sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Pena que a realidade não seja assim...

Sanguessugado do Bourdoukan

Georges Boudoukan

Três leitores moradores de Israel e de religião judaica me enviaram o vídeo abaixo.

Esse vídeo circula há algum tempo na internet.

Eles pertencem a Mifkad, organização pacifista, segundo eles, que congrega judeus e árabes a favor da paz.

O vídeo é muito bonito.

Pena que a realidade não seja assim.

Mesmo lembrado oito vezes, Aécio não assina carta contra Trabalho Escravo

Via MST

Da Repórter Brasil
Leonardo Sakamoto

A Carta-Compromisso contra o Trabalho Escravo encerrou, nesta segunda (20), a campanha para coleta de assinaturas de candidatos à Presidência da República e aos governos estaduais. Dilma Rousseff (PT) endossou o documento, renovando a promessa de que o tema será prioridade em sua gestão. A campanha de Aécio Neves (PSDB) recebeu o documento no dia 27 de agosto e, desde então, foi lembrada oito vezes, mas não enviou a assinatura.

Lançada pela Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) e aplicada também nas eleições de 2006, 2008, 2010 e 2012, a carta tem servido como instrumento de monitoramento das políticas públicas voltadas a esse tema por parte da imprensa, organizações da sociedade civil e eleitores.

Entre os governadores eleitos, Paulo Hartung (Espírito Santo – PMDB) e Flávio Dino (Maranhão – PC do B) também assinaram a Carta em 2014.

Geraldo Alckmin (São Paulo-PSDB) e Beto Richa (Paraná – PSDB) já haviam endossado a Carta-Compromisso em 2010 e, agora, reelegeram-se.

Marconi Perillo (Goiás – PSDB), Ricardo Coutinho (Paraíba – PSB) e Simão Jatene (Pará – PSDB) assinaram em 2010 e estão no segundo turno. Tarso Genro (Rio Grande do Sul – PT) é o único dos candidatos que aderiu à Carta em 2014 e está disputando o segundo turno estadual.

No primeiro turno da eleição presidencial, Marina Silva (PSB), Luciana Genro (PSol) e Eduardo Jorge (PV) também aderiram à Carta, que pode ser acessada pelo endereçowww.compromissopelaliberdade.org.br. A Repórter Brasil tem sido responsável por organizar a assinaturas recebidas.

Entre as promessas assumidas, está a de que o candidato ou candidata renunciará ao mandato caso seja encontrado trabalho escravo sob sua responsabilidade ou se ficar comprovado que alguma vez já se utilizou desse expediente. E de que será prontamente exonerada qualquer pessoa que ocupe cargo público de confiança sob sua responsabilidade que vier a se beneficiar desse tipo de mão de obra.

Também estão os compromissos de defender a definição de trabalho análogo ao de escravo hoje presente no artigo 149 do Código Penal, evitando mudanças que prejudiquem o combate a esse crime, e não promover empreendimentos e empresas, dentro ou fora do país, que tenham utilizado mão de obra escrava.

Como resultado da Carta-Compromisso, políticas públicas adotadas nas gestões dos eleitos tiveram origem no documento, como a criação de Comissões Estaduais e Municipais de Erradicação ao Trabalho Escravo, o lançamento de Planos Estaduais de combate a esse crime, a aprovação de leis que restringem as compras públicas de mercadorias produzidas com trabalho escravo, criam entraves à existência de empresas responsabilizadas pela situação ou aumentam as punições a quem usa esse tipo de mão de obra.

Na gestão de Geraldo Alckmin, por exemplo, foi criada a Lei Paulista contra o Trabalho Escravo, que prevê o banimento, por dez anos, de empresas flagradas com esse crime no Estado. E na de Dilma Rousseff, foi aprovada a PEC do Trabalho Escravo, que prevê o confisco de propriedades onde esse crime for encontrado e as destina à reforma agrária ou ao uso habitacional urbano.

O fim da campanha de coleta não significa que novas assinaturas não serão aceitas. Mas os candidatos não serão mais convidados para isso.

Capa da Veja antes da eleição

GilsonSampaio

Podem escolher a vontade

 

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

As tenebrosas transações de petróleo de Aébrio escondidas pela mídia corrupta

Via Correio da Cidadania

Obrigado, Bloomberg!

Paulo Metri

Uma leitora do meu blog chamou minha atenção para o artigo “Shell to Halliburton Seen Winning With Brazil’s Neves”, que se encontra no site “Bloomberg News” e é assinado pelos repórteres Sabrina Valle e Juan Pablo Spinetto. A tradução deste artigo feita por Isabel Monteiro pode ser encontrada no endereço: http://jornalggn.com.br/noticia/o-pre-sal-na-mira-dos-apoiadores-de-aecio .

Nós, brasileiros, para sabermos como realmente pensa o candidato Aécio com relação ao petróleo e ao pré-sal, temos que ir a um site estrangeiro para ler o recado que ele está mandando, através de seus assessores, para as empresas petrolíferas estrangeiras. A mídia brasileira poderia fazer o trabalho investigativo que os dois repórteres, autores da matéria, fizeram. Mas Aécio não ganha nenhum voto com esta publicação no Brasil e, pelo contrário, deve perder alguns.

Um sumário da parte de interesse do artigo é o seguinte:

1.      "Se Aécio Neves ganhar, ele vai abrir (o setor de petróleo) aos investidores estrangeiros", disse Robbert van Batenburg, diretor de estratégia de mercado na corretora Newedge, dos Estados Unidos da América.

2.      O candidato da oposição promete leiloar blocos de exploração com mais frequência, aumentar os preços dos combustíveis e liberar os requisitos de compras locais, ouvindo as recomendações da indústria.

3.      Neves contratou um consultor da indústria e um funcionário envolvido nas privatizações na década de 1990, para redigir o seu programa de energia.

4.      Ele também está pensando em mudar a legislação que obriga a Petrobras a manter um mínimo de 30 por cento de participação nos projetos do Pré-sal.

5.      "Essas restrições às importações e barreiras comerciais (referindo-se às ‘compras locais’) não nos ajudam. Se ele ganhar, vai reverter todas as restrições ", disse também Batenburg.

6.      Elena Landau, que aconselha Neves em matéria de energia e esteve envolvida nas privatizações de empresas públicas nos anos 1990, no governo de Fernando Henrique Cardoso, acha que a exigência de a Petrobras ser a operadora em cada nova descoberta no pré-sal deve ser revista para estimular a concorrência.

7.      Landau complementou: "Quando você tem a Petrobras como operadora única, você está limitando a capacidade (de produção)".

8.      Lula e Dilma, sabendo que custaria centenas de bilhões de dólares para desenvolver a região do pré-sal, ainda quiseram empresas estrangeiras para ajudar a captação de recursos financeiros, como sócios minoritários, sem entregar a eles o poder de definir orçamentos ou decidir onde perfurar.

9.      "O monopólio do produtor estatal sobre o pré-sal precisa ser revisto”, disse Adriano Pires, consultor e coautor do plano de petróleo de Aécio Neves.

Dilma prioriza as compras locais, pois através delas são gerados emprego e renda no país, além de ser uma forma de combater a desindustrialização. Dilma quer que a Petrobras seja a operadora única do pré-sal, porque a operadora é quem decide, dentre outras coisas, onde comprar e, sendo a nossa empresa, muito será comprado no país.

Dilma não aumenta o preço dos derivados a qualquer aumento do barril no mercado internacional, primeiro porque não dependemos mais de óleo do exterior e, depois, porque ela se preocupa com o bolso do povo. Dilma não tem nenhum assessor “comprometido com a indústria (estrangeira)” e nenhuma assessora com “experiência nas privatizações”.

Foi dito por Landau, de forma indireta, que o objetivo é expandir a produção de petróleo ao máximo. O governo Dilma busca expandir a produção, respeitando a capacidade de participação da Petrobras e de expansão dos fornecedores nacionais.

Alguém tem alguma dúvida que os dois candidatos são bem diferentes com relação ao setor de petróleo?

Paulo Metri é conselheiro do Clube de Engenharia e colunista do Correio da Cidadania. Blog do autor: http://paulometri.blogspot.com.br

Show de troglodice pelas ruas paulistas

Via Breno Altman

TUCANOS SÃO A CÔMICA VOZ DA BRUTALIDADEimages-cms-image-000400450

Breno Altman

Apoiadores de Aécio Neves marcharam ontem em São Paulo.

Os petistas haviam dado seu grito de guerra, segunda-feira, no TUCA, superlotando um dos bastiões da resistência à ditadura. Também se manifestaram em Itaquera, um dos principais bairros proletários da cidade.

Militantes do PSDB e aliados, ao som do hino nacional, concluíram sua manifestação diante do Shopping Iguatemi.

Cada macaco no seu galho. Cada crença com seu templo.

A Polícia Militar estimou a presença em mil pessoas. Depois revisou para cinco mil. Os chefes tucanos especulam números entre dez e vinte mil participantes. Qualquer que seja a conta, estava presente a fina flor da oposição de direita.

A ideia da mobilização era pinta-la com cores extrapartidárias. “Um ato convocado pela sociedade civil, mas que reuniu todos aqueles que clamam por uma mudança e pedem que o Brasil volte a ser o que era”, afirmou Milton Flávio, presidente do PSDB municipal, à reportagem do UOL.

A “sociedade civil” estava bem representada em cima do carro de som: o deputado federal Paulinho da Força (SD), a cantora Wanessa Camargo, o humorista Juca Chaves e o vereador tucano Floriano Pesaro.

Forte mesmo, porém, era a presença da turma desejosa que “o Brasil volte a ser o que era”. Enquanto Paulinho gritava a plenos pulmões “fora, PT”, quase a seus pés um cartaz clamava: “Viva a liberdade! Fora o comunismo”.

Bem vestidos e elegantes, senhoras e senhores da República de Higienópolis, acompanhados de moças e moços da mesma nação, faziam soar os bordões do Brasil pelo qual muitos entre eles choram de saudades. Sem jamais deixar de lado, é claro, aquele tratamento educado e efusivo que aprenderam a proferir, contra a presidente, nos estádios de futebol.

“A nossa bandeira jamais será vermelha!”

“Dilma terrorista!”

“Ei, ebola leva a Dilma embora!”

“Ai que maravilha, a Dilma vai pra Cuba e o Aécio pra Brasília!”

“Dilma vai embora que o Brasil não quer você / aproveita e leva embora os vagabundos do PT” – ao som de “Para não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré.

Ah, o mestre de cerimônia era negro. O herói tentava inspirar palavras de ordem e cânticos mais civilizados, mas a horda queria mesmo era xingar e destilar seu ódio antipetista.

O trajeto e o cenário compunham tentativa de reeditar os protestos de junho do ano passado. Mas em uma versão particular: a dos herdeiros políticos e culturais da marcha com Deus e a Família, marcante na preparação do golpe militar de 1964.

Como dizia o velho barbudo, e não estou falando de Papai Noel, a história só se repete como farsa.

Eduardo Bolsonaro, o filho do favorito entre os gorilas, recém-eleito deputado federal por São Paulo, circulava pela passeata na companhia de ex-comunistas e outros tipos de vira-casacas que, no passado, combateram o regime militar.

Muitas tribos se unem na brutalidade que emana do rancor contra o partido de Lula e Dilma. Vão de fascistas declarados a uma curiosa “esquerda democrática”, todos arregimentados pela vontade de tirar o PT do governo a qualquer preço.

A frente ampla do Shopping Iguatemi, como seus antepassados, esbraveja contra a corrupção. Mas o que efetivamente lhes perturba é ver, aos pouquinhos, o Estado se deslocar da casa grande para a senzala.

Seus interesses, desejos, problemas e valores vão deixando de ser o fio condutor da vida nacional. Aos trancos e barrancos, multidões historicamente subalternas vão ocupando o centro da vida pública.

Ninguém tocou no uísque, nas propriedades e nos juros do andar de cima, mas o desconforto com a ascensão dos pobres do campo e da cidade não deixa dormir aqueles que jamais arrumaram sua própria cama.

Desesperados pela expectativa de nova derrota eleitoral, libertam-se de qualquer pudor. Ao odor de naftalina do velho repertório golpista, soma-se o cheiro putrefato das fobias contra a diferença.

Gritavam pela avenida Faria Lima como se fossem uma potência pronta para a guerra, mas o sentimento que os mobilizava era o direito à preservação da espécie.

A belicosidade tinha algo de pândega. Claro que gente dessa estirpe pode significar, em certo momento, perigo para a existência do regime democrático.

Por ora, tal ameaça está imersa no ridículo. Deve ser por isso que os petistas lutam e denunciam, vigilantes, mas preferem rir a xingar.