quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Renan fica, banzé também no Supremo. E foto histórica de Moro


"As coberturas, que detém o Poder real, fingem não existir outra saída na busca do equilíbrio de contas."

Bob Fernandes 

Um dos 11 ministro do Supremo, Marco Aurélio concedeu liminar que afastou Renan Calheiros da presidência do Senado...

Gilmar Mendes, outro Supremo, defendeu o impeachment de Marco Aurélio.

Horas depois, Marco Aurélio escancarou o que está em jogo: o Poder. E expôs Gilmar, que já voava para a Suécia.

Expos o jogo de Gilmar ao cobrar da Câmara determinação de abril: instalem a comissão para analisar o impeachment de Temer.

Gilmar tem conversado com Temer, e com o alto tucanato. Ex-presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, tuitou: "Eu avisei".

Na queda de Dilma, Joaquim Barbosa disse o que agora repete: "Foi um impeachment Tabajara, encenação que provocou desestabilização no país".

Multiplicam-se exemplos factuais pós-impeachment. Recordemos
.
Cada vez mais, parlamentares, ministros, juízes, procuradores, delegados, têm se dado o direito de agir como... Imperadores.

Impeachment consumado quando o Dinheiro Grande sentiu cheiro da inadimplência bancária. Como previsível, veio a conta dos que têm fomes: nas sarjetas, e nas coberturas.

A Reforma da Previdência proposta por Temer é choque entre fomes. Trabalhador que não mora nas coberturas ralará 49 anos para ter aposentadoria integral.

As coberturas, que detém o Poder real, fingem não existir outra saída na busca do equilíbrio de contas.

Fingem não dever mais de R$ 1 trilhão e 400 bilhões à União. Fingem não ter escondido mais de meio trilhão de dólares em paraísos fiscais...

...Fingem não saber: em 2013, última conta conhecida, 71 mil ricos tiveram isenção de impostos sobre R$ 200 bilhões.

Isenção na Pessoa Física, por fortuna oriunda de lucros ou dividendos de empresas onde são donos ou acionistas.

Estados quebrados. Praça de guerra no Rio. Manchetes com "Crise Institucional". Ao mesmo tempo, festas e prêmios. No Congresso, coquetéis.

Prêmio para Procuradores da Lava Jato. Com pose para câmeras como se fossem artistas.


Debate nacional: Temer fica ou cai? E uma foto para a História: a cabeça de Temer ao alcance da mão direita o juíz Moro cochicha e ri com Aécio Neves...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A PEC/55 a serviço do rentismo nacional

Sanguessugado do Ulysses Ferraz



A reação "nervosa" do mercado futuro de juros com um possível atraso na votação da PEC/55 sob a presidência interina do senador Jorge Viana do PT, em razão do afastamento preliminar de Renan Calheiros pelo STF, reforça uma questão fundamental: a PEC/55 não é sobre boas práticas de gestão de gastos públicos.

Trata-se apenas de um instrumento poderoso de transferência de riqueza do Estado para o setor financeiro da economia, que visa garantir a manutenção da taxa de juros brasileira como a maior do planeta, sem que haja riscos de escassez de fluxo de recursos para remunerar o rentismo nacional, em detrimento de investimentos sociais e de infraestrutura.


É para este setor que o governo golpista do PMDB/PSDB e seus aliados trabalham. É para beneficiar essa gente, e a si própria, que a grande mídia manipula o restante da sociedade com discursos ocos de "moralidade" fiscal. É disso que se trata. Todo o resto é retórica vazia.

Banditismo na veia

Gilson Sampaio


Intimismo de Moro com o campeão de delações na lava-jato denota a ausência total de decência e decoro.


Banditismo na veia.




terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Que gente mais sem vergonha

GilsonSampaio

Que legado que essa gente sem vergonha deixará para os filhos e netos?
Quem gente mais em vergonha.


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Curitiba em Transe, o devastador artigo de um promotor de Justiça do Paraná



Fuad Faraj, promotor de Justiça do Paraná

coletiva-de-imprensa-com-procuradores-da-forca-tarefa-lava-jato-webOs pretensos boys magia da Car Wash, na República de Curitiba, foram tragados por alguma espécie de histerismo paranóico diante de uma decisão tomada pela Câmara dos Deputados, em Brasília, que soterrou as desmedidas criadas e capitaneadas pelos magnânimos Redentoristas da Procuradoria da República. Travestido de projeto de iniciativa popular, as desmedidas apresentadas foram gestadas por longos meses no ventre de todos os Ministérios Públicos do Brasil, com utilização de expressivos recursos públicos.

Não me surpreenderia se tivéssemos a notícia de que palestras e assinaturas ao projeto fossem critérios de avaliação do estatágio probatório dos que recém ingressaram na carrreira.  Não se aventa, portanto, iniciativa popular nas medidas que propalavam necessárias para o combate eficiente à corrupção. Tudo foi um sortilégio. A iniciativa do projeto de lei é de um ente estatal chamado Ministério Público, o qual usou toda a sua estrutura e poder de fogo para buscar assinaturas de cidadãos induzidos a erro pelo título do projeto. O título do projeto de lei vendia combate à corrupção, mas o conteúdo dava ao cidadão também opressão e violação de direitos fundamentais.

De cunho autoritário, algumas delas buscavam solapar em suas bases o estado democrático de direito para que se erigisse, em seu lugar, um estado policialesco gerido por integrantes de um ministério cada vezes menos público e cada vez mais corporativo, unido na sanha persecutória inspirada no segregacionismo, na parcialidade seletiva e no sectarismo social, ideológico e político.



O Projeto aprovado, e talvez deva ser essa a razão do ódio profundo que suas Excelências devotam ao parlamento integrado por deputados eleitos pelo voto popular, inclui responsabilização criminal para promotores e juízes, entre outros atos, por atos ilícitos por eles praticados, antes “punidos” apenas na seara disciplinar. Com arroubos próprios de primas-donas descompensadas, sem qualquer razoabilidade, “ameaçaram” renunciar caso o projeto legislativo seja sancionado pelo Presidente. Um motim praticado por altos servidores públicos, integrantes de uma Carreira de Estado, que estão no topo da pirâmide da remuneração estatal.  Este disparate dos Procuradores da República, junto com todo conjunto da obra, é algo inominável.

Queriam acaso poder violar, sem punição alguma, a Constituição e todas as leis do país? Acaso fazem parte de uma classe de superdotados infalíveis que deve ser colocada acima de todos os demais cidadãos para poder prejudicar com seus atos, impunemente, o cidadão, a nacão e o país?  A bem pouco tempo, a lembrança me é vaga, os ilustrados integrantes da Car Wash diziam que a lei deve valer pra todos. Para todos, menos para eles.

A julgar pelo que falaram, vê-se que são muito ciosos de si e os únicos que podem fazer alguma coisa para salvar o Brasil. Passam a impressão, por este discurso mendaz e bravateiro, que a Procuradoria da República são eles e o resto dos seus pares constitui o rebotalho sem cérebro e sem estampa daquela instituição. Os demais membros do Ministério Público Federal não devem valer nem mesmo o auxílio-moradia que recebem, quanto mais o subsídio integral. É sério isso, preclaros jurisconsultos?

Vê-se que os bem dotados juristas desta novel república nos ensinam sempre uma nuance jurídica que escapa aos simples mortais como nós.  Assim como, para dar um único exemplo, aprendemos com eles regras nunca antes vistas no cenário jurídico nacional ou mundial, do tipo que estabelecem conduções coercitivas sem lastro em Lei e na Constituição, aprendemos agora que a um membro do Ministério Público se concede a prerrogativa de dar às costas ao seu trabalho e ir voltar ao dolce far niente de seu gabinete ou o que quer que possa ser entendido como “voltar às nossas atividades”.

Pelo nível do discurso, deve-se entender que são uns incendiários da República que propalam proteger. Seu discurso toca as almas daqueles embebidos de ódio e rancor, em busca da destruição de um inimigo, qualquer inimigo, que possa dar vazão, como num transe, aos seus sentimentos mais violentos e lhes sirva de catarse.

Nos passam a impressão, falsa espera-se, que não tiveram outro interesse além de levantar, através do uso absoluto dos meios de comunicação, uma massa de cidadãos com os quais se alinharam, desde a primeira hora, na ação e na ideologia, no ódio e no rancor, para concretizar uma ruptura institucional de consequências nefastas para o nosso Brasil.  Neste domingo, 4 de dezembro, todo planeta saberá, mais uma vez, que tipo de manifestações de massa eles tiveram a capacidade de invocar, provocar e estimular sem se importar com quaisquer consequências.

É sintomático perceber, e também é um traço revelador do que se trata, que olhando para o passado vemos uma sincronia temporal mágica entre as ações destes paladinos da justiça, do Juiz Supremo, dos vazamentos, das grandes manchetes, dos eventos políticos e das manifestações de rua. Nós, comuns mortais, sequer conseguimos planejar com tal acurácia e eficiência um almoço em família num domingo. Estes caras respeitáveis, notáveis juristas e comportados piás de prédio, fizeram uma “revolução”, alinhando-se, desavisadamente espera-se, ao que tinha de mais retrógrado no esquema de poder que submete este país debaixo de uma canga desde 1500.  A história não os absolverá.

Graças a esses gênios, pioneiros da jurdisdição-espetáculo, teremos, ano que vem, eleição indireta para eleger o Presidente da República pela primeira vez desde o fim do regime instaurado pela Redentora Revolução de 64.  Graças a esses notáveis de vanguarda, temos uma ÚNICA operação policial comandando os destinos de um país inteiro, gestada à forma de um seriado de televisão para durar anos, indo para a 4ª temporada, enquanto o nosso país definha econômica, social e politicamente.  Cansados da “brincadeira”, esses luminares agora ameaçam “renunciar”.

Transformaram nossa terra numa Bananalândia.  Nosso País, com o recrudescimento das divisões internas que vão se tornando a cada dia mais inconciliáveis está deixando de ser uma Nação. Aos poucos, também, o Brasil vai deixando de ser uma País soberano.

Não, a história nunca os absolverá. ( Do Justificando, Curitiba em Transe)