segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Sai do esquerda x direita e cai na real.

GilsonSampaio

Pra divulgação massiva.
Sai do esquerda x direita e cai na real.
Previdência: o que a mídia venal te esconde a mando da canalha bancária.
NÃO EXISTE DÉFICIT NA PREVIDÊNCIA, O QUE EXISTE É O DESEJO DA CANALHA BANCÁRIA DE TE ESFOLAR COM PLANOS DE APOSENTADORIA E SAÚDE
SE LIGA, DEIXE DE SER TROUXA POR ACREDITAR CEGAMENTE NA GROBO, SBT, RECORD, BANDEIRANTES, FÔIA, ESTADÃO, VEJA ETC. SÃO PAUS MANDADOS DA CANALHA BANCÁRIA


Sanguessugado do Publica




A GUERRA CHEGOU


Email Pedro Augusto Pinho

 Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

O grande pensador contemporâneo Noam Chomsky esclareceu que temos a ditadura, um governo de exceção, toda vez que o governo controla as pessoas pelos cassetetes ou quando manipula a consciência da população pela propaganda, pela criação de ilusões, e marginalizando o povo em geral, reduzindo-o a alguma forma de apatia.

Vivemos neste século XXI sob a tirania da banca, designação que dou ao sistema financeiro internacional, um conjunto de meia centena de famílias que detém mais de um terço dos fluxos financeiros internacionais, administram um sistema de organismos, ocultos e públicos, de gestão particular e de Estados Nacionais, para pesquisa, para propaganda e diversas finalidades que interferem diretamente na vida de mais da metade da população mundial.

Os objetivos de apropriação de bens e dos recursos naturais já estão muito adiantados. Poderia dizer que neste ano de 2018 poucos recursos e bens, efetivamente relevantes, não estão sob controle ou nas vésperas de o ser pela banca. Também muitos Estados Nacionais. As importantes exceções são a Federação Russa – sistematicamente agredida por organismos e instituições controladas pela banca – os chamados países bolivarianos (Venezuela e Bolívia) e as Repúblicas Populares da China, da Coreia do Norte e as Repúblicas do Irã e da Síria.

Veja o caro leitor como são tratados estes países pela imprensa internacional e por todos aqueles que estão, de alguma maneira, dominados pela banca. Fica fácil, assim, determinar onde está a banca e onde ela não conseguiu penetrar.

O objetivo a ser perseguido pela banca – e não faltam balões de ensaio e as mais incríveis e estapafúrdias formulações – é a redução da população mundial. Somos quase 8 bilhões de pessoas, pressionando pelo demografia os recursos escassos que a banca reservou para si. A banca pretende que sejamos entre 400 a 800 milhões, com já nos informam várias fontes e analistas.

As duas formas de redução populacional convencionais estão em plena execução: a guerra e a fome. Os sofisticados métodos de criação de epidemias ainda não estão suficientemente maduros para serem implementados. A disfunção da Aids ainda está muito recente e gastou-se muito para a conter.

Não é por mero acaso que a comunidade muçulmana, que tem elevada taxa de fecundidade, tem sido a mais atingida pela guerras da banca. E se propagam pela Ásia, o continente mais populoso.

A banca lança agora, tendo se apossado do governo brasileiro, o quinto país mais populoso do mundo, vizinho do que detém a maior reserva de petróleo no planeta (Venezuela), seu projeto antipopulacional na América do Sul.

No projeto da banca, com a colaboração dos escravistas e rentistas do Brasil, este plano já começou com o estabelecimento discreto de forças militares estadunidenses na Amazônia.

Em março do último ano, o comandante do Exército Sul dos Estados Unidos, o major-general Clarence K.K Chinn, recebeu a medalha da Ordem do Mérito Militar. Na ocasião, visitou instalações do Comando Militar da Amazônia – uma demonstração clara de que a doutrina de defesa da Amazônia perdia força nas Forças Armadas brasileiras.

O local da operação não poderia ser mais explícito sobre suas reais intenções: a tríplice fronteira – Colômbia, Peru, Brasil. A Colômbia é, desde muitos anos, um país governado pelos interesses estadunidenses, hoje se confundindo com da banca, embora menos do que na Gestão Obama. O Peru se perfila entre os gerenciados pela banca, assim como o Brasil de Temer. E na mira desta trinca estão as reservas de petróleo venezuelanas.

Outra ponta deste plano é a criação do Ministério de Segurança Pública, já apelidado de MisSegura. Claro que não será para subir os morros cariocas nem invadir as periferias paulistana e paraense, as invasões baianas e favelas pernambucanas. O MisSegura será outro ministério armado, com controle das polícias estaduais, para enfrentar alguma reação do Exército à guerra civil da banca.

A recente intervenção militar no Rio de Janeiro tem, para este modesto escriba, alguns objetivos não explícitos. Primeiro, como já foi apresentado pela professora Jaqueline Muniz em entrevista, lançar descrédito sobre o Exército.

O trafico de droga é um dos domínios da banca e das três maiores fontes de receita internacional. No Brasil, ele é representado por figuras públicas e não pelo pé de chinelo favelado.

O crime organizado de São Paulo atua em coabitação aparente com os governos tucanos, há mais de duas décadas no poder estadual. Como administrador vejo nesta expansão carioca, como já ocorrera no norte do País, uma racionalização gerencial do PCC – Primeiro Comando da Capital, paulista.

E, também, para as transferências de recursos públicos e ampliar a corrupção em favor dos interesses dos governantes e da banca.

Assim, matam-se vários coelhos com uma intervenção só. Organiza-se melhor o tráfico, aumenta-se o ganho da banca, desmoraliza-se a Força Armada e aumenta a ira popular. Esta vem sendo construída pela Globo e todas as emissoras associadas à banca desde 2013.

Com a farsa de venezuelanos “fugindo” para Roraima, o servil presidente, com elogio de um dos organismos internacionais pró-banca, foi lá fazer seu proselitismo, devidamente protegido do contato fotográfico com os “invasores”.

Arma-se, assim, a guerra civil para reduzir a população sulamericana e dar mais conforto à banca.

Aos que vem nestas linhas a teoria conspiratória, eu contraporia: e as práticas conspiratórias? Pois não vão me convencer que o Brasil foi às ruas por centavos nos ônibus, em junho de 2013, e não vai agora pela sua aposentadoria. Também que a Líbia, o país africano com maior índice de desenvolvimento humano, com presidente aclamado pelo povo, às vésperas de dar um grande tombo na cotação do dólar estadunidense sofresse o ataque das grandes potencias coloniais europeias e dos Estados Unidos da América (EUA) para lá promover a democracia, ou o Iraque fosse invadido pelas suas armas químicas.

Acordemos antes que o sono seja eterno.

Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Pedro Casaldáliga: integridade e humanismo

Sanguessugado do Nocaute


Dom Pedro Casaldáliga: 90 anos de vida, 50 de luta pelos brasileiros pobres.
Com a coragem e a energia de uma onça e a aparência física de um passarinho, o bispo resiste aos latifundiários e coronéis no interior do país. Ao final do texto, leia também o editorial do jornal ARA, da Catalunha, e um texto exclusivo de João Pedro Stedile para o aniversário de Pedro.

Manuela Azenha 


Cena do documentário “Pedro: Profeta da Esperança”


Pela solenidade da liturgia eclesiástica ele é Sua Eminência Reverendíssima Dom Pedro Maria Casaldáliga Pla, Bispo Emérito de São Félix do Araguaia. Para os camponeses sem-terra, lavradores e índios com quem convive nos confins do Mato Grosso, é só Pedro. Ou Pedrinho, como dizia uma criança que morava perto de sua casa.“É por causa do meu tamanho”, explicava o religioso franzino no programa Roda Viva de 1988, ao rejeitar o tratamento de “dom”.

Pedro completa noventa anos nesta sexta-feira, dia 16 de fevereiro, e cinquenta desde que trocou a cidadezinha de Balsareny, na Catalunha, onde nasceu, pela inóspita Amazônia brasileira. Com a coragem e a energia de uma onça e a aparência física de um passarinho, há meio século o bispo engajado na Teologia da Libertação resiste às ameaças de morte e luta contra o poder de latifundiários e coronéis no interior do país.


No dia em que foi sagrado bispo pelo papa Paulo VI, em 27 de agosto de 1971, o claretiano Pedro mostrou a que vinha, ao tornar pública sua primeira carta pastoral, cujo título é uma profissão de fé: “Uma igreja da Amazônia em conflito com o latifúndio e a marginalização social”.

Apesar dos riscos, nunca pensou em sair de São Félix: “Seria uma covardia, uma traição, um anti-testemunho. Imagina um bispo fugir? Isso já seria demais”, disse ele.

Por uma dessas dramáticas casualidades, seu confrade e companheiro de lutas, o padre jesuíta João Bosco Burnier, acabaria pagando com a vida a ousadia de Pedro. Em 1976 ambos foram a uma delegacia de polícia de Ribeirão Cascalheira, em Mato Grosso, após serem informados de que duas mulheres estavam sendo torturadas lá dentro. Confundido com Pedro, padre João Bosco foi assassinado por um policial.



Após a missa de sétimo dia pela alma do religioso morto, em plena ditadura militar, a população da cidade foi em procissão até a delegacia, arrombou as portas e as grades e libertou os presos. No local foi construída uma igreja.






A expulsão de Pedro foi pedida inúmeras vezes durante o regime militar. Sem exceção, uma das figuras públicas a quem mais admirava, o arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, saía em sua defesa. Segundo Pedro, era ele “um dos mais importantes defensores de direitos humanos do mundo”.



Pedro teve sua casa revirada pelos militares em busca de “material subversivo”. No documentário Pedro: profeta da esperança, dirigido por Cireneu Kuhn, o bispo conta que, após uma ação de busca da polícia, foi até ao delegado responsável, desafiador, como de costume: “Falei para ele: ‘Vocês esqueceram do livro mais subversivo que eu tenho: Matheus, capítulo 25. Leiam’”.


Pedro viveu a Guerra Civil espanhola durante a infância na Catalunha, momento em que começou a formar suas convicções políticas: “Eu era do lado vermelho, minha família, do outro. Vi muito sangue de perto. Quando criança, escondi padres, freiras e desertores. O tio da minha mãe, com 33 anos, foi assassinado só por ser padre”.

Depois de morar nos subúrbios de Barcelona e Madri, passou três meses na Guiné Equatorial, onde descobriu o chamado “terceiro mundo”. O próximo destino foi o Mato Grosso, onde vive até hoje.

Autor de mais de 20 livros, Pedro foi um dos fundadores do Cimi, Conselho Indigenista Missionário.

Para ele, a igreja deve ser popular: “No povo, a partir do povo, voltado para as lutas e esperanças do povo”. Sua militância se estende por toda a América Latina. Ao apoiar a revolta de Chiapas, no México, em 1994, radicalizou: “Compreendemos o povo desesperado que decide pegar em armas”.



Sobre a Revolução Sandinista, na Nicarágua, disse ser “talvez a revolução mais bonita e a mais cristã de que se tem notícia na história, pelo menos da América Latina”.

São inúmeros os atos de valentia do bispo.

Em um ato de memória à Guerra de Canudos, Pedro subiu ao palanque para fazer um discurso comovente: “O que fez Antonio Conselheiro e seus companheiros, nós devemos fazer. Sem medo. Ocupar a terra. A terra é de Deus e é de todos. Em segundo lugar, se organizar, sem coronéis, sem acumuladores, sem exploradores, sem corruptos. Em terceiro lugar, morar, celebrar Canudos, esta Terra Santa, essa Jerusalém sertaneja”.



No programa Roda Viva de 88, o jornalista Sérgio Rondino, editor de política do Jornal da Tarde, foi encarregado de fazer a pergunta final ao bispo: “Fiquei meio preocupado com a sua última colocação. A propósito da imprensa, o senhor preferiria uma imprensa comprometida com as suas teses ou uma imprensa livre?”.



Para a surpresa do jornalista, Pedro responde imediatamente: “Você tem toda razão em distinguir. Eu preferiria uma imprensa comprometida com as minhas causas. Não com as minhas teses. A causa do índio, do lavrador, da mulher, do menor, desta América Latina, do terceiro mundo, da solidariedade”.



Rondino insiste, incrédulo: “Mas você imporia algum controle à imprensa que não segue as suas causas? É isso que está me preocupando.”

Pedro, mais uma vez sem hesitar: “Sim. Eu acho que uma imprensa que fosse contra a justiça, contra a partilha, contra a solidariedade, contra a igualdade humana, merecia o controle, sem dúvida nenhuma. Senão vamos controlar o que neste mundo? Vamos deixar solto o crime? A injustiça? A repressão? Mesmo assim, haveria muito espaço para opinião”.


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Carta à Promotora que pediu a prisão da mulher em trabalho de parto

Sanguessugado do Justificando

"Pela mãe abusivamente presa, em algum momento, chegou a ver na barriga dela a mesma barriga que é a sua?"

Roberto Tardelli


Eu não conheci V. Exa., quando ainda estava na carreira do Ministério Público, onde fiquei mais de trinta anos; caso tenhamos nos conhecido pessoalmente, perdão pelo lapso.

Li pelos jornais que Vossa Excelência requereu para que fosse mantida presa uma mulher, autuada em flagrante, trazendo consigo, segundo a polícia, noventa gramas de maconha, para fins de tráfico.

Na audiência de custódia, ela se fez representar apenas por seu advogado, uma vez que estava dando a luz em um hospital público da cidade; de lá, em função do pedido feito pelo Ministério Público, representado por Vossa Excelência, e acatado pelo MM Juiz de Direito que presidia o ato, foram a indiciada e seu rebento levados de volta à carceragem. O bebê, bem o sabes, tinha apenas dois dias de vida. As notícias dão conta de que a indiciada era primária e que, além daquele criança, é mãe de uma outra, de três anos de idade.


Escrevo esta carta aberta porque os noticiários deram conta também de um fato significativo: a gravidez de Vossa Excelência. Uma mulher grávida, promotora de justiça, pediu a um juiz de direito que mantivesse presa uma outra mulher, que acabara de parir, levando consigo seu rebento para o cárcere. Admitamos, parece ser enredo de um novela de terror.

Fiquei estarrecido ao ler a notícia. Fiquei pensando como duas mulheres podem ter gestações tão distintas, eis que o fruto de seu ventre, prezada Promotora,  nascerá em uma maternidade de alto padrão e será recepcionado e festejado por parentes e amigos, que lhe darão boas vindas. Sapatinhos, rosas ou azuis, na porta do quarto, avisarão aos visitantes que ali nasceu uma criança linda e saudável, que receberá de todos que a cercam todo amor e conforto.

Nessas maternidades, a segurança é uma obsessão e nada de ruim acontecerá ao rebentos que ali nascerem. É abaixo de zero o risco de alguém estranho, tenha a autoridade que tiver, sair com um dos ocupantes do berçário em seus braços. As enfermeiras são sorridentes e recebem carinhosamente pequenos e merecidos mimos das famílias que acolhem, os médicos são pressurosos e acolhedores.

A suíte onde Vossa Excelência se recuperará do parto tem ar condicionado, TV, rede de wi-fi, a fim de orgulhosas mamães exibam ao mundo o fruto da espera de nove meses. Papais também orgulhosos distribuem charutos e sempre a camisa do time de coração é a primeira foto que mandam para o grupo de amigos. Tudo é felicidade.

No outro lado, o bebê nasceu de uma mulher levada à maternidade algemada, que pariu desacompanhada seu rebento, sem saber e sem ter para onde ir.

Não teve os luxos do nascimento de uma criança de classe média alta e teve que se comportar, haja vista estivesse sob escolta policial, não enfermagem, para atendê-la. Espero que não tenha sido algemada à cama e acabou de ir amamentar seu filho no chão úmido e mofado de uma cadeia pública, onde estava detida, porque não lhe foi reconhecido seu direito à liberdade, seja por Vossa Excelência, seja pelo Juiz de Direito.

Há uma questão, senhora promotora, que supera a questão jurídica.

É assustador imaginar que a senhora não tenha visto naquela criança que nascia um pouco de sua criança que traz em seu ventre.

É assustador imaginar que a senhora, justamente por se encontrar grávida, não tenha visto, com os olhos da alma, o terror de uma mulher amamentar o filho que acabara de nascer, num pedaço de espuma, entre cobertores velhos, num chão batido de uma cela infecta. Não posso crer que esse momento lhe tenha também passado despercebido.

Não posso imaginar que alguém possa trazer consigo tanta ausência de compaixão humana que tenha se permitido participar de uma situação, cuja insensibilidade me traz as piores e mais amargas lembranças da História.



Nas leituras que seu bom médico deve ter sugerido durante sua gestação, certamente, alguma coisa existe – não é autoajuda – no sentido de demonstrar que os primeiros momentos de vida de um ser humano são cruciantes e que poderão ter consequências para o resto de sua vida.

Gente muito melhor do que qualquer jurista concurseiro que lhe tenha dado milhares de dicas, disse isso: Freud, Melanie Klein, John Bowlby. Procure saber deles, que diriam certamente que teria sido menos desumano que a senhora e o juiz que acolheu seu infeliz pedido atirassem na mãe. A senhora, fique certa, contribuiu para uma enorme dor que essa criança haverá de carregar por toda a vida. O terror da mãe transmitiu-se ao filho, não sabia?

Enquanto a senhora há de amamentar teu filho ou tua filha em todas as condições de conforto e segurança, livre do medo, livre do pavor de alguém apartá-la da cria, sem o terror de ver grades de ferro à frente, ela ficou com todos os pavores internalizados. Enquanto a senhora há de desfrutar justa licença-maternidade, em que poderá se dedicar exclusivamente a apresentar o mundo ao doce e bem-vindo recém chegado filho ou filha, ela estará a dizer a seu filho que ele nasceu na cadeia, nasceu preso, nasceu atrás de grades, nasceu encarcerado.

Seria duríssimo, mas inevitável se a falta cometida fosse de tamanha gravidade que não se acenasse ao horizonte uma solução menos gravosa. Mas, haveria de ser do conhecimento de Vossa Excelência, como deve ser do Magistrado, que o STF de há muito pacificou essa questão e essa mulher terá direito a penas restritivas. Isto é, jamais poderia ter permanecido presa, pela singela razão de ter o direito de ser posta em liberdade.

É o que diz a Constituição Federal: ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança, no art. 5º, inciso LVI.

A senhora e seu Magistrado agiram com abuso de direito, percebe?

Permito-me dizer que aprendi, dentro do Ministério Público, que não se pode fazer Justiça sem compaixão, sem amor pelo próximo, sem respeito pelas pessoas. Caso se caia nessa cilada, somente se produzirá terror, como esse que a senhora produziu. A Justiça Criminal, cara ex-colega promotora, se mede a partir do direito de liberdade.

Aliás, quem diz maravilhosamente sobre isso é também um ex-integrante do MPSP, Ministro Celso de Mello. Sugiro que a senhora procure ler e estudar um pouco mais, um pouco além desses manuais catastrofistas que colocam os promotores e juízes como agentes de segurança pública, algo que nunca foram e nunca serão. Leia mais humanistas, é evidente a falta que lhe fazem.

Vossa Excelência, quando voltavas para casa, uma lágrima por aquela criança nascida na cadeia, chegou derramar?

Pela mãe abusivamente presa, em algum momento, chegou a ver na barriga dela a mesma barriga que é a sua? Em algum momento dessa tua vida, conseguiu pensar que aquela mulher lhe é igual em tudo? Que o fruto de vosso ventre nascerá como nasceu o dela? Que amamentará seu filho como ela amamentou o dela? Que mecanismo mental foi esse que quebrou uma identificação que haveria de ser imediata?

Onde, enfim, Vossa Excelência deixou a humanidade que deve legar a seu filho?

Com respeito,

Roberto Tardelli, Advogado e Procurador de Justiça Aposentado.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Bancos brasileiros e petroleiras americanas oferecem regabofe a Moro em Nova York


 Sanguessugado do O Cafezinho


Miguel do Rosário -  Redação


O jantar da Câmara de Comércio Brasil e EUA em homenagem a Sergio Moro, em Nova York, está sendo patrocinado, até o momento, por Itaú, Bradesco e Santander, os maiores sonegadores do Brasil.


A coisa é descarada.

Corrupção em dose tripla.

Em primeiro lugar, os motivos da Câmara de Comércio são quase caricaturais, de tão corruptos: a Lava Jato, ao destruir setores nacionais inteiros da indústria petroleira, em especial na área de refinaria, proporcionou lucros bilionários à indústria de refino norte-americana, que nunca vendeu tantos derivados ao Brasil (mais de US$ 6 bilhões em 12 meses, aumento de 90% sobre ano anterior).

Como os principais produtos do comércio entre Brasil e EUA são derivados de petróleo, pode-se dizer que a homenagem da Câmara de Comércio é uma iniciativa das petroleiras americanas.

 

Em segundo lugar, instituições financeiras privadas também ganharam. O golpe que a Lava Jato ajudou a organizar levou ao poder um grupo de políticos inimigos dos bancos públicos. As primeiras medidas de Michel Temer foram no sentido de desmontar o Banco do Brasil, que fechou milhares de agências em todo país, e vem sabotando explicitamente os serviços tanto do BB quanto da Caixa, o que ajudou Itaú, Bradesco e Santander a ampliarem sua participação no país, e a terem lucros indecentes em meio à crise econômica.

A matéria da chapa-branquíssima Folha (embora um pouco mais sutil que a Globo) é para convocar mais patrocinadores para o “jantar” em homenagem a Moro. A Folha nunca ganhou tanto dinheiro do governo federal como agora, e, sobretudo, viu seus concorrentes da mídia alternativa entrarem para a lista negra da publicidade institucional, como ela queria. Ela também participa, portanto, do regabofe da corrupção em Nova York.

O prato principal do jantar será a soberania e o bem estar dos brasileiros.