas convocado fuera de Israel. Asisten el viceprimer ministro Dan Medidor, Keren Kayemet Leisrael (Fondo Nacional Judío) y 250 delegados de Estados Unidos, Europa, Israel, Australia y Argentina (ver mi artículo de la semana pasada, “De sionistas y judíos”, La Jornada, 8/8/12).

Por José Steinsleger

Fuente:  http://www.jornada.unam.mx/2012/08/15/opinion/025a2pol

domingo, 7 de janeiro de 2007

Cinco presidentes com câncer ao mesmo tempo: esse filme nunca ninguém viu antes

Sanguessugado do Pedro Porfirio

Tudo o que se especule a respeito é factível: a guerra torpe pelos podres poderes não tem limites

Os presidentes do Paraguai, Brasil e Venezuela precederam a presidente da Argentina. Todos atingidos por câncer no espaço de um ano.

“Não seria estranho se tivessem desenvolvido uma tecnologia para induzir ao câncer e ninguém soubesse disso até agora".

Hugo Chávez, presidente da Venezuela e um dos cinco líderes sul-americanos afetados pelo câncer, numa referência aos EUA.

Como nessa guerra torpe pelo controle dos podres poderes tudo é possível, tudo mesmo, inclusive o imponderável, inclusive o inimaginável, confesso que esse número recorde de presidentes acometidos de câncer aqui, na América do Sul, está me deixando com um monte de pulgas atrás da orelha.

Pra início de conversa, não há registros de que essa doença quase fatal tenha atacado tantos presidentes e líderes de uma só vez. Ou eu estou errado? Você aí: pode me refrescar a memória e a cultura, falando de algo semelhante?

Não quero e não posso embarcar numa paranóica “teoria da conspiração” de conteúdo tão polêmico. Mas o papel do jornalista é ver mais fundo, perscrutar os sintomas da informação, explorar todas as possibilidades, especialmente as mais remotas. Assim, fiel ao juramento profissional, por obsessiva vocação de ofício, resolvi esquadrinhar o mundo oculto das barbaridades científicas.

Isto é: esses mais de 50 anos de redação me dão suporte para mergulhar fundo, sem deixar-me trair pelo panfleto e o facciosismo que se mesclam e se enxertam no noticiário predominante . É como se me guiasse nessa investigação aquele velho adágio galego: “Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay”.

O trato com esse “novo fenômeno” é uma boa oportunidade para que todos nós, sem exceção, nos despojemos das simpatias, antipatias e comprometimentos e cuidemos de tirar uma boa lição da aberrante carga pesada que ronda os círculos do poder.

Em comum, posições políticas fora do figurino tradicional

Digamos que a sucessão de diagnósticos tão impactantes seja mera coincidência. O mais confortável é ficar com essa probabilidade. Mas certos parentescos políticos entre as vítimas e a própria concentração dos casos num único espaço do globo terrestre, a América do Sul inquieta,  autorizam imaginar o contrário.

O paraguaio Fernando Lugo, os brasileiros Dilma Rousseff e Luiz Inácio, o venezuelano Hugo Chávez e a argentina Cristina Kirshner não são os governantes dos sonhos de consumo das potências ocidentais, por mais que eles procurem demonstrar posturas de chefes de Estado, no exercício pragmático de suas obrigações: o próprio presidente Hugo Chávez, alvo de todo tipo de artimanhas para apeá-lo do poder, tem sido um inteligente mercador do petróleo venezuelano: metade de suas exportações é destinada exatamente para os Estados Unidos.

Nesse caso, é didático levantar a ficha de cada um dos presidentes infectados pelo câncer. Não há nenhuma exceção que indique ser esse ou aquele um aliado sob medida dos Estados Unidos, como Sebastian Piñera, do Chile ou Juan Manoel Santos, da Colômbia.

Nessas circunstâncias, não me surpreenderia se os inescrupulosos laboratórios mantidos principalmente pelo complexo industrial-militar de Washington estivessem por trás dessa “onda cancerígena” absolutamente inédita.

Os norte-americanos já fizeram de tudo para eliminar Fidel Castro, seu vizinho mais incômodo. Isso consta inclusive de documentos oficiais liberados pelo tempo e de confissões de agentes envolvidos em operações com este fim. Não é exagero suspeitar que a própria doença que levou à renúncia do líder cubano tenha origem em algumas dessas tentativas, embora seja de bom alvitre lembrar sua idade avançada.

Guerra bacteriológica existe e já fez muitas vítimas

A guerra química e bacteriológica existe e tem seu exemplo mais cruel na introdução por agentes da CIA da dengue hemorrágica em Cuba, que provocou uma traumática pandemia e registrou o primeiro caso desse tipo letal de infecção fora da Ásia: numa população de cerca de 10 milhões de habitantes, registraram-se 344.203 casos de dengue (sobressaindo-se 34 mil de FHD e 10.312 das formas mais severas).  Durante o pico da epidemia, foram notificados 11.271 casos em um único dia. Dos 158 óbitos, 101 foram em crianças. Segundo cálculos da OMC, o custo dessa epidemia que quase paralisou Cuba foi de US$ 103 milhões. Desde então, o governo cubano desenvolveu as mais eficientes técnicas preventivas e hoje exporta vacinas para 70 países.

Em 14 de Junho de 2007, a Comissão Especial para a Descolonização da ONU emitiu um parecer no qual afirma tacitamente que o HAARP (High Frequency Active Auroral Research Program) utilizado, segundo o governo dos EUA apenas para investigação científica, poderá provocar uma explosão equivalente à de uma bomba atômica, mas sem ser detectada qualquer detonação. Além desta habilidade bélica secreta, o HAARP tem múltiplas capacidades de mexer com o clima alterando a temperatura atmosférica de forma a conseguir causar tornados ou chuvas torrenciais em determinados pontos pré-determinados do globo.

No Alasca, o QG de uma nova arma de guerra

Há muitas indagações sobre o uso que tem sido feito do HAARP, um misterioso programa desenvolvido no Alasca pelo Pentágono desde 1993 com o objetivo oficial de ampliar o conhecimento obtido até hoje sobre as propriedades físicas e elétricas da ionosfera terrestre.

Além disso, utilizando uma mescla de ondas de rádio com frequência sonora, os Estados Unidos poderiam manipular a mente coletiva para que algum projeto político fosse defendido ou algum governo rival fosse atacado. Enviando as informações para toda a população em frequências que não poderiam ser captadas por aparelhos, não demoraria para que a “lavagem cerebral” estivesse concluída.

Há quem diga que este tipo de manipulação será utilizado em breve no Irã. O governo atual é hostil aos norte-americanos: portanto, seria desejável para os EUA  que o povo se rebelasse contra os seus líderes. Mensagens antigoverno seriam incutidas na mente do povo iraniano com o auxílio das antenas HAARP.

Eliminação de adversários por todos os meios

Claro que esse tipo de operação mortífera não é a mais usual para eliminar governantes hostis, principalmente depois que as “cabeças coroadas” do sistema norte-americano passaram a calcular como negativo o custo-benefício dos golpes militares.

Em seu livro Confissões de um Assassino Econômico, o ex-agente da CIA John Perkins relata em detalhes os acidentes aéreos provocados pela agência de espionagem dos EUA que levaram às mortes dos presidentes Omar Torrijos, do Panamá, e Jaime Roldós Aguilera, do Equador, ambos em 1981, ano do ataque bacteriológico a Cuba. O mesmo aconteceria em 1986 com o líder da luta pela independência e presidente de Moçambique, Samora Machel, cujo avião explodiu quando sobrevoava território da África do Sul, então sob governo da minoria branca.

Da mesma forma, circulam pelo mundo relatos sobre o provável envenenamento do líder palestino Yasser Arafat, em 2004, como obra do Mossad, o serviço secreto israelense. Uma versão circunstanciada a respeito garante que seu assassinato fazia parte do Plano Dagan, desde 2001. Com toda a probabilidade, foi efetuado pelos serviços secretos israelenses. Destinava-se a destruir a Autoridade Palestina, fomentar divisões no seio do Fatah e entre o Fatah e o Hamas.

Hoje não são apenas os árabes, como o médico da família real jordaniana ( e do próprio Arafat) Ashraf al-Kurdi, que têm essa convicção. Os jornalistas israelenses Amos Harel e Avi Isacharoff, destacaram que os sintomas levavam a crer mais num envenenamento. Em artigo publicado em Paris, em outubro de 2005, sob o título A sétima guerra de Israel, estes dois autores levantam três hipóteses: envenenamento, AIDS ou uma simples infecção. E um deles, particularmente, aposta mais na primeira possibilidade.

Mortes estranhas de líderes brasileiros

Já comentei aqui as estranhas mortes de importantes líderes brasileiros, que em plena ditadura congelaram divergências e se uniram numa frente ampla para resgatar a democracia: Juscelino Kubitscheck, “acidentado” em agosto de 1976 na Via Dutra; João Goulart, envenenado na Argentina em dezembro do mesmo ano, e Carlos Lacerda, que morreu em maio de 1977, ao ser hospitalizado com uma gripe no Rio de Janeiro.

A própria morte de Leonel Brizola, em 2004, não me pareceu devidamente esclarecida: ele estava com uma gripe no Uruguai, viajou numa sexta-feira em avião de carreira para o Rio de Janeiro, foi hospitalizado na manhã da segunda-feira, dia 21 de junho, e morreu no elevador do Hospital São Lucas no início da noite do mesmo dia.

Outras mortes também se afiguraram estranhas: o câncer fulminou alguns dos mais combativos intelectuais da resistência contra a ditadura: em 1976, Paulo Pontes, aos 36 anos, e Oduvaldo Vianna Filho, aos 38; Em 1984, Armando Costa, aos 51 anos, e em 1988, Flávio Rangel, aos 54 anos. Os três primeiros, fundaram o Teatro Opinião,  palco da resistência contra a ditadura.

Ainda nesse ambiente, até hoje se especula sobre a “emasculação intelectual” de Geraldo Vandré, o autor da canção símbolo das manifestações de 1968. Há quem diga até que ele, hoje reduzido a um trapo, teria sofrido uma operação de lobotomia.

Vírus produzidos sob encomenda

O poder dos laboratórios na manipulação de doenças vem sendo objeto de denúncias e preocupações públicas. Faz pouco, Ron Fouchier, do Centro Médico Erasmus, na Holanda, iniciou sua pesquisa para compreender melhor o vírus responsável pela epidemia de gripe aviária. No entanto, suas descobertas o fizeram criar algo potencialmente perigoso – e agora a comunidade científica debate se é ou não correto que ele publique seus resultados.

Fouchier modificou o vírus e o tornou extremamente contagioso, transmissível pelo ar – como um vírus da gripe comum. Segundo seu estudo, são necessárias apenas cinco mutações para tornar o H5N1 extremamente transmissível entre pessoas.

AIDS, outra doença criada em laboratórios

Não são poucos os cientistas que responsabilizam o governo dos Estados Unidos e laboratórios particulares pela produção de vírus letais.

Jakob Segal, professor de biologia da Humboldt University da Alemanha, garantiu que o vírus da AIDS foi projetado em um laboratório militar dos EUA, em Fort Detrick, junto com dois outros vírus, Visna e HTLV-1 . Segundo sua teoria, o novo vírus, criado entre 1977 e 1978, foi testado em prisioneiros que se ofereceram para o experimento em troca de libertação antecipada. Ele sugeriu ainda que foi através destes prisioneiros que o vírus se espalhou para a população em geral.

Leonard Horowitz, autor de 14 livros científicos, foi mais além nas denúncias sobre a origem da AIDS, conclamando os países da África e muçulmanos  a boicotarem vacinas norte-americanas que poderiam conter elementos do HIV. Em sua obra Emerging Viruses: (Aids e Ebola - Acidente natural ou Intencional - de 1996), ele é incisivo ao citar o caso envolvendo um portador do vírus, o dentista  David Acer, da Flórida, que se transformou deliberadamente num multiplicador do HIV: "Eu fui forçado a concluir que as autoridades encobriram as evidências implicando Dr. Acer para evitar a mídia, e, posteriormente, o público, a partir de sondagem em seu fundo. Ele acreditava que estava morrendo de um vírus que o governo havia criado. Ao seu melhor amigo (Edward Parsons) Acer disse acreditar que o vírus tinha sido desencadeada por genocídio contra a comunidade gay da América e os negros do Terceiro Mundo ".

Leonard Horowitz também é autor de denúncia sobre a origem da gripe suína, que encheu as burras do laboratório Roche, fabricante do Tamiflu, medicamento usado no seu tratamento e envolveu diretamente o ex-secretário de Defesa de George Bush, Donald Rumsfeld.

Se você tiver um tempinho, sugiro que veja o vídeo de Horowitz sobre a gripe suína em http://www.youtube.com/watch?v=0PTI29Pzh7U

Espero ter tratado essa inédita ocorrência de presidentes da América do Sul vitimados por câncer da forma mais abrangente possível, oferecendo subsídios para que você também reflita sobre as possibilidades de natureza política que estão sendo aventadas em várias áreas.

Não pretendo deixar uma questão fechada, mas insisto em que nessa guerra torpe pelo controle do mundo nada é impossível: os personagens envolvidos não têm o menor escrúpulo e, portanto, são capazes de tudo e mais alguma coisa.