sábado, 28 de fevereiro de 2015

Jornalistas alemães insurgem-se contra campanha anti-Grécia

Via Esquerda.net

Para pressionar os deputados alemães, que votam esta sexta-feira o acordo do Eurogrupo, o tablóide Bild convidou os leitores a tirarem uma foto ao lado da notícia que diz “Não a mais milhões para os gregos gananciosos!”. A Associação de Jornalistas diz que a campanha foi longe demais.

A página do Bild que serve de modelo para as selfies anti-Grécia.

Esta sexta-feira o acordo no Eurogrupo vai a votos no parlamento alemão. E o tablóide Bild, que tinha feito a manchete “Obrigado Schäuble!” quando o ministro das Finanças parecia estar a inviabilizar o pedido grego, veio agora mobilizar os leitores para pressionarem os políticos a votarem contra a extensão do empréstimo à Grécia.

Com uma manchete intitulada “Não a mais milhões para os gregos gananciosos!”, o tablóide apelou aos leitores para se fazerem fotografar ao lado do jornal com essa mensagem, divulgando depois as fotos para pressionar o sentido de voto dos deputados alemães.

Para a Associação de Jornalistas Alemães, o Bild está a fazer uma campanha política que o afasta da missão do jornalismo. “Podemos ou não gostar da política do governo alemão para a Grécia”, afirmou o presidente Michael Konken, “mas uma campanha dirigida a influenciar decisões políticas não faz parte da missão do jornalismo”.

Redobram os esforços de Washington contra as reformas na América Latina

Sanguessugado do Cultura, Esporte e Política

Paul Craig Roberts/Mahdi Darius Nazemroaya

http://ts1.mm.bing.net/th?&id=HN.608023226192036272&w=300&h=300&c=0&pid=1.9&rs=0&p=0

 

Foi publicada pela Strategic Culture Foundation uma reportagem de Mahdi Darius Nazemroaya sobre o esforço em curso levado a efeito por Washington e pela inteligência argentina para derrubar a presidente reformista da Argentina.

Nenhum governo reformista será tolerado por Washington na América Central e do Sul. Por exemplo: a interferência de Washington em Honduras até conseguir derrubar o governo reformista foi legendária. Um dos primeiros atos de governo de Obama foi a derrubada do presidente de Honduras, Manuel Zelaya. Aliado do presidente reformista da Venezuela, Hugo Chávez, Zelaya, como Chávez, foi retratado como sendo um ditador e uma ameaça.

Neste momento, Venezuela, Bolívia, Equador e Argentina estão na lista de governos a serem depostos por Washington.

Por décadas, Washington teve o que eufemisticamente chamava de “relações próximas” com o exército hondurenho. Já na Venezuela, Bolívia e Equador, a aliança se dá com as elites hispânicas, que tradicionalmente prosperam permitindo que os interesses financeiros dos Estados Unidos saqueiem seus países. Na Argentina, Washington aliou-se ao serviço de inteligência argentina, que neste mesmo instante está trabalhando com Washington e os oligarcas daquele país contra a presidente reformista Cristina Kirchner.

Washington luta contra as reformas até esmagá-las no intento de proteger a capacidade de saquear e de seus interesses comerciais. Sobre seu tempo de serviço na América Central o general dos fuzileiros dos Estados Unidos, Smedley Butler, disse:

Servi em todas as patentes, de Segundo Tenente a General. Durante todo este período, gastei a maior parte do meu tempo fazendo as vezes de “Leão de Chácara” para as grandes empresas, para Wall Street e banqueiros. Resumindo, eu não passava de um chantagista do capitalismo.

Com a já longamente documentada história da interferência dos Estados Unidos nos acontecimentos internos de seus vizinhos do Sul, a charada é saber por que esses países facilitam a derrubada de seus governos acolhendo embaixadas dos EUA e permitindo que empresas norte americanas operem em seu território?

Sempre que um processo político coloca no poder, em qualquer destes países, um líder que pensa em colocar o interesse de seu povo em confronto com os interesses dos Estados Unidos, este líder ou é derrubado através de um golpe ou assassinado. Para os Estados Unidos, a América do Sul existe apenas para servir aos seus interesses, e cuidam, a cada instante, para que isso continue exatamente assim. Com a aliança eventualmente desenvolvida pelos EUA com a “elite” e as Forças Armadas de determinado país, as reformas sofrem um processo de sabotagem contínua.

Países que se abrem para a entrada de embaixadas dos Estados Unidos, de seus interesses comerciais e de ONGs fundadas nos Estados Unidos não perdem por esperar: mais cedo ou mais tarde sua independência ou sua soberania será subvertida.

Uma real reforma na América Latina só acontecerá com a expulsão dos agentes do interesse norte americano e com a desapropriação dos oligarcas.

CPI DA PETROBRAS ? A CRIAÇÃO DE UMA COMISSÃO DA VERDADE SERIA MAIS PRÁTICO

Sanguessugado do Política Econômica do Petroleo

Wladmir Coelho

O relator da CPI da Petrobras, deputado Luíz Sérgio PT- RJ,  defende a inclusão nas investigações do período Fernando Henrique Cardoso. Concordo. E ampliando envio, respeitosamente, uma sugestão ao ilustre relator: O retorno no tempo deve abranger todos os governos desde Getúlio Vargas.

Na realidade o governo precisa criar uma COMISSÃO DA VERDADE DA PETROBRÁS. Escrito desta forma com acento agudo como foi um dia.

Nesta Comissão os membros além do discurso policial – foco da CPI -  apresentariam um histórico da empresa apurando o seguinte: Como foi criada a Petrobrás? A Petrobras cumpriu seus objetivos? Em qual período a empresa distanciou-se de seus objetivos? Em qual governo a Petrobrás foi entregue ao mundo das especulações (vulgo mercado) ? Em quais governos o processo de privatização da Petrobrás foi aprofundado? Como retomar a Petrobrás para o povo brasileiro?

Conhecer a história da Petrobras para entender a sua função e importância para a economia nacional. Este conhecimento vai esclarecer, por exemplo, a contradição daqueles ditos defensores da empresa que buscam uma “salvação” no mercado, mas acusam outros de propagandistas da privatização exatamente por anunciarem a mesma opção mercadológica.

JOSÉ SERRA E O ESQUARTEJAMENTO DA PETROBRAS


O senador José Serra (PSDB-SP) voltou a defender o antigo sonho dos entreguistas de retalhar a Petrobras entregando as partes aos oligopólios.  Esta  proposta existe desde os anos de 1950 para atender aos interesses dos EUA que nunca admitiram a existência de uma empresa para garantir a segurança energética do Brasil.

MINISTRO DEFENDE CONTINUIDADE DOS LEILÕES


Enquanto isso o ministro Eduardo Braga – Minas e Energia -  declarou que o rebaixamento da nota da Petrobras por uma empresa de classificação de investimentos não significa o fim dos leilões do pré-sal. O ministro espera continuar a entrega do petróleo nacional aos interesses dos oligopólios com rebaixamento de nota e tudo.

O governo precisa assumir uma posição clara em relação a Petrobras. Enquanto a empresa continuar submetida ao mercado será fragilizada distante de sua origem. A Petrobras foi criada para garantir os meios necessários a criação de uma política energética nacional nenhuma relação com o pagamento de dividendos aos fundos internacionais de investimentos. 

EMPRESAS DE TRANSPORTE E PREÇO DO DIESEL


Um exemplo da importância de uma empresa nacional de petróleo foi o recente movimento das empresas de transporte que promoveram cercos reclamando, dentre outras situações, da alta no preço do diesel.

Nestas circunstâncias a Petrobras deveria atuar como executora da política nacional de combustíveis garantindo os preços diferenciados para o setor de transporte. Lembre-se: Adam Smith no século XVIII defendia o subsidio da energia. Vejam não estamos falando de Fidel Castro ou Hugo Chaves e sim do pai do liberalismo.

Com o predomínio da voracidade do mercado fica impossível estabelecer critérios, inclusive, em beneficio do empresariado.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Prêmio Nobel da Paz denuncia e repudia interferência dos EUA na Venezuela

Via Diário Liberdade

O argentino Adolfo Pérez Esquivel, prêmio Nobel da Paz em 1980, denunciou a interferência e tentativas de desestabilização do governo dos Estados Unidos contra o presidente Nicolás Maduro e o povo da Venezuela.

 

nobel

 

Em entrevista à Radio del Sur na última terça-feira, Pérez Esquivel afirmou que, após tentar derrubar o então presidente Hugo Chávez, agora os EUA pretendem fazer o mesmo com Maduro, a quem praticamente não deixaram governar mesmo antes do começo de seu mandato, para que não possa avançar com suas políticas.

Destacou o caráter totalmente subserviente da direita venezuelana aos interesses do imperialismo estadunidense. "Me preocupa muito a situação na Venezuela, a oposição deveria se sentar para dialogar com o governo e permitir a governabilidade e não se deixar manipular pelos interesses externos dos EUA e das transnacionais."

Ele pediu união das nações latino-americanas para enfrentar os interesses dos Estados Unidos, que se consideram donos dos países latino-americanos e que nos consideravam seu quintal. "Eu espero que os povos estejam conscientes e não permitam que nos transformem em colônia dos EUA... Washington irá defender seus interesses na região e não lhe interessam os meios a serem utilizados para isso", disse. Deste modo, os EUA não buscam, com suas ações, defender os povos, mas dominá-los, completou.

Pérez Esquivel lembrou do histórico de golpes na região patrocinados pelos Estados Unidos. "O intervencionismo estadunidense na América Latina é histórico, todo governo opositor ou que tenha certa independência é atacado pelos EUA e não se pode esquecer que este país é responsável por impor ditaduras militares em todo o continente", lembrando os casos recentes em Honduras, onde foi instalado um regime títere dos EUA, e também do Paraguai.

"Fizeram a mesma coisa no Paraguai quando derrubaram Fernando Lugo através de mentiras, e assim também desestabilizaram o governo de Hugo Chávez. Agora está acontecendo algo parecido com Nicolás Maduro: mas assumiu a presidência e não o deixam governar um dia sequer porque começam e tentar denegri-lo e enfraquecer sua gestão para que as políticas que a Revolução vem desenvolvendo não possam avançar", afirmou.

¿Por qué EEUU envía tropas al Perú?

Via Otro Uruguay es posible

Gustavo Espinoza M.


Que Estados Unidos tiene una estrategia continental de dominación, y que se dispone librar una aventura militar contra los pueblos de América Latina, lo hemos dicho en diversas ocaciones.
Algunos, nos tomaron en serio y ratificaron una voluntad antiimperialista que debe concretarse ahora. Otros, en cambio guardaron silencio, quizá con la idea que nuestra afirmación era exagerada, y respondía al clásico estilo de confrontación de lo que ellos llaman "la izquierda tradicional". 
Los hechos, sin embargo, nos van dando la razón de manera constante. La agresividad imperialista contra nuestros países se manifiesta de manera constante; y hoy se concreta en el Perú, con el autorizado ingreso de un verdadero ejército armado de los Estados Unidos en territorio peruano, ateniéndose a un cronograma muy preciso. Y elaborado de común acuerdo por "ambas partes".  
Qué está ocurriendo en este continente, que hace que la primera potencia militar del mundo decidia abrir fuego contra los peruanos?.
A dónde apuntan realmente los fusiles yanquis que dispararán en el VRAE y otras zonas cordilleras de América?